Notas iniciais
Bem, estou escrevendo de madrugada, e muita coisa me inspirou... Espero que gostem ^^

Era tarde quando o garoto que desaparece andava pelas ruas de sua cidade, cansado, com frio e com fome. Fome pois nada o satisfazia. Qualquer algodão doce que comece apenas deixava sua boca mais doce, mas sua barriga ainda roncava. Agora o garoto ia rumo aos arredores da cidade. Precisava de algum lugar longe para descansar, pensar. Pensar e ouvir Weezer, ou ambos. Os arredores da cidade constituíam-se de florestas, pequenos bosques e montanhas pequenas.

–E aqui está! – gritou o garoto com um sorriso no rosto ao ver uma pequena casa de madeira.

Feliz, correu e abriu a porta. A casa parecia maior do que aparentava ser. Possuía uma escada com dois andares, uma cozinha, e os quartos acima não deixavam rastro de serem pequenos. Ao entrar, tirou sua roupa, pendurou seu casaco (um fardo pesado) e subiu correndo as escadas. Entrou no quarto (que por mais incrível que pareça era maior que a própria sala) e jogou-se na cama, que mais parece um trampolim. Encarou o teto. Teto cinza que nem a cidade cinza. Abre o criado mudo e tira de lá um pequeno caderno. Anota algo ou outro, rabisca aqui e ali.

–Perfeito – acaba de escrever no caderno, e o guarda.

Atordoado, pula da cama num salto, e senta-se no banco perto da janela. “O que hei de pensar?” matuta ele, olhando agora para a cidade, anoitecida. Joga-se novamente na cama e põe-se a dormir. Ao lado da cama, dois interruptores, pressiona um dele. O teto tão cinzento abre-se e um teto de vidro acima denuncia todas as estrelas escondidas. E dorme.

Ao acordar, seus olhos, tão esbugalhados quanto os de um esquilo. Salta da cama como na noite anterior. Em apenas um movimento joga-se da janela. Cai perplexo, com os mesmo olhos que acordou. Fita o céu, cinza, tão cinza quanto seu teto. Anda um pouco, mata adentro. Capim, capim, capim, capim. De repente se depara com um grupo de jovens. Jovens fazendo seus afazeres de jovens. Hiro abre a moita sorrateiro, com o olhar sério.

–Gente... Uma igual a outra – e volta à sua casa.

O garoto então abre a porta de sua casa violentamente, deixando tudo para trás, e com a mesma cara que estava desde que acordou. Pega a primeira coisa que encontra em sua geladeira (no caso eram ovos e manteiga) e sem nenhum preparo começa a ingeri-los. Um cheiro estranho paira sobre o ar. O garoto sai de sua casa, sobe no pinheiro mais próximo e dali consegue observar.

–Um maldito incêndio? – questiona, com a voz fraca.

O incêndio vem chegando cada vez mais perto de sua casa. Hiro desce da arvore, preocupado, e vai em direção ao incêndio. Ao chegar deita-se e aprecia as chamas crescerem de pouco em pouco.

–Isso é o que chamam de herói nos dias de hoje?! – uma voz feminina grita abismada de algum lugar de trás das chamas.

–Já fiz minha parte.

–Isso é sua parte? – e de repente a dona da voz resolve aparecer de trás de uma das arvores.

A garota era um pouco mais baixa que Hiro, possuía um longo cabelo negro, cachecol, luvas e carregava consigo duas pistolas. Mas isso não era o que mais chamava atenção. Era...

–Seu batom... Uau! – levantou o garoto, ao vê-la chegando perto.

–Você é um mero pervertido e... Ainda está de cuecas! Você vai morrer agora mesmo!

–Por que atrapalhou meu sono? Vamos vai, deixe-me dormir, os bombeiros resolvem isso depois. Baah... – e um tiro passa tinindo ao lado de sua cabeça.

– Não vai a lugar nenhum! – apontava uma das armas a garota, irritada.

–Tudo bem, vou te dar abraços e beijos no lugar de socos e chutes.

–Morra! – ela atira novamente...

Notas finais
Não revisei a história porque estou com muito sono -3-' todavia arrumarei depois ^^