Notas iniciais
Oláaa, que bom que você está lendo! Até as notas finais ♥

P.O.V Bruno

Escancarei a boca olhando a garota ficar em pé na moto aos poucos, até simplesmente ficar de pé, com a moto se movendo devagar. Ela riu e soltou as mãos, abriu as mesmas e o cabelo em movimento com ela.


Que mina é essa?


– Gostosa! – Disse a observando. – É minha. – Avisei olhando para os meus amigos, Luciano e Henrique.

– To de olho na amiga dela, a Vitória Garcia. – Henrique explicou.


– E eu to de olho na tua irmã, Brunão. – Luciano disse rindo. Fechei a cara e dei um soco no braço do mesmo. – Doeu filha da puta.


– Filho da puta. – Gabriela, minha irmã de quatorze anos, que ele quer pegar, corrigiu. – E eu ainda estou aqui, não fale de mim como se não estivesse.


– Você fica mais bonita quietinha, Gabi. – Luciano riu e eu dei outro soco no mesmo.


– Cala a merda da boca que eu to prestando atenção na gostosa da moto. – Mandei e o mesmo estendeu as mãos, como se estivesse se rendendo.


– Lana Albuquerque. Namora. – Henri avisou seguindo meu olhar. Girei os olhos, mas não parei de olhá-la.


– Que bunda! – Sussurrei interessado. – Quero pegar. – Disse.


– Vai com calma, Bruno. Ela é encrenca. – Ele avisou novamente. Dei de ombros e fiquei apenas a observando, pensando no que poderia fazer pra distrair o namorado playboy dela que estava dirigindo a moto e pegá-la.

P.O.V Lana


Desci da moto rindo e o Di agarrou minha cintura.


– Conseguiu abalar, como eu queria. – Ele comentou no meu ouvido.


– Eu sempre consigo, não é? – Sorri sacana e me larguei dele. – Vou procurar a Sarah, beijos luz pra você. – Mandei e sai andando, dando risada sozinha.


Sentei na areia, ao lado da minha irmã.


– Eu desprezo tanto a existência do seu namorado. – Sarah resmungou.


– Teu cunhado. – Avisei bagunçando o cabelo da mesma.


– Infelizmente. – Ela fez careta e pôs o fone de ouvido. Tirei os mesmos e ela me encarou severa.


– Deixa de ser rabugenta, Sarah. Nós estamos na praia, em São Vicente, em pleno domingo. Tem vários gatinhos aqui e você ouvindo música. – Resmunguei.


– Desculpa te informar Lana: Mas nem todo mundo gosta das mesmas coisas que você. – Sarah disse irônica. Girei os olhos e empurrei de leve o ombro da mesma. – Qual foi?


– Quando foi à última vez que você beijou irmã? – Perguntei rindo.


– Sei lá Lan, mês passado. – Ela deu os ombros. – Enquanto você... Não faz nem cinco minutos.

– Eu não sou encalhada como você. – Fiz careta me levantando.


– Loira! – Ela me chamou enquanto eu me afastava. Olhei-a. – Vamos embora cedo hoje? Eu tenho prova na faculdade amanhã e ninguém merece ser babá dos pombinhos. Sarah disse se referindo a mim e ao Diego.


– Também te amo, irmã. – Mandei beijo e sai de lá.


Fui andando sem prestar muita atenção até trombar com alguém. A pessoa passou sem se importar e eu, como uma bela baixinha invocadíssima, fui atrás do meu pedido de desculpa. Era um garoto de ombros largos, moreno, não dava para ver o rosto, mas julgando ser daqui, devia ser bonito.

P.O.V Bruno


Eduarda passou por mim e foi como se meu mundo tivesse parado, ela sorriu e eu fiquei hipnotizado, até o Henrique me dar um soco no estomago e gritar “Vai lá na areia pegar a Lana” e então, a Eduarda passou novamente, agora chorando. Encarei a Lena.


– O que foi? – Perguntei a Helena, sem entender.


– Logo hoje que ela ia ficar contigo, você vai pegar a tal piranha da moto. – Lena negou com a cabeça e saiu atrás da Eduarda.


Depois disso apenas tirei minha blusa e fui andar pela areia. Desde sempre eu tive uma queda, queda não, um tombo pela Eduarda. Ela sempre tão delicada, serena, calma e dedicada. Fazia-me suspirar, a parte mais fraca de mim, depois das minhas irmãs. E quando ia conseguir tê-la, o Henrique fala essa besteira, logo na frente dela.

Esbarrei no ombro de alguém, mas não me dei o trabalho de olhar, até perceber que a garota me seguia. Virei-me e tomei um susto percebendo que era a garota da moto. Recompus-me e decidi bancar o mimado.


– Perdeu algo? – Perguntei prepotente.


– Sim. Meu pedido de desculpas. – Ela pôs a mão na cintura. Linda demais. Sorri sacana.


– O que eu ganho em troca? – Ergui a sobrancelha.


– Educação. – Ela respondeu dura e eu dei uma pequena risada.


– Sou o Bruno. – Me apresentei e quando ia abraça-la, a mesma recuou. – Ah, não vai nem me cumprimentar? Também vou ter que te dar educação?


– Você me pede desculpas e eu penso se você merece saber meu nome. – Lana disse irritada.


– Quer saber? Eu não preciso te pedir desculpas, Lana. – Sorri travesso e dei as costas para a mesma. Ela correu atrás de mim e segurou meu braço.


– Como sabe meu nome?


– Sabendo, ué. – Dei de ombros e sai de lá mais que depressa, voltei para perto do meu pessoal e sentei no meio fio.


– Pegou a mina? – Luciano perguntou.

– Não. – Torci os lábios. – Mas eu vou. É que ela tem namorado, então tem que ir devagar. – Expliquei sério.


– Valeu pegador. – Gabriel ironizou e nos cumprimentamos. – Quanto tempo moleque. Não tem ido mais às competições.


– To sem tempo. – Expliquei sem maiores detalhes. – E você também.


– To morando em Praia Grande agora. – Biel respondeu. – E vou te dar um conselho: Não pega a Lana, ela é problema dos grandes, e o namorado dela é mais ainda. Ele consegue tudo o que quer, quando quer, os pais mandam pra caralho em Praia Grande e não duvido nada que mandem aqui também.


– E ela? A família? – Perguntei.


– Sei lá. – Ele deu os ombros. – Ninguém sabe muito sobre ela, apenas que ela é a protegida do Diego, independente de tudo.


– E ela nunca o traiu? – Ergui a sobrancelha dando uma risada curta.


– Pelo que eu sei, é muita putaria. Esse Diego tenta pegar até a irmã dela, que não quer, mas as amigas dela, ele já pegou quase todas, menos a Vitória e outras duas, que são mais chegadas, se não me engano é a Marília e a Louise. – Biel explicou.


– E ela? – Luciano indagou interessado.


– Ela também fica com vários, mas eles estão sempre bem, então se quiser algo mais, não pega ela. – Ele avisou.


– Eu quero algo mais com a Eduarda, ela é só pegar mesmo. – Dei os ombros, convicto.

P.O.V Lana


Cheguei ao Henri, que estava conversando com umas garotas. Espantei as mesmas e sorri para ele.


– Que foi baixinha? – Ele perguntou me abraçando.


– Me ajuda a descobrir um cara? – Perguntei sorrindo toda fofa.


– Se eu puder. – Henrique deu os ombros. – Quem é?


– Hm... – Olhei ao redor e o achei. – Aquele moreno ali, sem camisa. – Expliquei.


– Ah sim, ele é o Bruno. Parceiro meu. – Ele respondeu rindo e depois me olhou maliciosamente. – Quer que eu desenrole?


– Tá doido? – Indaguei assustada. – Se o Di sonha que eu to sequer conversando com um garoto daqui, ele me mata. – Girei os olhos. – Passa meu facebook para ele e pede para talvez puxar assunto comigo.


– Por que você não puxa? – Rick arqueou as sobrancelhas.


– Minha cara de quem chama alguém no chat? – Fiz cara de deboche e apontei para a mesma.

– Agora eu fui, se eu sumir muito tempo as vadias atacam. Beijos. – Dei um beijo na testa do mesmo e fui andando até a praça, onde ele estava rodeado de garotas.


– Oi meu amor. – Diego sorriu e as garotas fizeram caretas. Eram três. Dei um beijo no mesmo e elas trataram de ir embora, sentei no colo do Di e descansei a cabeça ali.


– Quando você vai competir? – Perguntei olhando a hora no celular.

– Sou do segundo grupo. Não sei que horas. – Ele respondeu dando ombros e puxou meu rosto bruscamente, me dando outro beijo. Parei o mesmo e massageei meu queixo.


– Seja mais delicado. – Resmunguei fazendo careta.


– Da próxima vez eu tento lembrar. – Ele rolou os olhos e levantou, me levando junto. – Vamos comer algo? To morto de fome.


– Mistério é saber quando você não está. – Resmunguei o puxando para um quiosque, passei em frente ao tal Bruno e apenas sorri torto, tentando não demonstrar ao Di, mas senti que ele e os amigos perceberam. Sentei e o Di sentou também, encarando os garotos. – O que foi?


– Não gostei desses garotos. Eles tão te secando. – Diego respondeu irritado. – Será que vou ter que ir até lá?


– Não! E não inventa. – Ordenei. – Vai pedir batata frita pra mim, com Coca Cola.


– O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando? – Ele indagou se levantando.


– Quase tudo preguiçoso! – Fiz bico e peguei o celular. Abri o Facebook e já vi a solicitação do Bruno. Levantei o olhar e vi o Henrique segurando um notebook. Aceitei o mesmo e ele mandou um sorriso para mim. Fiz careta e o Di sentou novamente.


– Tá conversando com quem? – Ele perguntou tentando pegar meu celular. Guardei no short.


– Ninguém que te interesse. – Disse amarga. – Cadê minha batata?

– Vai chegar. E coloca uma blusa, Loira. Só você que tá de biquíni já. – Ele ordenou.


– Eu estou de short jeans e tem várias garotas aqui sem blusa. – Disse fazendo voz de ‘é óbvio’.


– Você não é como as outras garotas, você é minha namorada. – Diego disse convencido. Girei os olhos, mas não disse nada. Afinal, valia a pena? Obviamente que não. O Diego é o idiota mais egocêntrico que eu conheço.


– Vamos sair mais tarde? – Perguntei coçando os olhos. Sabe quando venta e a areia entra nos teus olhos? – Odeio areia.


– Mas ama praia. Quem te entende? – Di girou os olhos.


– Vai caçar o que fazer. – Murmurei irritada e levantei. – Quando a batata ficar pronta avisa por mensagem. – Disse e saí de perto dele, que resmungou.


Passei pelo Bruno e ignorei o “psiu” dele. Sentei na areia ao lado da Vitória e abracei a mesma.


– Quais as novidades, branca azeda? – Ela perguntou rindo. Dei língua.


– Quero pegar o moreno que tá ao lado do Henrique, que tá segurando o notebook. – Disse e a mesma olhou timidamente.


– Gostoso! – Vicki comentou. – E o Diego?


– Sei lá. É difícil com ele aqui. – Fiz careta. – Me ajuda?


– Só se você me ajudar a pegar o Henri sem o Lucas ver. – Vitória pediu fazendo bico. Abracei a mesma de lado.


– O que você acha amiga? – Sorri para ela.

Notas finais
O que acharam? Gostaram da Lana e do Bruno? Eu diria que essa história ainda vai dar o que falar...... rs Beijos, até o próximo capítulo!