História de Adônis e Hansuki (Bl)
16 Capítulo 16 – Quatro Corações pelo Mundo
As malas estavam prontas, os passaportes em mãos, e o céu parecia mais azul naquele dia — como se o mundo soubesse que uma nova aventura começava.
[Primeira parada: Paris.]
Sora estava nervosa, mas seus olhos brilhavam ao ver as ruas cheias de artistas, os cafés com cheiro de tinta e croissant, e os museus que pareciam templos sagrados da alma criativa.
Hansuki tirou uma tarde só para ela. Caminharam pelo Sena, conversaram sobre suas inseguranças, e no final ele a levou até uma galeria de arte escondida entre becos.
— Esse lugar… é só pra artistas que já venderam quadros? — ela perguntou.
— Não — ele respondeu com um sorriso discreto, entregando discretamente um pequeno envelope para o curador da galeria.
Horas depois, quando voltaram à galeria, Sora encontrou uma de suas próprias obras exposta com uma plaquinha:
"Sora – a alma mais jovem da exposição."
Ela chorou. E Hansuki chorou com ela.
— Obrigada, pai. Eu nunca vou esquecer.
[Segunda parada: Coreia do Sul.]
Ren, embora mais contido, não conseguia esconder o entusiasmo ao visitar um laboratório futurista onde aconteceria a competição internacional de robótica. Ele estava nervoso, claro, mas tinha algo diferente naquele jeito de olhar: segurança.
Adônis o levou para caminhar num parque no fim da tarde, onde o vento fazia as folhas dançarem. Sentaram em um banco e ficaram em silêncio por um tempo, até Ren falar:
— Pai, eu fico com medo de não ser bom o bastante.
Adônis olhou pra ele com firmeza, mas com ternura.
— Ter medo não te faz menor. Te faz humano. Mas coragem é quando a gente age mesmo assim. E eu te vi crescer com mais coragem do que muitos adultos por aí.
Ren respirou fundo e, pela primeira vez, encostou a cabeça no ombro do pai.
— Então vou tentar… por mim. Por vocês.
E naquela noite, Ren apresentou seu projeto com o coração batendo forte — e venceu o segundo lugar com destaque em inovação criativa. Ele correu até Adônis, o prêmio nas mãos, e o abraçou apertado.
[Última parada: Kyoto, Japão.]
Hansuki sugeriu que passassem os últimos dias da viagem ali. Não por turismo, mas para voltarem às raízes. Visitaram o antigo vilarejo onde encontraram Sora e Ren anos atrás.
Ficaram em uma pousada simples, de tatames e janelas de papel. O clima era sereno. Os quatro dormiram no mesmo cômodo, como nos primeiros meses juntos.
Na última noite, Sora e Ren estavam deitados, mas não dormiam. Hansuki desenhava no caderno. Adônis fitava o teto, pensativo.
— A gente já tem uma família — murmurou Sora, — mas sinto que a gente está sempre encontrando novos pedaços dela em cada lugar.
Adônis olhou para os três.
— Porque uma família de verdade não é uma casa com quatro paredes. É um laço que a gente constrói com o tempo, com amor… com escolhas.
Hansuki fechou o caderno e o abraçou por trás, sussurrando:
— E eu escolho você. Todos os dias.
Adônis sorriu, puxando Hansuki para mais perto. Os gêmeos já dormiam. E naquele silêncio calmo do Japão, eles se beijaram com a mesma delicadeza de quem entende que amar… também é continuar escolhendo.
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