Histórias de amor

13 Fazemos gostosuras e travessuras


Notas iniciais
Olá semideuses! Este é tipo O capítulo kkkkk acho que foi um dos que eu mais trabalhei de todos assim, então espero que curtam! hehe Boa leitura!

—Bom, chegamos — falou Nico, ele estava parecendo um fantasma. Literalmente.

Olhei ao redor, ligeiramente preocupado com nossa galera de três semideuses dando bobeira no meio da cidade. Normalmente, poderia ser perigoso tantas auras poderosas juntas, a última vez que algo parecido com isso tinha acontecido em Nova York estávamos em guerra, então meio que não contava.

Mas Nico Di Ângelo assegurou que neste feriado tinha tantos monstros à solta e acontecem tantas coisas loucas que um grupo de semideuses estaria bem fora do radar. Era o que eu esperava, pois não estava com contracorrente em meus bolsos, até porque, não estava com bolsos.

Respirei fundo, olhando para aquela casa enorme. Saía um som alto de lá, e pessoas fantasiadas saíram cambaleando da casa. Se tudo estivesse certo, Annabeth estava à minha espera.

Fui chegando mais perto, o tremor da música alta começando a fazer meu corpo vibrar. Crianças corriam de um lado para o outro na rua, era Halloween, então estavam todos eufóricos.

—Espero estar de acordo — murmurrou Will ao meu lado desviando de um corpo caído no gramado em frente à casa, ele estava fantasiado como o Tom Cruise em Negócio Arriscado, uma fantasia clássica. Mas ele parecia desconfortável- Tem muito tempo que não vou numa festa com mortais.

Nico tomou frente, batendo na porta. Ele parecia estranhamente animado, e eu imaginei que participar de um feriado macabro era algo que o deixava feliz.

Ninguém atendeu, mas a porta estava entreaberta, e o soco de Nico fez ela se abrir quase completamente. Arregalei os olhos, a festa era maior que imaginei.

Entramos meio desajeitados, mas ninguém parecia perceber. Tudo estava na cor de um roxo escuro, como se magicamente as lâmpadas tivessem sido trocadas, uma batida eletrônica batia tão alto na casa que parecia que ela tremia. Tinha tantas pessoas abarrotadas em todos os cantos que era difícil andar livremente.

Uma escada circular e um corredor no fundo era a única coisa que dava para ver para além daquela grande sala, que parecia um hall. O sofá no meio estava abarrotado de pessoas, um casal fantasiado de morango e banana se beijava intensamente.

—Ei — gritei para Nico, que segurava a mão de Will. Ele se aproximou de mim — Vamos sair daqui!

Ele não entendeu, apontou para o ouvido. Eu mesmo não conseguia ouvir minha voz.

Will me estendeu um copo vermelho, e no fundo da minha cabeça a voz da minha mãe martelava que não deveria aceitar uma bebida que eu não soubesse a procedência, mas algo sobre como todos estavam eufóricos e a batida de música da festa me contagiaram, e eu engoli uma bebida que não poderia ser mais diferente do néctar: o gosto era amargo, queimou minha garganta e as entranhas como se eu tivesse novamente bebendo uma versão leve do rio flagetonte, no Tártaro.

Nico e Will conversavam no ouvido um do outro e riam, e eu não podia deixar de estar feliz por aqueles dois. Eles eram um casal engraçado, meio que opostos, mas divertidos.

O pensamento me fez lembrar de Annabeth, eu não fazia ideia de como encontrá-la. Seria difícil passar pela sala enorme sem esbarrar nas pessoas no caminho.

Assim que me virei para Will novamente, que estava puxando Nico para dançar, uma garota totalmente desconhecida vestida de mulher maravilha me parou.

—É você!- ela gritou, olhei em volta. Mas depois percebi que ela estava olhando diretamente para mim: abriu uma bolsa dourada, e de lá retirou um papel azul e me entregou.

Nico e Will se juntaram ao meu redor, o bilhete tinha a caligrafia conhecida da minha namorada:

Nenhum pirata acha seu tesouro sem o mapa

A resposta que precisa estará no número mais importante

com a pessoa mais importante da festa

Passei o bilhete para Nico, que depois passou para Will. Todo o processo levou bons minutos: éramos três disléxicos.

—É por isso que ela pediu para você vestir de pirata! — gritou Nico, animado. Soltei um grande "ahh", achei que tinha sido só uma fantasia que ela curtia, mas óbvio que Annabeth não poderia ser muito normal. Ela sempre foi tão apaixonada pelo Halloween quanto Nico.

Minha estratégia para achar Annabeth era achar Piper… Estávamos na festa dela, a casa era do seu pai, então pensei que poderia ser a pessoa mais importante da festa e portanto fácil de achar. Mas eu mal conseguia reconhecer as pessoas a poucos passos de distância.

—Não se esqueça de beber! — gritou Will, indo até a mesa de bebidas atrás de nós e enchendo novamente meu copo. Semicerrei meus olhos para ele, por ser mais velho estava tentando parecer o mais responsável ali, mas eu sentia que ele era uma influência tão boa quanto seu pai, ou seja, não muito.

Nico apreciou um grupo vestidos de fantasminhas, sua expressão era do tipo "há, isso não é nem um pouco parecido com um fantasma".

—Não se preocupe, você vai conseguir resolver — seus dedos longos apertavam o copo vermelho. Thriller começou a tocar alto e todos gritaram.

—Ótima playlist! — gritou Will, um filho de Apolo deve sempre apreciar uma boa playlist. Em seguida ele bebeu gole enorme daquela bebida horrível, o que me lembrou que eu também tinha que beber. Relutantemente virei um gole — O DJ é sempre a alma de uma festa!

Arregalei os olhos, quase cuspindo a bebida. Era isso

Gritei no ouvido dos dois que já voltava e para maneirarem na bebida, e fui passando pelas pessoas que dançavam, caíam no chão, e se pegavam nos cantos da casa. Entre o corredor e o fim da sala, um garoto com grandes headphones e uma mesa de mixagem dançava animado. Ele olhou para mim, esperando que eu falasse algo. Ficamos num impasse, não era nessa hora que ele me entregaria a resposta?

—Qual a música, amigo? — perguntou

—O quê? — minhas cordas vocais iam acabar ali. Ele gesticulou como se fosse óbvio, quis bufar de ódio. Annabeth estava mesmo tentando me fazer pensar ali? Então olhei para sua roupa, uma jaqueta college vermelha. Mais precisamente para seu peito, estava com o número (provavelmente o seu no time) cravado: 18.

18 era o dia do meu aniversário. Também o dia da profecia contra Cronos. Também o dia que eu e Annabeth começamos a ficar.

Passei a mão na sua jaqueta.

—Ei! — gritou, mas então eu abri o bolso que tinha lá. Encontrei outro bilhete azul — O-o que?

Ele parecia chocado. Tentei não sorrir, Annabeth tinha achado um jeito de colocar o bilhete lá sem ele saber.

—Valeu! — gritei de volta, o deixando protestando e indo até o corredor. (Que aliás, não estava menos cheio. Tentei não me afetar pelo fato que tinha um casal praticamente transando do meu lado).

Forcei meus olhos para ler o bilhete, o som da festa fazendo meu corpo vibrar de tão alto. Mesmo assim eu estava sorrindo, me sentia muito inteligente resolvendo aqueles enigmas, Annabeth tinha feito aquilo porque amava resolvê-los e mistérios sempre foram sua parte favorita do halloween, seu desenho favorito era Scooby Doo.

Para achar a última pista, o mais assustador da festa terá a resposta que precisa

Logo meu sorriso murchou, o mais assustador numa festa de Halloween? Como Hades eu poderia achar isso?

Pensei se teria tido algum concurso ou algo do gênero, talvez o ganhador fosse a resposta que eu precisasse... Mas quando um garoto tropeçou no ar e caiu em cima de mim, entendi que as pessoas naquela festa não estavam sóbrias o suficiente para fazer nada, sequer um concurso.

Bebi mais um gole da versão genérica do inferno líquido, e comecei a sentir minha cabeça tonteando.

Decidi ir até a direção de Nico, se tivesse alguma pessoa sobressaindo por ser assustadora, ele com certeza saberia quem. Mas quando o vi de relance, ele e Will se beijavam ferrenhamente no canto da sala. Achei melhor não interromper aquilo.

Dei meia volta, tentando passar para o outro cômodo por aquele corredor ao lado do DJ (que não me olhava com uma expressão boa).

Então, uma coisa horrível e maravilhosa aconteceu: uma garota com uma fantasia enorme passou rápido pelo fim do corredor.

Tropecei em casais no caminho, os olhos atentos atrás dela.

Quando (com muito custo) consegui atravessar o corredor, o cômodo se abriu para uma grande cozinha que também estava iluminada de roxo. Ela deveria estar com alguns enfeites de halloween no início da festa, mas agora pedaços de abóbora sujavam o chão e faziam as pessoas escorregarem.

Cambaleei para frente, finalmente achando a garota numa porta de vidro que saía para uma área aberta da casa conversando com um cara vestido de he-man.

Ela estava nenhum pouco assustadora, usava uma maquiagem vermelha. Mas eu sabia que estava certo. Era ela.

—Oi — falei, chegando perto dela. Estava feliz que a música agora não estava mais tão alta. Ela olhou para mim entediada.

—Você demorou pra caramba — respondeu, me entregando um bilhete azul.

Eu gritei um "sim!", eu era demais.

Quase quis beijar suas mãos de emoção, ou suas seis mãos? Ela estava fantasiada de aranha.

Claro que até mesmo a fantasia fofa da garota seria totalmente aterrorizante para minha namorada.

Abri o bilhete, animado.

Parabéns... Você realmente me conhece.

Por causa disso, seu tesouro já está pronto:

Ele estará no nosso lugar (romântico, não?)

—Nosso lugar? — murmurei, agora ela tinha me pegado.

Não fazia ideia de que tínhamos um lugar. Virei o resto da bebida no meu copo, derrotado.

Totalmente sem perspectiva, voltei para a companhia de Nico e Will na sala. Os dois me inteiraram animadamente sobre os acontecimentos dos últimos minutos. Achei bobo perguntar qual poderia ser o meu lugar com Annabeth, e honestamente, meu julgamento estava começando a ficar afetado.

Minha mente começou a voar, e eu me peguei rindo de comentários que não faziam muito sentido. Alguém trouxe uma torneira e um barril de cerveja, e por algum motivo aceitei o desafio.

Foi absurdamente refrescante beber algo gelado e agradável depois de toda aquela bebida genérica do rio flagetonte, que Will me explicou ser "vodca da pior qualidade".

—Caramba! — gritou Nico, e de repente me lembrei dele quando jogava mitomagia. Sua animação estava igual, pelo menos. Eu consegui beber por um bom tempo, uma das partes boas de ter um fôlego bom.

Rimos juntos, bati nas suas costas. O que poderia ter sido um pouco forte demais sem querer porque ele deu um passo para frente.

Então alguém apertou meu ombro, dedos suaves e quentes. Me virei, um pouco perdido.

Will gritou atrás de mim "Piper!" e eu foquei nela, seu sorriso estava tão caloroso como sempre era. Ela estava vestida com a armadura de bronze que lutamos, o que eu entendi que só poderia ser uma piada. Uma guerreira grega... haha.

Queria dizer várias coisas para ela. Começando tentando obrigá-la a me falar onde raios Annabeth havia se metido. Mas algo sobre a forma como álcool tinha atingido meu cérebro me fez dizer:

—Porque sua casa é roxa?

Ela riu. Seguida de Will e Nico. Também dei uma risada sem graça, era uma pergunta séria.

—Você não deveria estar atrás da Annabeth? — gritou ela no meu ouvido, arregalei os olhos, me lembrando.

—Onde ela está!?

Ela riu de novo. Estava feliz por ela estar feliz, já que recentemente ela e Jason tinham terminado.

—Eu não posso falar! — gritou de volta no meu ouvido, a batida eletrônica fazendo nós dois nos mexermos um pouco. Nico e Will estavam no sofá ao nosso lado, mas não queira saber o que eles estavam fazendo.

Bufei um pouco, abrindo o bilhete azul e entregando a ela.

—O que "nosso lugar" significa?

Ela me deu um olhar vacilado, como se dissesse "garotos são estúpidos". Mesmo assim não voltei atrás na pergunta, ela me entregou o bilhete de volta.

—Um lugar do casal é um lugar que é importante para vocês, que significa alguma coisa.

Assenti, tentando pensar. Não era nada fácil quando o lugar parecia estar começando a rodar um pouco.

—Você pode ao menos me falar quais são os cômodos dessa casa? — perguntei. Ela deu um sorriso.

—No andar de cima tem os quartos, mas ninguém pode entrar... Depois da porta de vidro na cozinha, tem a piscina, um quarto de hóspedes e o espaço que a gente deixava os cachorros.. Quando a gente morava aqui, pelo menos.

O final ela parecia meio ressentida. Eu sabia que ela não gostava de falar muito sobre o seu pai ser tipo, um super ator de hollywood, mas pelo menos ele tinha várias casas e ela podia dar festas nela. O que era muito maneiro.

Aquilo não tinha me ajudado muito. Mas eu queria muito achar Annabeth, então Piper me seguiu até a cozinha, e lá encontrou algumas amigas. Eu olhei em volta, mas a cozinha não era o nosso lugar, tinha uns 70% de certeza disso.

Atravessei a porta de vidro, ainda tinha umas 30 pessoas ali fora, mas o som agora era um ruído e a luz da lua era a única coisa que iluminava o local.

Eu achei que já tinha visto as pessoas mais bêbadas da festa, mas definitivamente elas estavam dentro da piscina. Estávamos chegando no inverno, era o Halloween, então eu sabia que eles tinham perdido todo seu senso por estarem naquela água congelante.

Um pouco sem rumo, segui pela beirada da piscina, atrás da louca da minha namorada. No fundo, havia uma porta que provavelmente dava para o quarto de hóspedes, e ao lado, no canto, uma cancela.

Bem em frente da cancela tinha uma grande escultura de gelo, em forma de um cavalo. Semicerrei os olhos. O quão brega atores de hollywood podem ser?

Fui até lá, mais pela curiosidade de ver uma escultura de gelo tão feia. Entretanto, um clique veio até mim enquanto andava até lá.

Cavalos. Estábulos.

Girei meu calcanhar para a esquerda, atrás da cancela tinha um pequeno jardim, mas o lugar estava todo decorado para o halloween. Então tinha luzes coloridas nas árvores, grandes abóboras recortadas e feno por todo o chão.

Estábulos, óbvio.

No banco no fundo, Annabeth e duas garotas riam da minha cara com copos vermelhos em suas mãos. A garota sentada à esquerda acenou para mim, gargalhando.

Provavelmente estaria com muita vergonha, felizmente uma dos efeitos do álcool é ficar bem desinibido.

—Então você está aí — disse, me aproximando. As duas garotas se levantaram.

—Vamos deixar vocês a sós — disse uma delas, as duas estavam vestidas de Mario e Luigi, então é assim que eu vou chamá-las. A Luigi era a que estava gargalhando e assim ela continuou até sair do jardim.

Me sentei ao lado de Annabeth, observando-a com cautela. Ela estava vestida de dourado da cabeça aos pés; imaginei que ela poderia estar fantasiada do prêmio Oscar.

—Você conseguiu — ela falou, depois de ficarmos alguns segundos nos encarando.

—Quase fiquei com raiva de você — admiti — Quanto tempo demorei?

Ela fingiu pensar.

—Uns 45 minutos

Nós dois rimos. Ela estava muito bonita: seus cabelos cacheados estavam soltos com alguns fios de ouro dourados e jogados para o lado. Sua maquiagem estava totalmente brilhante em tons de dourado e glitter.

Ela parecia uma daquelas sereias de contos (as encantadoras, não as de verdade). Se sereias fossem daquele jeito9, eu não sei se teria me safado.

—Obrigada por participar da travessura — ela disse brincalhona, e qualquer sensação de frustração que eu tinha passado na última hora tinham automaticamente se dissipado.

—Foi divertido — respondi — Mas sou um pirata... Também eu estou aqui pelo tesouro. Qual é?

Ela se levantou, bem lá no fundo, eu reconheci uma música pop tocar. Queria ter uma câmera, porque ela naquelas luzes coloridas era algo que merecia permanecer na memória.

Annabeth estendeu sua mão.

—Eu, claro.

Dourado, tesouro...Deuses, isso era tão óbvio! O álcool estava me deixando mais lento que o normal.

Ela mostrou uma chave com a outra mão e me puxou até a porta que tinha na parede, quando ela abriu demos de cara diretamente num quarto. O quarto de hóspedes. Ele também estava com luzes roxas.

Encostei-me na cômoda ao lado da porta.

—Se eu soubesse que era esse o prêmio teria vindo mais rápido — disse, as palavras saíram sem eu ao mesmo pensar, efeitos da bebida.

Ela riu, sua boca estava levemente manchada de roxo, e eu percebi que ela também não estava muito sóbria.

Percebi que fiquei tempo demais observando sua boca, porque suas bochechas ficaram vermelhas e ela trocou o peso nos pés, desconfortável.

—Agora é a hora que você busca seu prêmio, cabeça de algas — ela disse, brincalhona. Passou uma mecha dos cabelos para trás da orelha, como fazia quando estava nervosa.

Dei um sorriso em resposta, puxando-a pela cintura para perto de mim. Uma música dançante ressoava alto no fundo.

—Você está linda — disse, minhas mãos desceram para seu quadril sem eu dar esse comando mental. Antes que ela pudesse responder, a beijei.

De fato, sua língua tinha gosto de vinho tinto, o que só deixou tudo mais gostoso. Ela colocou as mãos no meu cabelo, puxando os fios enquanto aprofundava os beijos. Só isso já havia me feito entrar em um modo totalmente diferente, meus dedos percorreram suas coxas para dentro do seu vestido dourado.

Ela respondeu de maneira bem mais direta: suas unhas foram até minha nuca, arranhando-o até a base das minha costas, o que fez toda minha espinha se arrepiar.

Minha mente estava muito mais descontraída pela bebida, então aquela hora que ficamos tensos não aconteceu. Ela brincou com a barra da minha camisa, ameaçando tirá-la.

—Sem enrolação — falei, e ela riu em seguida. Tirei minha própria camisa, observando seu olhar descer para a pele revelada — Nah, você é o prêmio… Os papéis estão ficando invertidos por aqui.

Ela tirou seus saltos em resposta, cambaleando para o lado. Ri, tentando ajudar, mas acabamos tropeçando um no outro, perdendo o equilíbrio.

Nós dois gargalhamos caindo na cama, passei meu corpo por cima do dela, afastando os fios bagunçados do seu rosto.

Suas órbitas cinzas ofuscavam como sempre, a luz roxa fazendo-o ficar de um tom de azul royal, o que me fez ficar um pouco perdido nos seus olhos.

Ela deu um sorriso delicado para mim em resposta, enquanto nos encarávamos. Deuses, eu nem sabia o que dizer, estava totalmente hipnotizado na beleza dela.

—Eu sou totalmente apaixonado por você — falei, não entendia como ou porque minha boca havia decidido falar aquilo, minha mente estava com um controle parcial de tudo que eu fazia.

Ela me encarou tão diretamente que foi como alguns volts de eletricidade tivessem passado pelo seu olhar. Quando ela me beijou em resposta… foi tão intenso que eu senti meu coração falhar. Nos separamos sem fôlego.

—Agora, finja que é um tesouro — falei, rindo. Ela levantou uma sobrancelha, passei minhas duas mãos nas suas coxas, levantando seu vestido devagar, até porque ele era apertado e eu não queria rasgá-lo.

—E como exatamente faço isso? — perguntou, ela também sorria divertida. O tecido do seu vestido agora estava no meio da sua barriga.

Sua calcinha era de uma renda azul turquesa, o que me deixou levemente louco. Pensei se ela poderia ter feito de propósito, mas só a ideia dela usar uma lingerie pensando em mim era sensual demais para eu lidar.

—Fique quieta — respondi, em comando. Ela levantou os braços enquanto eu passava o seu vestido por sua cabeça e o jogava no chão. Seu sutiã era da mesma cor, o que me fez remexer de euforia — Azul

Seu sorriso se abriu, ela me deu um olhar divertido de quem aprontou. Balancei a cabeça, sem palavras. Não consegui me conter muito depois daquilo, beijei intensamente cada parte do seu pescoço, sentindo-a suspirar.

Minhas mãos não estavam mais em meu controle, elas apertavam sua cintura e massageavam suas coxas, e meus lábios saíram do seu pescoço até seu colo, ela se contorcia embaixo de mim, suspirando.

Não me lembro exatamente quando retirei sua calcinha, já que minhas mãos exploraram todo o seu corpo, como se ela fosse de fato um tesouro.

Mas o que ficou marcado na minha memória foi vê-la se apoiando nos cotovelos, enquanto eu pressionava seu clítoris com a língua. Isso ficou bem vívido porque sua expressão foi perfeita: ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas não conseguiu. E logo depois, fechou os olhos, um gemido sonoro preenchendo o quarto.

Das outras vezes que tínhamos ficado juntos, havia sido muito bom, mas algo na tensão sempre nos fazia se controlar de alguma maneira: nos gemidos, ou talvez nas reações. Mas não daquela vez, o álcool nos deixou totalmente desinibidos.

Daquela vez, meus dedos a penetraram sem nenhum controle (talvez por estarem seguindo puros comandos instintivos de um bêbado), muito mais rápidos e frenéticos do que eu um dia tive a ousadia de fazer antes. E ela rebolava sem pudor contra meu rosto, seus gemidos estavam muito mais altos que o normal, o que me deixou feliz da música estar tão alta.

—Percy — ela chamou, sentia suas pernas ficarem mais trêmulas. Não deu tempo dela falar mais alguma coisa, seu corpo se remexeu num espasmo, os gemidos agora muito mais descontrolados do que um dia eu já tinha a ouvido. Meu peito se encheu de satisfação.

—Tudo bem aí? — perguntei, não conseguindo deixar de sorrir. Ela respirava ofegante, o que me deu tempo para saborear as curvas do seu corpo, as pernas bem delineadas e a bunda arrebitada. Comecei a me sentir desconfortável com todas as roupas que estava, então me levantei e comecei a me despir.

Ela me espiou levantando o rosto do travesseiro, um sorriso travesso em seu rosto. Normalmente ficaria absurdamente envergonhado de me despir assim na frente dela, mas como disse, aquela não foi uma noite normal.

Quando fiquei só de cueca, vacilei um pouco. Não parecia certo retirar tudo assim, mas Annabeth levantou uma sobrancelha, claramente questionando.

—Vamos, eu estava me divertindo aqui — protestou ela, a voz um pouco embargada pelo álcool. Balancei a cabeça, rindo, mas acabei de me despir, chutando a cueca para longe. Ela mordeu o lábio e se levantou um pouco, retirando o próprio sutiã. Eu não pude deixar de me sentir totalmente animado por vê-la daquele jeito, estava totalmente nua, claramente excitada, e esperava por mim — Uau, você já está…

—Calada — respondi, mais autoritário do que pretendia, mas ela não parecia ofendida. Seu sorriso travesso aumentou.

—Vem — ela chamou apenas, sentando-se na beirada da cama. Me aproximei dela, ainda em pé. Suas unhas foram até minha bunda, que ela apertou sem pudor. Meu peito subiu e desceu pela excitação, enquanto sua língua passou pela minha glande.

Tremi, sentindo minha respiração ficar mais pesada. Fiquei especialmente agradecido do álcool ter tirado sua inibição daquela vez também, porque pela primeira vez ela fazia aquilo olhando diretamente nos meus olhos, o que me deixou mais alucinado do que pretendia.

Nos encaramos intensamente, minhas mãos foram até seus cabelos, puxando-os. Os fios dourados se desfazendo junto com seus cachos na minha mão, ela continuou sem perder o ritmo, suas mãos arranhando minha bunda e a apertando contra ela, e seus olhos cinzas adquiriram um extra tom de tempestuoso.

Aquilo tudo fez meu abdômen começar a se retesar, a sensação de mais urgência tomando conta do meu corpo.

—Chega — falei quase num sussurro, a afastando puxando seus cabelos com delicadeza.

—O que foi, cabeça de algas? — arqueei uma sobrancelha. Nunca aquele apelido teve uma conotação tão maliciosa.

—Você… — murmurei, bravo. Eu nem sabia porque estava bravo, mas sabia que queria descontar isso nela, de um jeito totalmente devasso. Novamente, eu não estava nem perto da minha sobriedade, então a empurrei na cama — De quatro.

—O quê? — sim, eu estava absurdamente e totalmente descontrolado, e uma parte no fundo da minha mente sabia disso.

—Você é o meu prêmio, não é? — perguntei, sério. Sua expressão incrédula se tornou maliciosa.

E então ela fez exatamente o que eu mandei, o que honestamente me deixou um pouco sem fala e sem ar. Ela jogou os cabelos para trás, fazendo-os cair na suas costas.

A única coisa que minha mente bêbada conseguia raciocinar sobre era o quão legal sua bunda ficava naquele ângulo, e quando eu ajoelhei atrás dela, pronto para penetrá-la, o quão legal era seu rosto olhando para mim, ansiosa. Ela mordia os lábios de um jeito que me fez gritar um palavrão em minha mente.

E depois, quando eu a penetrei, falei um palavrão de verdade. Ela se apoiou pelos cotovelos em resposta, ficando ainda mais exposta.

Normalmente começávamos com calma, mas o jeito que ela se movimenta contra meu corpo me fez ter certeza que não ia ser daquele jeito. Acompanhei seu corpo, o que fez a cama ranger muito mais freneticamente do que eu planejava.

Sem querer (de verdade), me peguei batendo em sua bunda, algo que eu só tinha a ousadia de fazer na minha imaginação. Para minha surpresa e satisfação, ela gemeu em resposta de um jeito ainda mais devasso que o normal.

Ela olhou para mim, a boca entreaberta. Nos encaramos, e ela murmurrou um “mais forte” entre gemidos, sua mão esquerda guiou meu braço até seus cabelos, ela se envergou saindo da posição, quase se sentando contra mim, suas costas se apoiando no meu peitoral enquanto ela praticamente controlava tudo.

Puxei seu cabelo na força que ela pediu, apertando seus mamilos com a minha outra mão. Sua cabeça se apoiou no meu ombro, deixando seu pescoço exposto para beijá-lo, e do jeito que ela rebolava… Percebi que ia vir a qualquer momento.

Então coloquei seu corpo de volta na posição de quatro, pois eu precisava durar mais, se eu pudesse faria aquilo durar a noite inteira. Estava pouco me importando com a festa.

Depois disso, ela não conseguiu falar uma frase completa, pois eu estava talvez um pouco mais forte do que de costume.

Suas mãos apertaram os lençóis, e seus gemidos sempre se tornavam pequenos gritinhos quando eu a estapeava.

Ela afundou o rosto no colchão, tentou falar alguma coisa mas não consegui entender o que era, a única coisa que percebi era que ela tinha vindo de novo, espasmos fortes percorrendo seu corpo enquanto um líquido transparente descia pela sua coxa.

—Percy — ela chamou quase num miado, eu infelizmente não conseguia ver seu rosto. Quase morri tentando ficar parado enquanto ela se recompunha, mesmo que o fato dela pulsar me apertando me deixando insano.

Ela se apoiou por um cotovelo, tirando o cabelo do rosto com a outra. Passei uma das mãos pelos seus ombros e costas, que estavam com uma camada fina de suor. Ela olhou para mim, e não precisou falar mais nada.

Movimentei-me ainda mais rápido, agora sentindo que não iria aguentar muito mais. Ela perdeu o ar, tateando desesperadamente os lençóis.

Tudo me fez ficar sem controle, seu corpo que era honestamente, muito gostoso, e seus gemidos absurdamente sexys… O jeito que sua cabeça pendia quando eu puxava seu cabelo, e quando nos movimentamos totalmente sincronizados.

Eu sabia que ia ter um orgasmo forte muito antes dele vir, pelo jeito que meu corpo estava respondendo a tudo aquilo: meus braços começaram a tremer, meus olhos não conseguiam ficar abertos pelo prazer, todos os meus músculos se retesaram… E eu diria que já tive muitas sensações intensas na vida, mas nada comparado aquilo.

—Annabeth — grunhi, puxando seu cabelo com mais força. Em resposta e pura covardia, ela se movimentou com ainda mais intensidade… E quando eu vim, daquela vez senti o prazer da cabeça até a ponta dos pés.

Meu peito subia e descia enquanto ela se movimentava lentamente saindo de mim, agora meu liquido escorrendo pelas suas pernas. Senti minhas pernas vacilarem, e me apoiei na cama, deitando-me ofegante.

Falei um palavrão totalmente sujo enquanto tentei tirar meus cabelos do rosto. Annabeth deu uma linda gargalhada em resposta, sua cabeça apoiada na mão e o cotovelo apoiado na cama, o que me dava uma visão privilegiada do seu corpo de lado: a cintura fina que se abria em quadris largos, os braços e o abdômen definidos por tantos anos de treino no acampamento meio-sangue, que agora também era minha perdição.

Quando nos entreolhamos, daquela vez não tinha um traço de vergonha ali, estávamos apenas curtindo, o que foi uma evolução legal, mesmo eu sabendo que provavelmente tínhamos a vodca como responsável por tudo aquilo. Beijei seu ombro e seu pescoço e lhe dei um selinho.

—Acho que nunca vou me cansar disso — falei, nossos narizes se encostando. Ela massageou meus cabelos, dando uma risadinha.

—Acho que eu também não — respondeu. Ela deitou no travesseiro, e eu apoiei meu rosto no seu peito, ficamos alguns minutos nos recompondo, nossas pernas entrelaçadas.

Depois de ajudá-la a se vestir com alguma dificuldade e me vestir, saímos do quarto, e para minha surpresa a noite parecia agora querer virar manhã.

Mas nem por isso a festa estava menos animada, claro que muita gente estava totalmente perdida deitada pelo chão perto da piscina, mas quando entramos na casa, era como se nada tivesse mudado: O DJ tocava músicas animadas, muita gente bêbada estava dançando e finalmente encontramos com Will e Nico, que estavam agora totalmente transtornados.

Mas daquela vez, dançamos e nos divertimos como adolescentes normais. Will gostava de zoar com Nico, o que nos fazia rir, e Nico parecia feliz em ser zoado pela primeira vez, o que fez Annabeth dizer que eles eram o casal “mais fofo” da Terra, deixando as bochechas de Nico totalmente vermelhas.

Quando era manhã de verdade e o sol já raiava, decidimos parar numa lanchonete 24 horas para nos recompor de tudo. Will e Nico estavam aconchegados um no outro, enquanto comiam batatas fritas. E eu ajudei Annabeth a pegar o resto dos lanches na fila, agora no sol da manhã e com a sobriedade de volta, parecia que tínhamos finalmente entendido a intensidade da nossa noite, mas isso não nos deixou estranhos. Na verdade, eu e ela nos pegávamos sorrindo como dois bobos apaixonados quando olhávamos na direção um do outro, o que era legal.

Annabeth se aconchegou no meu peito sonolenta, enquanto eu terminava de comer minha série de cheeseburgers. Olhei para Nico, satisfeito.

—Fico feliz que esteja compartilhando os lanches com pessoas vivas dessa vez — disse para ele, sorrindo

—O quê? — perguntou Will, sem entender. Nico estava vermelho como tomate.

—Nada não — falou, mas também sorriu para mim. E eu entendi que ele queria dizer “eu também”.

Notas finais
Quem amou participação Solangelo? Com uma pitadinha de Piper também hehe Não esqueçam de dizer nos comentários se amaram ou odiaram, é sempre ótimo ouvir os feedbacks de vocês! Nos vemos no próximo!