Hisadeva

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Chegaram a Hisadeva!!!

– Serio? – falou a July, ela está mais calma do que ontem, por causa do conflito da noite passada nem ela e nem o Helio voltaram para casa, então não viajamos para Hisadeva e eu estava explicando a situação para ela sobre a profecia, sobre os outros dois prometidos, sobre as "condições" da pedra, sobre o treinamento e sobre o que nossos pais disseram.

– Eu sei que é muita coisa, mas vamos dar conta de resolver tudo. – digo para a July apesar do meu desanimo com a situação.

Venho me perguntado se realmente ir para lá valia a pena, se eu não estou colocando aqueles que amo em perigo por meu egoismo, pois eu sabia se eu não fosse ninguém iria salvar Hisadeva.

– Claro.– ela Diz sorrindo ao perceber meu semblante triste.

– Vamos? – diz Hatori chamando nos duas na sala.

– Claro. – eu confirmei.

Estamos prontos para ir para Hisadeva, recolhemos os livros, pergaminhos, anotações de nossos pais biológicos e adotivos ,todo tipo de informação sobre lá, desde a noite passada eu e o Hatori lemos sobre Hisadeva, nesta manha informamos o Helio e July sobre tudo o que descobrimos ( que foi quase nada) havia mapas da cidades de Hisadeva, mas eu não os li direito, o Hatori deu mais atenção para os mapas ao estudar sobre o "mundo magico".

Decidimos ao menos tentar, quem sabe o que pode acontecer? Talvez tudo de certo? Eu quero pensar desta forma, o Hatori não falou mais nada a respeito de não querer ir, o Helio não faz mais piadas de que é rei, a July ainda fala do mundo encantado só que é um lugar ruim, e eu tento manter tudo bem... Pelo menos para eles.

Nos despedimos, abracei os meus pai, chorei muito, disse que os amava e pedi para eles serem felizes, não importa o que poderia acontecer ele mereciam um final feliz. A July pediu desculpa aos seus pais pela sua atitude rebelde, falou que os amava muito e pediu para eles terem outros filhos. O Helio foi o mais dramático, disse mil vezes que amava os pais, que seria um bom mago, os encheram de beijos e depois disse que ficaria bem. O Hatori teve a despedida mais emocionante, ele abracou sua mãe e seu pai, virou-se para o pai e disse: Você não poderia ter cumprido sua missão melhor que a fez, eu fui uma criança muito amada, respeitada e criada. Eu amo vocês. Seus pais choraram e ele também, todos nos choramos e falamos o nosso ultimo tchau.

– O portal vai abrir e vocês têm que passar depressa, pois ele só dura por 30 segundos. – diz o Senhor Onedara. – Vocês tem as coisas essenciais nas mochilas de vocês como: água, comida, livros de Hisadeva, sacos de dormir e também lanterna apesar de que você meu filho pode controlar o fogo. – ele para. – Acho que controlar os seus poderes vai ser mais fácil, pois o ambiente de lá é magico e vocês vão sentir essa magia, Vocês estão preparados?

O portal se abriu era um vórtice enorme azul com vários tons, não rodava com um redemoinho, era estável, emitia luzes de dentro dele era lindo. É agora que nosso destino começa, será que é esse mesmo o meu propósito? O Hatori pegou minha mão e eu pensei: é esse meu propósito de viver, estar ao lado de quem eu amo e salvar a nossa especie.

Atravessamos.

– Meu deus! – não pude acreditar no que estava vendo. – Isso é lindo.

– Onde estamos? – perguntou Helio.

– Em algum lugar de Hisadeva. – respondeu July ainda encantada com aquela visão.

Era lindo tinha rosas azuis no chão todo, dava dó de andar entre elas, tinha uma estrada logo a nossa esquerda, depois dela havia mais rosas azuis, atrás de nós e atrás das rosas do outro lado havia arvores longas que se curvavam formando um teto sobre o jardim e sobre a estrada, era como se a protegesse o lugar do sol, eu cheguei perto de um fogo de luz prata era algo quente e aconchegando. O sol não era agressor como a da terra ele não me queimava só me aquecia, parecia que estava em Pandora o mundo dos avatares ( do filme avatar) tinha pequenas áreas de terra flutuando em um deles descia uma cachoeira, pássaros para todo lado cavalos... Com um chifre no meio da testa! Era um unicórnio! Eu estava deslumbrada, estava sonhando, eu me virei para o Hatori e ele estava com a mesma expressão de bobo que eu estava, eu sorri e ele também. É este o mundo que renegamos? Como somos tolos, ele é lindo! Eu entendi o que o Sr. Onedara sentiu quando viu a transformação, mas eu sentia mais do que isso eu estava no próprio útero de tudo isso. Quero gritar.

–AaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaH! – eles me olharam assustados, eu achei que iam começar a me chamar de doida, mas gritaram também.

–Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! — Gritamos Todos juntos! Eu quero salvar esse mundo! Meu mundo!

– É... – Hatori me olhou. – É lindo.

– Não, não é. Ainda não! Só depois que salvarmos tudo e a todos, Depois vai ser lindo verdadeiramente! – todos me olharam novamente.

– Claro! Alias sou o futuro rei. – diz Helio, depois de muito tempo fez suas piadas. – O que seria de um rei sem seus fies súditos – ele apontou para nos, não dava pra ficar brava eu estava feliz apenas ri e todos riram também.

– Já chega de rir. – falou Hatori seriamente, meu lindo homem bipolar. – Temos os mapas antigos de Hisadeva, eu os li ontem, de acordo as anotações de nossos pais temos que ir para os territórios das fadas de Le fay onde ficavam as fadas da raça da Luna que guardaram a pedra portal.

– Tudo bem, talvez ainda tenha alguém lá que possa me ensinar a ser uma fada. – esperai lembrei. – Gente nossos pais falaram que os poderes são mais fáceis de controlar aqui! Que tal tentarmos?

– Temos que transformar, Como fazemos isso mesmo? – diz July, mais animado que nunca estava pulando entre as flores.

– Pense em uma ninfa asas finas, com vestidos fofos, sedutores, com cabelos compridos e... Algo assim.

– Tudo bem. – ele fechou os olhos, ficou lá parada e nada aconteceu.

– Me deixa tentar. – falou Helio. — Penso em que?

– De acordo com seu pai você é um mago das estrelas, costumam a usar cetros para comandar a estrelas, roupas cumpridas para disfarçar seu ser... A magia no caso... E se não funcionar imagina uma chapéu pontudo. – comecei a rir não pude resistir.

– Tudo bem, mas não quero um chapéu muito obrigado. – ele riu de volta. Fechou os olhos e nada.

– Tem algo faltando! – Hatori estava sentado no chão com um livro aberto (um livro de Hisadeva em Hisedavanes, ou seja, lá qual seja a língua deles). – Cada raça tem seu código na primeira transformação para concretizar a sua magia no seu caso July. – ele passou algumas paginas. –Do fruto a vida da vida a morte. – e o seu Helio... – ele passa metade do livro. – é... As estrelas do céu ao meu alcance. – e o da Luna... – ele pega outro livro e começa a folhear. – Asas Le Fay a Avalon pertenceram. – e o meu... – ele mais uma vez pega outro livro não sei por que o livro da July e o Helio são juntos. – é... O fogo dos elfos alcançará até o arco dos Dragões. – ele guarda os livros. – Acho que se falarmos isso a transformação vai funcionar. — realmente o Hatori estudou muito mais do que eu sobre Hisadeva.

– Deixe-me começar! – grita July dando um pulo, concordamos, ela chega para trás e fala. – Do fruto a vida da vida a morte. – um brilho veio dela e todos ficaram meios cegos quando abrimos os olhos vimos uma ninfa.

Asas rosa e finas levantadas para cima, um vestido branco com detalhes rosas, ela estava com um colar de pedrarias rosa que prendia- se no vestido que descia pelos seios e tinha uma abertura na barriga se fechando na cintura e percorria ate um pouco acima dos joelhos, descia com uma calda atrás e pedras iguais a do colar fazendo um triangula na parte de cima de seus pés, na mão como pulseiras segurando mangas que eram abertas na parte de cima dos braços como odaliscas. Seus cabelos estavam grandes, soltos, mas com uma duas mechas para frente e duas formando uma trança que se prendia atrás do cabelo.

– Como isso é possível? Só podemos mesmo estar em um conto de fadas. – falo em choque – Não acredito no que vi. Não mesmo, será que é um sonho?

– Talvez – disse Hatori.

– Que linda! – diz Helio se aproximando dela. – Posso tocar? – diz apontando para as asas.

– Claro! – diz July sorrindo.

Ele beija a July, fica surpreso pela transformação e fala que vai ser o próximo então diz. – As estrelas do céu ao meu alcance. – outro foco de luz surgiu e eu pensei pra onde vão as roupas que estávamos usando?

Ele também ficou lindo, e seus cabelos já eram cumpridos, estavam prendidos em um rabo de cavalo baixo que descia nas costas, estão mais cumpridos, ele estava com um cetro de ouro branco nas mãos que vinha com uma estrela linda na ponta com arcos que não a tocavam... Eles estavam flutuando em torno dela e se movendo. Ele estava com uma roupa imperial prata calça que do joelho para baixo era grudada nas canelas, tinha uma cinta de placas de ouro branco, uma blusa prata de mangas cumpridas que continha uma manga preta grudada por abotoaduras, por cima dela e havia uma blusa com cavadas com os cantos azuis e com uma gola de pedras de ouro branco, ele usava botas marrom claro.

– Helio você esta incrível! – July pula em cima dele.

– Acho que é minha vez de tentar. – respiro fundo olho para Hatori ainda humano e Helio e July Hisedaveanos transformados. – Asas Le Fay a Avalon pertenceram. – senti uma formicação no corpo eu estava brilhando. Eles estavam me olhando como devo estar? Hatori esta com aquele olhar, ele se aproximou me deu um beijo e disse:

– Está perfeita! – senti asas nas minhas costas.

Eu tinha asas como de borboletas gigantes azuis transparentes com tons rosa, eu estava com um vestido de babados azul que quando chegava aos seios formava um bojo separado dos babados, por uma cinta de um azul mais claro o vestido era meio que “tomara que caia”, na parte do bojo um tule rosa brilhante subia nos cantos do bojo e se enroscava em meu pescoço e um broche o prendia na frente, eu tinha luvas de tule rosa brilhante da palma da minha mão ate os cotovelos ( não cobria os dedos) e eu estava com caules verdes enroscados no meu dedão e subia ate um pouco abaixo do joelho. Meu cabelo estava solto, ele era na cintura e agora ele chegando ao joelho com a franja longa do lado direito solta com uma traça formando uma coroa de cabelo atras da franja e no final dele ele estava preso com uma fita rosa com uma pedra azul no meio.

– Agora você Hatori. – abri um lindo sorriso.

– Tudo bem. – ele chegou para trás. – O fogo dos elfos alcançará até o arco dos dragões. – mais uma vez aquela luz.

Orelhas grandes... Ele ficou muito fofo, seus cabelos curtos caídos na testa agora eram longos até na cintura como os cabelos do Helio, a franja se repartia entre seus olhos azuis. Ele estava com uma blusa cavada de couro, tinha um bracelete circular de ouro no braço esquerdo. Luvas pretas de couro pretas que começavam no pulso até duas palmas abaixo do ombro no braço direito e até o cotovelo no braço esquerdo por causa do bracelete, estava por cintas de placas douradas , uma calça preta, lisa e comprida, calçava botas pretas, montaria de cano curto, tinha uma espécie de calda de ouro dura ( era ouro puro) que começava na cintura e percorria até a metade das panturrilhas.

– Meu deus! Que tamanho de orelha! – o Helio caiu de tanto rir.

– Para! Ele ficou lindo. – falei rindo, o Hatori ainda estava com aquele olhar e veio na minha direção e pegou minha mão.

– Não deixe de me amar só porque minhas orelhas são feias. – ele sorri. – Não quis nascer assim, mas... Fazer o que?

Comecei a rir não estava feio era uma beleza exótica. – Está lindo Hatori.

– E agora? –diz July — Como voltamos ao normal?

– Espera que eu tenho que ver no livro. – ele pega um livro. – Bem, parece que... – passa algumas folhas. – É só você se imaginar na sua forma humana e para de transformar, agora não precisa das palavras para a transformação é só imaginar ou pode gritas sua raça.

– Ok, Como assim gritar sua raça?

– Ninfa- diz Hatori ainda olhando pro livro.

– O que? – July sem entender nada.

– Grite ninfa! É a sua raça. – Hatori guarda o livro. – Podemos ficar assim enquanto tivermos força para aguentar a magia.

– Será útil ficarmos assim para nos misturarmos com o povo daqui. – digo ainda hipnotizada com a beleza do Hatori.

– Verdade! Vamos por ali. – diz ele apontando para estrada.

– Tem certeza que é por ai? – pergunta Helio todo animado girando seu cetro.

– Não, mas não a outra opção então... – Hatori pega minha mão e vamos para estrada.

Eu estou sentindo algo estranho, parece que tem muitos massas flutuantes no ar me sufocando, são pesadas muito forte, carregada, eu estou zonza. – Luna! – grita o Hatori me acudindo.

– Luna acorda! – grita July.

– O que aconteceu? – escuto o Helio dizer e desmaio.

Notas finais
Onde será que estão os outro seres magico? O que será que aconteceu com a nossa fada Le Fay? Continuem lendo♥