História After You
36 Capítulo - Novo Lar
Notas iniciais
Claire e Karen ficaram por um bom tempo conversando, depois se juntaram aos garotos na sala. A ruiva estava começando a estranhar a demora de Owen ao telefone, mas decidiu espera-lo mais um pouco.
— Tia, cadê o tio Owen? — pergunta Gray enquanto jogava com Zach.
— Está lá fora querido, fazendo algumas ligações.
— E vocês vão se casar? — Perguntou Zach a encarando.
— O que?... É... — A pergunta do sobrinho mais velho a deixou desconcertada. — Não sei Zach, talvez sim...um dia, ainda não pensamos nisso.É muito cedo.
— Ah tia, ele é muito legal e nós gostamos dele. Já estou imaginando os priminhos que virão...- diz o mais novo.
— Gray!!! — Karen o interrompe, Claire estava corada. — Parem de constranger a tia de vocês. — Começa a rir.
Se passaram alguns minutos e já era hora de dormir, já estava tarde.
— Boa noite. — Claire diz para Karen e Zach que subiram para dormir. — E você não vai querido? — Olha para Gray que ainda estava no sofá.
— Tia, posso te fazer uma pergunta?
— Claro, senta aqui. — bateu com a mão no sofá e o menino assim fez. — O que foi Gray? Por que está com essa carinha? — percebe o semblante triste dele.
— O que vai acontecer com os dinossauros agora?... — Os olhos dele encheram de lágrimas que rolaram pelo seu rosto. Claire e Gray compartilhavam do mesmo amor pelos dinossauros. — Eles vão morrer?
— Não meu amor, não vão. Hey não chora...- Seca cuidadosamente com as pontas dos dedos as lágrimas do sobrinho. — Nós não vamos deixar isso acontecer, okay? — Sorri para ele.
— Okay. — O menino esboçou um sorriso largo, as palavras da tia o tranquilizaram.
A ruiva o abraça forte, pode sentir todo o amor de tia guardado a tanto tempo. Amor que nem mesmo ela sabia que poderia sentir, até reencontra-los aquele dia no parque. O menino retribuiu o forte abraço e sorriu.
— Como era trabalhar com os dinossauros todos os dias?
— É uma bela história. Vem, deita aqui. — Pega uma almofada e coloca sobre as pernas. O menino deita no sofá repousando a cabeça no colo dela que começa a fazer carinho nos cabelos loiro dele enquanto conversavam sobre o Jurassic World.
*
Depois de um tempo de reflexão, Owen resolveu entrar quando começara a chover. E forte. Encontrou Claire na sala com o sobrinho mais novo e ficou admirado com a cena.
— Olha só... do que estão conversando? — Aproxima-se com a mão nos bolsos.
Assim que Owen se pronunciou os dois o olharam, o sorriso e brilho nos olhos de Claire ao vê-lo eram visíveis.
— A tia Claire está me contando várias histórias sobre os dinossauros e o parque. — Diz empolgado e ainda deitado.
— Ah, mesmo? Sabe que eu estava pensando sobre lá agora mesmo... — Owen estava com saudades do resort, Blue e até seu velho bangalô. Mas não admitiria em voz alta.
— Será que o Mossassauro vai ficar presa lá para sempre? — O garoto questionou.
— Gray, os dinossauros não estão abandonados. Tem toda uma equipe tentando colocá-los de volta nas Áreas de Contenção.
— Deve ser difícil...
— É sim. Bem trabalhoso. É um processo que demora. Logo iremos reabrir tudo... — Owen tentou repassar confiança ao falar com Gray, mas por dentro sabia que aquilo talvez nunca mais pudesse acontecer.
Karen chegou na sala, com uma máscara verde sinistra no rosto fazendo Owen arregalar os olhos em espanto, Gray já estava acostumado com os tratamentos faciais noturnos da mãe e não esboçou reação alguma.
— Já passou da hora de dormir, garoto! Vamos.
— Ah não, mãe! Estou conversando com o tio Owen e a tia Claire...
— Ah não, nada. Já para o quarto. Seus tios querem descansar também.
— Tudo bem... — O garoto levanta sem mais protestos, se despede dos tios e da mãe, e vai para o quarto.
Owen estava bastante cansado, mas eram tantos pensamentos com ele que era difícil tentar relaxar. A conversa com o detetive realmente havia o deixado intrigado. E durante o banho com Claire já no quarto, ele resolveu ser sutil.
— Claire... — Estavam imersos na banheira de água quente, Owen esfregava as costas dela mais uma vez fazendo espuma. — Como se sente? Sabe que agora não estamos cercados de seguranças do resort, hotel e tudo mais. Somos só nós dois. Pode me achar paranoico, eu não ligo. Esse pode ser um dos principais motivos de morarmos juntos durante esse tempo... eu me preocupo com você. Porque eu te amo. Sabe que se quiser me contar qualquer coisa... qualquer coisa mesmo você pode, certo? Eu vou te ouvir e te consolar sempre que preciso. Proteger... — Owen queria saber sobre o passado dela mais em detalhes, mas se citasse o nome do Justin ela poderia dar outro surto ou ficar em estado de choque. Como todas as outras vezes. O loiro deixou a buchinha de lado e a puxou para que se deitasse no peitoral dele e relaxasse. Caso contrário seria mais uma noite de pesadelos e choro de madrugada. — Não esquece disso.
A ruiva conhecia muito bem seu namorado, o tom de voz dele estava diferente desde a ligação demorada de horas atrás. Ela tenta relaxar nos braços dele, mas essa dúvida não a deixaria em paz.
— Eu também te amo e fico feliz em saber disso. Eu me sinto frustrada Owen. — vira um pouco de lado e o encara. — Mas o que quer dizer?
— Muito bem, frustrada... Eu posso te entender. Mas é tudo um processo, não é? Logo você supera isso. É a mulher mais forte que conheci.
Ela dá um sorriso fraco seguido de um longo suspiro.
— Talvez.
— Talvez não. É verdade.
Claire fica pensativa, passou por tantas coisas traumáticas. Uma delas ninguém sabia, tudo o que ela quer nesse momento é seguir em frente ao lado de Owen e deixar o passado para trás. Mas ele precisava saber de algumas coisas.
— Amor...acho que precisamos conversar...
Owen concordou, mas antes dela começar ele preferiu que saíssem do banho. Após se vestirem, já na cama, Owen se ofereceu para passar o hidratante nela.
— Pode falar. Também tenho que te falar umas coisas...
— Então...- sentou de frente para ele. — Você sabe que o tempo que passei com Justin foi difícil. — Ao falar o nome dele, ela se arrepiou e teve vontade de vomitar, definitivamente odiava ele. — Nos últimos meses de namoro foi insuportável, eu tentei várias vezes terminar com ele, mas sempre ele dava um jeito de se redimir e eu tão idiota o perdoava. Até o dia que peguei ele na cama com outra...- respirou fundo. — Mas antes disso tivemos uma briga, ele estava cada vez mais agressivo e nesse dia ele me deu um tapa no rosto... — Abaixou a cabeça e fechou os olhos, lembrar daquilo era difícil para ela.
— Mas ele te bateu só essa vez? — Aproveitou ela se abrir daquela forma pra questiona-la mais.
— Só Owen... Depois disso peguei ele na cama com a outra e terminei com ele... Mas, o que está acontecendo? — Ela acha estranho de uma hora para outra ele tocar neste assunto.
Owen não esperou mais e contou tudo sobre o detetive e toda a história oculta de Justin até então.
— O que? — Claire fica em estado de choque com tudo que acabará de saber. — Owen... eu...eu...- começou a gaguejar, aquilo havia sido um choque. Saber que seu ex, é um psicopata. — ...ele vai me matar também... — sua voz sai trêmula.
— Não, ele não vai meu amor. Ele está no caminho de pegar provas e incriminá-lo. Como o homem que te atacou no escritório foi morto antes de confessar o crime temos essa desvantagem. Mas só por enquanto. — Owen fazia um carinho nos cabelos dela, tentando acalma-la. — Eu estou aqui com você. Ele não pode te machucar. Não mais.
— Ele é pior do que imaginava. Sinto nojo de ter namorado com ele, sempre me traiu...- O ódio que Claire sentia por ele, aumentou ainda mais. — Ele conhece toda minha vida Owen, há alguns dias ele me mandou um buquê de flores no meu escritório...
— Buquê? Antes do incidente?
— Sim, estávamos brigados ainda. Foi antes do beijo que demos na minha sala. Assim que cheguei na minha sala as vi, pensei que fossem suas. Mas quando li o cartão, senti tanto ódio e as joguei na parede... — arregala os olhos ao lembrar. — Ele vai vir atrás de mim Owen. No cartão dizia, que me amava e ficaríamos juntos... — Encara o loiro assustada.
Owen revirou os olhos. Embora tivesse medo do que ele pudesse fazer, ainda confiava nele mesmo, primeiramente.
— Olha para mim Claire! — Ele pegou o rosto dela com as duas mãos e a fez encará-lo. — Eu não vou deixar, que parte de que eu vou te proteger você não entendeu?
Ela o encara prestando atenção no que ele dizia.
— Eu entendi... — Rapidamente subiu no colo dele com uma perna de cada lado e o abraçou forte. — Obrigada meu amor...Eu não sei o que faria sem você!
— Ah é? — a abraçou a deixando grudada nele. — Sabe o que eu estava pensando?
— Em que? — pergunta sem desgrudar dele.
— Assistirmos UFC antes de dormir. — Sem soltá-la, puxou o controle da cômoda e ligou a tv do quarto.
Ela revirou os olhos e deu-lhe um beijo na bochecha.
— Vou dormir.
— Não vai assistir comigo?
Ela não gostava muito, mas ele pedindo daquela forma não podia recusar.
— Está bem, mas deita aqui...vem...- o puxou para que deitasse ao lado dela.
Owen sorria de lado sugestivamente com o pedido dela, porém não soltou da cintura dela em momento nenhum, não permitindo que ela se deitasse. Ela sorri e o olha nos olhos.
— O que está fazendo, Grady?
— Isso... — A mão forte do homem aperta a cintura dela ainda mais, enquanto a outra acaricia a pele delicada da nuca e puxa a raiz dos cabelos vermelhos, suspirando em seguida.
Claire suspira com os toques dele, já sabia o que ele queria e ela também queria. Por um instante olha nos olhos verdes dele e sorri, se aproxima calmamente dos lábios do loiro e o beijo suavemente.
Owen começou com carinho, calma. Ele foi a deitando lentamente na cama. Só sentia os corações batendo acelerado colados e as línguas se envolvendo de forma sensual, deixando o beijo mais intenso, Owen desceu os beijos pelo pescoço branco dela. Ele deslizou as mãos ousadamente da cintura para o bumbum, apertando e a puxando mais para ele, em seguida mordendo o lóbulo da orelha. Claire não pode deixar de dar um leve gemido, já podia sentir o membro ereto do loiro. Estavam conectados, em plena sintonia que ficava mais intensa e forte, com o passar do tempo.
Owen mordia e chupava o pescoço dela agora. Lentamente, ele começou a levantar a pequena camisola de seda, a mão habilidosa deslizando pela coxa, a ponta de seus dedos queimando a pele. Ele já podia sentir todo o corpo dela febril, apenas com o simples toque dele. O ex-marinheiro retira a camisola e encontra os seios fartos, enchendo sua mão com eles, jogando com o mamilo rosado e apertando-o entre os dedos.
Claire sabia o quanto ele gostava de seus seios e isso a deixava feliz. Feliz em saber que podia satisfazer o seu homem. Ela o puxa pela nuca selando seus lábios no dele. Aaah... que lábios macios e doces, eram tudo o que precisava. Claire só queria ele ao seu lado, sabia satisfaze-la como ninguém fazia. Seu corpo estremece com a intensidade do beijo, as línguas se moviam perfeitamente. As carícias de Owen enquanto se beijavam, a arrancava suspiros.
Owen esboçou um sorriso imenso ao vê-la gemer, jogando a cabeça para trás. Ele a beija no queixo e sorriu. Beijou o ombro, o colo, passa a língua pelo pescoço. Ele para por um ínfimo instante, a olhando bobo, como se nunca tivessem feito amor na vida. A ruiva sorriu dengosa e ele a acaricia o rosto, beijando de leve seus lábios. Suas mãos voltam a achar os seios, levou as duas mãos neles e os apertou.
— Você foi desenhada para mim, Claire Dearing.
Ela fica corada com o olhar de seu amado.
— Sim Owen...Eu fui feita para você, só você. — Sorri de canto.
Owen ainda se apoderava com fervor dos seios dela. Já estava imensamente excitado com isso, ele soltou um gemido abafado no pé da orelha dela, a fazendo tremer e arrepiar embaixo dele. Já estava duro, pronto para ela.
Claire suspirou e sorriu ao ouvi-lo. Então o ajudou a tirar a camiseta e a bermuda que vestia, o deixando só de cueca.
Ao ver o volume do loiro, ela morde o lábio inferior. Era uma linda visão, ver seu amado tão excitado.
— Vem amor... — O chama como se estivesse implorando.
— Shiu. Sem pressa. — O loiro a beijou de leve pelo corpo, até chegar a calcinha de renda. Beijou a intimidade, sorrindo deliciado. Ele esfregou seu nariz e começou a tirar a calcinha lentamente, acariciando as pernas, as beijando e beijando também o pequeno pé, o tornozelo, dando atenção a cada centímetro do corpo de Claire, com todo carinho como ele sempre fez. Seus beijos foram subindo pela coxa, até chegar na intimidade úmida depositando um outro beijo quente, dessa vez sem a calcinha.
— Aí meu Deus... — suspirou ao senti-lo. — Owen... — gemeu e se lembrou que estava tarde e estavam na casa da sua irmã. Então tentou segurar ao máximo.
Ele coloca a mão direita na feminilidade quente e pulsante da ruiva, os dedos em movimentos circulares no clitóris a provocavam com habilidade.
Ela sentiu seu corpo estremecer com tamanho prazer, arqueando levemente o quadril. A ruiva já estava pronta para ele, tê-lo dentro de si como um encaixe perfeito.
— Adoro tocar você... — O ex-marinheiro suspira em deleite ao vê-la completamente entregue. — Bem aqui...
Owen deslizou a boca pela barriga, chupando, lambendo, mordendo e seus dedos a estimulando. Ele suspende o olhar até ela, sem parar o que está fazendo, e começa a acariciar os seios novamente, apertando o mamilo enrijecido, para o deleite dela. Beija o interior das pernas da ruiva, passando a língua na intimidade, a chupando de leve, a provocando, tirando o resto de sanidade que lhe restava.
Claire queria gritar de tanto prazer naquele momento, mas não podia. Se contorcia por baixo dele enquanto segurava os lençóis, tentando se conter. Após alguns minutos com os dois daquele jeito, ela podia sentir o ápice chegando.
Owen introduziu dois dedos nela, arrancando um gritinho da ruiva. Com seu polegar, ele brinca com clitóris, fazendo movimentos de cima para baixo e de um lado para o outro. Em meio aos meus gemidos ele a beija afobado. Ainda a beijando ele pressiona mais os dedos, bem no ponto pulsante.
O beijo ficou cada vez mais intenso. As investidas de Owen estavam enlouquecendo Claire. Então, em um movimento brusco inverteu as posições com ele, ficando por cima sem interromper o beijo. Até que o ar se fez necessário. Ela parou por um instante, o olhou nos olhos e sorriu.
— Minha vez...- começou a beijar lentamente o pescoço dele, aos poucos foi descendo chegando em seu maravilhoso peitoral, que ela tanto amava fazer de travesseiro, até chegar em seu abdômen e por fim no membro ereto.
Claire para por um breve momento e olha para ele o admirando, ali tão lindo e todo para ela. Lentamente segura o membro com uma das mãos e começa a fazer movimentos de vai e vem. Sem perder o contato visual com o loiro, era excitante ver a cara de prazer dele.
O ex-marinheiro preferia comandar, mas era cavalheiro o suficiente para deixá-la no comando ás vezes. Owen suspirou com o toque e se deliciou daquele momento único e prazeroso que a mãozinha dela o proporcionava.
Após alguns minutos massageando o membro dele, ela começa o beijar e lentamente o coloca na boca, fazia movimentos de vai e vem intercalando com as lambidas e movimentos circulares. Usava uma mão para ajudar nos movimentos o pressionando mais e mais. Sim, queria levar Owen a loucura assim como ele a levava.
Owen grunhiu em meio as lambidas e chupadas que ela fazia, sentindo o membro queimar cada vez mais na boquinha dela. Ele segurou os cabelos ruivos dela em um rabo de cavalo para não atrapalhar.
— Minha nossa, Claire...
Ela sorri com a reação dele e continua, aumentou a pressão com a mão e os movimentos com a boca. Ouvir Owen grunhir daquela forma foi um incentivo, sentiu mais prazer. A forma que segurava seu cabelo era excitante, ele se contorcia por baixo dela. Era muito bom.
Parou lentamente com a investida e o encarou, sorriu da forma mais sedutora o admirando. Ela era uma mulher de muita sorte, tinha certeza disso. Lentamente e engatinhando, subiu por cima dele distribuindo beijos por seu corpo musculoso.
Agora com ela por cima, Owen lentamente começou a encaixar-se e a preencher. Segurando-a pelo quadril, e gemendo.
Claire sentiu um prazer insano com aquele contato. Logo começou a fazer movimentos de vai e vem, se segurava para não gemer, não queria que ninguém os ouvissem. Então se abaixou colando seu corpo no dele e selando seus lábios em um beijo intenso, assim como o prazer que sentia.
Owen cravou os dedos em sua cintura, iniciando lentos movimentos que se intensificavam cada vez mais, sentia espasmos, arfava, o corpo febril, ela conduzia o quadril, ele de olhos fechados, sentindo e a tocando. Owen levou uma de suas mãos aos seios, enquanto ela cavalgava sobre ele.
Os corpos já suados se moviam em sintonia, as respirações ofegantes. Claire começa a intensificar as cavalgadas, estava quase no ápice. Em um movimento rápido ele a agarrou pela cintura e a derrubou no colchão ao lado, voltando a penetra-la com vigor e de uma vez só, estocando até o fim.
Claire deixa um gemido alto escapar, então o puxa para um beijo apaixonado. Owen aumentava as estocadas, no delírio do prazer a ruiva o agarra com as pernas e com as mãos arranhava as costas do loiro.
— Owen...- gemia baixo ao ouvido dele.
Sorriu maliciosamente contra o pescoço branco dela a penetrando por inteiro. Foi num único impulso. Claire estava tão escorregadia, que mesmo apertada, conseguiu entrar facilmente. O pênis latejava pelo modo que a feminilidade dela o acolhia. Ignorou o grito dela e lentamente, começou a se movimentar. Sem pressa, entrava e saía, excitando-se cada vez mais pelo modo como ela gemia o nome dele.
Owen começou a distribuir beijos pela parte superior dela, mordendo e lambendo por onde passava, queria lhe dar o máximo de prazer possível, assim como ela estava lhe dando. Levou uma das mãos a bunda macia e firme dela e a apalpou, lhe arrancando um suspiro alto.
Estava eufórico por tê-la mais uma vez, como sempre desejou ter, por inteira. O corpo dela sempre foi completamente seu e nada mais mudaria isso.
Levou a outra mão para o outro lado da bunda dela e como fez anteriormente a apalpou fortemente. Ouviu um gemido mais arrastado da ruiva, provando que o prazer era crescente e resolveu melhorar ainda mais aquilo. Com as duas mãos nas nádegas firmes, elevou a quadril feminino ao mesmo tempo que estocou para dentro dela. Com esse movimento, pôde aprofundar a penetração, lhes proporcionando um prazer imensurável.
Claire mordeu o lábio inferior na tentativa de segurar um grito que acordariam todos da casa. Ele intercalava a velocidade das estocadas prolongando o momento de prazer e amor dos dois, ficaram por minutos naquele ritmo. Um sentia o outro, a paixão que ardia em seus corações intensificando o ato, a ruiva jamais imaginou que poderia amar e sentir tanto prazer com aquele homem que ela foi tão relutante no começo.
— Claire! — exclamou, quando foi mais fundo. O ventre dela se contorceu em torno do pênis e ameaçou ter espasmos e ele percebeu. Aquilo fora maravilhoso. Estava tão molhada e escorregadia, que sentia seus fluídos misturados aos dele, entrar e sair e escorrer, ela era surrealmente sensual.
O loiro repetiu mais algumas vezes aquele movimento, levando os dois ao limite. O quanto poderiam aguentar mais? O som dos corpos se batendo, e mais, o pênis contra ela, o som dos grunhidos dele e gemidos dela, o cheiro de puro sexo, o suor dos dois se misturando, tudo os deixando insanos de prazer.
— Você é minha, Claire! Argh! — Owen estocou bruscamente mais uma vez — Seu corpo é meu... — outra intensa estocada, sem cuidado algum. — Céus... — E outra — Claire! — e outra, mais forte e mais intensa — Minha... minha...- As estocadas cada vez mais selvagens reviravam o pequeno e frágil corpo do avesso para o deleite do homem.
— Sim...sua...- gemeu, ouvi-lo chamá-la daquela forma foi extremamente excitante.
Owen estava em desespero de encontrar a própria satisfação. Aquela visão extraordinária do prazer dela era extremamente estimulante.
— Meu Deus. — o timbre trêmulo vacilou ao sentir os músculos internos dela o apertarem, Owen acabou cravando os dedos com unhas curtas nela, a erguendo de encontro com o membro rígido e mais uma forte estocada.
Owen ofegou, enterrando o rosto na curvatura do pescoço e ombro dela, sentira o corpo chegar próximo daquela onda de prazer conhecida. A necessidade era tanta, que rodeou a cintura fina e a impulsionou contra seu corpo, no mesmo ritmo que se afundava nela.
— Owen...- gemia com os toques e investidas do loiro. Oh céus como era maravilhoso, perfeito. O apertou com as pernas que estavam em volta da cintura dele, ainda mais contra si.
— Apenas minha!- Estocou forte o suficiente para o impacto lhe doer e fazer ela gritar, mas isso também não importava, porque estava alcançando o limite da insensatez e o auge do prazer.
Levou uma das grandes mãos à cabeceira da cama, pegando um último impulso para a estocada que os levaria aos céus. Sentiu as pequenas mãos dela o arranharem profundamente de cima para baixo e gozou, gozou grunhindo guturalmente pela dor e prazer proporcionado por ela, que desejou tão insanamente por tanto tempo. Era doloroso e prazeroso. Contraditório, muito mais que as razões que o perturbariam mais tarde.
Ofegantes, calmos, saciados, eles se mantiveram em silêncio, dedicando-se apenas a regularizar as respirações.
— Apenas minha. — Repetiu, antes de desmaiar novamente em cima dela.
Claire o abraçou apertando-o contra si. Podia sentir o coração acelerado dele, assim como o dela.
— Eu te amo...- sussurrou ao ouvido dele.
Owen esperou a respiração se normalizar para começar a beija-la no rosto e pescoço como resposta.
Claire sorri e faz um carinho nos cabelos loiros dele, enquanto a beijava.
— Como se sente?
— Cansada...- sorri. — Ótima, relaxada, satisfeita, amada, desejada... posso passar a noite toda falando. – o beija na bochecha. — E você?
— Eu? Com fome. Podia comer um boi inteiro no espeto agora.
— Uhm...- revira os olhos, não é o que ela esperava ouvir. — Se quiser comer, fique a vontade, pode ir pegar qualquer coisa lá na cozinha.
Owen percebeu a pequena irritação dela e riu pelo nariz. Rolou para o lado da cama a puxando para o peito.
— Não sou o senhor romântico 24 horas, já deveria saber.
— Jura?! Nem tinha percebido.
— Agora sabe. — Owen já estava de olhos fechados quando a beijou no topo da cabeça. — Boa noite.
— Boa noite. — não demorou muito e Owen já estava dormindo. A ruiva fica o admirando dormir, apesar de estar cansada não queria fechar os olhos, pois sabia que assim que fizesse, voltaria a ver as imagens horríveis do incidente no parque.
*
Pela madrugada, a ruiva não aguentava mais e precisava dormir. Sem perceber acabou pegando no sono e após alguns minutos o que ela temia, aconteceu. Um pesadelo atrás do outro, o que a fez ficar agitada e se debater na cama.
O homem ao lado dormia pesadamente, porém acostumado com a sessão de pesadelos da amada já estava sentado na cama com os olhos cansados, massageando suavemente as costas dela afim de acordá-la.
— Hey... — Sussurrou audivelmente acendendo a luz fraca do abajur.
A ruiva pôde ouvir a voz de Owen, muito distante. Parecia estar em seu pesadelo. Até que ele acende a luz a fazendo despertar rapidamente. Estava pálida e suada, o pesadelo desta noite havia sido muito pior que os anteriores. Os olhos verdes esmeraldas estavam cheios de medo.
— Owen... — suspirou aliviada ao vê-lo, então voou para os braços dele o abraçando forte, deixando lágrimas caírem. — Você está bem...
Owen a recebeu nos braços em um suspiro exausto. Todas as noites eram a mesma coisa, ele até cogitou a possibilidade de levá-la a algum médico do sono que pudesse desvendar esses seguidos traumas. Primeiro a morte dos pais a assombrava todas as noites, agora o incidente do resort também.
— Foi só um pesadelo, ruiva. Relaxa. — Disse após uns instantes de silêncio enquanto afagava as costas dela na tentativa de acalma-la.
— Amor... esse foi diferente dos outros... — começa a soluçar. — Nesse você...morria Owen... a indominus... — fechou os olhos. Não conseguia terminar a frase.
— Shiii... não precisa terminar. A Indominus está bem morta agora. Os caras estão ajudando a por os dinossauros nos paddocks, estão todos empenhados nisso, até mesmo o governo. Não vai mais acontecer aquilo, Claire. E se um dia eu morrer por conta de um dinossauro, é mais provável ser por um dos dinossauros que eu treino. — Disse em tom de brincadeira, mas a ruiva não levou numa boa e continuou chorando. — Ok, já pode parar Claire. Quer uma massagem, huh? Cafuné? Ver filme? Vou procurar um remédio na gaveta se continuar. — Afastou-a um pouco apenas pra limpar o rosto dela com a camisa.
Ela o olha intensamente, enquanto gentilmente ele secava suas lágrimas.
— Obrigada Owen... sei que deve estar muito cansado. Vamos dormir...
— Você está bem mais.
Ela deita novamente e o puxa delicadamente pela mão, para que ele deitasse ao seu lado.
— Só me abraça forte. Pode ser? — dá um sorriso fraco.
O homem notou pelas pequenas olheiras que se formaram no rosto de porcelana dela, e não era pela penumbra da escuridão do quarto. O homem devolveu o sorriso e apagou a luz, se juntando a ela na cama, a abraçando bem junto do peito. Ele só fechou os olhos quando teve certeza que ela não teria mais pesadelos, pelo menos aquela noite.
*
A estadia na casa da cunhada de Owen tinha se chegado ao fim. O próprio detestaria ficar um tempo a mais na casa dos outros. Sempre apreciou se virar sozinho, sem o pensamento de estar incomodando terceiros.
Com o dinheiro que recebeu do seguro, juntamente com o que já tinha poupado a alguns anos, comprou um trailer não muito moderno, mas suficiente para se virar durante aqueles longos meses que antecederiam a reabertura do parque.
Quando o loiro apresentou a nova "casa" a Claire, ele viu a expressão de surpresa dela se tornar em desgosto seguido de protestos, birra e cara fechada.
— Claire, para que uma casa de verdade se podemos morar aqui? Olha, além de ser um trailer sustentável, podemos viajar para qualquer canto dos Estados Unidos. — Comentou em meio a uma discussão na pequena mesa da parte da "cozinha". — Quer pegar uma praia? Dirigimos até L.A. e ficamos lá por uma semana inteira. Sem se preocupar em voltar pra casa. Quer fazer uma excursão ao Grand Canyon? Nova York? Ohio? Florida? Vamos explorar tudo isso levando nossa casa. — Disse por fim bebericando um pouco do café sem açúcar que acabara de fazer e ofereceu a ruiva irritadiça na cadeira.
— Não Owen! Isso não é uma casa! Você não entende... comprou esse trailer sem me comunicar. Sabendo que iríamos morar juntos. Mas talvez essa ideia tenha sido um erro. — levanta da cadeira furiosa e vai para a cama. — Somos um casal, não somos? — pergunta sem encara-lo, o que a deixou chateada, foi o fato de ele não ter perguntado sua opinião.
— Só queria te fazer uma surpresa. Para de ser dramática. — Revirou os olhos e tomou mais a boa dose do líquido fumegante na xícara. — Não vamos morar para sempre aqui. Sabe disso.
— Não é ser dramática Grady! — irritada, vai até ele o olhando nos olhos. — Eu sei que quis me fazer uma surpresa, tá legal. Mas... é muito novo para mim... Não estou acostumada... — respira fundo. — Desculpa.
Owen largou a xícara na pia e cruzou os braços sobre o peito musculoso.
— Desculpa eu, já que não posso te oferecer nenhum palácio ou algo do tipo.
— Para com isso, Owen! Só estou pedindo um pouco de paciência. Para me adaptar...- se aproxima devagar dele. — Eu quero ficar o resto da minha vida ao seu lado. Por favor, entende isso!
— Você vai gostar. Depois não vai querer mais sair daqui, garanto. — O homem esboçou um sorriso sacana e a puxou pela cintura gentilmente e a beijou diversas vezes nos lábios. — Quer escolher nosso primeiro destino?
— Com você do meu lado... — retribuiu os beijos de bom grado. — Vou amar... Até porque, vamos ficar mais juntinhos. — sorri. — Bom, destino? — pensa um pouco. — Vamos imaginar como nossas férias, então... podemos ir para qualquer lugar. O que acha?
— Mas que lugar hein? — Fez cócegas nela que começa a rir e se contorcer.
— Okay Grady, vamos para um lugar que você goste muito.
— Tudo bem. Se eu fizer uma surpresa vai ficar brava de novo?
Ela sorri, sabia que Owen a surpreenderia. Assim como sempre.
— Não vou meu amor. – o dá um selinho demorado nele.
— Tudo bem. Vamos por o pé na estrada. Vem ver. — Após trancar a porta do trailer, puxou a ruiva pela mão até a parte do veículo onde ele ia dirigir. — Olha só essa belezinha. — Disse exibindo todos os botões e controles. Provavelmente ela acharia chato e nem sabia para que serviriam, mas ele não ligou. Claire olhava encantada, a felicidade dele era contagiante e a fez sorrir junto a ele. Com um sorriso imenso, o ex-marinheiro sentou-se de frente o volante e colocou a chave na ignição dando partida.
— Vai me ensinar a dirigir isso? — sorri e já sabia a resposta.
— Nada disso. — Ele franziu o cenho e pisou no acelerador aos poucos. — Coloca o cinto, ruiva.
Ela revira os olhos e fez o que ele pediu.
— Então, para onde vamos? — pergunta empolgada o encarando.
— Parque Nacional de Redwood.
Ela o olhou cerrando os olhos. Não sabia onde era esse parque.
— Onde?
— Você não sabe nada além dos limites da Ilha Nublar, não é? Vou te apresentar o mundo, gatinha. — Owen tinha razão. Claire trabalhava em Nublar a muitos anos, então a ruiva não conhecia muitos lugares. O loiro piscou de forma galanteadora, por fim voltou os olhos na estrada. Ele preferiu comentar sobre o local durante a viagem, que não foi muito longa. Passaram na cidade mais próxima chamada Crescent City e fizeram compras de tudo que fosse necessário para se manterem por alguns dias. De volta a rodovia, Owen indicava com o dedo falando sobre cada local. O parque ficava em uma região no litoral montanhoso limitado entre o Oceano Pacífico ao norte de São Francisco.
Owen era um ótimo parceiro para tudo, Claire sabia que tinha feito a escolha certa quando decidiu morar com ele. Prestou atenção em cada palavra dele. Até que finalmente, quase ao fim de tarde chegaram ao seu destino.
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