Notas iniciais
O que vcs estão achando? vou me esforçar bastante para fazer dessa história mais got possível para cada um de vcs... Por último agradecer a minha Beta Fernanda que sempre embarca nessas minhas ideias loucas. Divulguem a fic para os amigos. Esse capítulo é mais introdutório espero que gostem nos vemos lá embaixo..

Zyhys oñoso jehikagon Aeksiot epi, se gis hen syndrorro jemagon.

Zyhys perzys stepagon Aeksio Oño jorepi, se morghultas lys qelitsos sikagon.

Hen syndrorro, oños. Hen ñuqir, perzys. Hen morghot, glaeson

Daenerys abriu os olhos, ela estava em uma sala escura e gelada, não entendia o que estava acontecendo, fechou os olhos tentando se lembrar do que havia acontecido. Tudo estava muito confuso, ela se lembra de Jon, eles estavam juntos na sala do trono, eles se beijaram. Você sempre será minha rainha. A voz dele ecoou na sua mente, então ele a traiu, ele a matou. Lágrimas frias começaram a descer pelo seu rosto, uma dor insuportável rasgando seu peito, o homem que ela confiou, o homem que ela amava, o homem para quem ela tinha dado tudo a traiu, Daenerys perdeu o ar, não, não podia ser real.

— Ele foi apenas uma peça do jogo deles, assim como você. – Uma voz soou no mesmo instante, labaredas de fogo adentraram a sala iluminando, Daenerys abriu os olhos e olhou para a figura a sua frente, o homem estava coberto por um manto vermelho, o capuz que ele usava a impedia de ver seu rosto.

— Quem é você? – Ela perguntou com a voz trêmula.

— Eu sou aquele que mantém a chama do mundo viva, eu sou aquele que fez com que Rhaella Targaryen conseguisse dar à luz a uma criança viva depois de anos de tentativas falhas, eu sou aquele que enviou Melisandre para lutar ao lado de vocês durante a longa noite, aquela que trouxe Jon Snow de volta ao mundo dos vivos, o mesmo que farei com você em breve criança. – Daenerys se encolheu de dor ao ouvir aquele nome, o nome dele, ela encara a sombra em sua frente, Daenerys nunca acreditou em Deuses, mas ela sabe, ela sente em sua alma gélida que este ser em sua frente é o senhor da luz.

— Sei que você tem algumas perguntas, mas não temos muito tempo.

— Você é a chave contra a escuridão que agora cobre o mundo, você é a única que podia derrotá-lo, por isso ele fez com que ele te matasse. – Ele diz e Daenerys fica confusa com o que ele estava falando, quem fez Jon matá-la? Tyrion?

— Tyrion não é o verdadeiro inimigo. – Ele diz e ela o olha chocada, ele podia ler sua mente?

— Sim, aqui eu posso, escute com atenção Daenerys. Vocês não venceram o Rei da Noite, uma parte dele estava escondida no Corvo de três olhos, desde o dia em que ele o tocou, foi o que ele sempre quis, um hospedeiro perfeito, o corvo é muito poderoso, ele foi criado pelos deuses antigos para vigiarem os humanos e interferirem de acordo com suas vontades. Quando eu os derrotei, mantive o corvo isolado do mundo, seus poderes enfraquecidos, mas agora ele é algo mais poderoso, o rei da noite e Bran Stark são um só, seu objetivo sempre foi dominar o mundo e todas as criaturas que nele habitam, ele não precisa mais dominar os mortos, agora ele pode fazer algo muito maior, ele pode controlar os vivos a sua vontade, ele deseja ser um Deus.

— Você não é uma mulher comum, nunca foi, você é a escolhida, ele sabia disso, ele tentou entrar na sua cabeça desde o começo, no entanto ele falhou, você era forte demais, então ele te quebrou, fez com que perdesse tudo aquilo que era mais importante, só então entrou em sua mente e fez você matar todas as aquelas pessoas inocentes.

— Eu salvei aquelas pessoas, Cersei era uma tirana, ela iria destrui-los, eu tive que fazer aquilo para salva-los. – Daenerys praticamente grita, então ele balança a cabeça.

— Não criança, isso foi o que ele fez você pensar, a cidade estava rendida, ele confundiu a sua mente. — Ele explica e a platinada balança a cabeça em negação, não foi isso que aconteceu, a cidade não se rendeu, os sinos tocaram, esse era o sinal que Cersei iria atacar a cidade.

— Sei que não acredita, mas olhe nas chamas e saberá a verdade. – Daenerys olhou e viu todo horror que ela causou, a cidade estava rendida, o que ela tinha feito? Aquelas pobres crianças mortas, as pessoas tentando desesperadamente fugir enquanto ela queimava tudo, um grunhido de dor quebra em seu peito, ela só se deu conta de toda destruição agora. A jovem fecha os olhos com força tentando escapar de toda dor que aquelas imagens lhe causaram, não foi você, foi ele, você nunca machucaria aquelas pessoas, ela repete constantemente essa frase em sua cabeça, buscando alívio para dor que rasga seu peito, então uma ideia invade sua mente, eles a enganaram dessa forma, o mesmo poderia ter acontecido com Jon.

— Jon, ele também entrou na cabeça dele não foi? – Sua voz soa esperançosa, talvez ele não a tenha a traído afinal.

— Não desse jeito criança, Bran não entrou na sua mente, mas Tyrion plantou dúvidas nele, disse que você era perigosa, que a família dele nunca estaria em segurança enquanto você vivesse. – O homem explica e a amargura enche seu coração, Jon os escolheu, ele não lhe deu nenhuma chance, não tentou ouvi-la ou salva-la, ele apenas desistiu, em seu coração ela sabe o que ela teria feito se ele estivesse em seu lugar, e por isso dói tanto, ela o amou mais que qualquer coisa no mundo, porém Jon Snow não pode fazer o mesmo por ela e a única coisa que ela sente agora é dor e raiva.

— Nosso tempo acabou, você deve retornar agora pois é a única com poder de vencer a escuridão, a cidade perdida é onde você vai acordar, confie neles, treine, aprenda tudo o que eles te ensinaram, e na hora certa você estará pronta para cumprir o seu destino. – Ele diz se aproximando, mas Daenerys está cansada de lutar, está cansada de se importar com o mundo e as pessoas ele, tudo que ela sente é dor, ela não tem motivos para viver, ela perdeu tudo.

— E se eu não quiser cumprir o meu destino? E se eu quiser ficar aqui? – Ela responde com palavras amargas, como o sentimento em seu coração.

— Na hora a escolha será sua, porém existe um outro motivo para você lutar, a criança que cresce em seu ventre. – Ele diz a fazendo dar um passo para trás em choque.

— Eu não posso ter filhos. – Ela diz.

— Você sabe que eu não minto, você ignorou os sintomas, sentiu medo, um medo tão profundo que preferiu fingir que nada disso era possível. – Ele diz, Daenerys sabe que é verdade o que ele diz, mas ainda assim se recusa a acreditar.

— A maldição. – É tudo que ela sussurra.

— Você e Jon Snow não são pessoas comuns, uma maldição de uma velha bruxa nunca poderia ser maior do que o poder no sangue de vocês. — Ele diz, Daenerys leva as mãos a barriga, tudo que ela sempre quis, mais que o trono, mais que qualquer coisa, finalmente ela pode ter, ela não perdeu tudo afinal, de repente suas lágrimas se transformam em alegria, tudo o que ela deseja agora é viver por ela e por essa criança, seu filho.

— Nosso tempo acabou, boa sorte princesa em sua nova jornada, não se esqueça, o fogo sempre foi sua maior arma. – Ele diz se aproximando, ela sente seus dedos quentes contra sua testa.

— Espere, eu vou me lembrar disso? – Ela pergunta com medo, Jon sempre disse que havia visto apenas escuridão do outro lado, então talvez ele tenha apenas esquecido, ela pensa temerosa.

— Não se preocupe, você vai lembrar, adeus filha da tormenta. — Ele diz e Daenerys apaga novamente. Ela sente como se tivesse caindo, então ela abre os olhos assustada, ela está nua embaixo do cobertor que cobre o seu corpo, ela senta segurando o lençol com força, ela está em uma cabana, então ela vê o homem na frente. Ele é jovem como ela, olhos verdes, rosto quadrado, branco, cabelos castanhos. – Daenerys se encolhe pronta pra lutar, proteger a criança em seu ventre.

— Você está segura agora, meu nome é Lucius. — Ele diz hesitante, mantendo certa distância como se tivesse com medo de que ela saísse correndo dali, Daenerys o encara, depois do aconteceu ela não deveria confiar em ninguém, porém algo naqueles olhos verdes que a olhavam quase suplicantes, por algum motivo que ela não entende, lhe passam confiança.

— Onde eu estou? – Ela pergunta olhando ao redor.

— Você está no que restou de Valíria, bem vinda de volta Daenerys, nós chamamos esse lugar de Solar.

Além da muralha.

Jon por favor, por favor não me mate, porque você fez isso, eu confiei em você, eu te salvei, eu te amava, porque você me abandonou? — Ela pergunta enquanto ele segura o corpo dela contra seus braços, ele chora arrependido, ele grita por ajuda, alguém tem que salva-la, então ela começa a cuspir sangue, muito sangue, machando suas mãos, caindo pelo chão.

— Eu nunca vou te perdoar Jon Snow, nunca. – Ela diz antes de finalmente sucumbir. – A dor no seu peito é esmagadora, ele abraça o corpo sem vida com força.

— O que foi que eu fiz? – Ele diz, então finalmente desperta.

Jon ofega dentro de sua barraca improvisada, ele passa as mãos no rosto molhado por lágrimas, ele reprime a vontade de gritar, outro pesadelo, fazem meses, porém a dor nunca diminui muito pelo contrário só parece aumentar, cada dia que passa ele sente em seus ossos que fez a escolha errada, ele deveria ter fugido com ela, Tyrion encheu sua mente, ele não estava pensando direito, ele só queria voltar naquela noite, a noite em que Varys morreu, na noite em que ela perguntou se era apenas uma rainha pra ele. Ela tinha perdido tudo, ela estava sozinha, ele deveria ter cuidado dela, mas ele não pode, não sua mente ainda estava presa em conflitos internos sobre seu parentesco, então ele afastou, e a dor foi demais pra ela, então ele a traiu outra vez. Ele se culpa, ele pensa em tudo que ele poderia ter feito pra evitar chegar ao ponto que cada um deles chegou, ele nunca deveria ter contado a ninguém sobre suas origens, ele sabe esse foi o primeiro erro, no fim Daenerys estava certa sobre Sansa, ela fez exatamente o que ela disse que faria, Jon se questiona se a traição de Sansa foi o primeiro passo para que tudo começasse a ruir, criando um ciclo de traições sem fim, talvez se Sam e Bran nunca tivessem contado sobre sua origem, tudo teria sido mais fácil, ele empurra seus pensamentos para longe, pensar nisso não mudaria nada, nada a traria de volta. Jon teme o ressentimento que começa a crescer em seu peito, sempre que pensa em tudo o que Daenerys fez por aquele povo, seu povo, no final o que eles lhe deram em troca? Nada, tudo que ela conheceu foi traição, até em seu último momento de vida, pensar nisso o quebra, tudo que ele deseja é gritar de dor.

Tudo que seu coração deseja era vê-la mais uma vez com vida, voltar às noites naquele barco, pelos deuses, foi a época mais feliz da vida dele, ele nunca pode dizer isso a ela, sua rainha, seu amor, sua casa. Jon desejou a morte desde o momento em que aquele punhal tocou a carne da mulher que ele amava, ele sabe que poderia acabar com isso, com a dor, no entanto ele sabe que não merece, viver sem ela seria seu maior castigo, Jon se sente morto por dentro, ele sabe que merece os pesadelos repletos de acusações que nunca chegaram a acontecer, ela morreu antes disso, ele merece os sonhos daquilo que poderia ter sido, um futuro feliz, uma casa com porta vermelha, um garotinho de cabelos platinados iguais os da mãe, um sonho impossível, ela se foi e nunca mais iria voltar, todos seguiram em frente, ele não, ele nunca iria. Um Targaryen sozinho no mundo é uma coisa terrível. Ele finalmente entende o peso dessas palavras.

Notas finais
Roendo as unhas aqui para saber opinião de vocês, o próximo capítulo vai ser maior, teremos um pouco dos outros personagens como Bran por exemplo, Alguém quer tentar adivinhar de quem Lucius é filho? É de alguém que conhecemos bem hehe é isso até o próximo