Hipnose

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi...
Primeira Fic de Bleach.
DEIXANDO BEM CLARO: Eu comecei a ver o anime agora, portanto talvez algumas coisas não se batam.

A batalha interna era tão silenciosa que nem as respirações eram ouvidas, somente o tic tac do relógio acima da cabeça de ambos shinigamis.

Taichou e Fukutaichou se olhavam de suas cadeiras, um sentado majestosamente com as pernas cruzadas e o outro com as pernas encolhidas junto ao corpo, poderia ser uma posição de medo, mas seria muito estranho Abarai Renji em uma posição de medo, mesmo perto do seu Taichou.

Byakuya acompanhava com os olhos cinzentos os pequeno movimentos dos dedos dos pés de Renji, ritmado com os do relógio, a cada tic, uma contração do dedos do pé esquerdo, a cada tac, as do direito. O que estava acontecendo era complexo demais para Byakuya tentar explicar, nem sabia porque estava perdendo seu tempo com aquilo, mas não podia deixar de comentar que estava se divertindo de verdade com seu tenente.

Uma brincadeira tolinha, que o moreno tentava entender, mas que era bobo demais para sua inteligência, Byakuya se mantinha olhando fixamente para os dedos dos pés de Renji, e decidiu acordá-lo.

O primeiro movimento foi dado pelo ruivo, que esticou as mãos, ainda de olhos fechados e coçou a nuca então, seus dedos escorregaram da nuca para o pescoço, e pareciam tremer. Byakuya prestou atenção aos movimentos, pareciam nervosos, não, pareciam ansiosos, o modo como o tenente se tocava era quase como se outra mão estivesse ali.

Um sobrancelha foi erguida diante da expressão sofrida de Renji, foi quando em um ímpeto a mão do ruivo retirou o laço de seu cabelo, deixando as mexas vermelhas caírem em grandes mexas sobre seu rosto. As pernas deslizaram do acento e ele pareceu estar confortável. Suspirou.

–Chega. – Disse a voz grossa de Byakuya, despertando Renji de seu transe.

O ruivo acordou sobressaltado, olhando em volta assustado, até os olhos baterem nos do capitão. Seus dedos se cravaram da cadeira e os pés voltaram a se mexer nervosos, Byakuya ainda olhava reparava em todos os movimentos, fossem eles ritmados ou não. Aquilo era algo que o admirava em seu mais competente subordinado, os movimentos, como um livro aberto.

–Consegui? – Perguntou Renji tocando com leveza as mechas soltas de seu cabelo pegando no chão o laço branco.

–Você quer saber por quanto tempo ficou sobre a minha hipnose? – Perguntou o moreno descruzando as pernas e cruzando os braços sobre a yukata. – Tente adivinhar.

Renji amarrou novamente os cabelos e tentou pensar, pelo o que viu, que não foram lá coisas muito animadoras, poderia ter sido...

–Cinco minutos?

–Duas horas. – Respondeu o moreno se levantando e ajeitando a yukata amassada. – Perdi todo esse tempo com você.

Renji olhou para a janela, realmente, já estava escuro.

–Nenhum progresso então. – Falou Renji desanimadoramente. Respirou fundo e se ajeitou na cadeira, passando os dedos na nuca, movimento que chamou ainda mais a atenção de Byakuya.

–O que você viu? – Perguntou andando até Renji e se encostando a mesa ao lado dele. O ruivo que havia abaixado a cabeça entre as mãos, olhou aterrorizado para ele, para então sua feição se transformar.

–Nada, Kuchiki-Taichou. – Sorriu, sabendo que não tinha convencido Byakuya de nada.

Estalou os dedos e se levantou, se afastando do capitão que o seguiu com os olhos enquanto Renji pegava Zabimaru e a prendia no cinto. – Somente alguns pesadelos que eu queria esquecer.

Se dirigiu até a porta mas antes que pudesse abri-la foi detido pela voz grossa do Taichou.

–Nee, Renji, porque você ficou nervoso? – Perguntou olhando para as costas do ruivo que se retesaram e ele ficou tenso, sabia que era um livro aberto, só não esperava que logo Kuchiki Byakuya fosse querer lê-lo.

As imagens, não eram coisas legais o que Renji havia visto em seu transe, não queria lembrar delas, tampouco compartilhá-las com se Capitão. Mas por outro lado, contar meia verdade não faria mal, não estaria mentindo, talvez assim Byakuya percebesse seu desconforto e esquecesse o assunto.

Se virou e encarou as janelas atrás do capitão, a noite estrelada que se erguia sobre a Sereitei.

–Vi alguém. – Disse Renji respirando fundo. Estava pronto para partir quando o olhar de Byakuya o disse que ainda não estava satisfeito. Não tinha mais o que falar, seria vergonhoso, mas de longe Renji iria sair e deixar seu capitão falando sozinho. – Me tocar. – Falou corando, as imagens voltaram em sua cabeça avassaladoras. Sentiu novamente a respiração em sua nuca. E balançou levemente a cabeça.

– Você toca em todos, Renji. – Falou o moreno ainda sem entender uma palavra que Renji dizia.

Renji sorriu, as vezes a inocência de seu capitão era motivo de graça pelos esquadrões. Nunca entendia o flerte de uma mulher, nem uma piscadela de Matsumoto, depois de Hisana...

–Não, Taichou, não foi como abraçar alguém ou apertar a mão. – Disse Renji esticando os braços e apertando mais o laço no cabelo. – Foi algo íntimo, como você tinha com Hisana-Sama.

Byakuya piscou alguns segundos antes de entender o recado dado por Renji. Como ele tinha com Hisana... Renji então estava apaixonado...

–Esta dispensado Renji. – Disse Byakuya em fim, andando até a porta e seguindo o ruivo para fora.

–Arigatou, Kuchiki-Taichou. –Disse apoiando a mão na Zampakutou e andando em direção diferente a dó capitão.

Tinha de esquecer o que havia visto, tinha que colocar outras memórias sobre aquela, e sabia como fazer isso.

*************

O gemido chegou quase estridente aos ouvidos de Renji que se retesou e se deixou pelo momento. Os cabelos pretos e brancos batiam em seu peito devagar, sentia aquele peso sobre si, sendo muito bem vindo, o peso e também, aquilo dentro de si. As mãos fortes de Kenpachi retiraram o nó da fita de seu cabelo.

–Você fica mais bonito assim. – Disse o homem levantando o corpo meio mole de Renji e o colocando sobre suas pernas. Fazendo o ruivo gemer com a intensidade dos toques.

Apoiou a cabeça nos ombros do Capitão e se deixou levar pelo movimento do corpo maior em direção ao seu.

************

A fumaça do cigarro enchia o local de um cheiro bom para as narinas do ruivo, estava deitado em uma cama enorme de casal, coberto apenas por um lençol branco, sua mão segurava um copo de uísque, enquanto os outros dedos se ocupavam em levar o cigarro até a boca.

Seus cabelos foram tocados por dedos grossos, e então enrolados gentilmente por uma mão enorme, que só detinha aquela delicadeza para pessoas como Renji. O enorme homem se levantou e vestiu suas vestes de capitão, sentando novamente na cama, para calçar os sapatos.

–Você, sabe que pode ficar aqui o tempo que quiser. – Disse Kenpachi, arrumando o cabelo e escondendo com a yukata o arranhão em seu pescoço. – Mas Yachiru daqui a pouco chega. E você sabe que as vezes ela fica ciumenta demais... Pode dormir no quarto de hóspedes...

–Arigatou Zaraki-san. – Disse o ruivo com a voz cansada. – Vou para casa, daqui a pouca já tenho que acordar.

–...- Zaraki acompanhou o corpo nu e marcado de Renji enquanto esse procurava as roupas pelo quarto. – Posso saber o motivo da visita inesperada?- Perguntou o capitão apoiando as mãos ao lado do corpo na cama.

Renji se vestiu e se sentou na cama para calçar as meias, respondendo a pergunta do maior, que levantou os olhos para o céu.

– Você sabe que se não fosse a Yachiru eu ficaria com você Renji. – Disse ele coçando o queixo marcado por cicatrizes. – Sou homem o suficiente para admitir isso para mim mesmo. E... Yachiru sabe disso.

Renji amarrou novamente os cabelos e se levantou pegando Zabimaru e alisando o metal frio com a ponta dos dedos.

–Nunca disse que não era homem o suficiente. – Disse em fim, se encostando na parede vermelha. Cor preferida de Zaraki. Como o sangue. – Nem sei quem é...

–Não precisa saber, Renji, está apaixonado por uma ilusão, e deveria querer saber quem é. Você quer saber, só falta admitir para si mesmo.

Kenpachi estava certo. Só faltava admitir para si mesmo. Fácil, porque não era ele quem iria se torturar querendo saber quem era toda semana. E ele tinha Yachiru, uma amante completamente apaixonada por ele.

Saiu do quarto com Kenpachi em seu encalço, chegando na porta, o maior o virou contra a parede e o beijou. Renji gostava da companhia dele, era um homem forte, sem preconceitos. A primeira vez que eles dormiram juntos, foi quando tomaram um porre ferrado com Matsumoto e a peituda folgada, sabendo da necessidade de ambos, fez Kenpachi levar Renji para casa.

O ruivo só lembrava de vagas coisas, Imaginava estar quebrado, sabendo do homem enorme que era o Capitão. Mas não, Renji estava intacto, sem nenhuma ferida, nenhuma marca ou arranhão. Acordou sozinho em sua cama.

Mas durante o dia o Capitão o chamou para uma conversa, e disse sem delongas.

–Amo Yachiru, mas fui sincero com ela. Coisas como aquela que aconteceram ontem, vão se repetir. – E saiu, deixando um Renji parcialmente abalado.

Deixou que o beijo se prolongasse mais, até que a porta foi aberta e Renji foi expulso da casa aos berros e chutes pela baixinha de cabelo rosa. Ela era tão pequena, tão pequena, que Renji não se surpreendia em nada se um dia ela chegasse para trabalhar em uma cadeira de rodas.

Se ajeitou e andou pelo corredor sombrio da mansão do Capitão, descendo as escadas e chegando em segundos na rua.

Estava tudo calmo, seria uma boa hora para pensar no que aconteceu.

Apesar de ter se entregado aos braços experientes de Zanpaki, as memórias ainda invadiam sua mente, porque, apesar de ter prometido a si mesmo, não conseguia esquecer o perfume que emanava da pessoa em seu transe?

Nunca tinha sentido aquele cheiro antes, era muito diferente de todos os perfumes que já sentiu, então... Como sua mente o associou aquilo? A aquele toque, tão intimo, tão aquecido.

Balançou a cabeça, não poderia, não queria. Lembrar daquilo agora, logo depois de ter transado com Zanpaki não era aceitável.

Correu para seu quarto no esquadrão seis e tomou o banho mais demorado em sua vida.

O perfume aqueceu seus sentidos, devagar a pessoa atrás de si se mexeu, retirando de Renji um gemido angustiado. Mãos escorregaram pela sua perna, a levantando de encontro ao futton azul, a pessoa se mexeu mais e o ruivo se deixou cair no chão...

–MALDIÇÃO! – Gritou Renji passando a água quente para a mais fria que pode, acalmando seu corpo com a reação imediata as lembranças.

Aquilo não estava ajudando, e ainda tinha os efeitos da trepada com Zanpaki no corpo. Respirou fundo e deixou que suas mãos vagassem pelo seu corpo, em busca de uma solução para o problema entre suas pernas.

Passou a noite toda se tocando.

**********

Renji esticou os pés sobre as almofadas e deixou seus olhos fecharem por alguns instantes, sentia o olhos atento de seu capitão sobre si, mas ignorou isso. Convencer Byakuya a mais uma seção de hipnose foi um fiasco, até porque o moreno infantilmente pediu algo em troca.

Que pudesse compartilhar da hipnose com ele.

Renji negou, com todas as suas forças, disse que não em todas as línguas que conhecia, que eram muitas. Nem morto deixaria seu capitão saber que era gay, nem em outra dimensão, não saberia como Byakuya iria reagir a descoberta. No mínimo seria morto.

Ainda mais que durante a hipnose sua mente ficava vulnerável a qualquer coisa, se seu capitão decidisse mexer? E se descobrisse sobre Zanpaki? Uma coisa era a pervertida da Matsumoto saber, uma coisa completamente diferente era Byakuya, um homem que com certeza somente tocou em Hisana durante sua vida, saber que seu fukutaichou sai por ai trepando com Zanpaki.

Aquilo causou dores de cabeça tão fortes em Renji que ele pediu licença e se deitou no sofá do escritório, colocando os braços sobre os olhos. Não havia dormido a noite inteira, já que passou o tempo tentando amenizar as ereções que lhe viam do nada.

Se levantou rapidamente, não podia pensar nisso aqui, não na frente de seu Taichou, volto a se sentar em sua mesa e continuou o trabalho.

Byakuya achou engraçado a reação de seu tenente, Renji havia deixado novamente transpassar um nervosismo que queria esconder de Byakuya. O moreno se levantou e fez algo que não fazia a muito tempo.

Foi gentil.

Preparou um chá para si, e colocou uma dose de água gelada em um copo, a colocando á frente de Renji que olhou do copo para o capitão e do capitão para o copo, sem entender nada.

– Taichou...

–Agua, Renji. Já ouviu falar? – Perguntou sério, voltando para seu chá, encostando-se á mesa bagunçada do ruivo.

O ruivo pegou o copo e bebeu um pouco do seu conteúdo, e quase engasgou, aquilo...

Tinha aquele cheiro.

Encostou o copo nas temporas e absorveu mais daquele perfume, se esquecendo de que Byakuya estava do seu lado. “Que cheiro é esse?” Se perguntava buscando uma folha em branco diante da bagunça, se levantou e andou até mesa de seu Taichou pegando uma folha da pilha bem organizada, o moreno não disse nada, mas não ficou feliz por Renji ter bagunçado seus papeis. Bebericou seu chá e observou.

O ruivo pegou a caneta, pronto para escrever para Zanpaki, alegando que queria vê-lo naquele instante quando seus olhos pararam em um pequeno vidrinho escondido sobre alguns papeis na mesa de Byakuya. A caneta caiu de sua mão, sujando toda a folha em branco de preto, a boca de Renji abriu e fechou, como se ele quisesse falar algo, mas não foi possível. Pegou o vidrinho com os dedos trêmulos e retirou a rolha, respirando profundamente o aroma. Seus olhos se esbugalharam e ele deixou o vidrinho cair no chão, ou quase, pois Byakuya o pegou antes que o vidro se espatifasse no assoalho. Porém, o liquido escorreu entre os dedos finos de Byakuya que emitiu um ruído de desaprovação.

–Honestamente, Abarai-fukutaichou, você anda muito distraído...

–De quem é esse perfume? – Interrompeu Renji.

Byakuya respirou fundo, em outro dia teria repreendido seu tenente por ele o ter interrompido enquanto falava, mas já havia sentido na pele como era estar apaixonado, distraído, pensativo... Embora Byakuya nunca tivesse tempo para pensar em Hisana.

–Esta na mesa de quem, Renji? – Perguntou colocando os papeis novamente em ordem.

Estranhou o olhar assustado de Renji para si, mas continuou o encarando. – Na minha, logo o perfume é meu.

Deu um passo para trás, encarando a veste preta e branca, colocando as mãos na cabeça.

–Taichou? – Perguntou sem olhar nos olhos dele, sabia que se o fizesse estaria perdido, iria imaginar coisa, e ele não queria isso. – Posso me encontrar com Zanpaki-Taichou?

Byakuya estranhou, e não respondeu. Não era muito de sua praia se importar mas sentia que seu tenente estava com problemas sérios.

–Renji, é sobre a hipnose? – Perguntou ele, esticando a mão passando os dedos frios na pele suada do ruivo que se espremeu entre a cadeira e ele, para sair do toque o mais rápido possível.

–Nee Taichou, eu preciso ir. – Disse Renji andando até a porta, foi quando algo passou por ele rapidamente e se fincou na porta a sua frente, a centímetros de sua cabeça. Era a zampakutou de Byakuya.

– Não lhe dei autorização para isso Abarai Renji!- Recriminou ele, fazendo o ruivo virar de frente para ele, Byakuya estava com o semblante sério, como sempre. – E se você não me contar o que está acontecendo, serei obrigado a lhe dar féria forçadas!

Renji manteve a cabeça abaixada durante o sermão. Havia muito tempo que merecia um daqueles. Mas não podia contar. De jeito nenhum, o que seria dele, se Byakuya descobrisse?

–Desculpe Taichou... Mas não posso...- A gola de sua yukata foi agarrada e ele foi sentado a força no sofá. O rosto de Renji se tornou raivoso, foi quando sentiu o perfume novamente.

Byakuya estava acima de si, segurando sua cabeça para trás, enquanto Renji olhava novamente para os olhos cinzentos, sabia o que ele estava fazendo...

Hipnose.

Um não tentou sair de sua boca, mas foi sufocado pelo barulho irritante em seu ouvido, sabia que tinha caído na hipnose.

Aquilo era chuva?

Renji não se importava muito naquele instante, sentia mãos firmes em sua cintura, como se aquele toque o protegesse. Suas mãos se moveram para as mãos da pessoa e seus dedos se entrelaçaram, sentiu a pele fria de encontro com sua pele quente e aquilo lhe arrepiou.

A água escorreu pelos seus cabelos e achou aquela chuva incomoda.

“Vamos entrar...” Disse tentando se virar, mas a pessoa o impediu.

“Somente se você prometer ficar.” A voz era grossa sobre sua pele, e a respiração lenta sobre seu pescoço.

“Não posso...” Disse Renji finalmente. O homem soltou sua cintura e se levantou, andando sobre a lama e sujando a Yukata de marrom, Renji se levantou e correu atrás dele, pegando sua mão.

“Você nunca pode... Sempre fugindo de mim. Eu só quero acordar ao seu lado. É realmente pedir muito?”

Renji colocou a cabeça no ombro do homem maior que ele e aspirou o perfume, uma mistura perfeita de roupa lavada com sakura.

“Não é...” Disse e o homem se virou, no momento em que Renji veria seu rosto. Tudo mudou.

Agora estava deitado em uma cama enorme, não era um futton da sereitei, ou seja, estava no mundo real, seu cabelo vermelho estava espalhado em um travesseiro branco e suas mãos agarravam o lençol que cobria seu corpo. Não só seu corpo. Abaixo dos lençóis podia ser um volume indo para cima e para baixo entre as pernas do ruivo.

De repente Renji não estava mais na cama, mas estava ao mesmo tempo, o shinigami não entendeu muito o que estava acontecendo, mas ele se via na cama, de olhos fechados, a boca meio aberta, em puro êxtase.

Mas o que o apavorou não foi isso, e sim Byakuya sentado em uma poltrona ao seu lado, olhando aquilo tudo entediado.

–Era disso que você tinha medo de falar?- Perguntou Byakuya, e por alguns segundos Renji teve medo de a pessoa na cama, escutasse, mas não, ela continuou gemendo baixinho.-Que está fantasiando com uma mulher? Que está apaixonado?

Seria possível, por Kami-sama, seria possível que seu Taichou não estava sentindo o perfume?Tava praticamente fazendo Renji engasgar.

–Não, Taichou, não é isso... – Começou ele, mas foi interrompido, Byakuya desviou os olhos dele e olhou para o ser na cama.

“Chega.” Murmurou o ruivo na cama, levando as mãos ao volume e o empurrando para baixo.

“Não!” Urrou a pessoa, e fez algo que arrancou um suspiro pesado de Renji.

Byakuya se virou para Renji novamente, os olhos interessados no assunto.

–Um homem, Renji? –Perguntou, nos olhos um brilho que Renji não conseguiu interpretar. –Como seu Taichou, digo que é bem inesperado isso. Como seu colega devo perguntar, quem?

A parte que ele mais temia, a hora em que ele descobrisse, porque Renji sabia quem era a pessoa pagando um oral para ele naquela cama, coisa bem diferente era Kuchiki-Taichou saber.

Jogou as mãos para o alto da cabeça e puxou os cabelos ruivos, aquilo era uma situação bem constrangedora, até porque estavam em um momento intimo, na cabeça de Renji.

As atenções foram chamadas novamente quando um gemido longo foi deixado da cama, Renji se virou e arregalou os olhos ao ver uma figura sobre ele na cama, jurava que quem iria aparecer seria Byakuya então porque...

–Zaraki? – Perguntou o Taichou olhando do homem na cama para o Renji de verdade. – Você nutre desejos pelo Zaraki?

–Não! – Gritou os dois Renjis.

O ruivo se virou novamente para a cama, e lá Zaraki estava sendo enxotado pelo Renji, jogado da cama.

“Você sabe que eu não posso... Byakuya...”

E tudo se desfez. Novamente eles estavam na sala, Byakuya encarava Renji com algo que parecia raiva, pois é, ele havia associado as coisas. Era um homem inteligente.

Mas o que os havia tirado da hipnose era outra coisa.

Yachiru gritou algo sobre estar nas nuvens e os olhos de Renji encararam os de Zaraki que mantinha uma sobrancelha erguida.

Renji se levantou e Byakuya se afastou saindo da sala sem dizer nada.

Notas finais
Obrigada por lerem essa horrível Fic...
~fazendo doce~
Mereço comentários? Todos são bem vindos, inclusive os ruins, até porque se você quiser comentar algo ruim vou fazer o que?
Bater em você?
~delirando~