Hime-sama
3 Capítulo 3
Notas iniciais
“...O grande erro das garotas de hoje em dia, é sonharem demais com príncipes encantados. Só porque eles são lindos, andam em cavalos e guardam pedras preciosas debaixo do travesseiro, não quer dizer que eles sejam perfeitos. Príncipes encantados podem ser chatos, arrogantes, mimados e birrentos...Meu sincero conselho a essas garotas é que elas procurem um tipo mais agradável, por exemplo: sapos são higiênicos, possuem uma boa vida familiar e garantem estabilidade. Lobos também são um tipo bastante agradável, mas para não entrar naquela vulga piada do ‘porque ele te vê melhor, te ouve melhor e ainda te...’, irei parar por aqui. Tirem suas próprias conclusões. E assim, eu encerro minha dissertação sobre o feminismo nos parâmetros da atualidade.”
Logo abaixo, ela percebeu uma discreta linha que não tinha notado antes:
- Fonte? Hum...Experiência pessoal?
- Ei, ei, Matsuri! Já acabou esse trabalho!?! Eu quero comida!
- Você sempre quer comida! Se continuar assim, vai acabar muito gordo!
— Seria ótimo, assim as garotas parariam de me encher!
— Oh, as garotas implicam com você, Alan-chan????
- Não me chame como se fosse muito íntima de mim!!! E pare de me tratar como uma criança!!!
- É claro que eu lhe trato como uma criança! Você tem oito anos!
— Eu já lhe disse que não...!
Um apito interrompeu a “birra das cinco” de Alan.
- Ah! O microondas!- Disse eu correndo em direção a cozinha.
- Microondas? Aquela caixinha branca?
- Isso mesmo!
- Aquela em que eu não posso mexer senão morro?
- Exato!
— E por que você pode mexer????
- Porque eu sou mais alta!
- Que tipo de argumento é esse!?!
- Ah, pare de reclamar!- Ela desligou o botão e abriu o microondas, dentro dele estava a sua esperada lasanha vegetariana. Levemente queimada, mas nada que pudesse lhe matar. O que lhe mataria seria o olhar de Alan- O que foi???
- O que é esse treco no seu prato???
- O jantar!
- Isso!?!
- Que cara assustada é essa?T.T
- Quem você matou para preparar isso!?!
- Ninguém! E pare com essa cara assustada!T.T
- Eu...Eu também vou comer isso???
- É claro.- Respondeu, dando a primeira garfada.
- Nem morto!!!- Berrou ele, derrubando a mesa no chão.
A lasanha se espalhou pelo chão, os pratos foram quebrados, a cozinha ficou bagunçada e ela quase deslocou a bacia. Era hora de usar a psicologia infantil...
- SEU MOLEQUE DESGRAÇADO!!!!!
- Vai fazer o quê? Me bater? Oh, estou tremendo de medo da plebéia...
- Eu detesto fazer isso, mas terei de puni-lo!!!!
- Punir? Tá, vou fingir que acredito. Agora pode preparar alguma comida de verdade? Estou faminto...
- Grrrrrr! Seu imbecil!!!!!!!!
Em um surto de raiva, a linda princesa acabou tacando uma vassourada na cabeça do príncipe herdeiro. E assim, percebeu uma coisa importante na linda história de amor dos dois...aquilo não era tão mal assim.
- AI! Doeu, sua plebéia miserável!
- Miserável é sua mentalidade!!! Agora, cale a boca enquanto eu lhe castigo!
- Castigar??? Como assim “castigar”??? Eu sou o prí...!
A vassoura novamente foi muito útil, embora tenha deixado uma cicatriz na barriga do príncipe. Era a hora da vingança.
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- PARE! Pare com isso!!! Eu não agüento mais!!!!! Ahhhhh! Pare, pare!!!!
- Nada disso! Você vai passar mais uma hora assistindo o especial de “ Sr. Giblles e seus bichinhos animados”!
- Você não seria tão cruel...
- Ah, seria sim...- Comentou Matsuri, com o sorriso da mais malignas das vilãs.
- Então ao menos me desamarre dessa cadeira!
— Para deixar você fugir??? Claro que não! Agora, fique aí quietinho! Acho que o senhor pingüim finalmente conseguirá construir seu iglu da felicidade!
- NÃO!!!!!!
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Matsuri nunca foi de comer vegetais. Na verdade, ela sempre teve um fetiche por massas e doces, assim, logo tornou-se uma cozinheira de mão-cheia para esses pratos. Então por que a lasanha vegetariana naquele dia? É o que você, caro leitor, e o que o nosso estimado príncipe queriam saber.
O motivo mais provável seria uma dieta, o que era completamente desnecessário já que Matsuri era magra de ruim, mas a verdadeira razão era...
- O príncipe herdeiro está com uma péssima alimentação.- Foi o que Gandalf tinha lhe dito mais cedo naquele mesmo dia- Desde que chegou aí ele passou a se alimentar muito mal...
- Eu não tenho nada haver com isso.
- Eu soube que você o suborna com doces.
- Droga!¬¬
Ela foi pega.
- Bem, eu não quero intervir na vida dos “pombinhos”, mas seria bom se você pudesse corrigir alguns hábitos de Alan...E não me refiro só a alimentação, entende? Alan é um pouco...
- Problemático???? Horrível???? Cruel???? Pior que o cão assando lingüiça???????
- Na verdade, eu ia dizer complicado, mas acho que você já tomou consciência da situação.
- Claro, claro! Pode contar comigo, Gandalf-sama! Eu irei domar aquela criança!
- Devo lembrar-lhe que ele não é um cachorro?^^°
- Han???? Como assim????
- Ah, esqueça!- Disse ele com um sorriso ligeiramente confuso.
Gandalf saiu de lá, aliviado.
Ela, decidida. No entanto, para melhorar a alimentação do príncipe ela teria primeiro que melhorar a dela própria.
Aquela lasanha havia sido o primeiro teste de uma looonga experiência.
Alan não sabia e nem compreendia aquilo tudo. O que dera nela!?! Por que estava preparando uma comida tão ruim!?! E por que ela não parava de estudar!?! Ele era um príncipe deveria merecer total atenção! Aquela garota deveria estar se esforçando para melhor o servir, ao invés de perder tempo com coisas inúteis.
“ Por que as mulheres desse planeta tem que estudar???? Elas não precisam disso! Deviam estar se dedicando ao marido e aos filhos, isso sim!”
Enquanto Alan delirava na cadeira perdido entre pensamentos machistas e pinguins felizes, Matsuri se esforçava para encontrar outra receita a tempo de revisar seu trabalho.
“ Hum...Suflê de abóbora? Não...Pavê de repolho? Não! Ahhhh! É tão complicado achar uma receita que seja saudável e ao mesmo tempo deliciosa!!!!”- Era no que pensava a princesa.
“ Ela ainda não veio falar comigo!?! Que plebéia arrogante!!!”- Era no que pensava o príncipe.
E assim, os dois adormeceram. Matsuri, na cadeira da escrivaninha. Alan, na cadeira em frente a TV. Ambos estavam exaustos, por motivos completamente diferentes.
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No dia seguinte, quando ele abriu os olhos, sentiu a luz dourada que invadia o quarto. Já era de manhã.
- Nossa...Não acredito que ela me deixou dormir aqui! Assim que conseguir me soltar daqui, eu irei...!- Antes que pudesse concluir a frase, ele percebeu que já estava desamarrado. Olhou para os pulsos que embora ainda possuíssem marcas vermelhas, agora estavam livres das cordas e decidiu se levantar, ainda um pouco confuso.
Abriu a porta do quarto e foi andando de um jeito rápido e desajeitado em direção a cozinha. Parecia um bêbado procurando café para evitar a ressaca.
- Matsuri! Matsuri! Não acredito que cometeu a atrocidade de deixar seu futuro marido e rei dormir naquele lugar horrível! Matsuri! E onde está meu café!?! Matsuri!!!
Sem respostas. Ele começou a se assustar.
“ Seqüestrada!?! Atacada por minhas fãs!?!”
Então ele achou um bilhete e descobriu que era algo bem pior...
- COMO ASSIM “FUI VER O RYUU”!?!
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Ela realmente detestava ter de deixar uma criança sozinha em casa, mas aquilo era para o bem...dos dois. O príncipe passaria a se alimentar bem e ela poderia passar um tempo com o sapo dos seus sonhos. Aquilo não era perfeito? Concluindo isso, ela deixou um bilhete curto e breve em cima da mesa, deixou o leite ao alcance e desamarrou Alan. Ela até pensou em acordá-lo, mas sabia que ele não suportaria se ver sozinho em casa e daria um escândalo, como as criancinhas que se recusam a irem sozinhas para a escola no primeiro dia de aula.
“ Apesar dos pesares, ele é uma criança, não é???”- Pensou ela, sorrindo com seu próprio pensamento. Alan era uma criança, embora se recusasse a ser visto como uma.
Agora ela estava na calçada, em frente a casa de Ryuu. Seu coração batia acelerado, suas mãos estavam geladas, ela tremia, esperando ansiosamente a primeira frase a sair da boca dele...
- DROGA! Clóvis, não faça xixi no portão!!!!!
“ Er...Não foi bem o que eu esperava, mas...T.T”
- Olá, Ryuu-kun!
- Oi, Hino-san! Desculpa não ter te cumprimentado assim que saí, mas certos cachorros não sabem se comportar sem que a gente use um pouco de autoridade!
- Eu entendo! Eu também faço isso!
- Ah! Você ganhou um cachorro????
- Não, uma criança!
Somente após algumas reticências e a cara evidentemente assustada de Ryuu, ela entendeu a gravidade do que tinha dito. Antes que ele perguntasse “Como isso aconteceu???”, ela decidiu dar uma desculpa.
- Meu priminho Alan está lá em casa! Eu vou cuidar dele por uns tempos então...Aliás era sobre ele mesmo que eu queria falar com você!
- Você quer saber como adestrar seu primo?
- Engraçadinho!- Ela deu um sorriso travesso, fingindo zanga- Bem, ele anda se alimentando mal e eu queria aprender umas receitas para reverter esta situação! Como suas irmãs passaram pelo mesmo problema eu pensei que...!
- Não precisa se justificar, Hino-san! Eu o ajudaria, nem que ele fosse seu filho!
- Qual seria o problema se ele fosse meu filho???
- Está brincando? Eu não suportaria olhar criança tão feia! Iria chorar!
- Engraçadinho!- Essa era a melhor resposta que ela conseguia dar para ele. Infelizmente, ela gostava muito, muito mesmo, daquele sapo bobo. Além disso, seria errado xingar o dono da casa onde você estava.
Isso mesmo. Os dois entraram em casa para pesquisar receitas vegetarianas, que romântico não? Aquilo era tão nauseante que Clóvis se retirou indignado.
- Hum...Então eu posso botar carnes em uma alimentação saudável????
- Claro que sim. Desde que não haja um exagero, sempre é bom dar todos os tipos de comida.
- Você vai me dar comida????
- Pelo visto, eu preciso lhe dar uma pirâmide alimentar!
- Engraçadinho!
Pobre, pobre Clóvis. Aquela cena o deixava realmente enjoado. Mas...ele não era o único enjoado da nossa história.
- Como!?! Como ela pôde me deixar sozinho nessa casa estranha!?! E se houvesse uma emergência!?!- Exclamou o príncipe Alan em um acesso de cólera.
- Que tipo de emergência, meu príncipe?- Perguntou Gandalf, convocado para fazer companhia ao príncipe herdeiro. Ele estava tão cansado que mal ouvia os berros histéricos do pequeno.
- E se eu precisasse de uma massagem!?! Ou de ajuda para me vestir!?! E até agora eu estou morrendo de fome!!!
- Ela não deixou comida para você?
- Deixou, mas ela ainda não me serviu!
Gandalf entendeu a coisa e deu um pesado suspiro.
- Alan, meu senhor, as coisas nesse planeta não são exatamente como em Aslía.
- Como não???
- Aqui as mulheres não se preocupam apenas com aparência, com a família real e com seus maridos. Elas também estudam, possuem uma carreira e mais, elas fazem o que querem quando sentem vontade. Portanto, elas não precisam servir a ninguém, são inteiramente livres.
-...Que tipo de mundo horrível é esse!?! Parece um pesadelo!!!
- Oh, jovem príncipe, compreendo seu cruel dilema, mas agora quero ir para casa. Tenho que fumar e dormir, sabia?
- Bah! Então que partas, Gandalf! Ficarei aqui sozinho!
- Tem certeza que está tudo bem, meu senhor?
- Não me ouviu??? Partas logo!!!
E assim, Gandalf foi embora, deixando um príncipe sozinho e revoltado. Várias dúvidas rodavam na cabeça do herdeiro do trono: Por que ela passou a cozinhar tão mal???? Por que ela só vive para os estudos???? Por que ela me deixou sozinho???? Por que ela não me serve piamente???? Por que ela me trocou por essa tal de Ryuu????
A resposta só podia ser uma: Ela não ligava para ele.
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- Eu me importo muito com Alan. Quero vê-lo saudável e feliz, mas...dá tanto trabalho e às vezes sinto que ele me odeia!- Desabafou Matsuri, em um momento mais “respirável” da conversa.
- Se é assim, por que não o devolve?
-...
- Você não é a mãe dele. Não precisa tomar conta dele. Se é tão difícil simplesmente desista. Existem coisas mais importantes: Sua comida(que é deliciosa), seus estudos, sua carreira, sua liberdade...acho que até eu sou mais importante que esse moleque!
Aquilo foi o cúmulo. Ela investiu um tapa contra a cara de Ryuu.
-...Hino-san?
- Como pode dizer isso!?! Ele é uma criança, não um cachorro! Não posso simplesmente desistir dele!!! Eu quero vê-lo feliz, quero acompanhar o crescimento dele...quero cuidar de Alan! Então, não seja tão idiota!!! Mesmo que nossa convivência tenha apenas começado, mesmo que ele me odeie...ele ainda é minha criança e eu cuidarei dele!!!!
- Hino, eu...!
- Não me importa ter de cozinhar coisas novas, ou ter de adiantar trabalhos para ficar mais tempo perto dele...desde que eu o torne feliz! Desde que eu consiga cativá-lo!
Após dizer isso ela se levantou da escrivaninha e pegou as receitas que haviam imprimido.
- Obrigada, Ryuu. Nós vemos na universidade.- Disse ela secamente. Saindo com uma fúria que não se julgou capaz de possuir contra Ryuu.
Ah, e quanto a Ryuu? Ele estava paralisado, perplexo. Nunca tinha visto Matsuri tão irritada, tão maternal...tão parecida com uma mulher. E o tapa ainda estava ardendo.
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Assim que chegou em casa, Matsuri se sentiu exausta. Sentia febre, raiva e uma imensa vontade de chorar. Queria rasgar todas aquelas malditas receitas, mas sabia que se fizesse isso teria de ir novamente à casa de Ryuu para imprimi-las.
- Alan...Hoje não tem jantar...- Ela declarou subindo para o quarto.
- Como assim, “não tem jantar”!?! Eu não comi o dia todo!!! Você me abandonou aqui!!! Achei que ao menos uma boa janta eu merecia!
- Não vai ter jantar e pronto!!!- Ela berrou, já com a porta fechada.
- Você é a pior garota que eu já conheci! Você é boba...e feia...e má!!!!
- Eu sei!!! Eu sei!!! Me deixe em paz!!!
- O quê!?! Claro que não! Abra essa porta agora!!! É uma ordem!!!
O príncipe era uma autoridade suprema, um pedido seu deveria ser atendido imediatamente e suas ordens deveriam ser cumpridas com máxima urgência. No entanto, não importando se era uma ordem ou um pedido, Matsuri nunca atendia aos seus chamados. Aquela plebéia imbecil não lhe dava a devida obediência! Ela teria o que mere...!
“ Soluços?”
À principio, eles pareciam distantes, mas após aproximar o ouvido da porta, ele pôde ouvir nitidamente o barulho de um choro.
“ Ela está chorando!?! Por quê!?! Eu tenho alguma coisa haver com isso!?!”
Como uma pedra caindo sobre uma choupana, o peso na consciência desmoronou sobre a cabeça de Alan. Com certeza ele era a causa do sofrimento dela. Tadinha...Devia estar fazendo o máximo para agradá-lo, ela não tinha culpa de ser tão inferior a ele...Obviamente a causa era ele. Como fora capaz de achar que ela não se importava com ele? Todos se importavam com ele. Afinal, ele era o príncipe, não era? Apesar dos pesares, ele era o centro do universo daquela garota estranha.
“ Coitada. Amar um ser perfeito como eu, deve ser realmente difícil...Bem, vou dar os meus pêsames a ela e pedir uma sobremesa.”
Decidido, Alan encostou a mão na porta, fazendo um círculo mágico.
- Yam no Rul!
A porta rapidamente voou pelos ares, como se tivesse levado um imenso chute.
O choro da garota aumentou.
“ Certamente ela está emocionada que eu usei meus poderes só para vê-la...”
- Vamos lá, eu cheguei.- Disse ele confiante- Pode contar.
-...Contar?- Perguntou ela, ainda com os olhos marejados.
- Por que estás a chorar?
“ Ah, quero ouvir isso da boca dela...Afinal de contas, essa garota não é diferente das outras! É claro que ela vai responder um ‘por vo...’!
- Pelo Ryuu!!!!!>.<
Reticências, reticências e uma interrogação.
“QUÊ!?!”
- Espere um pouco, plebéia...Acho que não entendi bem...Meu nome é Alan...
- Sim, eu sei! O que isso tem haver com o assunto!?! Eu estou triste pelo Ryuu!!!
Setas invisíveis, mas dolorosas atravessaram Alan. Eu aposto que o “Pequeno Príncipe” não teve que passar por isso.
- Do que você está falando!?!
Matsuri fez o que qualquer outra garota deprimida faria: Puxou Alan como um ursinho e começou a abraçá-lo.
- Ahhhhhh! O que você está fazendo!?! Você está me sufocando!!!
- Ahhhhhh! Eu bati no Ryuu! Por que eu fiz isso!?! Sinto-me tão idiota!!! É por isso que ele não me vê como uma garota! Que tipo de garota dá um tapa na cara de seu amado!?!>.<
- Bem, ao menos não foi um soco...T.T
- Alan, ao menos me console com palavras melhores!!!!>.<- Choramingou ela apertando o garoto com mais força ainda.
- Você vai me matar! Se fizer isso, vai ser presa!!!!- Berrou ele, sentindo seu rosto queimar.- E por que seu choro aumentou quando eu entrei!?!
- É que...eu...na verdade...tinha consertado aquela porta na semana retrasada!!!!>.<- Chorou ela, ficando ainda mais chateada.
- É isso!?! Por isso, você está brava!?!
- Eu não estou brava!! Estou triste!!!!
- Como assim!?!
- O contrário de felicidade!!!
- Ah, tá! Sério!?! Eu pensei que só as garotas tinham tristeza!!!
- O que você acha que eu sou?????¬¬
- Acho melhor não te responder agora...
Reticências.
- Bem, mas isso não importa, né???? Vá fazer minha comida! Estou faminto!
Ela pegou o garoto que estava em seus braços e o arremessou contra a parede.
- O que foi isso!?!
- Se me mandar fazer comida novamente...você vai chorar...
- Ahhhhhhhh! É o demo!!!!!
- Tire essa cara assustada! E não diga coisas assim!!!! Ahhhh! Você me dá nos nervos!!! Tá, vendo!?! Já estou zangada de novo!!!!
- Eu prefiro você zangada a triste...- Ele deixou escapar acidentalmente. Ao perceber o que tinha dito tacou a mão na boca como se isso fizesse o tempo voltar.
- O que você disse?
- Nada!!!! Eu não disse nada!!!! Saia de perto de mim!!! Não me bata!!!
- Você...Alan...É tão fofo!!!!!!!!!^^
Ela pulou em cima dele de novo, mas dessa vez não para batê-lo, ameaçá-lo ou torturá-lo e sim, para abraçá-lo com carinho. Ele tinha seus defeitos, mas era um bom garoto. E ela estava se acostumando com a presença dele em sua vida. Não queria apenas fazê-lo feliz...queria ser feliz com ele. E como resistir a uma frase tão adorável vinda de alguém tão birrento???? Era por esses pequenos momentos que ela nunca pensou em desistir dele.
Ele sentia ela se tornar a maior confusão de sua vida. A odiava, mas queria-a perto dele. Odiava sua presença, mas não suportava ficar sem ela. Que contradição terrível! E que garota complicada! Ele teria de se esforçar a valer para fazer a vida dela um inferno! Ela era uma adversária de valor, pois para sorrir por uma coisa tão besta ela devia ser mesmo resistente...ou doida.
- Matsuri...
- Sim, Alan?^^
- Seus peitos estão me esmagando... Eu não vejo problema nisso, mas...T.T
- AHHHHHH! Sua “Kodomo Hentai”!!!!!- Berrou ela vermelha e irritada.
O resultado não poderia ser outro.
- Me solte!!!! Tire-me daqui!!! Farei o que quiser!!! Me liberte!!! Tenha piedade!!!!
- Cale a boca. Agora vai começar a sessão mágica do “Senhor Pônei Colorido”.À propósito, como quer seu pimentão?
Continua....
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