Notas iniciais
As vezes você quer fazer coisas novas, conhecer gente nova, mudar sentir coisas que nunca sentiu, viver ... Era que eu estava sentindo naquele dia, vontade de ser diferente e não ser a mesma de sempre.

Já estava exausta, estava trabalhando e contando as horas para o relógio mostrar 20h da noite, horário da minha liberdade onde eu poderia tirar aquele uniforme que é uns 5 números a mais que meu manequim e me vestir com minhas roupas.

Gosto quando me sinto livre, quando nada se torna chato e entediante, no ônibus eu me sentei no lugar onde de costume me sento, atrás do banco mais alto, escondida de tudo e de todos ao lado da janela com meus fones nos ouvido com Joy Divison “Love will tear us Apart” ao último volume, eu estava lendo “F” um romance contemporâneo do escritor Antônio Xerxenesky uns dos meus preferidos, que exclusive me fez ficar fascinada pelos anos 80. Após ter ouvido quase toda minha playlist do celular, desci do ônibus e fui surpreendia com uma ligação, me chamando para um bar diferente e exótico, com uma galera nova que ela havia conhecido.

Eu como nunca recusava seus convites, marquei onde íamos nos encontrar e fui correndo, abri o portão da casa com muita pressa para começar me arrumar, entrei no meu quarto e vi aquele monte de roupas e não sabia o que vestir, fui para o banho e quando voltei para o meu quarto já estava decidida como eu ia naquela noite.

Tênis, meia calça, saia cintura alta e uma T-shirt podrinha. Meu batom vermelho e perfume com a bolsa de lado esperando ansiosamente um barulho de buzina, e lá estava ela.

Entrei no carro, cumprimentei e começamos a ter aqueles papos de meninas como sempre fazia e cantar hits do pop durante todo o caminho para o bar, tinha outro carro na nossa frente que estava com a gente, estava animada pra chegar logo.

Quando chegamos logo vi que aquele bar era o que eu realmente estava precisando, toda a decoração dele de fora e dentro era tropicália, cores forte, poucas luzes, colagens na parede de ícones do mundo, frases bobas e outras até insanas, mostrando órgão sexual. Cerveja de diferentes lugares do mundo e pessoas com um visual exótico sem pudor algum. Eu senti que aquele era meu lugar naquele momento, estava no clima me conectei totalmente com ambiente, depois de algumas cervejas e umas tapas no cigarro de maconha eu já estava alterada, todas as sensações, sensibilidades e pensamento aguçados.

Até que chega outra galera que eu ainda não conhecia, os cumprimentei e continuei na minha, curtindo a vibe e foi quando que ele chegou com um sorriso lindo cumprimentando um a um da rodinha na pista, eu sabia quem ele era por boatos e comentários da minha prima, quando ele chegou até a mim para me cumprimentar com um beijo senti aquela barba ralinha roçar em meu rosto, um leve arrepio por todo meu corpo.

Eu já estava em estado de hipnose, todos estavam conversando e bebendo, ele contava sobre seu trabalho eu prestando atenção em cada palavra, mas eu não abri a boca sabia que poderia falar alguma besteira por já está no ápice de tudo que eu tinha consumido aquela noite.

Eu não escondia de ninguém e olhava pra ele profundamente dentro dos seus olhos, ele devolvia olhando do mesmo jeito para mim, eu sentia meu coração e minha pulsação, aquilo me estava me matando, já imaginava eu o beijando.

Tentei deixar de olhar para ele curtir e esquecer, não queria mostrar pra ele que eu estava tão afim assim, eu não estava em meu melhor estado pra ficar com alguém. Depois de alguns minutos, minha carona estava indo embora, por mas que eu queira ficar tinha que ir embora, na manhã seguinte eu iria ter uma prova na faculdade.

No carro a caminho de casa as meninas comentaram que perceberam meu olhar, eu logo confessei que ele me deixou louca. Ele realmente tinha tirado minha atenção só pra ele, ao chegar na minha casa tirei minha roupa e deitei na minha cama e meu pensamento ainda era dele, aqueles olhos, nariz, boca, sorriso. Apaixonada eu sei que não estava, mas alguma coisa dele me despertou uma atração diferente como eu nunca havia sentido antes.

Acordei no outro dia fui a faculdade e para meu trabalho, cumprindo com as minhas obrigações, mas eu seu sentia minha cabeça em outro lugar, imaginava tudo que eu podia fazer com ele quando eu o encontrasse novamente, em minha casa no quarto é onde toda aquela imaginação se aflorava, deitada na minha cama olhando para a parede com meus fones no ouvindo mas dessa vez ouvindo Arctic Monkeys “ Do I Wanna Know” que combinava bem com o clima, eu sempre procuro escutar música que liga com meu Astral.

Quando eu me esqueço daquela hipnose que tive semanas atrás, a fiel companheira, minha prima me leva a um bar que estava rolando uma regueira, e toda aquela galera da última festa estavam lá, é logico que ele também, eu não consegui disfarçar o olhar assim como ele, era como se fosse um imã. Fui pegar uma bebida pra mim e depois quando voltei ele estava indo embora, por dentro eu gritando para ele ficar, mas continuei sem falar nada e tive que curtir sem ele, mesmo assim achei ótimo o lugar e me distrai.

Os dias passavam rápidos e eu esperando uma noite daquelas, até que minha prima me ligou eu estava no meu trabalho atendi rapidamente, ela me chamou pra ir à Praça Roosevelt onde acontecia uma feira de teatro gratuita, eu adoro tudo que envolva arte e fiquei mais animada ao saber que aquela galerinha de sempre iriam comparecer, não estava suficiente arrumada do jeito que eu queria estar, porém fui, e lá estava ele no mesmo carro e do meu lado, a minha vontade era subir em cima dele e beijar-lo por horas, mas eu mantinha controle.

Fomos ao teatro, bebemos cerveja, comemos pizza, tomamos Starbucks, caminhamos na Augusta, até decidimos fumar um no Por do Sol, já estávamos todos fora do normal principalmente minha prima que queria conhecer um Drive-in, eu achei a ideia maluca de cara, três homens no carro e apenas nós duas de mulheres, afirmei que nada iria acontecer lá dentro e topei. Quando parou o carro, ele me agarrou eu não acreditei me reprimi toda eu queria retribuir, mas estava tensa com a situação, nunca havia entrado em um drive, pegamos um com quarto e cama os meninos começaram a tirar a roupa e eu deixei claro que eu não ia transar com ninguém, minha prima teve a ideia maluca e deitou na cama porém não queria fazer nada, eu estava nervosa e morrendo de vontade dele, ele se deitou e me chamou pra ficar com ele na cama, estava achando toda aquela situação ridícula mas deitei ao seu lado na mesma hora nos beijamos bem lentamente, ele tinha um beijo macio e doce, eu passava a mão em seus cabelos fino e liso, e ele puxava o meu vagarosamente, nossos corpos se entrelaçavam e sua mão descia por minha costas chegando no bumbum e cravando seus dedos na minha nádega, eu suspirava no seu ouvido passando minha língua devagar, levantando sua camisa e passando minha mão em seu abdômen lisinho, paramos de nos beijar por alguns minutos e ficamos um olhando para outro, a ponta do nariz dele encostava no meu, e seu lábio passava sobre meu queixo, não demorou muito voltamos a nos beijar dessa vez com força e até dei algumas mordidas no pescoço e nos lábios, sua mão passava sobre minha pernas e por cima da roupa ele acariciava a minha virilha vagarosamente, eu sentia todo aquele calor pelo meu corpo e coloquei minha mão em seu membro que se mantinha ereto o acariciei, puxando seu cabelo com cada toque em meu corpo, clima estava cada vez mais quente e lembrei que minha prima estava dormindo na cama e fui diminuindo nos beijos e caricias até tudo finalizar, levantei da cama exausta e mole, ele me olhava profundamente com cara de desejo, disfarcei e fui acordando todos, no final quem aproveitou o local fui eu, que mal queria entrar.

Depois de pagamos a volta pra casa ele continuava do meu lado, no banco de trás do carro, foi carinhoso, pegou minha pernas colocou em cima das dele, passou a mão em meus cabelos beijando todo meu rosto devagar, pegou na minha mão e entrelaçamos nossos dedos como um casal, um ficou olhando para o outro, recebendo pequenos choquinhos dele, o carro parou em frente da sua casa e nos beijamos, o último daquela madrugada longa e estimulante, ele saio do carro e fechou a porta, bateu no vidro do carro, e eu abaixei para beijar, recebi um selinho e um “tchau” suave que quase não saiu.

Notas finais
Se gostarem ou não. Comentem !! quero opiniões ...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.