Histórias de amor

12 Levamos uma aposta indecente muito a sério


Notas iniciais
Olá semideuses! Queria muito postar aqui hoje por ser o aniversário do Percy hehe e logo o aniversário do casal também né, então em homenagem decidi fazer o que eu sinto ser uma história clássica percabeth kkkkkkk Boa leitura!

—Toma essa, agente de Ares!

Encarei Annabeth chocado. Não era bem aquilo que eu estava esperando quando inocentemente a convidei para uma partida de videogame. Ela estava há uma hora destroçando o jogo, chamando os personagens de "agentes de Ares", e era absurdamente boa para alguém que nunca tinha pego num daqueles antes.

A verdade é que eu (inocentemente) lhe ofereci para jogar (rapidamente) uma partida, já que ela parecia realmente curiosa e interessada ao chegar no meu apartamento e me ver, com licença, arrasando no jogo.

Também me lembrei que ela não foi uma criança exatamente normal, já que passou cinco anos morando num acampamento de treinamento para semideuses. Então eu tinha meio que me compadecido... Isso foi até perceber que ela tinha se viciado, estava na sua trigésima partida desde então.

Fiz uma nota em minha mente de nunca subestimar a competitividade da minha namorada, ainda mais sobre um jogo de guerra, sendo ela uma filha de uma deusa da guerra e tudo o mais.

Assim que ela perdeu, rapidamente peguei o controle de sua mão.

—Hm, ok. Isso foi divertido — ela tinha aquele olhar fulminante que poderia matar qualquer um que estivesse na sua frente: mortal, semideus ou monstro. Fingi que não estava intimidado.

—M-mas... Eu estava ficando a melhor nisso! — ela apontou para a TV, agora se levantando do tapete. Me ajeitei no sofá, a olhando ironicamente.

—Sem querer me gabar, mas eu sou o melhor nisso

Ela cruzou os braços, como se quisesse partir para a briga.

—Então jogue contra mim — ri pelo nariz, sentia aquela vibe da rivalidade Poseidon e Atena se apossar de nós, quando começamos a ficar mais competitivos que o saudável. Mas ei, eu estava zerando aquele jogo. Era a minha área. Eu nunca desafiaria Annabeth em... Bem, muitas coisas, parando para pensar ser filha da Sabedoria te deixa à frente em muitos quesitos. Mas enfim, ela me desafiar no videogame era a mesma coisa que me desafiar dentro do mar. Eu não iria deixá-la ganhar.

—Você nunca ganharia de mim, seria covarde da minha parte

Sim, eu sei. Percy, você está atiçando uma filha de Atena, não é a melhor ideia do mundo. Acredite, uma parte da minha mente estava em estado alerta.

—Ah, é? — Annabeth descruzou os braços, chegando mais perto de mim no sofá — Então eu tenho um desafio para você.

Dei uma risada alta, que só serviu para deixá-la vermelha.

Algo em mim estava definitivamente mudando, aquela era a hora que eu desconversava a discussão com medo dos seus olhos cinzas cravarem em mim, mas naquele dia eu só consegui a achar extremamente adorável: Sua expressão séria a fazia apertar os lábios, quase a deixando com um bico. Ela me fazia querer morder sua bochecha.

—Estou curioso para saber o que é

Também sabia que provavelmente não seria uma proposta das melhores, já havia lutado muitas vezes com Annabeth para não saber como ela agiria, agora era a hora que ela me colocaria numa enrascada e faria um desafio que era impossível ela perder.

—Nós vamos jogar, e a cada vez que você ganhar, eu vou te beijar aonde você quiser...

—Estou ouvindo

—... Mas se eu ganhar, você vai ter que me beijar aonde eu quiser- ela tinha um sorrisinho satisfeito, imaginei o quão irônica ela ficaria sendo toda mandona e indo para cima de mim, sabendo que teria ganhado uma partida contra um veterano no jogo. Nos encaramos por alguns segundos, até que eu disse:

—Não

—O que? — parecia que ela tinha tomado um tapa na testa. Cruzou os braços de novo — Porque não?

—Eu sou o melhor neste jogo, e preciso de um desafio à altura — coloquei o controle no sofá ao meu lado, ela me observava com cuidado — Nah, a aposta não está boa o suficiente.

Ela bufou. Odiava perder uma negociação.

—Tudo bem. Então uma nova regra: Nós jogamos 10 partidas, se você ganhar mais que eu, a gente dá uma pausa e eu vou fazer aquilo

Arregalei os olhos, desencostei-me do sofá. Aquilo. Eu não poderia dizer não. Annabeth estava me propondo realizar uma fantasia antiga. Ela tinha um tom tão malicioso na voz que parecia até maléfico. Ela sabia que eu não iria resistir.

—Tudo bem — falei pausadamente, entregando um dos controles a ela.

—Preparado para perder?

—Só nos seus sonhos

Annabeth riu, sentando-se de pernas cruzadas no tapete bem na minha frente. Era mais uma noite agitada em Nova York, as luzes da cidade tremiam nas janelas do apartamento, os sons do trânsito distantes no fundo que traziam o sentimento de lar. A lembrança daquela noite foi uma das mais legais da minha vida, eu lembro me sentir em paz, animado e feliz.

E Annabeth estava sendo mais chata de se ganhar do que imaginei, no começo eu estava destruindo ela, abrindo três partidas de frente, mas então ela mudou de posição no tapete (não sei ainda se propositalmente) ficando deitada de bruços, seu quadril na minha direção, o que me deixou ligeiramente distraído e a fez empatar.

O barulho do vídeo-game era viciante e frenético, e nós gritávamos na tentativa de distrair um ao outro, na sétima partida, quando ela ganhou por algum milagre de Atena, o sorriso confiante saiu do meu rosto.

Ela levantou as sobrancelhas para mim, daquele jeito confiante que quando não era contra mim, normalmente achava cativante.

—Meus sonhos parecem bem reais agora...

—A batalha só acaba quando termina

—Isto foi uma citação digna de Apolo — ela ressaltou, irônica. Semicerrei os olhos, estava determinado agora a ganhar a próxima partida.

E ganhei com facilidade, sendo a vez dela de perder o sorriso de satisfação. Eu estava muito focado até para provocá-la, então só falei "próxima" e começamos a nona partida. Bom, como eu havia dito anteriormente, eu era realmente muito bom naquele jogo. Então assim que me concentrei e parei de pensar nos quadris de Annabeth e como seus shorts jeans caíam bem nela e suas pernas pareciam macias contra o tapete... Enfim, quando me concentrei no jogo, ganhei novamente com facilidade.

Sua boca parecia um risco, seus olhos crepitavam de ódio. Dei meu melhor sorriso confiante.

—Então Sabidinha, agora é a hora que você começa a...

—Ei,ei, ei — ela protestou, jogando o controle no sofá — Ainda temos a última partida

Meu sorriso cresceu.

—Eu posso não ser muito bom em matemática, mas tenho certeza que é impossível você virar agora — ela chegou mais perto, sua mão repousando no meu joelho e falando com uma voz macia:

—Eu não preciso virar, a aposta era que você deveria ganhar mais partidas que eu. Se eu ganhar a próxima, estaremos empatados… E um empate não vale.

Meu sorriso sumiu.

Droga, gritei na minha mente. Eu havia dito que ela iria fazer um desafio que a deixaria na melhor! Odiava como ela conseguia me passar para trás com tanta facilidade.

Agora tínhamos uma partida de vida ou morte.

—Você sabe que vai perder, porque não começa logo a...

—Alguém me disse que a batalha só acaba quando termina- ela se sentou no sofá, pegando novamente o controle. Eu já disse o quão bonita ela estava? Aquela era uma das raras vezes que eu a vi com os cabelos soltos nos ombros, os cachos grandes e volumosos moldavam bem o seu rosto que tinha as bochechas altas e marcadas, seus lábios eram grandes e vermelhos, super beijáveis. Quando ela se aproximava daquele jeito, olhando diretamente para mim, era difícil não me deixar atordoado.

—Hum, certo... — olhei para o controle, tentando me concentrar- Para a partida de Minerva então! Espera, quer dizer...

—Isso mesmo! — ela respondeu satisfeita, abrindo um sorriso enorme bem bonito. Disfarcei ao máximo para não sorrir com sua expressão feliz, queria parecer que estava levando a sério.

Começamos. E tenho que admitir que estava um pouco apreensivo com o clima de decisão que havia se formado. Ao contrário das outras partidas, permanecemos em silêncio. Eu estava naquele modo batalha que começava a fazer as coisas instintivamente, e sabia que Annabeth também porque ela estava bem melhor.

Senti que iria perder, até perceber que ela estava perdendo parte do seu poder de ataque. Não me lembro de ter clicado aqueles botões com tanto vigor antes… Mesmo com grandes chances deles nunca voltarem a funcionar, valeu a pena, porque no último segundo possível antes do poder de ataque de Annabeth recarregar, eu consegui acertá-la.

Player 1 (eu) winner.

—Ahá! — gritei num pulo, apontando para ela que estava totalmente estupefata.

—Isso...

Comecei a rir alucinadamente. A verdade era que Annabeth sempre ganha, então foi especialmente divertido uma inversão rápida de papéis.

—Eu estou preparado para receber o meu presente!

Ela tinha os olhos arregalados, e então bufou, sabendo que não teria escapatória.

—Tudo bem, mas vai ser rápido. Sua mãe pode chegar a qualquer momento...

Levantei meus braços em rendição. Eu estava feliz somente dela topar fazer aquilo.

A puxei para o meu quarto, ligando a luz do abajur e me sentando na cama ansiosamente. Então ela pegou seu telefone, clicando algumas coisinhas e por fim expirando fundo, como se tentasse tirar todo o ar de seu pulmão.

Quando a música começou a tocar, Annabeth estava tão vermelha que sua cabeça parecia que ia explodir.

Ah, está faltando uma explicação do contexto, certo? Meses atrás, eu e Annabeth estávamos conversando distraídos no starbucks da quinta avenida quando ela confessou inocentemente que no seu primeiro ano de volta à escola, após o verão em que resgatamos aquele estúpido raio de Zeus, ela se inscreveu acidentalmente no grupo de dança da sua nova escola. Bom, foi um terrível engano e ela só ficou por um mês antes de conseguir cancelar a sua matrícula, mas naquele mês ela foi obrigada a aprender a coreografia de uma única música.

Desde então eu venho cotidianamente implorando para que ela me mostrasse a coreografia, algo na minha mente em ver Annabeth num grupo de dança com um bando de mortais parecia realmente hilário. Imaginei ela como que caindo de paraquedas no ensino fundamental, sendo obrigada a realizar uma atividade que não combinava nenhum pouco com suas habilidades. O pensamento me fez chorar de rir quando ela me contou.

Imaginei que seriam as maiores gargalhadas da minha vida, mas quando ela começou, na verdade não estava nada mal. Ela balançou os quadris no ritmo da música, os braços em movimentos que automaticamente me fizeram a relacionar com uma líder de torcida ou algo assim, os cabelos e o corpo combinavam pelo menos. Mesmo eu tendo experiências péssimas com líderes de torcida, como Kelli, a empousai que tentou me matar diversas vezes no ano anterior, ou as do ensino médio que eu estudei no último ano, sempre com risadinhas maléficas, mesmo assim a ideia de vê-la com um uniforme de líder de torcida foi uma imaginação legal.

—Não, chega — ela disse, pausando a música que não havia tocado nem por 30 segundos

—Ei! — protestei

—Era para você estar rindo... Mas isso é bem pior, você está prestando atenção!

Abri a boca para responder, por mais que o que ela disse não fez muito sentido na minha cabeça.

—Ei, não... Isso é legal, você é boa — tentei segurar o riso. Agora Annabeth parecia completamente desconfortável, olhando para o chão.

—Eu não sei porque eu decidi contar essa história, eu sabia que você nunca ia me deixar em paz com isso...

Levantei da cama e me aproximei dela, mordendo o lábio para não rir.

—Por isso mesmo você contou... Você quer muito que eu não te deixe em paz — coloquei suas mãos na minha cintura — Você poderia me ensinar a mexer assim, que tal?

Ela me deu um tapa no braço, agora me fazendo rir de verdade. Mas pelo menos ela deu a risada junto comigo.

—Você realmente estava dançando bem — reiteirei, passando uma das suas mechas para trás da sua orelha. Fui com a outra mão até a sua cintura, aproximando nossos corpos, beijei levemente seu ombro, falando em seu ouvido em seguida — Eu estava curtindo, de verdade...

Ela se encolheu um pouco, talvez pelo beijo ou por minha boca estar pertíssimo da sua orelha.

—Eu sou boa em tudo que faço — ela respondeu, agora num tom malicioso.

—É mesmo? -brinquei, passei uma das minhas mãos por baixo de sua blusa, percorrendo suas costas. Ela se remexeu um pouco.

—Percy...

—Promete que vai dançar para mim mais vezes?

Ela riu pelo nariz, e beijou meu queixo carinhosamente.

—Prometo.

Então nos afastamos, o que era sempre algo como que quebrar uma aura de proteção, algum tipo de bolha que nos fazia parecer seguros. Mas daquela vez, não queríamos problemas com a dona Sally Jackson. Enquanto voltávamos pelo corredor, eu disse:

—Ah, e você não é boa em tudo o que faz — brinquei — Tipo no videogame.

Seus olhos faiscaram pela provocação, ela exasperou um "Ah, cabeça de algas!" enquanto corria em direção ao sofá. Mas daquela vez, nós brincamos o primeiro desafio que ela tinha proposto na noite, e confesso que perdi algumas vezes de propósito para poder lhe dar alguns beijos... O que foi duplamente divertido.

Notas finais
Na minha cabeça se o Riordan fizesse um livro tipo coletâneas percabeth, teria alguma coisa mais ou menos assim KKKKKKK espero que vocês tenham gostado e eu prometo postar o próximo mais rápido porque vai ser super divertido (eu acho que vocês vão amar) e terá participação especial de personagens que o fandom ama de paixão, se vocês descobrirem nos comentários eu respondo revelando KKKKKKK Nos vemos no próximo!