História Grinch: Aventura Natalina
1 Preparativos de Natal
Notas iniciais
Pov. Ochaco
O tempo passou voando, a neve cobriu a cidade em branco, enquanto Musutafu era enfeitada pelas decorações coloridas. Estávamos mais uma vez na época de Natal. Desde que ajudamos o Noel no ano passado, Shouto e eu, começamos a namorar e, claro, Midoriya continuava com a Tsuyu. Muita coisa aconteceu nesse ano, em breve, os estágios estariam por vir, mas, enquanto não chegavam, a nossa turma estava animada com os preparativos natalinos.
— Mais para esquerda, eu disse: esquerda, Kaminari! — Mina dava instruções a Kaminari para colocar um enfeite de boneco de neve pendurado na parede.
— A sua ou a minha esquerda?
— A sua, Denki! Não sabe qual sua mão esquerda? — Ela se vira para o Hanta que voltava da cozinha com um refrigerante. — Ei, Sero, o Satou está preparando os biscoitos?
— Mais uns minutinhos e ficam prontos.
— Ah! Não vejo a hora de provar os doces! — Mina fala com água na boca e sorri.
— Dá um desconto ao Denki. — Jirou responde. — Ele levou choque ao tentar ligar os pisca-piscas, ele ainda está meio confuso.
— Oh, não! O Pikachu está confuso! Por que não levaram ele na Recovery? — pergunta a garota de cabelos róseos.
— Até levamos, mas ela nos dispensou ao ver o estado dele.
— Ah… Então não deve ser grave.
Desvio da atenção deles e me aproximo de Shouto que estava organizando a sala com algumas meias de natal espalhando-as pelos cantos. Ao seu lado no chão, uma caixa com enfeites permanecia.
— Shouto, precisa de ajuda? — Ele assente.
— Ochaco, se não se importar, poderia me ajudar a terminar de colocar os enfeites da caixa?
— Certinho! Nada melhor que ajudar meu namorado fofo enquanto faço companhia a seu lado.
— Fofo? — Desvia o olhar constrangido, mas encostei levemente minha mão em seu rosto para ele voltar seu olhar até mim.
Ele me encarou, seus olhos bicolores refletiam o brilho das decorações natalinas espalhadas pela sala e, sem notar, estávamos diminuindo a distância entre nós, senti como se o tempo parasse por um momento.
— Shouto… — Ele estendeu sua mão direita e levou até minha franja, afastando alguns fios rebeldes.
— Gosto de passar meu tempo ao seu lado — ele diz.
— Eu também…
Sou interrompida ao ouvir as vozes de Mina e Jirou, que estavam animadas falando sobre as músicas que iam colocar no dia da festa.
— Com certeza temos que colocar as melhores músicas de Natal, mas depois, sei que a galera vai gostar de ouvir mais músicas de baladas — fala Mina.
— Depois te passo a lista que tenho para me ajudar a escolher quais vamos tocar no dia e… olha, olha… Mina, parece que interrompemos um certo casal.
Mina sorriu travessa e disse:
— Jirou, vamos voltar, eles precisam de privacidade, até porque não vão querer ganhar azar se não se beijarem debaixo do visco.
— O-O quê? — Viro-me para a lareira onde havia um pequeno pedaço de visco quase imperceptível, isso com certeza foi obra da Mina! Essa garota…
— Não vejo problemas em beijar minha garota. — Shouto diz, me fazendo corar. — Todos já sabem que estamos juntos.
— Está certo, Shou. — Me aproximo dele a ponto de sentir sua respiração, logo, Shouto também se aproxima até que sinto seus lábios tocarem os meus. Ficamos assim por alguns segundos, mas Shouto decide abrir seus lábios para aprofundar o beijo, que correspondi.
Estávamos tão imersos, que, por um instante, esquecemos de Mina e Jirou. Mas, a Toru quebrou o momento ao aparecer com uma garrafa de suco.
— Alguém quer tomar suco? Oh, acho que perguntei no momento errado... — Toru falou surpresa, logo olhou para nós com um sorriso sugestivo. — Parece que o visco realmente está funcionando, hein?
Ainda com o rosto rubro, dei uma risadinha sem jeito e me afastei de Shouto, sentindo o rosto ainda quente, se é que era possível. Ele me encarou de forma serena e sorriu para mim.
— Não é bem isso, Toru — Mina disse com um tom de voz brincalhão, indo até à garrafa de suco que Toru segurava e enchendo um copo com o suco. — Mas, falando em sorte, talvez seja bom lembrarmos que o visco não tem nada a ver com azar, certo?
— Tecnicamente tem… — digo, onde ela quer chegar?
— Ochaco, você sabe que isso é só uma desculpa que inventaram para os casais darem amassos, não sabe? — Jirou fala.
Shouto e eu trocamos olhares rápidos, ambos sem saber como negar a Kyoka, afinal ela estava certa. Jirou, por sua vez, parecia estar se divertindo com a situação ao nos ver sem palavras, os olhos dela brilhando com um toque de travessura.
— Okay! Acho que, com os enfeites colocados ao redor da sala, nós finalmente terminamos! — Mina comemora quebrando o silêncio.
— Finalmente! — Toru sorri, dando uma última olhada nas decorações que estavam espalhadas pela sala, completando o clima festivo. — Agora é só esperar o natal chegar!
— Verdade, todos vão passar o natal com suas famílias? — Jirou perguntando às meninas.
— Sim, no Natal irei. — afirma a rosada.
— Eu acho que ficarei na UA esse ano… Minha família vai estar ocupada trabalhando no Natal. — digo meio entristecida, afinal, sempre comemorei com minha família, mas esse ano, por conta dos meus estudos, eles vão ter que trabalhar o dobro nessa data para pagar a mensalidade, mas um dia irei recompensá-los por tudo.
— Puxa… Que pena, Ochaco-Chan… — diz Ashido.
— Está tudo bem, Mina, pelo menos terei companhia do Shouto, né? — pergunto me virando para meu namorado.
— Se meus irmãos não inventarem de sair no Natal, sim.
— Verdade! A Fuyumi e o Natsuo provavelmente vão te convidar, deveria aproveitar esse momento.
— E você? Ficará sozinha na UA?
— Shouto, não se preocupe…
— Eu faço companhia para ela! — Toru anuncia ao bicolor. — Tenho certeza de que minha família não iria se importar com isso.
— Se é assim, irei ficar aqui também, Ochaco! Meus pais irão entender o motivo — Mina disse.
— Queria acompanhar vocês, mas terei visitas no Natal… — Jirou comenta.
— De boa, aproveita Jirou! Passar essa data mágica com sua família, é o maior presente de todos e com certeza ninguém iria querer perder isso, né? E com as meninas aqui, o dia de Natal não será solitário!
∼❄∼
A tarde seguiu e vi quase todos os alunos saírem para suas casas, afinal, depois de amanhã seria o Natal. Decidimos pegar alguns jogos de tabuleiro e de cartas para passar as horas e quando menos percebemos, já havia anoitecido:
— Uno! — Toru fala animada.
— De novo? — Já é a terceira vez que ela ganha! — Mina exclama impressionada. — Certeza que não está espiando nossas cartas?
— Está duvidando só por que sou invisível?
— Essa sua habilidade é útil para espiar o jogo, ora! — Mina afirma.
— Ela é, mas não vou trapacear por isso, aliás, já está ficando tarde e… meninas, amanhã nós poderíamos sair em algum lugar, o que acham?
— Pode ser, Toru, um dia só das garotas vai ser incrível!
Nós levantamos e seguimos para o dormitório feminino, onde no meu quarto, elas trouxeram seus colchões para descansar essa noite comigo.
— Boa noite, Toru e Mina.
— Boa noite, Ochaco. — Ambas respondem.
Apago a luz e fecho os olhos, mal esperando pelo dia de amanhã.
Minutos mais tarde, estava quase no terceiro sonho, quando de repente, um barulho vindo da porta fez com que nós acordássemos em alerta. O som era estranho, como se alguém tivesse tropeçado e caído no chão e ainda pude ouvir o som de um guizo. Instintivamente, Mina se levantou num impulso, ainda surpresa, tentando distinguir uma figura que se moveu no quarto escuro.
— O que foi isso?! — ela exclamou, pegando a primeira coisa que encontrou ao seu alcance, um travesseiro, como se fosse um item de suporte para defesa.
Antes que ela pudesse reagir, a luz do quarto se acendeu repentinamente, iluminando o ambiente e revelando uma pequena figura que estava perto do interruptor, tentando se recompor de seu tropeço.
— Por mil renas! A-Ah, desculpe! — disse o duende, que logo reconheci.
Um pequeno duende vestido com um traje verde e vermelho, com um chapéu preto, claramente o duende do Papai Noel que conheci no ano passado. Ele parecia confuso, mas logo sorriu de alívio ao me ver.
Mina, que ainda estava em estado de alerta, avançou em direção ao duende, com um olhar de quem iria atacar, provavelmente achando que ele era algum vilão.
— Quem é você?! Veio tentar nos assaltar? Saiba que somos futuras heroínas! — ela gritou, segurando o travesseiro e quase arremessando no duende.
— Espera, Mina! — Eu pulei da cama, entrando na frente dele. — Ele não é um vilão!
Olhei para o duende e Toru perguntou:
— Conhece ele, Ochaco-Chan?
— Sim, ele é um duende do Papai Noel, é uma longa história... Soluço! O que faz aqui? — pergunto ao me virar.
— Senhorita Ochaco, temos um grande problema, o Papai Noel foi sequestrado!
Continua…
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