História Sem Nome

3 Coisas da vida...


Notas iniciais
Eu sei que foi meio rápido e que os capítulos estão pequenos, mas prometo que vão melhorar e vão ficar maiores. Boa Leitura :)

Triiimmmmm. O barulho é ensurdecedor mas o alívio de sair para o intervalo é sempre o melhor.

– Mell, hoje é dia de você sabe o que né? — Falei com um brilho no olho que ela conhecia bem.

– Sei sim. Mas vê se dessa vez não se atrasa em!

– É difícil me controlar você sabe.

– Desculpa interromper, mas do que vocês duas tão falando? — Matt perguntou bem confuso.

– Você fala ou eu? — perguntei torcendo para que ela dissesse "você".

– Eu. Você vai logo pra não se atrasar hoje.

– Ok. Até mais tarde no Grill.

Eu fui andando em direção ao meu irmão. Só pra constar, eu e meu irmão somos dois doidos. E pra esclarecer, eu estava ansiosa porque hoje é dia do meu irmão deixar eu pilotar a moto dele.

– E ae revoltada. — meu irmão falou rindo com um sorriso de canto a canto.

– Falando em revoltado, hoje é meu dia. Vá para o carona "monamur".

– Monamur... Essa é nova!

– É sério Jhon, para de enrolar e me dê logo o capacete. — Falei irritada.

– Eh, meio que assim, hoje eu vou sair com uma mina daqui a pouco e não vou poder te deixar pilotar agora...

Antes dele poder responder eu já comecei a falar pra ele:

– Logo no meu dia você foi arranjar uma mina?

– Desculpa Nat, mas hoje eu consegui e eu tenho certeza que você vai gostar dela tanto quanto eu.

– Vai se ferrar você e ela junto. Te odeio. — falei super irritada.

Ele apenas me puxou, me abraçou, me deu um beijo na testa e sussurrou no meu ouvido "Eu sei que você me ama. Sempre amou e sempre me amará. E o seu showzinho de ciúmes só me faz te amar mais".

– É você tem razão. Eu te amo seu merda. Vai lá encontrar com tua mina. E cuidado por favor.

– Te amo.

– Também te amo meu merdinha.

Ele colocou o capacete e saiu foi embora. Sempre tive meu irmão como tudo. Quando nos eramos mais novos ( ele tinha 12 e eu 9), nossos pais morreram na nossa frente. Pra vocês entenderem, é uma história um pouco grande mas vou resumir um pouco pra vocês. Meus pais eram agentes da CIA, pode ser clichê, sei que acontece em filmes mas aconteceu comigo acreditem. Nesse dia eles haviam acabado de chegar de uma missão. Ele haviam matado um cara muito perigoso e o irmão dele havia prometido que iria se vingar dos meus pais. Uma semana depois disso ele e seus capangas invadiram minha casa no meio da noite. Minha mãe falou pro meu irmão pra ele não deixar eu sair do quarto enquanto tudo não tivesse silencioso. Muitos barulhos eu escutei. Barulho de coisas se quebrando, barulho de tiros, mas então tudo ficou em um silêncio absoluto. E meu irmão e eu descemos as escadas. E logo demos de cara com meus pais no chão. Não estavam acordado. Quando nos olhamos para porta, um homem bem alto e forte viu a gente. Ele ficou encarando a gente por alguns segundos.

– Desculpem-me. Eu não sabia que eles tinham filhos. Sinto muito.

E essas foram as últimas palavras dele. Logo em seguida ele saiu correndo. A casa estava silenciosa. Nenhum som se ouvia. Eu apenas fiquei parada olhando a destruição. Meu irmão me levou de volta para o quarto e depois ligou para tia Jhenny. Logo havia policiais, o pessoal do FBI, da CIA bombeiros e ambulâncias. Meus pais foram dados como mortos. Por muito tempo eu fiquei perguntando pra tia Jhenny onde estava papai e mamãe. Mas depois eu entendi que eles não estavam mais aqui.

Hoje eu e meu irmão moramos na Califórnia. Tia Jhenny nos visita sempre que pode. Eu passo os fins de semana com meu irmão e durante a semana eu fico no dormitório do Campus. Ah, explicando: Campus é a escola onde eu estou cursando o ensino médio. Fui direto para o Grill depois que meu irmão saiu. Grill é uma das minhas lanchonetes favoritas. Avistei Mell e Matt sentados numa mesa e fui direto pra lá.

– Já voltou Nat? — perguntou Mell totalmente curiosa.

– Sim. Jhon arrumou uma "mina".

– Ah.

A gente ficou ali conversando. Depois de uns quinze minutos meu celular tocou. Tia Jhenny.

– Quem é Nat? — Mell sempre faz perguntas assim.

– É a tia Jhenny.

– Vai atender?

– Alô? Tia Jhenny? Do outro lado da linha eu escutava muitas sirenes, barulhos estranhos e um choro ensurdecedor. Mas o que tinha acontecido?

– Tia Jhenny você está aí?

– Nat, me escuta e por favor, não se apavore. Vai ficar tudo bem querida. — ela disse com uma voz de choro.

– Aconteceu alguma coisa com os garotos?

– Nat, aconteceu, mas não foi com meus garotos. Foi com o Jhon.

– O que aconteceu com o Jhon? — perguntei já meia tremula e com o coração na mão.

– Jhon sofreu um grave acidente. Ele está sendo operado agora. Venha pra cá que nos conversamos melhor.

Eu só fiquei em silêncio. Eu queria gritar, eu queria chorar mas não conseguia. Meu irmão. Meu único irmão. Minha única família. Não pode acontecer nada com ele. Se ele se for, como eu vou sobrevive?