História After You -
11 Capítulo - Festa em Família
Notas iniciais
Depois que se arrumaram, Owen levou Claire para o consultório para receber as vitaminas e finalizar o resto da consulta. Nesse meio tempo o marinheiro mandou uma mensagem para mãe, dizendo que era uma menina e que era para o plano entrar em ação.
O resto do dia foi passado entre mimos da parte do marido, ele sabia que ela não podia se cansar muito, então a levou ao cinema e depois foram comer pizza. Ele fez questão de irem ao shopping comprar alguns brinquedos e roupinhas. Era uma sexta-feira e Owen estava de folga, por isso ela não desconfiou de nada.
Eles estavam dentro da loja de bebês. Claire estava deslumbrada com tanta coisa linda, queria levar várias coisas. Mas ainda não era o momento, iriam comprar aos poucos e precisavam primeiro definir o quarto da bebê.
— Amor... está ficando tarde. Precisamos voltar para Nublar... — diz olhando alguns vestidinhos.
— Quer voltar? — Perguntou dando uma olhada rápida no telefone.
— Estou adorando ficar aqui, só me preocupo com a viagem... — O olhou. — Aconteceu alguma coisa? você não para de olhar o celular....
— Não aconteceu nada. Vamos para casa. — Tentou desconversar.
Ela o olhou tentando decifrá-lo e sorriu.
— Está bem, vamos para casa... ou podemos ficar mais. Amanhã é sábado...
— Vamos para casa.
Quando Owen resolveu ir embora, já eram por volta das três da tarde. Chegaram em Nublar as quatro de helicóptero e seguiram de carro para casa.
Ao se aproximar eles puderam ouvir vozes e avistaram vários carros, alguns deles ele reconheceu.
A ruiva pareceu perguntar com o olhar:
"O que está acontecendo?"
Owen pareceu adivinhar a pergunta mental, sorrindo abertamente.
Eles entraram na casa e foram recebidos com grande comemoração. Todos os poucos amigos estavam lá. Seus irmãos com suas famílias sorriam e brincaram com a barriga da ruiva. Até Karen estava ali, chorando de felicidade. Zach e Gray com docinhos na boca, comemoravam junto com Lowery que parecia mais um crianção batendo palmas. A casa estava cheia, talvez agora Claire entenderia o motivo do marido tê-la distraído durante todo o dia.
O casal sentiu-se aquecido com o amor que os rodeava. Vários balões cor de rosa estavam espalhados pela casa, escritos com letras gritantes: "É uma menina!"
Aquele dia com certeza era um dos melhores da vida de Claire, cercada de pessoas que ama, finalmente descobriu que teriam uma filha e amava o melhor homem do mundo.
Por um momento ela viu toda aquela festa em câmera lenta, os balões rosas e o sorriso no rosto de cada um ali presente. Ela acariciava a barriga quando seu olhar encontrou "ele"... Owen Grady, o homem que quando conheceu o achava um galinha que só queria ter uma noite com ela. Sim, ela estava completamente enganada. Esse homem a ensinou a amar verdadeiramente e hoje, estavam construindo uma linda família.
Tudo o que Claire precisava na vida estava ali na casa deles. Sua família, amigos, seu marido e o pedacinho desse amor dentro do seu ventre. Até que foi tirada de seus devaneios.
— Claireeeeee... vem cá! — Karen puxa a irmã para um abraço.
— Eu estou tão feliz! — a ruiva suspira.
— Eu sei meu amor, eu também estou! — cessa o abraço para encará-la. — Nossos pais tinham razão... você os dará uma neta... — sorri emocionada.
— Simmm... — Claire também já estava emocionada com as palavras da irmã. — Eu não poderia ter escolhido uma vida melhor.
— Isso me deixa muito feliz. — percebe que a irmã não tirava os olhos apaixonados de Owen. — Ele é um grande homem e vai cuidar muito bem de vocês duas!
— Vai sim! — Sorri.
Karen recebeu Owen em um abraço apertado. Logo vieram a senhora Grady e os irmãos do loiro. Sam e Sophie agarraram a perna da ruiva, enchendo a tia de perguntas sobre a nova priminha. Mas logo foram interrompidos pela avó. A senhora Grady abraçou a nora afetuosamente chorando tanto quanto ela e Karen. O loiro revirou os olhos, mas era em meio a sorrisos.
— Owen, irmão! Duas mulheres em casa. Meus pêsames. — Barry deu um tapa no ombro do amigo e Owen lhe mostrou o dedo do meio, fora das vistas da mãe, claro.
— E você que não têm nenhuma né cara, acho que isso se chama inveja.
— Jamais... — Brincou, dando espaço para Lowery vir cumprimentá-lo também.
— Está tudo certo, Owen.
— Mesmo?
— Sim, deu trabalho. Mas conseguimos.
— Maninho, está um espetáculo! Aproveita e faz agora...- A irmã sussurra para o loiro e ele entendeu o recado. Aquele era o momento certo.
— Ok... a surpresa agora. — A voz de Owen fez todos sorrirem e olharem para Claire, ela ficou sem saber o que fazer. Mas a presença do marido em suas costas a relaxou. — Eu vou cobrir seus olhos amor, não vale espiar.
— O que está aprontando, Owen? — fechou os olhos.
— Caladinha.
Owen colocou um pano nos seus olhos e soube que era uma das gravatas dele. Com cuidado ele a guiou pela casa e parou em frente a uma porta.
Ao tirar-lhe a venda, estavam de frente a uma porta com tonalidade rosa, muito clara e havia uma plaquinha: “Princesa Grady”. Owen não falou nada apenas olhou para a placa. Ainda não haviam escolhido o nome da bebê. Com um sorriso encantador em seu rosto, o marido girou a maçaneta da porta, deixando-a adentrar o quarto primeiro. Ele se colocou ao lado dela a abraçando pelos ombros, o rosto dele estava preocupado, talvez ela não tivesse gostado.
Era realmente um quarto de princesa. Da decoração, aos móveis todos foram escolhidos minuciosamente por Karen, Jessica e a dona Tereza Grady. Ele sabia que poderia confiar na boa escolha delas, de acordo com o gosto da ruiva.
Assim que Claire viu o que tinha atrás da porta, ficou sem reação. O quarto era perfeito em cada detalhe, elas haviam pensado em todo. Era digno de uma princesinha. Mas no fundo aquilo havia a deixado chateada, pois era o quarto de sua filha e não tinha ajudado a arrumar nada. Ela andou pelo quarto todo olhando cada pedacinho. Então virou e olhou para todos.
— Obrigada...está lindo nem sei o que dizer... — sorri e pega um urso que estava na poltrona. Torceu para ninguém perceber sua expressão, não queria magoar ninguém, estavam todos muito felizes.
— Amor, você não gostou? — Owen aproximou-se dela, sussurrando. Conhecia a ruiva como ninguém na face da terra.
— Gostei, amor... está perfeito! — sorriu sem olhar em seus olhos, se tinha uma pessoa que não merecia ser magoado, era Owen. E ela sabia que ele preparou tudo com muito amor. — Obrigada por tudo! — o abraçou forte.
O loiro retribuiu o abraço e logo a festa deu continuidade. Ele cuidou pessoalmente para que cada familiar tivesse seu quarto de hotel, como na semana que antecedeu o casamento. A festa durou até depois da meia noite quando o último familiar foi para o quarto. O marinheiro beliscava alguns doces na mesa, sem muita vontade.
Claire ficou o observando por um tempo, então se aproximou com cautela o abraçando por trás.
— Hey... está tudo bem?
— Ruiva? Já está tarde. Melhor dormir.
— Owen o que você tem? — ignorou o que ele disse entrando na frente dele, o encarando esperando uma resposta.
O loiro virou-se para ela, oferecendo um dos doces em forma de coração.
— Abre a boca, amor.
Ela abriu e começou a mastigar.
— Anda Grady... estou esperando a resposta... — disse de boca cheia.
— Eu vi nos seus olhos que não gostou do quarto. Deveria nao ter acatado a idéia das meninas.
Claire ficou surpresa ao ouvi-lo, ele realmente a conhecia muito bem.
— Vem comigo... — Pegou gentilmente a mão dele e o levou até o quarto da bebê e se sentaram no sofá. — Amor... Não é isso. — respirou fundo e o olhou nos olhos. — O quarto é lindo, é perfeito. Eu não esperava essa surpresa, eu fiquei um pouco chateada de nós dois não termos ajudado em nada, faltou um toque nosso, dos pais... — segurou a mão dele. — Entende?... Mas eu fiquei muito feliz com a surpresa!
Owen a compreendeu, maneando a cabeça positivamente.
— O que acha de tiramos tudo e refazermos?
— Não precisa... — sorri gentilmente. — Vamos pensar que é uma forma da nossa família está presente na vida da nossa filha, já que moram tão longe. E elas estavam tão felizes com a surpresa, isso foi gratificante.
— Vamos arrumar o quarto de novo e fim de papo. — Deu uma última mordida em um pedaço de bolo e a abraçou.
— Cala boca Grady... — sorriu e o abraçou forte. — Precisamos escolher o nome dela...
— Precisamos sim, porém já está muito tarde e você andou para cima e para baixo com essa barriguinha, tem que descansar imediatamente. — Comentou a colocando dentro do banheiro e preparando o banho dela.
Enquanto a água caia na banheira, Claire se despiu e ajudou o marido a se despir também. Ela precisava de um banho relaxante com ele e uma noite bem dormida. O banho já estava pronto e ela entra na grande banheira e puxa o marido junto dela.
— Vem cá amor...
Owen entrou junto com ela, a colocando sentada em sua perna.
— Olha, está ficando pesadinha, amor...
— O que? — o olhou cerrando os olhos.
— Está ganhando peso, ruivinha.
— Eu sei que estou gorda! — começou a chorar se afastando dele na banheira.
"Ah, não." Owen se xingou dos piores nomes que veio na mente.
— Claire vem aqui. Meu Deus. Está ganhando peso porque o bebê está crescendo, é normal. Você não está gorda meu amor.... Claire!
— Eu vou ficar parecendo uma baleia enorme, cheia de celulites, nenhuma roupa vai servir em mim. Você vai me achar feia e não vai me amar mais... — parecia uma criança chorando.
— Claire. Eu não quero você falando isso de novo. Odeio que se menospreze. O quanto eu tenho que repetir que é a mulher mais linda que eu já vi na vida? Olha só para você. Dona da beleza mais rara desse mundo. Por onde passa você chama atenção claro que eu fico enciumado, mas. Eu me casei com a mulher mais linda do mundo, e tenho convicção disso. E grávida, ficou ainda mais em destaque. Mesmo que acontecesse algo com a sua aparência, eu jamais deixaria de te amar. Eu não me casei com um rostinho bonito, eu me casei com uma mulher dona do coração mais grandioso que já conheci.
Ela o olhou atentamente enquanto falava, continuou chorando claro, mas dessa vez de emoção pelas palavras do marido. Lentamente ela se aproxima dele e o abraça.
— Eu te amo muito meu marinheiro... obrigada por ser tão paciente comigo e me amar... eu tenho muita sorte de ter me casado com você. — suspirou mais calma.
— Shiu... você está muito cansada, é isso. Vou te por para dormir já, já. — Acariciava as costas dela com a ponta dos dedos, sussurrando suavemente no ouvido da esposa.
— Estou sim... Mas você é incrível do mesmo jeito. — sorriu quase fechando os olhos, o dia tinha sido muito agitado e definitivamente ambos precisavam descansar.
— Não sabe como estou surpreso... vou ser pai de menina. Nunca pensei que isso aconteceria....
Claire que estava de olhos fechados, os abriu assim que ouviu o marido.
— Eu também estou... Você me deu um lindo presente, meu amor. Uma bonequinha... — sorri. — Você vai ser o melhor pai desse mundo!
— Você que me deu o melhor presente. — Owen deu banho nela como sempre fazia e a levou para cama enrolada em uma toalha. Ele afastou apenas para se secar e vestir, trazendo a camisola nova que haviam comprado. Maior. — Toma, ruiva.
— Obrigada amor... — pegou e vestiu, era camisola de grávida e caiu perfeitamente no corpo dela. Deitou e o esperou que se deitasse ao seu lado, para fazê-lo de travesseiro como de costume. — Vem amor...
— Vou ver o jogo de beisebol. — Beijou a testa dela. — Dorme bem.
Claire o olhou se afastar e não disse nada. Virou para o outro lado, pegou o travesseiro e o abraçou dando um longo suspiro. O loiro ligou a grande TV da sala e começou e liga no canal de esportes, jogado no sofá. Não demorou muito e a ruiva havia adormecido.
*
Por volta das 3 da madrugada, Owen aproveitou que a ruiva estava dormindo e colocou a ultrassonografia da bebê na TV enquanto devorava um hambúrguer com cheddar que havia feito pouco antes na cozinha.
Claire dormia tranquilamente, sonhava com uma criança. Ela não saberia dizer quem era, a criança corria pelo parque até que a Indominus Rex aparece destruindo tudo. Claire acordou rapidamente com o susto e se sentou, sentindo uma grande dor de cabeça e falta de ar. Olhou para o lado e viu que o marido ainda não estava dormindo, levantou-se indo até a sala.
— Oi... — se aproximou dele e olhou para TV. — O que está fazendo?
Owen aquela altura da noite, completamente desligado de tudo, levou o maior susto se engasgando com o sanduíche.
— Owen! — Ela também se assustou, mais foi com a reação dele. Se aproximou, dando alguns tapas em suas costas. — Levanta o braço.
O loiro obedeceu e logo já estava bem outra vez. Estava levemente ruborizado por ser pego vendo o vídeo do bebê.
— O que faz acordada?
— Eu te fiz uma pergunta primeiro. O que está fazendo? — sentou ao seu lado com um sorriso de canto.
— Vendo... um programa... — Responde sem jeito.
— Você viu isso princesa? Papai está vendo você... — Sorriu acariciando a barriga e deu um selinho em Owen. — Posso me juntar a você e ver nossa filha?
— Porque me pede permissão, Claire Grady? Vem cá...
Ela se aconchegou em seus braços encarando a tela da TV, enquanto ouviam as batidas aceleradas do coraçãozinho dela. Claire sorriu.
— Como será que ela vai ser? Precisamos escolher o nome dela, amor...
— Pode ser o nome da minha mãe.
Ela levantou a cabeça para encará-lo.
— Tereza? Não sei amor... — ficou pensativa, a mãe dele era maravilhosa e ela a amava. Era uma opção de se pensar. — Temos que pensar bem, será o nome que nossa princesa vai usar para sempre...
— Alice, então.
Ao ouvir aquele nome, Claire sentiu um aperto no peito.
— Amor... — respirou fundo buscando algumas palavras. — Era o nome da sua outra filha...
— Fui inapropriado, não é? Eu sinto muito... eu não tenho muitas idéias, sabe.
Respirou fundo olhando para a TV.
— Tudo bem... — suspirou. — Depois eu vejo isso... Vou para cama. Vai ficar aí?
O loiro a abraçou de imediato a impedindo de ir.
— Vamos decidir o nome dela antes.... sério.
Ela sorriu e retribuiu o abraço.
— No momento não sei ainda... — fez uma expressão pensativa. — Podemos pesquisar na internet.
Owen alcançou o Ipad ao lado e digitou no campo de busca alguns nomes.
— Você que aprecia tanto a leitura, poderia ter comprado um livro de nomes e significados. — Fez a observação enquanto rolava os olhos na tela.
— Para que iria comprar um livro desses Owen? — sorriu de canto. Enquanto ele olhava para tela, Claire olhou para a prateleira na parede onde tinha várias fotos dos dois e de seus familiares. Encarou por um tempo a fotografia de seus pais e sorriu. — Clarisse... — sussurrou.
— Clarisse? Por que se parece com Claire?
— Não... — O encarou com um brilho nos olhos. — Era o nome da minha mãe.
— Oh sim... — Owen encontrou-se sem ter o que dizer naquele momento. -É um belo nome... Clarisse.
— Você acha mesmo? — sorriu emocionada.
— Sim meu amor. Vai se chamar Clarisse. — Sorriu bobo lhe alisando o ventre.
— Clarisse... nossa filhinha, nossa princesa. — Claire sorriu e o abraçou forte. — Obrigada amor, eu te amo demais.
— Ama é? — O marido a alisou as costas com afeto, enquanto a abraçava. — Não foi o que eu costumava ouvir após as reuniões da empresa... — Referindo-se ao passado.
A ruiva gargalhou e o encarou.
— Pois é, quem diria que um dia eu estaria grávida de um filho seu e ainda casada. Você era impossível, amor. O destinou fez um ótimo trabalho.
— É aquele velho ditado né, quem muito se desfaz quer comprar. — Disse todo convencido.
Ela riu ainda mais.
— E quem disse que eu queria? Era o oposto. Você não me deixava em paz.
— Nunca levei uma ruiva para meu bangalô, era um desafio e tanto.
— Ah é? — arqueou uma das sobrancelhas. — Então só queria sair comigo por nunca ter "pegado" antes uma ruiva?
— De início sim. Depois...
FLASHBACK ON
Owen havia escolhido o melhor perfume aquela manhã somente pelo fato de ter que ir entregar os relatórios semanais na sala da ruiva. Entrou sem bater na porta e colocou os relatórios sobre a mesa dela, a olhando sorridente.
Claire estava concentrada em seu notebook e levou um susto, o encarando incrédula.
— Quem você pensa que é para entrar na minha sala assim?
— Perdão senhorita, é que... já nos conhecemos a tanto tempo, sabe. — Respondeu com um sorriso sedutor. — Os relatórios.... — Empurrou-os em direção a ela sem fazer menção de ir embora, sorrindo igual um idiota. Na verdade, as folhas estavam todas em branco. — Se me permite dizer, está muito linda essa manhã, Claire.
Ela se espantou com o elogio. Ele nunca tinha sido tão gentil igual naquele momento, mas ela tentou ignorar. Não pode deixar de notar seu lindo sorriso, e sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Mas tentou manter sua postura de sempre.
— Errado senhor Grady! — levantou. — Nós não nos conhecemos. — cerrou os olhos e pegou a pasta com os relatórios. Ao abrir sua expressão agora era de raiva. — Eu tenho cara de idiota Owen? — disse rispidamente jogando os papéis em branco nele.
— Opa ruivinha, se acalma. — Fez um gesto de rendição. — Não te vi a semana toda, acho que era uma boa desculpa trazer esses já que a impressora do paddock acabou... — Sorriu de canto, ignorando aquele acesso de raiva.
— Não me chama assim! É senhorita Dearing para você! — bufou. — E tira esse sorriso idiota do rosto Grady!
— Olha, eu trouxe uma coisa para você. Para nós na verdade. — Owen abriu a carteira e exibiu uma cartela de preservativos. — Essa é especial, me lembrei de você por que elas são sabor pimenta e ardem durante o ato que inclusive, vamos fazer mais tarde. — Piscou para ela a oferecendo a cartela. — Vamos usar todas se depender de mim, sabe que sempre foi meu sonho ver minha chefe por baixo desse blazer...
Claire o olhou indignada, ficou em silêncio por um momento processando aqueles absurdos.
— Owen... — respirou fundo. — Saiba que isso nunca irá acontecer, vai ficar só nos seus sonhos. — sua voz era mais suave agora, mais cheia de ressentimento. — Eu nunca sairia com você Owen... Você é do tipo de homem que me dá nojo! Dorme com qualquer mulher, cada dia com uma diferente. Me responde uma coisa... a sua vida ficou menos vazia com isso?... saiba que não sou esse tipo de mulher, se ainda não percebeu. Você nunca demonstrou nenhum tipo de respeito por mim e acha que me merece, ao menos por uma noite? Reflita sobre seus atos senhor Grady. Ou então vai ser sempre esse homem cafajeste sem amor. — suspirou. — Quero que me deixe em paz, Grady. Não preciso de mais um idiota na minha vida.
Até então o loiro a fitava em perplexidade.
— Nã-não foi isso que quis dizer e-eu eu só... eu... me desculpa se te ofendi de certa forma. — Ele tinha caído em si, Claire definitivamente não era uma mulher qualquer. Ele não pode deixar de achá-la ainda mais atraente por aquele fato.
Claire o encarou por alguns segundos. Desviou o olhar com um semblante cabisbaixo e voltou a sentar em sua cadeira.
— Pode se retirar senhor Grady, por favor?
— É sério, eu estou te pedindo perdão. Será que nem isso você pode fazer? Sei que é uma pessoa melhor do que as pessoas falam pelos cantos do parque.
— As pessoas não me conhecem, falam o que elas acham que sabe. Mas ninguém sabe nada a meu respeito. — respirou fundo o encarando novamente. — Okay, te perdoou.
— Mesmo? Quer dizer que vamos sair hoje a noite sem ressentimentos?
— Você é surdo? ou tem algum problema?
— Me referi a sairmos apenas, Claire. Mas já que até isso é um problema para você eu desisto ok? Não se preocupe que faço questão de passar longe de você de hoje e diante. — Owen deu-lhe as costas e fechou a porta atrás de si. Definitivamente eles jamais dariam certo.
Claire odiava quando ele lhe dava as costas. Mas isso era o melhor, quanto mais longe seria melhor. Ela não queria sofrer novamente, e estava na cara que se envolvesse com Owen Grady, sairia muito machucada.
FLASHBACK OFF
Agora estava em exibição na TV um filme de ação e Owen parecia estar vidrado ali.
Já eram quase 4 da madrugada. Claire já estava morrendo de sono, decidiu ir para cama.
— Boa noite amor... — O deu um selinho rápido e fui para cama deitar-se.
— Boa noite... — Faltavam poucas horas para o amanhecer, Owen não pretendia ir deitar antes do sol aparecer. Provavelmente a família iria aparecer só no horário de almoço.
*
O sol já estava alto, era quase dez horas da manhã. Claire foi despertando com o barulho da TV, quando olhou, viu que Owen estava dormindo sentado no sofá. Devia ter adormecido sem perceber e a ruiva ficou com dó de vê-lo ali, tão desconfortável.
— Amor... — foi até ele tentando acordá-lo. — Acorda... — sentou em seu colo com uma perna de cada lado e começou a beijar seu pescoço. — Owen? — murmurou.
— Hmmm? O que foi? — Resmungou a abraçando pela cintura, caindo com ela no sofá.
Claire soltou um gritinho e gargalhou ficando por cima dele.
— Vai dormir um pouco na cama... está cansado.
— Acho que caí no sono às 5 e pouco. Nossa família já chega para o almoço. Depois vamos passear pelo parque todos juntos. — Owen ainda estava de olhos fechados. — Espero que tenha comido e tomado a vitamina.
— Acabei de acordar também, mas... — aproximou de sua orelha. — Estou com fome de outra coisa... — sussurrou.
Owen saltou do sofá levando a ruiva junto para a cozinha.
— Sabe que não pode ficar sem comer, Claire. Vou olhar o cardápio do médico, enquanto isso vai tomar a bendita vitamina por favor.
Claire não respondeu nada, apenas fez o que ele pediu, tomou a vitamina. Após ser rejeitada de tal forma, foi para o banheiro fazer suas higienes matinais e tentar afastar seus desejos sexuais, que estavam começando a ficar a flor da pele, por causa da gravidez.
O loiro preparou uma vitamina de frutas com aveia e uma fatia de queijo processado para amada. Para ele, um sanduíche de pernil de sempre. Claire voltou para cozinha e se sentou na mesa emburrada. A comida que Owen havia preparado, estava uma delícia. Owen notou a cara fechada da esposa e aproxima-se para beijá-la no rosto demoradamente.
— Vai fazer manha a essa hora? Daqui a pouco a família chega aqui, pode desmanchar esse bico, ruivinha. — Dessa vez ele roubou-lhe um beijou nos lábios sentindo o gosto da vitamina e foi tomar um banho quente.
Claire terminou de tomar a vitamina e comer, pensou em algo e sorriu com a ideia. Foi para o closet e quando percebeu que Owen tinha desligado o chuveiro, gritou.
— OWEN? CORRE AQUI! — ficou o esperando perto da porta.
O loiro imediatamente largou o que estava fazendo e correu até ela.
— MEU DEUS, O QUE FOI??
Claire o abraçou por trás alisando seu peitoral e abdômen.
— Eu quero você Owen... agora!
Ele se sobressaltou, virando-se e olhando pra ela.
— Claire? Que grito foi aquele? Quer me matar de preocupação? — A repreendeu percebendo o desejo nos olhos da esposa.
— Não foi nada demais Owen... se fosse, o grito teria sido de desespero. — se justificou e olhou de cima a baixo. Estava ainda molhado e nu, que visão. Então lentamente retirou sua camisola ficando apenas de calcinha. O puxou pela nuca selando seus lábios nos dele com intensidade.
— Ah é? E não vai brigar comigo por sair molhando a casa toda? — Questiona entre os lábios dela guiando a esposa até a cama. Owen fez ela montar em seu colo, reparando nos olhos faiscando outras intenções e um sorriso sexy brilhando nos lábios. Ela estava linda com os cabelos meio revoltados, os olhos cintilando, com os longos cílios molhados e os lábios bem mais macios. O beijo começou lento, mas o movimentar do seu quadril aqueceu todo seu corpo. Alguns dias sem estar dentro dela era muito tempo... Um tempo que os fazia incompletos. Sexo entre os dois era mais forte que qualquer outra coisa. — Eu te amo muito.
Claire sorriu com as palavras do marido. Ele era tudo o que ela precisava, na medida certa.
— Eu também te amo muito. — sussurrou entre seus lábios. Continuou o beijando até que chegaram na cama, Owen a deitou e ficou por cima dela sem cessar o beijo, era calmo e intenso ao mesmo tempo. Os lábios macios e doce dele era como um imã para Claire. Ficaram por alguns minutos apenas se beijando e trocando carícias carinhosas. Até que o ar se fez necessário e separam os lábios por um momento. Claire sorriu o olhando dentro dos olhos verdes do amado. Esses que para ela pareciam as profundezas do oceano, e ela amava se perder neles. — Você e a nossa filha, são tudo para mim! — acariciou a barba do ex-marinheiro.
Aquela altura, a ereção do ex-marinheiro já estava armando para cima dela, e ele estava numa batalha olhos-nos-olhos com Claire.
— Você quer que eu o quê? — Sussurrou sem fôlego. — Sei bem o que você quer, ruiva. Faço questão de te dar, como você merece. Agora eu quero que você erga as mãos sobre a cabeça para eu poder te amarrar junto à cabeceira.
Ao ouvi-lo, Claire sorriu.
— Sim... Mas irá me amarrar com o que, meu domador? — quis saber enquanto o encarava intensamente.
O loiro a arrastou até a cabeceira, deitando a cabeça dela no travesseiro, mas sem manter contato visual dessa vez. Ele ergueu os braços acima de sua cabeça, prendendo-os em torno das barras de metal da cama. Ela sorriu o encarando e observando cada gesto.
— O que pretende senhor Grady? — disse com um tom sexy. — Torturar de prazer sua pobre esposa... — começa a flertar.
Agora, Owen foi para o lado da cama, cuidadosamente sem tocar nada além dos pulsos dela enquanto usava duas outras gravatas dele para mantê-la atada no lugar.
— Você não vai acabar com a minha diversão cedo demais, não é, minha querida esposa? — Owen sorriu, enrolando uma terceira gravata em seus dedos.
— Owen... — O encarou rindo. — Desse jeito não vou acabar com nada, muito menos sair daqui um dia... — assim que ele terminou, ela ainda o encarava. — E Eu? Também quero me divertir em você. Isso não se faz querido esposo... te torturar, ouvir você gritar o meu nome...
— Essa é só a primeira rodada, ruiva... — Respondeu com sua voz grossa e profunda, sem qualquer propósito desta vez. Os olhos estavam fitando intensamente os dela, tentando transmitir "Eu te amo" sem as palavras reais. Deus sabia que ele não conseguiria dizê-las naquele momento sem que ela pensasse que ele só estava incrivelmente excitado. E tudo bem, Owen estava. Incrivelmente excitado, melhor dizendo.
Em retaliação aquele olhar, Owen levantou a terceira gravata e a segurou em volta dos olhos da amada, mergulhando-a na escuridão e imediatamente aumentando todos os seus outros sentidos.
— Uhmm. Você fica ótima assim. — Disse enquanto aspirava seu shampoo.
Claire sentiu seu corpo inteiro pulsar, aquilo era novo. As cegas? Owen era realmente imprevisível e isso era muito excitante. A ruiva de um longo suspiro enquanto sentia seu coração muito acelerado, estava totalmente a mercê do marido. Sentiu que ele se afastou. O que ele estava aprontando? Ela ainda não sabia.
— Amor... vem cá... fica perto de mim... Uhmm, o que pretende Grady. Me enlouquecer? — sua respiração estava pesada.
Então, Owen senta-se ao lado da ruiva e permitiu que os lábios se juntassem aos dela, que ergueu cegamente a cabeça de encontro ao beijo. O loiro grunhiu quando sentiu o gosto do brilho labial de cereja que ele adorava. A provocadora não o estava usando antes, e ele sabia que ela tinha passado apenas para atormentá-lo ainda mais.
— Que gosto... bom... — Arfou no intervalo dos beijos violentos. Owen agora estava deslizando seu corpo pelo peito dela, parando quando estava confortavelmente acomodado entre a virilha. A sensação das mãos serpenteando pela esposa enquanto a mesma se mexia era insuportavelmente erótica sem a visão como guia.
A respiração quente do homem bateu no mamilo direito, e antes que ela pudesse fazer qualquer coisa ele estava lhe chupando e mordendo, fazendo-a jogar a cabeça para trás e esticar o pescoço de prazer.
Claire ficou com seus outros sentidos aguçado, era uma sensação nova, diferente e surpreendente. Ela estava adorando aquilo, pode sentir com mais precisão os toque e beijos do marido. Seu corpo estava mais vivo do que nunca. A cada movimento, gesto e toque de Owen, era uma surpresa excitante para ela. Desta vez ela não o prendeu com as pernas, estava relaxada e reagindo ao o que ele fazia.
— Ôh céus amor... Isso é tão incrível... — sussurrou mordendo o lábio inferior. Começou a mover o quadril lentamente, se esfregando nele em forma de incentivo, para continuasse.
Depois que deu ao outro mamilo o mesmo tratamento, Owen se deteve.
— Então, ainda tenho guardado aquele creme que usamos na nossa lua de mel. — O loiro falou lentamente, como se ele não estivesse esparramado sobre uma mulher vendada e totalmente fora de si. O som de uma tampa sendo tirada de uma garrafa soou no ar. Owen estava descendo pelo corpo dela novamente. — Quero lamber cada parte do seu corpo... — Suas mãos agora assumiram o trabalho de retirar a calcinha da ruiva. — Esse óleo quente de massagem rende bastante, sabe... foi um ótimo investimento.
Uma coisa morna e pegajosa caiu sobre os seios de Claire, barriga, clavícula e braços. Então as suas mãos estavam esfregando o óleo por cada centímetro da pele sensível, colocando apenas pressão suficiente para fazê-la contorcer em êxtase.
Uma vez que ela estava completamente revestida com o óleo quente, Owen disse:
— Agora eu tenho a tarefa de te limpar... com a minha língua.
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