Himawari

1 Capítulo 1


Eles eram gêmeos, grandes olhos azuis, cabelos loiros, delicados tanto quanto um animal bem pequeno ou talvez uma planta e tinham um belo sorriso estampado no rosto, ambos carregavam uma felicidade intensa que iluminava toda e qualquer pessoa que convivesse ou estivesse perto de tais seres.

Moravam em uma velha casa branca, toda iluminada, com janelas de vidros enormes, Tinham tambem um piano, o qual tinha uma sala só pra ele, ficava completamente iluminado, pois uma das paredes da sala do piano era completamente de vidro, esse lugar era muito frequentado pelos gemeos, o garoto tocava e a garota cantava, eram ótimos enquanto dupla.

Fora da residência, mas ainda nos territórios da família, havia um jardim, que envolvia toda a casa num verde lindo tomado por pequenos e grandes pontos amarelos, esses eram girasóis. Todos eles representavam os gemeos. Assim como os irmãos, os girassóis eram desnumbrantes, alegres, cheios de vida e acima de tudo iluminavam o hambiente em que se encontrava. Alem dos irmãos, naquela casa também havia o pai, a mãe e uma babá, que alem de cuidar das crianças cordenava os outros empregados dentro da casa.

Os pais não eram tão frequentes na casa e as crianças eram praticamente criados pela empregada, esta por sua vez tinha as crianças muito bem e as criavam da melhor forma possível, tanto os estudos, a educação, postura e etc eles treinavam em casa. Iam ao colégio apenas pela necessidade de se formar, mas eram bem inteligente para seu tamanho.

No colégio os gemeos viviam juntos, sempre ajudavam seus colegas, e estes gostavam muito deles, mas também havia quem não gostasse. Algumas pessoas invejosas cercavam os gêmeos, não gostavam deles serem menores e mesmo assim mais inteligentes, os gêmeos tinham 8 anos, mas estavam numa série avançada.

Em um certo dia ensolarado, os gêmeos brincavam reluzentes no jardim de sua casa. Pareciam brilhar mais que o sol, com todos aqueles dentes amostra, gotas de água brincando soltas pelo ar enquanto eles corriam por todo o jardim soltando risadas sinfonicas e alegres. Agoavam todos aqueles girassóis.

Até que correndo o garoto acaba por cair em um poço que havia alí, o poço estava com a paredinha que o cercava quebrada isso fez com que esse terrível incidente tenha ocorrido, como estava com a mangueira na mão o garoto acabou por levá-la pro poço, sua irmã correu atrás do irmão, mas ao chegar no poço escorregou na terra úmida e acabou seguindo o mesmo rumo do irmão.

Mas os nossos gêmeos reluzentes não estavam mortos, seguraram na mangueira que não parava de se mexer devido a velocidade que a mesma jorrava a água, os gêmeos então cairam, mas por ser uma pequena distância da parte da mangueira que estavam até o chão só tiveram pequenos arranhões.

Por serem criaturas tão delicadas ainda ficaram um tempo especionando um ao outro, vendo se havia machucado maiores, mas estavam bem, os dois. Olharam em volta, a única luz quehavia naquele poço era a do sol, e esta não ajudava muito já que o poço era profundo.

A água começava a subir, Koto, o garoto, começou a estremecer, a medida que o sol se ia, o frio tomava conta do ambiente, e quando menos esperavam a água já estava pouco abaixo do joelho deles.

Hikari abraçou o irmão que tremia muito, pareciam dois pequenos pássaros encolhidos e trêmulos, abandonados no ninho. Juntos os irmãos Himawari se aqueciam, mas a água continuava subindo.

Hikari largou o irmão e começou a procurar uma saída, tentou subir pelas paredes, mas estavam muito escorregadiças, mas houve um ponto positivo, na queda que a pequena tomou tentando subir na parede, acabou encontrando uma espécie de alçapão.

- Venha Koto, talvez encontramos a saída – chamou a garota e começaram a puxar o tal alçapão, mas a água fazia uma grande pressão sobre o mesmo.

Em fim conseguiram quando a água já estava na cintura deles, abriram o tal alçapão, mas como consequencia foram sugados pelo mesmo, junto com toda a água do poço quase como se fossem dados descarga.

Desceram rodando junto com a água, como se estivessem dentro de um vortex até caírem em gramas muito verdes e terra muito macia.

Koto amorteceu a queda da irmã que curiosa e encharcada levantou e começou a inspecionar o lugar, Koto logo seguiu a irmã.

O lugar era imenso, haviam cogumelos gigantes e flores pequeninas, mas a maior parte deste pequeno pedaço de terra era composto por grama rasteira.

Os pequenos gêmeos encantados com o tal mundo recém descoberto começam a investigar cada vez mais, perceberam que os cogulemos eram fofos, outros muito duros, também perceberam uma arvore e viram que saíram de um tubo verde o qual apenas ia pra cima, mas se o ‘cima’ era o céu... como poderiam ter vindo de tal objeto?

Havia muitas perguntas se formando nas pequeninas cabeças, mas os nossos pequenos exploradores apenas queriam se divertir e assim o fizeram, até cansarem e ver que aquele mundo, antes tão divertido, tinha perdido a graça.

Sentaram-se ambos em um cogumelo.

- Hikari, quero a Dinda. – Disse Koto referindo-se a sua governanta.

- Estou com fome Koto. – Hikari falou.

- O que faremos agora? Como sairemos daqui? – Koto estava preocupado.

- Não tem ninguem aqui? – Hikari gritou com seus olhos azuis marejados.

Estas pequenas criaturas são delicadas, sempre criados no aconxego do lar, nunca se arriscaram em esportes ou algo do tipo. Sempre com livros, aulas de canto e de postura o único tempo que eles tinham só pra eles era a hora de agoar os tão amados girassóis.

Um silêncio insuportável tomou conta do lugar, os gêmeos estavam só. Sem serventes, governantas, mordomos e sem seu lar. Mas havia alguem em tal lugar que poderia ajudar.

Uma núvem de purpurina trouxe um leve pano até os gêmeos, o pano era de um tecido muito leve e preto, pousou no chão como faria uma pluma e do pano emergiu-se uma criatura curiosa. Era uma mulher, a mesma tinha olhos vermelhos encantadores, uma paz imensa estampada no rosto e cabelos negros amarrador em um coque, também tinha uma cartola posta lateralmente na cabeça com um tecido quase transparente saindo deste, suas vestes era um vestido de época e a criatura apenas sorriu.

Os gêmeos pularam de susto, Koto chegou a cair do cogumelo.

- Saudações crianças. – Falou a mulher com uma voz incrivelmente doce e um sorriso perfeito no rosto.

Koto tratou de se levantar do chão e agarrar o braço da irmã.

- O que está fazendo Koto? – perguntou Hikari – sejamos educados. Venha... vamos cumprimentar a senhorita. – completou ela.

Koto deu um passo a frente, estendeu a mão meio sem jeito e sorriu timidamente.

- Prazer... Himawari Koto. – Falou ele corado.

- Igualmente... – a criatura pegou levemente na mão do frágil garoto.

- E eu me chamo Himawari Hikari – Disse Hikari cheia de energia estendendo a mão pra moça.

- Prazer... – ela falou pegando na mão garota tão leve quanto pegou na do seu irmão. – Me chamo Amano Nana – ela falou sorrindo levemente entortando um pouco seu rosto para a direita.

Notas finais
Aaaaah! viu viu! ta começando a ficar interessante! *-*
Oras, quem falou isso? '-'
fui hackiada U.u //mentira
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.