Hisadeva
14 Capítulo 14
Notas iniciais
No castelo de Findaram
– Senhor! Senhor! – gritou a operário.
– O que você quer? – falou o chefe.
– Me perdoe senhor, mas a prisão que continha os rebeldes da tribo dos faunos da gravidade e dos anjos foi atacada. — o chefe levantou a cabeça. — E eles fugiram... — o operário tremia de medo.
– Todos os prisioneiros fugiram? — disse o chefe calmamente.
– Receio que sim, senhor!
– Como isso aconteceu seu inútil?!
– Bem, senhor, as crianças prometidas que os libertaram e levaram as duas que eram as prometidas que moravam Hisadeva. — o operário tremia mais ainda.
– Não! Elas estavam lá esse tempo todo? Como eu não sabia?
– Senhor...
– Você já providenciou a busca? Inútil. – ele atacou o operário com uma mesa a qual controlou com um só gesto de mão. – Ninguém brinca comigo! Ninguém! Eu sou o possuidor da pedra água-luz, eu sou Agnor Age! — ele parou para pensar — Eles acham que eu não os atacaria, pois assim eu perderia vidas. Vamos surpreende-lo! Chame os vampiros de Gasten, vamos começar a guerra de verdade.
– Sim. – respondeu o operário se levantando com dificuldade.
A cidade de Jindtin
Estava acordando e vi uma lâmpada ligada no criado, então olhei para o Hatori.
– Luna. – disse o Hatori. – Bom dia. — ele estava com mais livros na mão. – Te acordei? — Fiz que não com a cabeça. – Já quer descer para tomar café? – eu ainda estava analisando a situação. – Luna? – ele fechou o livro e enrugou a testa.
– Que horas você acordou? — falei ainda sonolenta.
Ele olhou pro relógio que marcava 8 horas da manhã. – Acho que 06 horas!
– Meu deus, você dormiu muito pouco! – me levantei e sentei na frente dele encostando os joelhos no dele.
– Dormi muito bem Luna. – ele me ajeitou em cima do seu colo. – Só você que é dorminhoca.
– Não se sobrecarregue. – falei preocupada.
– Não vou. – ele ficou serio – Vamos descer.
Descemos e fomos ate a ala de baixo para tomar café.
– Oi! – falou a July animada, ela sempre chegava primeiro que todo mundo nos lugares, eu quero aprender a fazer isso.
– Oi! – falei.
– Que que linda sua trança. — falou a Sara vindo me abraçar ela era uma graça.
– Obrigada seu coque também está lindo!
– Obrigada meninas! Eu sei que meus cabelos curtos estão lindos sem penteado algum! – falou a July mexendo em seus cabelos.
– Esta linda July, você sabe que é esplêndida naturalmente. – eu falei para a July e a Sara balançava a cabeça confirmando o que eu dizia. Todas riram
Já saímos do hotel apos tomar o café, tínhamos que encontrar com o Skot e o exercito, então fomos a praça do centro da cidade que se chama Techeity o nome era mais esquisito que a da outra Praça a Tesunalaty, essa significava: parque da luz.
Enquanto esperávamos o Daniel e a Sara estavam conversando sobre estratégias com o Helio, eu estava lendo algumas anotações com o Hatori quando a July chegou e perguntou:
– Posso ajudar nas pesquisas?
– Não é necessário. – disse Hatori sem tirar os olhos do livro.
– Hatori toda ajuda é bem vinda! – falei dando um livro para July. – Tente achar tudo relacionado à magia de controle de matéria.
– Obrigada Luna! – ela se sentou.
O Hatori se deitou no meu colo e eu assustei, então deixei o livro de lado e comecei a passar a mão no seu cabelo. – Estou cansado. – ele falou baixo. – Temos um problema. – a July olhou ele.
– O que é? – perguntei assustada.
– Calma Luna. – ele falou baixo e calmo vendo minha reação. – Venha cá gente. – ele se sentou e nos juntou. – O Agnor Age...
– Fala Hatori, chega de suspense! – falou a July.
– Ei você! O que faz aqui? – perguntou um homem para mim.
– Quem quer saber? – perguntou Hatori levantando do banco e me passando para trás dele.
– Ora seu garoto! Sou um dos soldados de nossa majestade! – falou o homem fazendo uma mensura ao nome.
– Vossa majestade? – perguntou Helio confuso, do nada o cara foi pro chão, era Daniel que se transformou e estava controlando a gravidade em cima dele.
– Vamos corram! – gritou Daniel. – Ele é um soldado do Agnor. – todos correram o mais rápido possível.
– Droga! – falou Hatori cuspindo palavrões pela boca, ele se transformou e soltou uma chama em cima de três soldados que começaram a nos seguir. – Daniel seu idiota! Agora eles sabem quem nos somos! – uma espada surgiu em sua mão, então ele a rodou em cima da cabeça e ela começou a pegar fogo, ele fincou a espada no chão e ela destruir toda a extensão que ali residia.
Eu me transformei junto com a July e o Helio ela começou a liberar bolas de água com meteoros junto com o Helio e eu me concentrava em repelir o ataque de magia dos soldados que só aumentavam.
– Luna! – o Hatori chegou perto de mim e me puxou interrompendo a conexão da magia que eu fazia com os outros magos.
– O que foi Hatori? Não tinha ninguém atrás de mim! – falei brava.
– Eu sei. Fuja! – ele começou a disparar bolas de fogo. – voe para longe e ache o skot e vão para a vila das Le Fay's!
– O que? Você esta louco? – falei relutante.
– Você tem que ficar segura! – falou Hatori enquanto ele soltava a espada e ela desaparecia e um arco surgia no seu lugar, assim ele estava atirando flechas de fogo.
– Mas como vou saber a onde vocês vão estar? — ele estava atacando uns doze homens, então eu os bloqueie a magia deles e passei para ele.
– Você pode identificar a nossa magia, leve a Sara com você! – ele estava mesmo falando serio.
– Mas e vocês? E você? – não quero abandoná-los, pensei
– Eu vou ficar bem! – ele me puxou para um beco e me beijou. – Você é minha prioridade! – ele olhou para lado e gritou:
– Sara!
– Sim! – ela veio correndo ao nosso encontro. – O que foi?
– Você e a Luna devem fugir e nos encontramos depois! Vá com a Luna que ela te explica.
Peguei a mão dela e o Hatori nos deu cobertura, eu comecei a voar e a sara também, voei o mais rápido que pude, atrás de mim só escutava gritos!
– Precisamos achar o skot!- falei preocupada, eu não deveria ter deixado eles. — Se ele não foi até agora nos encontrar, significa que alguém achou o 200 soldados.
A cidade começou a ficar morta e destruída, eu e a sara estávamos cansadas e pousamos lá.
– Que lugar é esse? – perguntei para Sara, pois ela morava aqui, então deveria saber porque o lugar estava destruído e todo desolado.
– Na parte desolada da cidade! foi aqui que aconteceu à primeira grande guerra contra o Agnor! – ela falou um pouco sem fôlego.
– É deu para ver o estrago que ele fez aqui! – o lugar estava horrível!
– Tome cuidado! – ela gritou. – Aqui é desolado porque tem muitas armadilhas!
– Ah? Não sabia disso. — falei olhando para os lados para ver se tinha algo suspeito.
– Acho melhor irmos rumo a fora da cidade. – ela falou também olhando para os lados para ver se tinha algo suspeito.
– Temos que ter noticia sobre os outros. – eu sentia que eles estavam bem, eu sentia isso. – Mais eles estão bem.
– E agora? – ela se sentou no chão. – Ele tem um exercito e nos duas tivemos que fugir para que os outros lutarem sem se preocupar conosco. O skot sumiu, não tem como ajudarmos muito.
– É difícil admitir mais somos as mais fracas. – falei pensando na July, ela falou a verdade o único que realmente estava fazendo a coisa funcionar era o Hatori.
– Bem... É verdade... – ela me olhou com um jeito triste. – O Daniel estragou, não é? Ele saiu gritando e o Hatori ficou tão nervoso será que eles estão bem? — ela começou a chorar.
Provavelmente foi culpa do Daniel mesmo, mas eu não iria dizer isso, pelo que conheço do Hatori e sei que ele é sistemático, sempre quando algo não sai do jeito que ele planejou... As coisas se tornam difíceis. Dei um sorriso para ela e falei:
– Tenho certeza que vamos conseguir sair dessa! — e abracei ela.
– Eu espero.
Esperamos até escurecer, ambas assustadas com o poderia acontecer com os outros prometidos, a cidade estava quieta, então resolvemos ir procurara deles e saímos daquela parte da cidade.
– Será que os soldados do A.A os pegaram? – falou Sara baixinho.
– Espere. – falei baixinho também. Era a hora que mostrar meus poderes! Pressenti toda a magia que residia no lugar, então as eliminei do meu mapa imaginário que criei na mente, concentrei apenas nas magias de meus amigos que gravei, respirei fundo e continuei com esse processo depois de uns cinco minutos identifiquei a magia do Helio, mas ele estava só. – O Helio. – gritei sem perceber. – Vamos! Ele está ferido. – nos duas corremos pela cidade encontramos o Helio com um corte na cintura a Sara se transformou e começou a curá-lo.
– O que aconteceu? Cadê os outros? E os soldados? — Lancei mil perguntas para ele enquanto se recuperava.
– Agnor ele... – o Helio se levantou. – Olha, não é que você cura bem mesmo! – ele falou para Sara que assentiu com a cabeça.
– Concentra Helio! Cadê os outros? – falei com medo de que o Agnor tivesse os pegado.
– Bem, o Agnor tem um exercito! – ele se sentou e bateu a mão no chão indicando para que sentássemos também pelo visto a historia é longa e sentamos. – O Hatori mandou vocês fugirem. – assentimos com a cabeça. – Então ele mandou eu e o Daniel distrairmos os soldados enquanto ele falava com a July, depois ele falou pra ela voltar nas nossas tribos, ou seja, ir lá e explicar a situação. – ele respirou. – E pedir que se reunissem em um exercito para nos ajudar a infiltrar na base do Agnor, Não achamos o skot. Já que sozinhos não iríamos conseguir lutar, então a July partiu. – ele mudou de posição e eu ficava mais angustiada e com um pergunta na cabeça: o que aconteceu com o Hatori? – O Hatori veio nos ajudar e ele estava furioso com o Daniel por nos denunciar, então ele falou para ele ir atrás da July que nos ficaríamos aqui para achar vocês. – ele me olhou. – Então ficou só eu e o Hatori e acabamos com os caras. – ele parou e arrumou os cabelos para trás. – Então nos separamos para achar vocês... – ele parou e me olhou de novo, eu estou suspeitando dessa historia. – Mas apareceram uns caras que me atacaram e me deram o corte que a sara curou e o Hatori...
– Ele foi levado? – comecei a chorar. O Helio fez uma cara triste.
– Não. – ele começou a rir. – Você caiu direitinho... – ele não parava de rir. – Ele me deixou aqui na floresta e foi procurar vocês... – e ele não parava de rir.
– Helio você fez ela chora! – falou a Sara brigando com ele.
– NUNCA faça isso de novo! – falei brava. – Você não sabe o desespero que você me deu! Você é louco? – estava muito brava que... Que...
– Ai! Calma! Foi mal não precisa me atacar! – eu atirei uma bola de magia nele... Droga foi sem querer eu... Eu esqueci de todo meu treinamento! Eu posso atacar as pessoas, mas eu não fiz isso por quê?
– Meu deus! E isso! – eu comecei a rir e pular. – É isso eu posso atacar as pessoas, eu tinha esquecido! Mais que burra! Eu posso machucar os meus inimigos! Como me esqueci disso? foi à primeira coisa que eu aprendi! – o Helio e a Sara estavam me olhando com a expressão de “é louca só pode!”
– Ok... Mas você não tinha que fazer isso em mim! – falou o Helio levantando junto com a Sara que curava o machucado que fiz no braço dele, ele estava sangrando muito, significa que o ataque é forte.
– Desculpe... É porque eu estava nervosa com você! E isso você mereceu!
– Gente, não é melhor a gente ir atrás do Hatori? – falou a Sara.
– Vamos lá! Vou tentar identificar a magia dele. – concentrei e fechei os olhos e só me concentrei na magia do Hatori. Respirei fundo. Nada. Ele estava longe...
– Luna... – escutei uma voz. — O que? Vocês falaram algo?
– Você o achou? – perguntou Helio ignorando minha pergunta.
– Não. Vou tentar de novo...
– Ele está no parque central com os Draknoys. — outra vez a voz
– Como vocês sabem? — falei para a sara e para o Helio.
– Ah? – falou Sara.
– Sabe de que? Você o achou? – perguntou Helio
– Mas... ah? — falei confusa.
– Luna, você ta bem? – perguntou Sara pondo a mão em meu ombro. Fiz que sim com a cabeça.
– Parque central! Vamos! – voltamos a nossa forma normal e fomos correndo até lá, pois não queríamos chamar a tenção de mais guardas, eu estava confusa! Que voz era aquela na minha cabeça? Como ela poderia saber onde o Hatori estava? Porque eu não achava a magia dele? Era uma voz doce e feminina de quem era? Porque só eu escutava? Estou ficando louca!
– O Hatori! — gritou Sara.
O meu deus! Ele estava desmaiado estava... Sem magia... Magia é vida... ele não está morto... Não!
– Hatori acorda! Hatori! — eu o balançava gritava e o Helio também.
– Ele estava machucado! — gritou o skot, ele estava companhado de uns 90 homens. — Vamos sair daqui! Mais soldados viram!
O Helio colocou o Hatori nas costas e começou a correr, a magia que o Hatori tinha era bem fraca, agora que estou perto dele eu posso sentir sua magia.
– Sara cure ele agora! – ordenei e me transformei junto com ela.
– Agora não Luna! — disse skot que estava correndo conosco, ele pegou os unicórnios que estavam na entrada da cidade e mandou subirmos neles!
– Montem nos unicórnios! — eu gritei — Coloque o Hatori no mesmo unicórnio que eu na minha frente! Fiquem perto de mim! Vamos curar ele agora! Helio vou precisar você! De sua magia! Vamos dar um pouco da nossa a ele. Certo?
– Certo! – ele falou.
O Skot não falou nada, apenas nos guiou para longe, 50 soldados de draknoys ficaram para trás, para lutar, então ficamos com 40 soldados.
Sara o curava no físico, ele tinha muitos ferimentos e eram graves. Comecei o ritual de transferência de magia minha e do Helio para o Hatori. Comecei a ficar zonza e o Helio também. Todos os “seres mágicos” ou Hisedaveanos precisam de certa quantia de magia para viver, foi o que eu aprendi, a única que transbordava muita magia no momento era eu, porque estava bem descansada, parei de passar a magia de Helio, pois ele já estava cansado pela luta que teve. Comecei a sentir uma formicação pelo corpo, eu estava brilhando e o Hatori também, eu não sabia por que isso estava acontecendo, mas...
– Está certo, continue... — eu escutei isso da mesma voz que antes e continuei a passar a minha magia, quando terminei eu estava fraca e desmaiei.
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