Notas iniciais
Mais uma vez aqui,então galera, falei que aventura iria começar no capítulo passado. Porém acho que seria mais interessante introduzir ou outro prólogo, agora dos povos do outro lado do mar. Espero que gostem. Nota: Naru = Grande Líder Tumake = Grito para chamar a guerra.

O mensageiro correu por entre as árvores. Pulava pelos troncos caídos e as pedras em meio ao caminho. Com habilidade e energia de um jovem, o mensageiro fazia sua maratona em direção a aldeia.

Aves voavam entre as árvores, cervos pulavam para fora do caminho, e até mesmo um urso observou ao longe a corrida do jovem de cabelos negros. O suor caia do seu rosto, porém ele não parava de correr. Ele não conseguia acreditar no que tinha visto. Seria um sinal dos Deuses? Invasores vindos do outro mundo? Ou até mesmo outra tribo que ele não conhecia. Nada disso realmente importava o que importava era correr, precisava chegar a sua casa, e dizer o que tinha visto para seus irmãos e irmãs.

O rio seguia rápido a sua direita, e as árvores acompanhavam seus passos a esquerda. Respirava fundo, tentando manter o fôlego em seus pulmões em brasa, mas ainda tinha energia para gastar, era conhecido como o jovem promissor na tribo, e tinha que se portar como tal.

Finalmente os olhos do mensageiro enxergaram os domos de folhas e madeira que formava as cabanas de sua aldeia. Eram arredondadas e soltavam pequenas linhas de fumaça de seus topos, eram as fogueiras acesas dentro das cabanas. O mensageiro apertou o passo, saltou por entre duas árvores, e conseguiu sentir seu cabelo longo tocas as folhas.

O rio que seguia dava a volta na aldeia. Mulheres lavavam as vestimentas, crianças pulavam na água e os homens limpavam a carne da caça. Tudo isso a base do rio que circundava a aldeia.

– Naru! – Gritou o Mensageiro enquanto passava correndo por entre as moças que conversavam. – Naru! – Gritou o jovem mais uma vez. Então, da maior das cabanas, sai um homem altivo. Era velho, tinha olhos cansados e negros, porém ainda mostrava uma imponência que poucos conseguiriam exercer. O velho chefe tinha cabelos longos e escuros que chegavam a sua cintura, eram bem penteados e lisos. Duas grandes penas de águias estavam presas em seus fios de cabelos, e uma simples linha vermelha fora desenhada abaixo dos olhos. Logo atrás uma mulher surgiu. Com idade semelhante ao do chefe, baixa e rechonchuda, com os cabelos maiores. A mulher segurou a mão do homem mais velho e mostrou um olhar tão seguro e imponente quanto o mesmo.

O mensageiro parou a frente do chefe, colou as mãos no joelho e ofegou. O jovem nunca havia corrido tanto na vida. – Respire filho. – Disse o chefe, com autoridade, porém calma na voz. O jovem respirou fundo e tentou recuperar o fôlego. Esperou alguns segundos e falou com seu líder. – Naru... fantasmas... do leste...- O rosto moreno do chefe ficou branco. A mulher do chefe apertou mais forte sua mão e pareceu não acreditar. O líder se recompôs do susto e falou novamente. – Filho, explique o que esta dizendo? Fantasmas do leste? Como é possível? – O jovem mensageiro soltou os joelhos, levantou o tronco e olhou nos olhos de seu líder ainda meio ofegante. – A profecia Naru, os grandes fantasmas do leste, eles realmente existem! – O jovem mensageiro estava exausto e assustado, porém continuou falando. – Eu fui caçar, junto com outros irmãos da tribo na praia, depois do Rochedo da Águia, nós vimos. Eles eram brancos como a lua, seus olhos azuis como gelo. Cavalgavam gigantescos animais, com asas brancas. Nós nos escondemos na mata, os observamos. Os fantasmas pareciam perdidos. Alguns abraçaram a areia da praia, outros a beijaram, agiram estranhos, como se estivem voltando para casa.

O Chefe fechou os olhos, depois os abriu encarando o céu ensolarado e de poucas nuvens. Respirou fundo e gritou. – Tumake irmãos! TUMAKE! – O mensageiro arregalou os olhos, sabia muito bem o aquilo significava, toda criança de sua tribo havia crescido sabendo o significado dessas palavras.

Ao olhar para trás, o mensageiro viu, todos os homens da tribo deixaram seus afazeres, largaram redes de pescas por fazer, carcaças ainda para serem limpas e até deixaram cair os alimentos que haviam coletado na floresta. Todos se reunirão em volta do Chefe.

– Afiem seus machados, e armem seus arcos irmãos. Vamos correr! – Todos levantaram os braços e gritaram, e correram a procurar suas armas. O mensageiro também saia correndo para pegar suas armas, porém o chefe o segurou no braço e falou baixo. – Os fantasmas falavam? – O mensageiro não tinha certeza, mas falou o que sabia. – Eu ouvi apenas uma palavra Naru...

...Condreau!

Notas finais
Isso ae pessoal, mais uma vez, se você leu, muito obrigado! Se quiser e me achar merecedor deixe um comentário ou alguma critica, são sempre bem vindas! Um abraço e até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.