História Sem Nome

10 Tudo que é bom dura pouco. Droga!


Notas iniciais
Esse capítulo vai ter até fugitivos.

– Matthew! – eu escutei a voz de uma mulher.

– Jenn? O que faz aqui? – ele perguntou se afastando de mim.

– Ele está aqui. Pete está aqui! E ele está atrás dela. – ela falou apontando pra mim.

Mas quem é essa garota? Quem é Pete? Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui?

– Mas como ele pode estar aqui? E como você sabe que ele está atrás dela? – Matt perguntou.

– Ele andou seguindo ela, nós não sabemos por que. Queremos descobrir também. – ela respondeu.

– Matt, você pode me explicar o que está acontecendo aqui? – eu perguntei confusa.

– Não dá para explicar agora, eu preciso tirar você daqui agora!

– Mas como você vai fazer isso? – a garota perguntou.

– Jenn, você veio de quê?

– Moto.

– Me dê as chaves.

– Mas como eu vou ir embora? – ela perguntou indignada.

– Pague a minha conta, e pegue o meu carro. Fale para a mulher da recepção que eu tive um pequeno contratempo e que eu peguei sua moto emprestada.

– Ok. Boa sorte.

– Vamos Nat. – Matt falou me puxando pelo braço.

Ele pegou o capacete da mão da garota e as chaves da moto e me puxou pelo braço. Ele me arrastou até uma moto que estava estacionada em frente ao restaurante. Para ser precisa em relação à moto, era uma CBR 1000 RR vermelha com branco. Tá eu sei que não é hora pra ficar reparando em moto, mas não tem como não reparar numa beleza dessas. Matt pulou em cima da moto, colocou a chave na ignição e passou a mão nos cabelos. Dava pra perceber o quanto ele estava tenso.

– Coloca o capacete. – ele falou me entregando o capacete – Coloque e suba na moto.

– Matt, você vai me explicar o que tá rolando? – eu perguntei com a voz meio rouca.

– Só monta na moto por favor. – ele pediu meio impaciente.

Eu obedeci e montei na moto sem fazer mais perguntas. Ele pegou minhas mãos e puxou-as fazendo com que eu o abrasasse.

– Segura firme. – ele disse acelerando a moto.

Eu assim o fiz. Eu pensei que ele estava me levando para casa, mas ele pegou a rodovia que dava pra fora da cidade. Eu apenas estava sem entender aquilo. Só queria descer da moto e ir pra casa. Tinha tantas perguntas. Primeiro um jantar lindo, maravilhoso. Depois, um pedido de namoro com direito a alianças. Depois, me aparece uma garota que eu nunca vi na vida vestindo uma roupa toda de couro e botas falando que “ele” estava atrás de mim. Quem é esse “cara”. Porque esse “cara” tinha que estragar uma noite perfeita?

Matt virou em uma rua meio deserta. No final da rua, ele parou em frente a uma casa com um grande portão.

– Dick, abra o portão por favor. – ele pediu a um cara que parecia um segurança.

– Matt, eu sei que você conhece ele, mas eu preciso confirmar...

– Ele já sabe que eu viria pra cá. – Matt falou interrompendo o cara.

– Ok. Desculpa pelo incomodo. – o cara falou abrindo o portão.

Matt apenas acenou com a cabeça e entrou. Quando o portão se abriu, revelou uma casa maravilhosa, como uma casa de praia, mas só que parecia uma mansão. É complicado explicar. Matt parou a moto em frente a porta e desci da moto, tirei o capacete, revelando meus cabelos um pouco bagunçado e mais ondulados. Matt olhou pra mim e em seguida enlaçou sua mão esquerda na minha mão direita e me puxou para dentro da casa.

Quando chegamos dentro da sala, havia um homem alto e com uma aparecia velha esperando nós dois.

– Ora, ora, eu finalmente vou conhecer sua namorada Matthew? – ele falou ironicamente.

– Por favor, não é hora pra isso. – ele falou dando uma breve pausa – Nós estamos exaustos. Vamos subir para o meu quarto. Boa noite, Marco.

– Será que você vai morrer se me chamar de pai?

– Não vamos discutir isso agora porque não é hora.

Ele se virou e me puxou, fazendo-me subir as escadas. Nós seguimos em um corredor que parecia não ter fim. Ele abriu uma porta e revelou um quarto imenso. Gigantesco para ser exata. O quarto era lindo, tinha seu charme e era bem simples assim como eu. Ele me puxou para dentro do quarto e fechou a porta. Soltou minha mão e entrou em um cômodo. Acho que poderia ser o banheiro. Eu me sentei na cama e tentei raciocinar as coisas, mas nada. Nada me vinha na mente. Nada que me fizesse saber porque aquilo estava acontecendo comigo. Matt, saiu e ficou me olhando. Ele veio e se sentou do meu lado na cama.

– Matt ... – eu falei com a voz meio tremula – o que está acontecendo? Quem é o tal de Pete? O que eu estou fazendo aqui? – eu procurava por respostas.

– Nat...

– Matt só me explica o que está acontecendo. Nós estávamos curtindo uma noite maravilhosa, você finalmente pede minha mão em namoro. O que eu já esperava a muito tempo e finalmente você me pede em namoro com direito à aliança e declaração de amor e do nada “BOOM”! Aparece aquela garota falando que um tal de Pete está atrás de mim e você sai correndo comigo em uma moto. – eu falei colocando tudo pra fora – Então, por favor, me explica o que está acontecendo. Por que de repente minha noite virou de cabeça para baixo.

– Nat, eu não sou o que você pensa que eu sou. – ele falou meio envergonhado.

– Então quem você é? Por favor, me explica!

– Eu sou um agente do FBI, não um estudante. Aliás, eu me formei da escola tem dois anos. Nós monitoramos a sua vida junto com seu irmão o agente Jhon. Nós estávamos atrás do homem que matou seus pais, e descobrimos que ele andava espionando você. Só que em uma dessas vezes você o viu. Desde então ele está atrás de você freneticamente. Ele fica vinte quatro horas atrás de você. Então, o FBI mandou eu te proteger dele.

– Então quer dizer que tudo isso não passou de uma encenação? Que nós dois não passamos de um disfarce? – eu perguntei muito confusa.

– O plano era eu me aproximar de você e te proteger, mas conforme eu me aproximava de você, eu me sentia mais atraído por você. Eu tentei de verdade, eu lutei com todas as forças contra esses sentimentos mas não consegui. Depois que nos beijamos pela primeira vez, eu sabia que estava apaixonado por você. Depois desses três meses com você eu soube que eu te amo.

– Isso está muito confuso,

– Eu sei que está.

Ele falou isso e pegou minha mão. Eu encarei ele. Ficamos ali nos encarando por um tempo. E então ele me beijou. O beijo dele fez meu coração disparar. Ele estava falando a verdade em relação a me amar. Ele me ama. É estranho depois do que ele me falou eu afirmar que ele me ama. Mas ele me ama e eu tenho certeza.

– Matt, eu preciso respirar. Eu preciso de ar. – eu falei com a respiração ofegante.

Ele riu. – Vem comigo. – ele me puxou pela mão.

Ele puxou as cortinas da janela, revelando que na verdade era uma porta que levava a uma pequena sacada. Então a gente ficou lá abraçados, em pé na sacada. Eu olhava para fora, como aquele lugar era calmo. Queria ficar ali pra sempre. Então escutei um barulho e olhei para um carro que adentrava. Eu olhei para dentro do carro e não pude acreditar no que via. Era Pete. Pete está aqui.

– Matt, é o Pete dentro daquele carro. – eu falei soltando-me dos braços de Matt.

– Não pode ser. Você tem certeza? – ele perguntou tentando conferir.

– Tenho certeza Matt. É Pete, é o mesmo cara que eu vi aquele dia.

– Filho de égua! – ele exclamou – Marco planejou isso tudo. Eu sabia que tinha algo errado.

– O que a gente vai fazer agora? – eu perguntei em pânico.

– Eu conheço cada passagem dessa casa, até mesmo mais que Marco. Vem comigo.

Ele me puxou e a gente saiu seguindo o corredor. Viramos à direita. Ele parou em frente uma estátua. Ele olhou um lado, depois o outro lado, puxou o braço da estátua e surgiu uma passagem. Matt me puxou para dentro. Eu não enxergava nada, estava tudo muito escuro, então eu grudei na mão e no braço dele pra não me perder.

– Desculpa ter estragado a noite. – ele murmurou baixinho.

– Você não tem culpa Matt.

E seguimos caminho. Acho que andamos por aquela passagem uns dez minutos. Finalmente uma saída. Ele abriu uma portinha e revelou-se uma luz. A rua.

– Finalmente saímos daquela escuridão. – eu falei aliviada.

– Você está bem? – ele perguntou com uma expressão preocupada.

– Tirando o fato da praga desse cara ter estragado minha noite, estou bem sim.

– Vou ter que ligar pro seu irmão.

– Por que?

– Não posso confiar no pessoal da base mais. Se meu pai tem contato com Pete, quem me garante que ele não tenha mais aliados.

– Tudo bem.

Ele pegou o celular e discou o número do meu irmão.

– Jhon? – ele deu uma pausa e continuou assim que a voz falou – Pete estava vigiando sua irmã e eu. Vim pra casa do Marco pois pensei que ele ia ajudar, mas aquele filho de uma mãe está ajudando Pete. Vem pegar a gente por favor. – ele falou isso e desligou o telefone.

– E então, ele vai vim ou a gente vai ter que ir andando? – perguntei.

– Ele falou que chega aqui o mais rápido possível.

A gente seguiu um pouco mais adiante pra se afastar mais da casa de Marco. Paramos no deck e sentamos em um banco de frente ao mar. Ninguém falava nada. Mas porque merda esse cara teve que aparecer agora e estragar tudo? Tava indo tudo bem. Depois de esperar quase vinte minutos por meu irmão ele finalmente apareceu.

– Vocês estão bem? – Jhon perguntou.

– Estamos. – respondi me jogando no banco de trás.

– Nat...

– Não fala nada Jhon, só me leva pra casa pode ser? – eu falei interrompendo ele.