His Forever

3 Seleção?


Notas iniciais
:3 E aí?

Depois de uma noite de sono muito bem dormida, pedi para a Maria, — minha empregada mexicana — fazer algumas tortinhas de morango pra comer depois do encontro com o conselho.

Quando o país sofria alguma emergência, Ian e eu eramos chamados as presas para uma reunião com o conselho.

Na verdade, era sempre o Ian quem segurava as pontas, tudo o que eu fazia consistia em desenhar e fazer o favor de não falar nada, ignorando completamente os demais.

— Está adorável hoje, querida! — comentou madame Louise com um sorriso simples. Ela era a única mulher no conselho, segundo o que dizia o meu irmão, Ian, trabalhava como uma ótima profissional, competente e segura no que fazia.

Agradeci com um gesto.

Geralmente essas reuniões demoravam anos. Por sorte haviam intervalos de quinze minutos a cada uma hora.

Como sempre, fiquei em sigilo até o fim da reunião.

Ian inseriu mais duas leis estatais. Madame Louise alterou algumas ordens de crime contra a coroa real Austríaca. No geral, era sempre muito monótono.

— Por fim, alguém gostaria de inserir mais um projeto para entrar em votação? — perguntou Henry, um homem de 60 anos e cabelos brancos. Este sempre me impressionava pelo seu apreso ao trabalho e a fala extremamente articulado e afinada.

Pela primeira vez, ergui à mão, — atitude que deixou a maioria dos políticos surpresos- . Ian abriu um sorriso e me disse;

— Por favor, fala para mim quais são as suas ideias alteza!

Fiquei um tanto ruborizada e hesitante.

— Uma lei que obrigue fiscalizações mensal anti corrupção. Todo político corrupto, policial, qualquer autoridade dos governos municipais, estaduais e federais agindo contra o bem estar da população teriam todos os bens confiscados, inclusive os bens dos familiares e seriam presos por no mínimo 20 anos sem redução da pena. — minha voz saiu alta, porém trêmula.

— Parece muito interessante. Serei o primeiro a concordar. — aprovou Ian. — quem está comigo?

Henry, madame Louise e cerca de vinte homens ergueram ás mãos, com exceção de apenas seis ou cinco.

— Perfeito! Está aprovadíssima. — concluiu Ian.

Pela primeira vez na vida, sentia-me orgulhosa de algum excepcional feito. Contei para Maria, que também pareceu muito feliz.

— Adorei, Lise. Como pensou em tudo isso? É maravilhoso!

— Bom, eu sou uma pessoa realmente calada, mas isso não significa que eu costumo deixar de pensar. — respondi articuladamente.

Antes de dormir, liguei a TV.

Minha barriga doía muito por causa da minha excepcional alimentação.

Comi cinco mini tortinhas de morango seguidas e muito quentes.

Na televisão, passava um daqueles programas que falavam das pessoas famosas, celebridades e políticos importantes.

O desempenho da apresentadora era péssimo, não olhava direito para a câmera e errava feio na hora de pronunciar o nome dos atletas russos e alemães.

O único bom motivo para continuar no programa era a sua beleza incrivelmente superior a de uma supermodelo americana e os closes estranhamente próximos ao seu decote nos seios.

Resumindo; perda de tempo total.

Mudei o número de canal para os da TV aberta da Suécia. Normalmente passavam noticias de dar entusiasmo sobre Kian e a sua família real monarca.

Acertei em cheio, fiquei levemente vermelha quando vi o príncipe ruivo aparecendo na TV.

— Em breve os olhos do mundo estarão fixados na Suécia e na minha Seleção. Fico muito feliz em dar um passo tão importante. Em breve serei rei e casado.

De repente tudo ficou escuro e sombrio no meu mundo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.