Hime-sama
5 Capítulo 5
Notas iniciais
O dia amanheceu. E o príncipe acordou nos braços de sua princesa.
“ Não acredito que ela realmente me convenceu a isso...”- Pensou ele, emburrado. Geralmente não deixava mulher alguma tocar nele e agora isso! Tinha dormido com uma! E o pior, tinha dormido no sentido literal e o que geralmente pareceria uma cena de amor, estava parecendo o cenário de “Laços de Família”.
“ Ela só permite minha aproximação porque pensa que eu sou uma criança...”- Pensou ele levemente irritado enquanto decidia se a acordava ou se tacava canudos no seu nariz.
“ Nossa, eu não seria capaz de fazer algo tão insensato!...Palitos saem em poucos minutos, eu vou desenhar na cara dela!”- Foi a sua “madura” decisão. Assim que ele se levantou para procurar um pincel...
- Alan...Você já acordou???- Perguntou ela segurando no braço dele. Os olhos ainda estavam entreabertos pelo sono.
- Não, eu sou sonâmbulo.T.T
- Ah, tá...Eu também!
“ Han??????????”
- Posso ir agora????
- Tá, cuidado para não rolar escada abaixo e morrer...
- Certo...- Afirmou ele, assustado.
Enquanto procurava o pincel na estante ao lado da cabeceira da menina, ele acabou achando os ingressos para o parque. Dois pequenos papéis com imagens bonitas e coloridas. E o preço...
- CARACA!!! Quantos números!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dessa vez não teve jeito, o berro acordou Matsuri.
- O que foi isso!?!
- Matsuri, você é rica!?!
- Não, não sou! É por isso que irei me casar com você!^^
- Eu estava falando sério...T.T
- Mas é sério! Eu não sou! De onde tirou essa idéia!?!
- Esses números imensos são os preços dos ingressos, né???
- Sim, mas não precisa se preocupar. Aqui o dinheiro é diferente do comum. 1.300 ienes não valem quase nada, só para ter uma idéia!
- Ah, então aqui mesmo que você tenha muito dinheiro você é pobre!
- Er...É mais ou menos isso...T.T
- Que planeta triste!
- Concordo.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Enquanto ambos se preparavam para um dia alegre no parque, vários pensamentos rodavam em suas cabeças.
Matsuri nunca tinha ido ao parque com um menino, mesmo que fosse com um menino de oito anos seria legal! Romântico não, mas legal sim!
Ele nunca tinha saído com garota nenhuma e se odiava por deixar a “Garota Doida” ser a primeira. Porém aquilo era necessário para descobrir os pontos dela e derrotá-la.
Tudo aquilo foi pensado e analisado durante a preparação do café.
- Certo! O que você quer de café????^^
- Leite de cabra.
- Eu estava me referindo a algo possível!
- Ah, então eu quero waflles.
- Você está no Japão, moleque mimado!!!- Reclamou ela, quase o derrubando da cadeira. Quando ela começava a ficar zangada, o melhor era parar, ou ele poderia ter sua saúde seriamente prejudicada.
- Então vamos mudar o rumo da conversa! O que VOCÊ quer me dar de café???
- Panquecas!
- Eu aceito.
- Quer salgada ou doce????
- Dá pra escolher???? Que incrível!
- Não faça uma cara tão surpresa por coisas assim! Deixe-me adivinhar: Você quer uma salgada.
- Errou. Quero doce.T.T
- Ah, era a minha segunda opção!
- Suponho que sim já que só haviam duas opções.
- Humpf! Moleque chato!- Reclamou ela, ajeitando as panquecas e preparando o recheio.
É, nada havia mudado na convivência dos dois, nada mesmo...E aquilo era ótimo, não era?
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Isso é um sério problema.- Disse Gandalf com seriedade, na sala de reuniões da família real.- Se o príncipe Alan continuar rejeitando a princesa e ela continuar vendo-o como uma criança, o casamento nunca poderá ser consolidado.
- Oh, mas não é possível! Eles formam um casal tão lindo!- Exclamou a senhora Hino, estupefata.
- Com sua licença, senhora Hino, mas em meus anos de vida eu já vi vários casais que ficavam lindos a primeira vista, contudo, eram piores do que uma dupla de ogros na realidade.
- Minha filha não é uma ogra! Ela e Alan formam um belo casal, tenho certeza!
- Não duvido. No entanto, temos que admitir que o relacionamento dos dois não é como o de dois amantes...- Ele deu uma longa baforada em seu cachimbo, antes de dizer o resto-...Eles parecem mãe e filho!
— E isso é tão mal assim????- Perguntou o senhor rei de Aslía.
- Claro que é, senhor! Afinal, uma mãe e um filho não podem consolidar a relação e conseqüentemente...não podem ter herdeiros ao trono!
...
- QUÊ!?!!?!?!?!?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!?!??!?!?!??!?!?!?!?!?!?!??!?!
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ao chegarem no parque, Matsuri estava com um imenso sorriso pregado no rosto. Alan mal conseguia disfarçar o seu desgosto.
Ela pensava que teriam um dia bom e divertido. Ele pensava em como se matar em um parque de diversões, sem sentir muita dor.
O que ambos não sabiam ainda é que possuíam o mesmo objetivo comum: Evitar o casamento. Mas enquanto Matsuri tentava fazer isso cuidando de Alan, ele se esforçava para torturá-la pelo mesmo motivo.
- Não gostei desse parque. Ele é estranho e muito grande. Vamos pra casa.- Concluiu ele após uma breve olhada no parque.
- Nós demoramos vinte minutos para chegarmos aqui e um minuto para olharmos o parque!- Reclamou ela, com motivos.
- E daí? Foi o suficiente! Além disso, aqui você não tem uma vassoura para me bater!
- Eu tenho punhos!- Exclamou ela irritada e ameaçadora.- Ah, vamos logo! Será divertido!!!
- Você tem provas?
- Eu tenho punhos!
E assim, terminada essa excelente argumentação. Os dois foram à bilheteria, entregar os ingressos.
- Meu e dele!
— Oh, que meigo!
— Eu não acho papel colorido uma coisa tão meiga, mas...!
- Não, não! Eu acho meigo uma jovem mãe levando seu filho para passear!
” JOVEM FILHO!?!”- Pensaram os dois em um pensamento coletivo.
“ Ahhhhhhhh!!!! Eu pareço ter idade de quem tem um filho de oito anos????????”
“ Ahhhhhhhhh!!!! Isso está parecendo um passeio de mãe e filho!?! Isso tecnicamente deveria ser um encontro!!!”
A cara dos dois devia estar mesmo muito horrível porque a mulher da bilheteria tentou corrigir imediatamente o que havia dito.
- Er...Han! Me desculpem! Vocês são irmãos?????? É que...há uma áurea tão maternal na garota que...!
- Não se preocupe isso não foi nada!- Disse Matsuri com um sorriso amarelo. Ainda não havia se recuperado do “mãe” que significava “velha”.
- Pois é. Até porque nós não vamos perder tempo nos preocupando com uma velha insignificante como você! – Disse Alan com uma arrogância habitual e uma raiva não muito comum. Ainda não havia se recuperado do “filho” que significava “criança”.
A mulher, no entanto, não sabia o que se passava na cabeça dos dois. E ficou com uma cara entre o pasmo e o assustado.
Matsuri sentiu pena. A pobre mulher não tinha culpa dela parecer uma velha ou de Alan ser um idiota arrogante, logo, tomou as providências certas e o mandou pedir desculpas.
- QUÊ!?!
- Isso mesmo! Moleques malcriados devem pedir desculpas para serem perdoados!
- Você está brincando, não é? Realmente esperava me convencer a pedir desculpas usando essa rima tosca???? Tenha dó! Eu sou um príncipe! Nunca me rebaixarei a esse ponto!
Que moleque egocêntrico, era o que a mulher(que agora fingia um sorriso) estava pensando.
- Alan...Por favor!
- Não.
- Eu irei ficar triste...
- E daí?
- ...Tudo bem, esqueça então...Vamos para casa.
“ISSO!!!”
- Eu peço para o Ryuu-kun me trazer aqui, da próxima vez.
- DESCULPE-ME, SENHORA! NÂO FOI MINHA INTENÇÃO!!!! Pronto! Vamos ao parque!!!- Disse ele, agarrando na mão dela, só por garantia.
- Alan!?! O_O
Não que ele tivesse ciúmes da “Garota Doida” ou coisa assim, mas sua pequena mente infantil não suportava ser trocada por outro qualquer.
- Não é nada! Vamos para as xícaras!
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
E eles foram para as xícaras giratórias. E foram nos pôneis giratórios e nas girafas giratórias e nos camelos giratórias...
- Chega!!! Eu não agüento mais, Alan!!! Tecnicamente isto deveria estar sendo divertido!
- Mas está sendo! As coisas rodam sozinhas! É incrível!
Matsuri não podia negar que era lindo e contagiante o brilho que havia nos olhos do menino naquele momento, mas se continuasse girando daquele jeito ela iria vomitar.
- Existem outros tipos de brinquedos no parque!
— Eles giram sozinhos????
- Não, mas...!
- Então não me interessa!
— Alan-kun...SE EU VOMITAR NESSAS DROGAS GIRATÓRIAS VAI SER EM CIMA DA SUA CABEÇA!!!
Assustado com a reação da garota, ele concordou gentilmente em tentar ir em outra coisa. A primeira decisão foi a montanha-russa. Aquilo quase matou Alan. Depois que saíram, ele estava completamente branco, então sentou e ficou com a cabeça balançando entre os joelhos como um completo maluco.
- Eu não morri...Eu não morri...Eu não morri...
- Alan, você está bem????- Perguntou Matsuri com casualidade. Ela adorava alturas.
- Claro que não! Eu quase morri, sua louca!!!!!! Eu te odeio tanto por ter me levado naquele lugar!!! Odeio tanto!!!- Berrou Alan, realmente abatido. Ele descobriu da pior maneira que detestava alturas.
Ela ficou seriamente dividida entre a vontade de rir e a de consolar o menino que parecia a beira das lágrimas.
- Alan, me perdoe! Eu não sabia que você tinha medo de alturas! Eu estou realmente arrependida!
Quando a viu assim, algo mexeu com ele. Alan sabia que ele nunca seria capaz de se rebaixar tanto a ponto de pedir desculpas(tirando a rara exceção da mulher dos ingressos, mas isso foi por motivos de força maior) enquanto ela, sempre pedia desculpas, sempre.
-...Por que você sempre pede desculpas tão fácil?
- Hum?- “Que pergunta estranha...”, foi o que ela pensou, mas ainda assim, respondeu com sinceridade.- Porque quando eu sei que estou errada, faço tudo o possível para contornar a situação e corrigir meu erro!
- Isso eu entendo! Mas por que pedir desculpas!?!
- Para mostrar as pessoas que eu estou arrependida!- Ela concluiu, sorrindo.
- Por que mostrar as pessoas que você está arrependida???
“ Deus. Permita que ele não entre na fase do ‘por quê?’ enquanto estiver comigo...”
- Porque eu não gostaria de ver as pessoas que eu amo, magoadas ou decepcionadas comigo!
Ele corou.
- Han???? O que foi????- Perguntou ela estranhando a estranha reação física do menino.
- Você me pede desculpas, então...eu sou uma das suas pessoas amadas, não é?
Ela hesitou um pouco. Conhecia Alan há quase um mês, mas isso ainda é pouco tempo para se dizer que ama uma pessoa. Ainda que seja amor fraternal...No entanto, ela realmente apreciava os olhos brilhantes do menino, sua personalidade forte, seu gênio teimoso e adorável, ou o modo que ele ficava errado em certas situações...Ela se divertia com ele, adorava sua companhia. Queria protegê-lo e estar junto a ele.
- Sim, você é!- Ela afirmou,com o sorriso “derrete-geleiras”.
O resultado disso foi:
- Você me ama...
- Sim, eu amo você! Onde quer ir agora?????^^
- Você me ama...
- Alan-kun, é melhor se decidir rápido! O parque fecha em menos de uma hora!
- Você me ama...
- Se está tentando cantar a música do Barney, a próxima parte é “ We are happy family”!
- Tá, mas...você ainda me ama?
- NÃO!!!!!
Ele se irritou.
- Então eu não decido!
— Alan! Por favor!
— Tá certo...mas só porque você me ama!
- Er...Tá!
“ O que deu nesse garoto?????”
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Como qualquer menino normal, o lugar escolhido por Alan foi a “Casa do Terror”, um lugar apavorante, escuro e sombrio, onde Jason, Samara e Chupacabras se reuniam para jogar pôquer. Ele não fez essa escolha por mal, ele simplesmente adorava coisas assustadoras.
Enquanto andavam pelos corredores escuros, cheios de barulhos de gritos e bonecos macabros saltitando com uma faca “ensangüentada” como o bambi indo ao encontro de sua mãe, as reações foram variadas.
- Que coisa entediante...Se eu soubesse que era a “Casa do Riso” não teria vindo...T.T
- Er...Já que é assim, podemos sair daqui? Por favor????
- Matsuri, que careta estranha é essa?
- E-Estranha??? Não seja bobo! Estranha é a sua cara!
- Que plebéia mais insolente! Eu irei...!
- AHHHHHHHHHHH!
- Que grito foi esse!?!
- É que...Eu pensei ter visto algo passando bem rápido por ali, então...!
- Provavelmente deve ter sido outro daqueles bonecos idiotas e...Espere um pouco. Matsuri, você está com medo?
- Eu???? Medo???? Imagina! Eu não sou uma criancinha, Alan!
“ Han? Então o que seria? Ah! Será que ela está assim por estar sozinha nesse canto estranho comigo???? Afinal, eu sou o amado dela! Eu nem sei porque estou tão surpreso, afinal, quem não se apaixonaria por mim com meu incrível carisma, beleza e inteligência?????”
A interessantíssima linha de raciocínio de Alan foi quebrada por um grito na calada da noite e...esperem um pouco! Era quatro da tarde!!!
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!
- Han???? Quê???? Onde????? O que fo...!?!
Antes de acabar, ele sentiu seu braço ser agarrado por alguma coisa.
- ...G-Garota Doida!?!
- Eu estou com muito, muito medo, tá bom?????? Eu morro de medo do escuro!!!!- Ela confessou abraçando seu braço com ainda mais força, lágrimas pareciam brotar de seus olhos.
Alan não conseguiu evitar. Ficou vermelho, inteiramente vermelho. Que ódio! Aquela “Garota Doida” sempre provocava reações estranhas em seu corpo!
- E-ei...
- Portanto...TIRE-ME DAQUI OU EU TE MATO COM AQUELE FACÃO E FAÇO LÚCIFER BRINCAR COM A SUA ALMA!!!!
Agora, Alan não estava mais corado. Estava apavorado. Ainda que não soubesse quem era o tal de “Lúcifer” se ele fosse pior do que Matsuri, o príncipe estaria em maus-lençóis.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Saindo da “Casa do Terror” que Matsuri preferiu chamar de “Casa do Pesadelo”, ambos estavam completamente apavorados por motivos diferentes. Ela sentou no portão e ficou respirando por algum tempo. Estava completamente pálida.
- Se levante plebéia! Ainda dá tempo de ir a um último brinquedo!
- Eu estou me recuperando!!!!!- Brigou ela, quase chorando.
- Nossa. Ficar desse jeito por uma coisinha daquelas...Acho que já vimos quem é a criança por aqui...- Disse ele com sua típica arrogância.
De repente, as chamas da vingança que até então só tinham surgido em Elektra, no Justiceiro e no Vingador, é óbvio, se acenderam em Matsuri.
- Eu sei onde podemos brincar...
- Mesmo??? Onde????
- Na roda-gigante!
— Ela é larga????
- Não! Ela é alta! Muito alta!- Adicionou Matsuri com um sorriso tão prazeroso que parecia maquiavélico.
- É, você não me ama mais...T.T
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Os dois sentaram na “Roda-Gigante”. Ela girava, não que isso torne a história mais romântica, mas seria fisicamente impossível que ela fizesse qualquer outro tipo de movimento. O garoto estava apertado em seu cinto de segurança, se encolhendo como se estivesse vendo um tiranossauro vindo em sua direção. Ela já, parecia bastante satisfeita e até cantarolava alguma canção bobinha que rimava “ama” com “banana”.
- Como pode estar tão feliz!?! Esse lugar é horrível! Estou passando mal e estou com medo!!!
- Nossa. Ficar desse jeito por uma coisinha dessas...Acho que já vimos quem é a criança, por aqui...- Disse ela com o sorriso que Stalin deu aos exércitos alemães.
- Você...é estranha!
— Han????
- Que tipo de garota leva o cara que ela ama para um lugar que o apavora!?!
- Mas...Alan...você não é um cara.
Reticências. E alguém tocando violino ao fundo. Provavelmente um bêbado que não tinha nada melhor pra fazer.
- Eu sou o quê, então!?!- Perguntou ele em chamas.
- Um garotinho!
- Ahhhhhhh! Eu não sou uma criança!!!!!!!!!!!!!!
- Claro que é! Você só tem oito anos!
- Eu não tenho oito anos!!!!!
- Quer dizer que...você ainda vai completar oito!?!
“ Ahhhh! Eu não acredito que bati em um menino com menos de oito anos!!! I-Isso dá cadeia, não dá??? Bem, bater em qualquer pessoa dá cadeia, mas nesse caso, a coisa torna-se ainda pior!!!”
“ Ahhhhh! Essa idiota ainda pensa que eu tenho oito anos!?! Como ela pode pensar isso!?! Eu sou uma pessoa completamente madura e intelectualmente desenvolvida...!”
- Quando voltarmos para casa, eu comprarei o boneco do Ranger Vermelho pra você!(Para compensar o fato de ter espancado um menino de menos de oito anos)^^
- Ah! Mesmo???? Eu quero! Eu quero!*_*
Ela sorriu.
Ele percebeu o que tinha dito e ficou vermelho.
- Er...quero dizer...seria melhor um bom conhaque e umas gravatas...¬¬- Disse ele contrariado, com o rosto levemente queimado.
Que constrangedor. Era por isso que ela o achava uma criança. Apaixonada! Há! Essa é boa! Ela o via como seu querido pentelhinho!
“ Ahhhh! Que saco!!!!!”- Esse era o pensamento do vulgar do príncipe herdeiro.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ao saírem da Roda-Gigante ele estava com ódio de Matsuri.
Matsuri que o achava uma criança.
Matsuri que era um doce...1% do tempo. No resto, ela o torturava.
Matsuri que o forçou a ir no terrível objeto de terror giratório, também conhecido como Roda-Gigante.
Matsuri que era...Matsuri!
Mesmo com esse pesar, ele teve uma idéia. O amor era sempre o maior caminho para o estresse, mas também tinha suas compensações. A solução para aquele casamento era o amor. Portanto, ele faria o tal de Ryuu se apaixonar pela Matsuri...querendo ou não!
“ Assim os dois viverão felizes para sempre e a maluca desmanchará o casamento comigo! É brilhante! Brilhante! Hauhauhauhauahuahu!”
- Alan, por que você está erguendo os braços para o céu, enquanto ri???? Está me constrangendo...T.T
- Ah, deixe-me em paz! Você é muito chata!
- Se continuar reclamando não terá o boneco...
- Humpf! Eu não ligo!
-...nem a sobremesa!
- Droga!¬¬
- Ótimo! Agora, seja um bom garoto!
- Qual é a sobremesa????
- Torta de abóbora!
- Droga! Por que sempre é abóbora??? Você é uma bruxa, por acaso????¬¬
- Talvez...
- HAN!?!
- Nossa! Que “adulto” ingênuo você é Alan! Vamos logo pra casa, certo???- Disse ela rindo da inocência e da cara de susto do menino.
- Menina chata...- Ele resmungou. Onde estaria o tal de Ryuu!?!
Bem atrás deles, em uma moita, os espionando.
“ A Hino-san realmente está cuidando do seu priminho...No entanto, com esse jeito maternal...ela está parecendo uma verdadeira mulher! Por que eu passei esse tempo todo saindo com garotinhas...quando havia uma bela mulher a minha frente???? Eu sei que somos apenas amigos, mas se ela é tão incrível assim...por que não tentar conquistá-la????”
Continua...
Notas finais
Beijos!
Fale com o autor