História Sem Nome
7 Casa do Matt
Notas iniciais
O caminho pra casa de Matt foi meio turbulento. A Mell estava insuportável. Toda hora jogava piadinhas sem graça pra cima de Matt. Aquilo já tinha passado dos limites até pra ela.
– Chaga Mell!
Eu dei um grito tão alto que até mesmo eu fiquei espantada com o grito que eu acabara de soltar. Nunca tinha perdido a cabeça com a Mell, mas hoje estava impossível aturar ela. Eu já começava a me arrepender de ter trago ela junto conosco.
– Mell, por favor, pare com isso. Nem era pra você estar aqui comigo e Matt. Ele não queria te trazer e eu acho que ele tinha razão. – eu falei com a voz mais calma.
– Se quiser eu posso voltar. – ela falou envergonhada.
– Não precisa voltar, só pare de agir como uma garota mimada de cinco anos. – interrompeu Matt.
– É Mell. Você já está bem crescida para fazer esse tipo de coisa. Pare de agir como uma criança. Respeita o Matt e por favor, não faça nem um tipo de gracinha na frente da mãe dele. – eu respirei um pouco e continuei – É só isso que eu te peço.
– Tá certo. – ela falou meio pra baixo.
– Chegamos! – Matt falou tentando levantar um pouco o clima.
Matt estacionou o carro em frente uma casa com um jardim lindo. A casa era rustica. Moveis quase todos rústicos, o que eu particularmente adoro. Ele abriu a porta e deixou que eu e Mell entrássemos primeiro.
– Mãe, chegamos! – Matt gritou.
– Estou descendo! – Catherine gritou de volta.
– Ela deve estar terminando de se vestir.
– Matt, tenho que admitir, sua casa é incrível! – eu falei entusiasmada.
– Você amaria ver meu quarto. – ele fez uma cara de safado.
– Eu acho que sim, mas não agora. Quem sabe daqui um ano? – eu falei sarcástica.
– Vocês dois querem parar de viadagem? – Mell falou meio irritada.
– Tudo bem. Você tá chata hein?! Que foi, só porque o Toby não tá aqui fica querendo atrapalhar os outros é?! – Matt falou brincando.
– Matt, para de tratar a moça assim.
Catherine surgiu na escada. Eu não me canso de falar que ela é linda! Ela não é muito alta, ela é mais ou menos da minha altura, a pele dela é meio pálida, os olhos azuis piscina, o cabelo grisalho na altura do ombro, ela estava usando um vestido azul, com um casaquinho azul um pouco mais escuro e calçando uma sapatilha branca cheia de pérolas.
– Nathalie, querida! – ela falou me abraçando – Como você está?
– Oi Catherine, estou ótima! E parece que você está melhor. – eu falei olhando enquanto ela me soltava.
– Obrigada querida. Eu melhorei. – ela olhou para Mell – E você, quem é querida?
– Eu sou Mellanie, amiga da Nat. – Mell falou um pouco envergonhada.
– Oi, prazer querida.
– Enquanto vocês ficam aqui conversando, eu vou subir e tomar um banho. Já volto. – Matt falou indo em direção as escadas.
– Venham meninas, vamos para a sala de estar.
A gente seguiu para a sala de estar. Que sala! Uau! Acho que não cabe tanta beleza dentro de uma sala. No meio da sala tinha uma mesinha de centro e logo atrás um sofá vermelho de veludo, duas poltronas uma em cada lado, um lustre parecendo de cristal logo acima da mesinha. Essa era a sala de estar. Não havia muita coisa, mas o que tinha lá era aconchegante e lindo. Era incrível!
– Vocês querem tomar alguma coisa? Um suco, uma água? – Catherine perguntou atenciosa.
– Eu vou aceitar o suco. – eu falei.
– Tem cerveja? – Mell perguntou.
– Mell! Isso não é hora pra tomar cerveja.
– Deixa eu viver minha vida.
– Tem sim querida, mas também acho que você não deveria beber uma hora dessas. – ela deu uma pausa — Adolf?
Logo chegou um homem, o que parecia ser um mordomo.
– Sim, madame. O que a senhora deseja? – ele perguntou educadamente.
– Traga um chá de maçã para mim, um copo de suco e uma cerveja para a moça.
– Como a senhora deseja. – e se retirou da sala.
– Então Nathalie, como seu irmão está? – ela me perguntou.
– Ele está se recuperando bem. Inclusive eu irei pra lá agora de tarde pra ver ele.
– Ele não mora aqui não?
– Mora sim, mas minha tia pediu para que ele ficasse com ela enquanto ele se recupera.
– Onde ela mora?
– San Diego.
– É uma viagem meio longa.
– É sim, mas vale a pena.
– Mas e a senhora, como está? – eu perguntei tentando sair um pouco do assunto deprê.
– Eu estou ótima!
Quando ela falou isso, o mordomo chegou na sala com uma bandeja com as coisas que ela havia pedido pra ele.
– Só isso madame? – ele perguntou pra ela.
– Só. Agora pode se retirar.
– Com licença senhoritas. – ele falou fazendo um gesto de respeito e saiu.
Não imaginava Matt rico ou algo do tipo. Ele era um cara tão simples. Talvez seja a simplicidade dele que me fez ficar encantado com ele e com a mãe dele. Eu ainda não sei o que me atraí tanto nele, mas eu quero descobrir. Quero mesmo.
– Então, o que eu perdi? – Matt chegou na sala do nada.
– Nada demais. – respondi.
– Matt, você com essas roupas velhas de novo? – a mãe dele perguntou.
– Mãe não vamos começar. Não na frente das garotas.
– Você sabe que eu não gosto dessas roupas.
– E quem usa sou eu, então eu que tenho que gostar.
– Matt! – eu soltei um grunhido.
– Matt o que?
– Não fala assim com sua mãe!
– A gente conversa assim mesmo querida. O tempo todo foi assim. – Catherine falou.
– Calma Nat, é normal a gente falar assim.
– Não tá mais aqui quem falou.
A gente ficou conversando por um tempo. Mell se comportou muito bem, apesar de ter bebido duas cervejas, ainda estava sóbria. Matt e sua mãe se dão super bem. O almoço foi uma coisa bem simples. Arroz, macarronada e um molho de batatas.
– Catherine, foi um prazer revê-la, mas eu tenho que ir. Tenho que passar em casa ainda para pegar minhas coisas e ir para a rodoviária. – eu falei me despedindo.
– Tudo bem querida. Volte sempre que quiser. – ela me abraçou.
– Foi um prazer conhecer você Catherine. – Mell falou se despedindo.
– O prazer foi meu Mellanie. – deu um abraço nela se despedindo.
– Mãe vou levar as garotas em casa e depois na rodoviária.Volto daqui umas duas horas.
Ele deu um beijo nela e nos levou até a saída. Entramos no carro e fomos em direção a minha casa.
– Mell, tenho que admitir que você superou a minha expectativa. – Matt falou meio irônico.
– Haha, muito engraçado mas eu sei me comportar tá querido?! – Mell respondeu irritada.
– Você foi ótima Mell! – eu falei tentando não fazer os dois brigarem.
–Obrigada.
O resto do caminho foi silencioso. Eu estava pensativa em como seria o fim de semana com os garotos. Fazia um tempão que eu não os via. Tayler e Taylor são gêmeos sim. Eles são tão altos quanto Matt, são musculosos, loiros, olhos azulões. Enfim, eles são lindos!
Matt estacionou o carro na garagem. Mell pulou para fora do carro e subiu eu e Matt continuamos mais uns minutos dentro do carro. Apenas em silêncio. Olhando pro nada. Eu decidi descer do carro. Acho que Matt estava tão decepcionado comigo por eu não poder passar o fim de semana com ele que o clima acabou ficando pesado. Eu não queria que o clima ficasse pesado entre nós, mas ele tinha que entender que eu queria ver meu irmão e que meu irmão precisava mais de mim do que ele.
– Vou entrar tá? – falei bem tranquila.
– Tudo bem.
Ele saiu do carro junto comigo. Eu fiquei observando-o enquanto ele trancava o carro. Ele é tão lindo! Cara, eu realmente não sei o que ele tem, mas ele me atrai e muito. Ele veio andando na minha direção e eu só fiquei olhando pra ele.
Eu e Matt subimos em silêncio. Ele apenas me abraçou de lado e subiu comigo assim. Eu entendia ele, ele estava mesmo chateado por eu não poder passar o fim de semana com ele. Eu também ficaria assim, mas eu queria mesmo ver meu irmão.
Quando chegamos no topo da escada, escutamos a Mell gritar.
– Para! – escutei Mell gritar como se alguém tivesse fazendo cócegas nela.
Eu e Matt nos entreolhamos, Matt me colocou para trás dele e entrou na casa sorrateiro.
– Para, para! – Mell gritava rindo que nem uma louca.
– Taylor? Tayler?? – eu perguntei confusa.
– Nat! – os dois falaram juntos vindo me abraçar.
–Tá, que porcaria é essa? O que os dois estão fazendo aqui? – eu perguntei totalmente confusa.
– A gente veio morar aqui. – Tayler falou animado.
O quê? Morar aqui? Que ideia fértil a desses garotos. Morar aqui, eles só podem estar brincando comigo. Só pode ser isso. Essa história está muito, mas muito má explicada.
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