História Game Of Thrones - O Retorno Do Dragão
8 Capítulo VII
Notas iniciais

A maioria dos homens mais depressa nega uma verdade dura do que a enfrenta. — George. R. Martin
Solar
Daenerys se levanta ainda ofegante pelo sonho que acabou de ter, seu coração bate tão rápido, que a mulher tem a impressão que ele vai rasgar a pele de seu peito e saltar para fora, a palma da mão com a qual ela segurou a espada, queima como um inferno, quando a platinada vira a mão, seus olhos saltam em choque.
Herdeira de Valíria, filha do fogo.
São as palavras que decoram sua pele naquele local, como se tivessem sido marcadas com fogo, ela já teve sonhos místicos antes, mas nenhum deles poderiam ser comparados a isso, os pensamentos estavam dando voltas em sua cabeça, as vozes que ela ouviu em seu sonho, se repetindo de novo e de novo.
Quando o sopro frio da escuridão cair sobre o mundo, a Luminífera deve recuperar. Apenas ela tem o poder para o mundo libertar.
Daenerys puxou o ar, uma, duas vezes, ela precisa se acalmar, ela olha para a frase na sua mão novamente, ela precisava falar com alguém imediatamente, com essa ideia em mente, ela se dirige ao quarto que Arya e Lucius dividiam entrando sem bater, o barulho da porta abrindo foi o suficiente para que os dois saltassem em alerta de suas camas.
— O que aconteceu? Duncan está bem? – Lucius perguntou encarando Daenerys, ela parecia extremamente ansiosa.
— Duncan está bem, eu tive um sonho...- Ela começou, mas foi interrompida por Arya.
— Você nos acordou assim, por causa de um sonho? – A garota questionou recebendo um olhar de repreensão de Lucius, enquanto isso a platinada começa a andar de um lado para o outro, murmurando palavras que nenhum dos dois foram capazes de entender.
— Foi um pesadelo? – Lucius perguntou preocupado, tocando seu braço a fazendo parar.
— Não
— Então o que? – Arya questionou ainda de mau humor por ter sido acordada daquela forma, principalmente por que ela havia acabado de pegar no sono, uma vez que tinha chegado a pouco tempo de seus encontros noturnos com Henry.
— Eu sonhei com a Luminífera, eu a toquei e foi poderosamente mágico, haviam vozes me dizendo que eu deveria encontrá-la, que apenas ela tem o poder para destruir a escuridão, então quando eu finalmente acordei, isso apareceu na minha mão. – Ela disse virando a palma da mão direita, para que os dois pudessem ver as palavras que estavam marcadas em sua pele agora.
— Porra, como isso é possível? – Arya questionou, estarrecida com o que seus olhos estavam vendo.
— Eu não tenho a menor ideia, nunca aconteceu algo assim comigo antes. – A platinada responde nervosamente.
— Dói? – A garota Stark pergunta, enquanto traça as letras lentamente com o seu polegar.
— Agora não mais, quando eu despertei, doía como o inferno. – Daenerys explica.
— Herdeira de Valíria, filha do Fogo, o que você acha que essas palavras significam? – Arya questiona a mulher a sua frente.
— Significa aquilo que todos já sabemos, que Daenerys é a princesa prometida, a campeã eleita pelo Deus Vermelho para derrotar a escuridão. – Lucius, que até agora havia permanecido em silêncio fala. Ver aquelas palavras gravadas na mão dela provocou um aperto em seu coração, Daenerys pode ter ignorado a guerra que estava vindo para eles, ele não, porém, agora parecia que estava chegando rápido demais, o homem não se sentia nada preparado para as implicações que a guerra traria com ela, ele precisava de mais tempo.
— Eu só não entendo porque isso agora, porque não aconteceu quando ela foi trazida de volta, por exemplo? – Arya questiona Lucius, enquanto aponta para a palma direita de Daenerys.
— O Deus Vermelho age por caminhos misteriosos. – Lucius fala de um jeito tão sério, que é quase como se a frase tivesse saído da boca de outra pessoa.
— Credo, você falou como Melisandre agora. – Arya afirmou encarando os olhos verdes, que agora carregavam uma sombra angustiada dentro deles.
— O que aconteceu exatamente nesse sonho? – Lucius perguntou ignorando o comentário da Stark e puxando Daenerys pelas mãos, apertando suas palmas contra as suas tentando passar algum tipo de conforto a ela ou a ele mesmo, o homem não tinha certeza.
— Eu estava na água, eu afundei, mas não me afoguei, então as vozes começaram falando que eu deveria encontrar a espada para a escuridão derrotar, como eu disse, então a espada caiu na água, uma força estava me puxando para ela, então eu a peguei com a mão direita, uma grande espada de aço Valiriano. Tinham palavras gravadas nela, matadora de deuses, destruidora de sombras. Então uma voz sussurrou, a encontre, o inverno está chegando, então eu acordei. O resto vocês já sabem. – Daenerys explicou dando um olhar apreensivo em direção a Lucius, ela não se sentia pronta para o que quer que esse sonho pudesse significar.
— Você viu algum sinal, qualquer coisa que apontasse onde essa espada poderia estar? – Arya perguntou a Daenerys, que finalmente rompeu o contanto visual com o homem no quarto.
— Não, mas ela não está longe, eu posso sentir. – Daenerys respondeu. A força que a puxou como um imã em direção à espada ainda estava lá.
— Herdeira de Valíria, talvez isso signifique que ela está lá em algum lugar. – Arya conclui olhando para a janela.
— Talvez, no entanto, todos esses anos nunca tivemos qualquer pista de que a espada poderia estar lá, eu nunca senti essa sensação antes, nem mesmo nas ruínas de Valíria. – Daenerys explica olhando diretamente para Arya.
— Talvez o poder estivesse adormecido antes, e alguma coisa o acordou, o Corvo está ficando mais poderoso a cada dia, um amigo me disse uma vez que à medida que o seu poder cresce, crescem as forças que se oporão a você. – Lucius disse, fazendo com que a platinada soltasse um suspiro cansado.
— Amanhã falaremos com Kinvara, se você está certo, precisamos nos preparar, eu não serei pega de surpresa novamente, quando o corvo vier para nós, eu estarei preparada. – Daenerys decreta com firmeza, ela não desejava guerra, mas ela não fugiria quando ela chegasse.
— Você precisa começar a entender que talvez nós tenhamos que ir até ele primeiro. – Lucius diz, então os três trocam olhares silenciosos.
— Não estamos prontos para ir a Westeros agora, o corvo tem uma legião de exércitos, certamente vamos precisar de mais do que uma espada mágica para derrotá-lo. – Arya expõe.
— Talvez seja isso que o sonho signifique afinal, que temos que começar a nos preparar, o inverno está vindo. – Ele afirma. As mulheres na sala sabem que ele tem razão.
Porto Real
O corvo observa pela janela a cidade enquanto aguardava seus conselheiros, pelo menos aqueles que restaram, a fortaleza negra parecia impenetrável por terra, então havia as balistas, espalhadas por cada entrada que eles tinham, e claro, haviam seus exércitos, seus elefantes. Talvez seja por isso que ela não havia tentado nada durante esses anos, com certeza a mulher sabia quem ele era agora, dificilmente Daenerys Targaryen teria coragem de vir novamente para esse continente, não depois de tudo que ela perdeu, ela não havia conquistado essa terra nem quando tinha todos aqueles homens e três dragões sobre seu comando, ainda sim ela era uma ameaça, ela ainda tinha um dragão, um dragão que igualmente ela, se encontrava fora de sua vista, infelizmente, ele teria que atrasar seus planos de conquistar Essos enquanto não a encontrasse.
O corvo foi retirado de seus pensamentos pelo som da porta abrindo, seus conselheiros finalmente chegaram, seu guarda moveu sua cadeira em direção a mesa de reunião.
— Bem, eu convoquei essa reunião para informa-los sobre os últimos acontecimentos. – O rei disse fazendo Tyrion se remexer na cadeira, o anão não tinha conseguido dormir na noite anterior, não depois do que ele viu o rei fazer a Samuel Tarly, por um momento ele pensou em fazer o que o Sor Davos sugeriu, ir embora no meio da noite sem olhar para trás, no entanto, para onde ele iria? O rei certamente mandaria pessoas atrás dele, talvez ele pudesse inventar uma viagem a Essos e nunca mais voltar, ele seria seguro milhares de milhas do alcance do rei? – Ele não estava certo disso, até ele descobrir, o anão sabia que teria que permanecer ali, a serviço do rei.
— Minha irmã Sansa Stark, a Rainha do Norte foi brutalmente assassinada por um traidor do reino. – Bran anunciou, surpreendendo tanto Sor Brienne, como Sor Podrick Payne.
— Quem fez isso? – A cavaleira pergunta imediatamente, a filha da mulher cuja ela jurou que iria proteger estava morta, ela havia falhado com o seu dever, ela não conseguiu manter Sansa Stark a salvo.
— Jon Snow. – O rei declarou friamente. Tyrion ainda não conseguia acreditar que Jon havia sido capaz de matar Sansa.
— Onde ele está? Se o rei me permitir, eu mesma capturarei esse traidor e o trarei a você. – Brienne diz ao mesmo tempo que se levanta, a mulher está lutando contra as emoções, ela só consegue pensar na pobre garota Stark, morta pela mão de seu próprio irmão.
— Antes de morrer, Sam disse que ele estava a caminho de Essos.
— Foi por isso que você o executou? Sam teve participação na morte da Rainha? – Podrick pergunta, todos na fortaleza negra já sabia da morte do homem, no entanto, Tyrion avisou que o rei estava debilitado e explicaria tudo a eles hoje.
— Sim foi por isso, Jon está fazendo uso de algum tipo de magia, eu não posso vê-lo, também não consigo mais ver Sor Davos, então acredito que ele se juntou com o regicida afinal. Eu aprecio a sua fidelidade a mim e a minha falecida Irmã, então se você realmente desejar, eu darei a você os recursos necessários para que você traga Jon Snow até mim. – O rei diz olhando nos olhos da mulher a sua frente, bastante satisfeito com a fúria que ele podia enxergar dentro de seus olhos.
— Eu não descansarei até trazê-lo para Vossa graça. – Sor Brienne declarou com firmeza.
— Eu gostaria de acompanha-la meu rei, se o senhor permitir. – Podrick se oferece, trocando um olhar significativo com a mulher ao seu lado.
— Por mim tudo bem, no entanto, há mais coisas que vocês precisam saber, eu acredito que Daenerys Targaryen esteja viva. – O rei declara fazendo Tyrion Lannister derrubar a taça de água que tinha nas mãos.
— Não, isso não é possível, Jon a matou. – O anão declara com a voz trêmula, o rei só poderia estar enlouquecendo.
— Você acha que ele mentiu todos esses anos? – Podrick questiona, ele sabe que ninguém além de Jon viu o corpo da rainha Daenerys morta.
— Não, ele não mentiu, no entanto, é de conhecimento de todos nessa sala que o dragão da rainha desapareceu levando seu corpo com ele, talvez ele tenha levado a alguma sacerdotisa do Senhor da Luz, não seria a primeira vez que alguém é trazido de volta do mundo dos mortos por elas. – Bran afirma.
Se você me trair de novo, será a última vez
A ameaça de Daenerys ecoa na mente do anão, então a lembrança da morte do aranha invade sua mente, se ela estivesse viva, ela teria vindo para ele, teria vindo para todos eles.
— Sua graça, isso não faz o menor sentindo, eu não entendo como você chegou nessa conclusão, eu a conheci, se ela estivesse viva ela já teria retornado a essa terra, provavelmente nenhum de nós estaria mais aqui. – Tyrion afirma e Bran balança a cabeça em negativa.
— Ela está viva, eu sei. – Bran afirma novamente.
— Como o senhor pode estar tão certo disso? – Podrick questiona, todos estão preocupados. Se a rainha Daenerys estiver viva, os sete reinos não estarão mais seguros, principalmente se ela quiser vingança.
— Jon, ele não iria para Essos sem um bom motivo. – O rei responde.
— Ele pode estar indo encontrar sua irmã Arya, vossa graça. – Tyrion sugere, o anão não pode lidar com a possibilidade de que a platinada realmente esteja viva por aí.
— Não, embora eu tema que Arya esteja envolvida nessa história de alguma forma. Antes de encontrar Jon no Norte, Sam recebeu uma mensagem da minha irmã cujo conteúdo eu não consegui descobrir, eu acompanhei Jon nos últimos anos, ele passou cada dia da sua vida se condenando pelo que aconteceu, eu diria até arrependido por matá-la, ele estava à beira da loucura, por isso mandei Sam até ele, eu sabia que Jon não iria aceitar voltar para muralha, então finalmente eu poderia por fim a seu sofrimento, tudo que ele desejava era a morte, no entanto não acreditava merecê-la, portanto Jon não iria para Essos por Arya ou por qualquer outra pessoa que não fosse ela, foi assim que eu finalmente me dei conta de que ela estava viva, vivendo em algum lugar naquele continente, temo que de alguma forma ela tenha virado minha irmã contra mim. – Bran revela. Tyrion sente seu coração suprimido dentro de seu peito, ele mal pode respirar.
— Talvez ela tenha perdido o interesse nos Sete Reinos, depois de tudo que aconteceu isso explicaria o porquê ela não tentou nada nos últimos anos. –Sor Brienne sugere, percebendo que o senhor mão parece estar perto de ter um ataque a qualquer momento.
— Eu gostaria de acreditar nisso minha cara, no entanto, eu não posso, se o senhor da luz a trouxe de volta deve haver um motivo maligno envolvido, essas sacerdotisas não são confiáveis, são seres das trevas enviadas pelo deus vermelho para seduzir os homens, espalhar fogo e sangue pelo mundo, eles têm algo planejado, seja o que for é nosso dever impedir que aconteça pelo nosso povo, então vocês devem tomar cuidado, não acreditem em ninguém, eu sei do seu apreço pela minha irmã, no entanto, eles fizeram algo com ela, portanto tome cuidado. – O rei diz olhando diretamente para a cavaleira, que acena com a cabeça, toda essa história parece loucura, mas depois de tudo que ela viu, a mulher sabe que tudo é possível, o rei deve estar certo, Brienne duvida que Lady Arya seria capaz de estar do lado da mulher que massacrou uma cidade a sangue frio, algo estava errado e ela iria descobrir.
— Sendo assim enviarei uma equipe de homens da Companhia Dourada com vocês, eles conhecem o continente, então serão de grande ajuda, entre eles está o homem que conheceu a rainha Targaryen muito bem, ele está mais do que disposto a ajudar em troca de um lugar no conselho, Daario Naharis. – O rei anunciou, então a porta se abriu revelando um homem de cabelos negros, Tyrion percebeu sua presença logo quando a companhia dourada chegou a Porto Real, inicialmente o anão temeu que o homem estivesse buscando algum tipo de vingança, no entanto, ele descobriu que amor do homem pela rainha havia se tornado ódio, ele nunca aceitou ter sido deixado para trás como um nada, quando Tyrion contou que ela havia sido morta pelo homem por qual se apaixonou em Westeros, tudo que o homem disse foi que a vadia teve o que mereceu.
— Daario conhece aquelas terras como ninguém, conhece muitas pessoas, com ele ao seu lado não será tão difícil encontrar Jon, principalmente porque ele cometeu o erro de levar Ghost com ele, o que significa que as pessoas sem dúvida vão lembrar de um homem estrangeiro com um lobo gigante. – Bran declara com um pequeno sorriso no rosto, quando eles tiverem Jon, talvez a rainha Dragão finalmente saia de seu esconderijo.
— Se encontrarmos Daenerys Targaryen com o seu irmão, o que devemos fazer, meu rei? – Sor Brienne pergunta, então o mercenário sorri, ele já tem conhecimento da vontade do rei.
— Traga a cabeça dela para mim em uma bandeja de prata, Jon pode ter falhado em trazer justiça para todas as vidas que ela tirou, faça o mesmo com os outros traidores se precisar. – O rei ordena e a mulher assente.
— E sua irmã meu rei, se ela ainda estiver realmente com eles o que devemos fazer? – Podrick faz a pergunta que a cavaleira não teve coragem de fazer, depois do que aconteceu a Sansa, ela não seria capaz de ferir a última filha de Catelyn Stark.
— Tragam ela viva, tenho certeza que serei capaz de fazer Arya ver a luz novamente. – Bran disse olhando para Daario, que acenou com a cabeça positivamente, ele tinha ordens diferentes sobre o que deveria ser feito com a jovem Stark.
— A partir desse dia, até o da minha morte eu me torno o protetor dos Sete reinos, Sansa não teve marido ou filhos, isso me torna seu único herdeiro, já ordenei que enviassem a mensagem para os outros reinos. – Bran avisa, sua máscara fria escondendo a satisfação em seu coração, os Sete Reinos eram finalmente seus.
— Que o seu reinado seja longo, meu rei. – Daario diz e os outros fazem o mesmo.
— Vocês podem ir agora, eu quero que vocês partam o mais breve possível, eu não terei paz enquanto souber que o monstro que matou a minha irmã está livre.
— Não se preocupe vossa graça, a morte de sua irmã não ficará impune, eu juro a você. – Sor Brienne declara, então se despede com uma pequena reverência antes de sair, o mercenário e Sor Podrick repetem o gesto antes de sair atrás da mulher.
O rei se dirige ao anão, que se perdeu completamente em pensamentos desde que recebeu a notícia que Daenerys Targaryen estava viva.
— Sei que essa notícia mexeu com a sua cabeça Tyrion, no entanto, mais do que nunca eu preciso que você mantenha a cabeça no lugar. – Bran diz tocando a mão do anão que volta a realidade com seu toque gélido.
— Eu ainda não entendo porque ela não veio até nós ainda, Daenerys não é do tipo que perdoaria o que fizemos, o que eu fiz. – Tyrion afirma encarando o rei, quantas pessoas ele a viu queimar? Ele estava certo que seria o primeiro que ela queimaria vivo quando retornasse, como se lesse seu pensamento Bran se dirigiu a ele:
— Não se preocupe Tyrion, nem um mal virá a você enquanto estiver ao meu lado, Daenerys deve saber quem eu sou, somente isso explicaria o porquê ela se manteve distante, ela me teme, juntos vamos impedir que ela volte a ferir esse reino, imagino que você ficou assustado com o que viu ontem, eu não sou um humano Tyrion, eu sou um ser superior a vocês, portanto tenho habilidades que podem ser de difícil compreensão para a mente humana, mesmo uma das mentes humanas mais inteligentes que eu conheci, eu não queria matar Sam, mas eu não tive escolha, ele foi contaminado por eles, também sei que você não concorda com todas as minhas decisões, no entanto não existe ninguém além de mim que possa proteger esse reino da fúria daquela mulher, então eu vou lidar uma escolha se você quiser sair, se não é mais capaz de acreditar em mim pode ir, no entanto a escuridão está a solta novamente e eu gostaria de contar com a sua ajuda para combatê-la.
O rei estava lhe dando permissão para sair, não era isso que ele mais desejou nos últimos dias, poder ir, no entanto o rei estava certo, por enquanto ele estava seguro em Porto Real, embora Bran tivesse feito coisas da qual ele não concordava, ele era sem dúvida a melhor opção se comparada a Daenerys Targaryen, Westeros não sobreviveria a sua loucura dessa vez, talvez os poderes de Bran fossem a maior arma que eles poderiam ter contra ela nesse momento, então o anão tomou sua decisão.
— Eu permanecerei fiel e ao seu lado sua graça, como tenho feito nos últimos anos. – O anão responde, o rei lhe dá um pequeno sorriso, apesar do pequeno arrepio que atinge sua espinha, o último Lannister tem certeza que fez a escolha certa.
Volantis
Jon ainda não tinha se acostumado ao clima quente de Essos, no entanto ele com certeza estava lidando melhor com o calor do que Tormund e Ghost, ele tinha que hidratar o lobo constantemente agora.
— Puta merda, mesmo nessas roupas eu ainda sinto que vou derreter a qualquer momento. – Tormund reclamou pela quarta vez naquele dia.
— Talvez se você se livrasse dessa barba e de todo esse cabelo, se sentisse melhor. – Sor Davos sugere.
— Ninguém toca no meu cabelo ou na minha barba, esse é o meu charme, por acaso você não notou como as mulheres nessa cidade me olham, elas me desejam. – Tormund disse enquanto piscava para algumas moças que passavam por ali, Sor Davos e Jon trocam um sorriso, aquelas garotas pareciam muito mais assustadas do que interessadas pelo selvagem.
— Bem, tem uma fonte ali, porque você não vai se refrescar um pouco, não tire a roupa dessa vez. – Jon diz apontando para a pequena fonte de água a alguns metros a sua frente.
— Vamos Ghost, água fresca. – O selvagem chamou e o lobo o seguiu parecendo satisfeito.
— Então elas estão aqui nessa cidade? – Sor Davos pergunta quando ele e Jon ficam sozinhos.
— Não, Arya disse que as Sacerdotisas Vermelhas dessa cidade me diriam onde encontra-los, eu mal posso acreditar que já estamos aqui, que eu estou a um passo de vê-la novamente. – Jon afirma cheio de expectativa.
— Sua irmã disse que Daenerys não sabia que ela estava contando a verdade para você, certo? – Sor Davos pergunta, ele não quer desmotivar Jon, porém o homem acha que ele está se iludindo sobre Daenerys Targaryen.
— Sim, eu sinto que você está tentando me dizer algo há dias, então porque você não vai direto ao ponto. – Jon pede, Sor Davos aprendeu durante a viagem que o temperamento do homem não era mais o mesmo.
— Eu só acho que você devia manter em mente que talvez ela ainda não tenha superado o que aconteceu em Porto Real, você a matou Jon. – Sor Davos diz encarando o homem a sua frente, a dor cruza os olhos escuros de Jon, sempre que ele se lembra do que aconteceu em Porto Real, é inevitável que ele volte a se sentir mal.
— Eu irei explicar tudo a ela Davos, como Tyrion me usou, como ele colocou aquelas ideias na minha cabeça, como ele me fez acreditar que ela machucaria a minha família, eu vou dizer a ela como eu sabia que tinha feito a escolha errada no momento em que adaga tocou seu coração, Bran entrou na sua mente, assim como Tyrion me manipulou, eu sei que ela vai entender, tudo que eu preciso é de uma oportunidade para conversar com ela a sós. – Jon afirmou tão seguro que o velho homem sentiu pena por ele, o cavalheiro de cebolas duvidou que as coisas poderiam se resolver tão fácil como Jon imaginava.
— E se ela não quiser nem o ouvir? – Sor Davos sugeriu, então Jon fechou completamente o semblante.
— Ela vai. – Ele afirma antes de se dirigir em direção a fonte, deixando o velho sozinho, que balança a cabeça negativamente.
Uma hora depois eles finalmente chegam no templo das Sacerdotisas Vermelhas, eles decidem que melhor Jon entrar sozinho enquanto eles o esperam lá fora
— Meu nome é Dimitria, eu sou a responsável por esse lugar. – A mulher se apresenta, seu cabelo é vermelho como suas vestes e seus olhos castanhos claros.
— Eu sou Jon Snow...- Ele começou, mas foi interrompido pela mulher.
— Eu sei quem você é Aegon Targaryen, o dragão Negro, o sangue da velha Valíria corre em suas veias, ainda que contaminado pelo sangue de sua mãe, seu dever é ajudá-la a encontrar o que ela tanto procura, aqui estão as coordenadas que você deseja, vocês devem partir agora. – A mulher diz entregando um papel em suas mãos.
— O que eu devo ajudá-la a encontrar? – Ele questiona curioso sobre o significado das palavras enigmáticas da mulher.
— O Sangue Valeriano é a chave das portas que guardam o verdadeiro poder. – Ela afirma fazendo o homem perceber que agora tem mais perguntas do que respostas, Jon sente que não vai encontra-las ali.
— Obrigado. – O moreno agradece segurando o papel que ela lhe entregou, ela assente, então ele vira, pronto para deixar aquele lugar, logo a voz da mulher soa antes que ele chegue nos portões.
— Não falhe com ela dessa vez.
— Eu não vou. – Ele responde sem olhar para trás.
Porto Real
— Lady Meera está lá fora meu rei, ela diz que veio jurar fidelidade ao senhor. – Tyrion afirma, então Bran faz sinal para que ele a deixe entrar, a garota estava vestindo roupas do Norte como de costume, os cabelos negros parcialmente presos.
— Eu gostaria de dizer que é uma bela surpresa vê-la aqui, no entanto eu já estava esperando sua visita. – Ele diz estudando a garota.
— Eu vim jurar fidelidade ao meu rei. – Ela responde.
— Eu lamento pelo seu pai. – Tyrion diz tentando ser gentil.
— Eu não, ele era um traidor. – A garota responde friamente, surpreendendo o anão.
— Bem você disse que veio jurar fidelidade a mim, então se aproxime. – Bran pede e ela se aproxima, ela dá mais um passo para ficar de frente a cadeira de rodas onde o rei se encontra sentado, um guarda real se aproxima pronto para afasta-la, mas o rei o impede, a garota se ajoelha.
— Eu Lady Meera de Atalaia da Água Cinzenta, juro que você vai morrer hoje. – Ela diz enquanto se levanta rapidamente atingindo o coração de Bran com uma lâmina feita de vidro de dragão, a garota é derrubada imediatamente por Sor Stone, o homem a lançou com tanta força que seu braço direto quebrou quando ela bateu no chão, os olhos de Tyrion saltam do rosto quando ele observa o rei puxar a lâmina para fora de seu peito, sem uma gota de sangue sobre ela, todos na sala estão em absoluto choque.
A garota olha para o rei com puro horror, ela tinha certeza que seu plano iria funcionar, vidro de Dragão deveria ser suficiente para mata-lo.
— Isso definitivamente me pegou de surpresa, você continua feroz Lady Meera. – Bran diz, então a garota cospe em seu tapete e ele sorri.
Sor Stone a levanta pelo pescoço.
— Devo matá-la agora, meu rei? – Ele pergunta apertando seu pescoço, a garota luta para escapar, no entanto o homem é muito forte.
— Não, ainda não, prendam ela em um dos quartos, afinal ela é uma Lady, eu vou decidir o que fazer com Meera mais tarde, mantenham guardas em sua porta, também retire do quarto qualquer coisa que ela possa usar para tentar escapar. – Bran ordena, o homem finalmente a solta, a garota tosse enquanto o homem a puxa para fora da sala real, o olhar que o rei lhe dá envia arrepios por toda a sua espinha.
— Eu devo chamar um mestre, meu rei? – Tyrion oferece, embora o rei não demostre precisar de um.
— Não será necessário, no entanto eu preciso de uma camisa nova. – O Rei diz apontando para o buraco em sua camisa, Tyrion olha procurando algum sinal de ferimento, mas não há nenhum.
— Como eu venho dizendo a vocês senhores, eu não sou um homem comum. – Bran diz, a sombra de um sorriso em seus lábios, o ato de Meera serviria para mostrar ao seu povo que seu rei era indestrutível, que ele era um Deus vivo, esses eram os pensamentos que passavam pela cabeça do jovem rei.
Solar
Os três homens observaram o portão se abrir, Sor Davos mal pode acreditar na existência dessa cidade nas ruínas de um pedaço de terra que um dia pertenceu a Valíria.
Jon sorriu enquanto sua irmã se aproximava, ela o abraçou e ele imediatamente abraçou de volta, por muito tempo ele acreditou que morreria sem ver sua irmãzinha mais uma vez, no entanto ela estava aqui em seus braços.
— Estou tão feliz em te ver aqui irmão, eu temi que vocês talvez não conseguissem, vamos entrar não temos muito tempo. – Arya disse se separando dele e cumprimentando os dois homens.
— Onde eles estão? – Jon perguntou quando eles atravessavam o portão, seu coração estava acelerado, o homem mal podia acreditar que estava prestes conhecer seu filho, ver a mulher que ele amava depois de todos esses anos acreditando que havia a perdido para sempre.
— Duncan está em casa com um amigo meu, eles estão nos esperando. – Arya respondeu e ele sorri seguindo a irmã e ignorando os olhares curiosos de alguns moradores sobre eles.
— E Daenerys? – Ele questiona.
— Em uma missão. – Arya responde, a expressão de Jon se torna amarga, então a jovem Stark percebe a mudança imediatamente.
— Qual o problema? – A garota pergunta.
— Eu estava ansioso para encontrá-la de novo, quanto tempo ela vai demorar nessa missão? – Jon pergunta fazendo com que Arya pare para encara-lo. Ela não gosta do que vê nos olhos negros do irmão.
— Você não deveria estar ansioso com isso. – A garota diz e o homem franze o cenho.
— Como eu poderia não estar ansioso, se tudo que eu sempre desejei foi poder ver ela de novo, tocá-la, dizer o quanto eu lamento por tudo que aconteceu, dizer que eu ainda amo, que na verdade eu nunca parei de ama-la um segundo sequer durante esses últimos anos. – Jon explica e Arya o encara perplexa.
— Nós temos muito o que conversar irmão. – Arya afirma, Jon mal chegou e a garota não estava nada satisfeita com o rumo que essa história parecia estar tomando.
Ruínas da velha Valíria
— Como você disse que vai morrer mesmo? – Daenerys perguntou a ele enquanto ele levava os livros que encontraram durante a exploração de Valíria para a sua pequena canoa, eles estavam esperançosos que houvesse algum tipo de informação útil em algum deles.
— Durante uma grande tempestade. A pior tempestade que o mundo já viu, um grande raio cruzará o céu e me partirá em mil pedaços. Então como um passe de mágica, o sol irá surgir clareando toda terra. – Ele diz de forma poética a fazendo rir.
— Essa história é ridícula, mas é melhor do que a história que você escorrega numa poça de lama e quebra o pescoço. — A platinada diz e ele sorri.
— O que? Essa é uma das melhores, um dia você vai descobrir qual delas é a verdadeira. – Ele diz brincalhão a fazendo girar os olhos, não havia como nenhuma dessas histórias serem reais, na verdade, a platinada estava quase convencida que essa história de morte predestinada não passa de uma grande brincadeira de Lucius, na verdade ela orava para que realmente essa história fosse apenas uma brincadeira boba.
— Eles são lindos não são? – Ela diz mostrando os ovos de dragões petrificados que ela encontrou, um era negro como carvão, outro vermelho como sangue, e o último azul como o mar.
— Sim eles são, você acha que será capaz de choca-los? – Ele questiona tocando levemente o ovo negro.
— Não, quando eu ganhei meus ovos de dragões eu senti o calor dentro deles, era como se eles me chamassem, eu não sinto nada quando toco esses, talvez eles sejam antigos demais para serem chocados, uma pena, no entanto eles ainda são uma boa visão, Duncan vai adora-los. – A platinada responde os guardando na bolsa que ela carrega de lado.
— É isso tudo pronto, já podemos ir, a não ser que você deseje ficar mais um pouco Storm – O homem propõe, porém Daenerys nega com a cabeça.
— Eu prefiro ir logo pra casa, estou ansiosa para ver o rostinho de Duncan quando ele pôr os olhos nesses ovos. – Ela diz animada.
— Vamos embora então mamãe. – Lucius provoca soltando a corda do barco, ela o ignora.
— Se não fosse o seu problema eu voar, chegaríamos bem mais rápido em casa. – Ela resmunga e ele gira os olhos.
— Eu não tenho culpa se eu fico enjoado toda vez que subo naquele dragão. – Lucius retruca e ela bufa levemente indignada
— Diz o homem que vive saltando de prédios. – Daenerys diz enquanto o ajuda a empurrar a canoa de volta para a água.
— São situações totalmente diferentes, agora entre no barco Vossa Graça. – Ele diz oferecendo a mão para ajudá-la a subir, pouco tempo depois eles estão remando em direção a Solar.
Próximo capítulo
Jon vê o filho pela primeira vez
Daenerys tem uma surpresa
Meera e Bran tem uma conversa esclarecedora
Fale com o autor