Hikari E

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Notas iniciais
OI OI OI! Nota inicial animada por um motivo: aniversário de One Piece!!! Para quem não sabe, hoje (dia 04/08/2014) One Piece está completando 17 anos ♥ e todo aniversário eu penso em escrever uma história, algo para comemorar essa data tão especial. Ano passado eu escrevi, mas estava viajando e acabei nem postando na data certa (e quando fui passar pro pc depois, descobri que tinha perdido toda a história, olha não é fácil isso...). MAS esse ano dei meu jeitinho e vim correndo escrever uma fic pra comemorar ♥ ficou um pouco diferente daquelas que costumo escrever, mas curti o resultado final. Espero que vocês também gostem, não vou ficar enrolando mais, boa leitura :D

Foram muitas aventuras vividas, foram mais de dois anos juntos, brincando, treinando e passando pelos mais absurdos momentos e aventuras juntos. Anos para chegar até aquele momento.

Eles estavam lá. Em Laftel. A parada final em busca do grande sonho do capitão dos Chapéus de Palha.

Apesar de terem finalmente chegado à ilha, não havia sido fácil encontra-la. E não estava sendo fácil até mesmo quando finalmente pisaram em terra firme.

O problema? Inimigos, é claro.

E desta vez o Governo Mundial estava em peso atrás deles. Eram piratas, e com o passar do tempo (e dos crimes que iam cometendo aos olhos do governo), eles se tornaram agora o bando de piratas mais procurados de todo o Novo Mundo. Luffy achava isso tudo sensacional, ele nunca se abalara com nada. Até mesmo Zoro e Sanji encaravam aquilo como uma grande honra, eram reconhecidos, eram temidos. E apesar dos outros não terem tanta certeza se aquilo era algo bom ou ruim, era tarde demais para poder fazer qualquer coisa para desfazer os danos causados.

Assim que entraram em Laftel, foram todos cercados. Mas claro que isso não foi o suficiente para deter por completo os poderosos piratas do Chapéu de Palha. Eles lutaram bravamente e aos poucos foram ganhando suas lutas, embora com muito esforço. Eram oponentes fortes, afinal.

Os únicos que continuavam a lutar, por fim, eram Luffy e Zoro, cada qual com um inimigo perigoso.

Luffy estava exausto, ele mesmo tinha que admitir isto. O moreninho sabia que mais cedo ou mais tarde teria de enfrentar Barba Negra, mas não esperava que fosse logo ali. Mas ele estava determinado e mais sério do que nunca esteve antes. Aquele homem com quem lutava também queria o tesouro do Rei dos Piratas, e isso Luffy não abriria mão de forma alguma. Ele estava tão perto de conquistar seu grande sonho, não admitiria perder agora. Não iria perder.

Enquanto isso era possível distinguir ao longe o som do tilintar das espadas. Construções eram destruídas, crateras iam se formando ao redor de ambos os espadachins que lutavam incansavelmente. O poder de ambos era algo simplesmente inacreditável. Todos os Chapéus de Palha sabiam que Zoro ficara incrivelmente forte depois de tantos anos treinando, não era surpresa vê-lo lutando de igual para igual em uma batalha contra seu grande oponente, Mihawk. Zoro esperou por isso desde que era pequeno, e assim como Luffy, estava determinado. Ele também não iria perder.

Chopper queria muito ver as duas grandes batalhas que aconteciam, mas tinha que voltar sua concentração para o tratamento de seus amigos. Sanji havia ganhado uma difícil disputa, mas ficara esgotado, tudo aquilo fora demais para seu corpo, e agora o pequeno médico, sempre muito cuidadoso, fazia o possível para seu amigo melhorar. Ao lado dele também estavam os outros membros do bando, todos com algumas faixas ao redor do corpo, cobrindo feridas ocasionadas pela chegada do Governo Mundial e do bando de Barba Negra. A atenção deles, ao contrário de Chopper, estava voltada para Luffy e Zoro ao longe.

— Como estão as lutas? — A pequena rena perguntou apreensiva, enquanto enfaixava a perna de Sanji.

— Está... difícil. — Nami suspirou, claramente preocupada.

— Acha que eles vão conseguir?

— Não seja idiota, Usopp. — Sanji exclamou, deitado. Ele também não estava vendo as lutas, mas não precisava. Sabia qual seria o resultado. — É claro que eles vão ganhar.

E como o cozinheiro havia dito, depois do que pareceram horas, as lutas chegaram ao fim. Primeiro a de Zoro. O espadachim foi ao chão, exaurido, mas com um sorriso enorme em sua face. À sua frente, Mihawk se encontrava no chão, completamente inconsciente. A batalha estava ganha. Ele finalmente conquistara a posição de melhor espadachim do mundo. Zoro nunca havia se sentido tão feliz assim antes.

“Eu consegui, Kuina. Eu cumpri a nossa promessa... e me tornei o espadachim mais forte que este mundo já viu”.

Chopper foi correndo ao amigo, com seu kit de primeiros socorros em punho, preparado para lhe dar toda a assistência necessária. A batalha havia sido vencida, mas os ferimentos também foram graves. Chopper sempre chamava Zoro de monstro por conseguir sobreviver a todos aqueles sérios machucados.

— E Luffy? — Ele perguntou para o médico assim que este chegou ao seu lado.

— Ainda está lutando. — Foi Robin quem respondeu. Zoro ergueu a cabeça para fitar a mulher. Ela estava de pé, sorrindo para o espadachim.

— Parabéns, Kenshin-san. — A morena brincou utilizando o antigo apelido de seu amigo.

Zoro não respondeu, fechando os olhos e sorrindo de leve, sentindo uma paz invadir seu ser. Agora só seria questão de tempo até que seu capitão derrotasse Barba Negra. Zoro sabia que sua vitória não significaria nada caso Luffy perdesse, mas assim como Sanji, ele também tinha clara confiança no moreninho. Ele venceria, custe o que custar.

A vitória de Luffy aconteceu algum tempo depois. E a reação do Chapéu de Palha fora bastante cômica, fazendo jus a sua personalidade feliz e extravagante. Assim que Barba Negra finalmente se rendeu a um ataque enorme e brutal de Luffy, caindo desta vez sem consciência no chão, o moreninho ficou alguns segundos em completo silêncio, talvez com medo de que o oponente fosse se levantar como várias vezes antes durante a luta, mas desta vez isso não aconteceu.

— Ahn? Eu venci? — Ele perguntou em um tom de inocência que fez todos os seus companheiros ficarem sem reação. Tomando em fim consciência do que acabara de acontecer, Luffy foi tomado por uma expressão de surpresa, seus olhos arregalados. Não demorou muito para ele começar a gritar e pular. — Eu venci! Eu venci! Eu-

Sua voz diminuiu e seu corpo perdeu o restante de força que tinha para mantê-lo de pé. Ele caiu ao chão, sendo logo amparado por Chopper. Todos os seus amigos rapidamente ficaram ao seu redor.

— Estou cansado. — Luffy disse, deixando a língua para fora da boca. Ele se virou o suficiente para conseguir fitar Sanji, e com um olhar suplicante, fez aquele pedido que o cozinheiro conhecia bem: — Saaaanji, carne!

É claro que Luffy não esperou estar curado o suficiente para tomar posse de seu tão sonhado tesouro. Seu. Não mais de Gol D. Roger, agora era inteiramente seu, fazendo-o se tornar o que sempre almejou: o Rei dos Piratas.

Sempre o chamaram de maluco antes quando dizia que perseguia este sonho de encontrar o tesouro, que até então não se passava de mera lenda... Luffy nunca se importou com os comentários tolos, com as tentativas de fazê-lo esquecer de seu sonho, ele seguiu em frente e provou que todos estavam errados. O One Piece era real, ele havia mostrado isto ao mundo, havia mostrado que todas as suas lutas não foram em vão.

No fim todos haviam conquistados seus objetivos. Sanji encontrara o All Blue, que para sua surpresa, era bem em Laftel. Ele devia ter desconfiado, fazia todo o sentido, afinal.

Já Nami havia desenhado mapas do mundo todo. Seu trabalho talvez fosse um dos mais complicados, mas ao longo de toda aquela aventura com seus amigos, eles visitaram as mais diversas ilhas, os mais diversos lugares, e a navegadora desenhou tudo. Nami até mesmo desenhara o mapa de Ohara, era uma homenagem a Robin, e com a ajuda da amiga ela conseguiu o máximo de dados o possível sobre a antiga Ohara, tornando possível criar um mapa para ela, mesmo que o local já não existisse mais.

Enquanto a Robin, desde o começo da aventura com os Chapéus de Palha, a arqueóloga fora aos poucos descobrindo os segredos do passado, encontrando cada vez mais e mais poneglyphs ao redor do mundo. E juntando todas as peças, ela havia descoberto todos os mistérios envolvendo a História Perdida. O demônio de Ohara nunca havia pensado que aquilo um dia fosse possível, mas finalmente conseguira. O último poneglyph estava em Laftel e completava tudo o que faltava da história que ela já havia decifrado antes. Aquele desejo que Robin havia concretizado não era só por ela, era por todos os grandes arqueólogos de Ohara. No fundo, sentia que devia isto a eles também.

Chopper, infelizmente, não encontrava a cura para casos perdidos. Ele lamentou um pouco o fato, deixando Zoro bem irritado (embora o pequeno médico não entendesse por que tanta irritação, só estava querendo ajudar!). Ele estava triste, afinal seu grande sonho era poder curar todas as doenças do mundo, como então poderia seguir em frente se não havia encontrado a cura para o problema do amigo? Foi justamente Robin quem o ajudou, mostrando que a cura para que Zoro não se perdesse mais era simples: bastava somente estar sempre ao lado de seus companheiros. Assim, ele nunca ficaria sozinho e nunca se perderia. A pequena rena nunca se sentiu tão feliz antes e se sentiu eternamente agradecido a amiga por ter lhe ajudado com aquele caso tão difícil. Agora sim poderia dizer que havia se tornado o melhor médico do mundo, havia conseguido encontrar cura para todas as doenças! É claro que seu trabalho não estava encerrado, sempre haveria novas doenças e novos perigos, mas Chopper não se importava, estava preparado para ajudar sempre que fosse possível.

Franky se tornara o carpinteiro mais procurado por todos que queriam um bom barco para velejar. Ele havia mostrado que sua habilidade como construtor de navio não era fraca, havia provado ao mundo que era capaz de construir navios que pudessem ir a qualquer mar. O Thousand Sunny sempre seria seu maior orgulho, entrara no mar mais perigoso que existia, o Novo Mundo, chegara até a última ilha e voltara intacto. O ciborgue de fato tinha conquistado seu sonho de construir um navio forte e potente capaz de ir aonde quer que fosse. E assim como o Thousand Sunny, a fama de Franky como o melhor carpinteiro correu por todos os mares.

O sonho de Brook talvez fosse o mais singelo e menos ambicioso de todos. Não era grande e difícil, mas era algo que ele simplesmente tinha que fazer. Já fazia anos desde que prometera a sua amiga, a baleia Laboon, que voltaria a encontrá-la. Abandoná-la fora a coisa mais difícil que havia feito, e mesmo depois da morte, não se esquecera de sua promessa com Laboon. Juntamente com os Chapéus de Palha, Brook voltara aos Cabos Gêmeos no início da Grand Line e finalmente teve um reencontro emocionante com sua velha amiga. Com lágrimas nos olhos (se ele tivesse olhos para ter lágrimas) e ao som de Binks no Sakê de seu violão, Brook prometera que jamais deixaria Laboon novamente.

Já o sonho de Usopp talvez tivesse sido o primeiro a se concretizar, embora nosso querido atirador só tivesse se dado conta disso bem depois. Ele sempre falava em se tornar um bravo guerreiro do mar. Mas o que Usopp não sabia é que bem antes até mesmo de entrarem no Novo Mundo, ele já era um bravo guerreiro do mar. Ele havia ido até mesmo à ilha do céu, tinha enfrentado vários inimigos durante toda a sua aventura com os Chapéus de Palha. E apesar do medo, sua lealdade sempre fora maior, mostrando determinação em ajudar sempre que precisavam. É como dizem: não é errado sentir medo, é errado ser derrotado por ele. E disso Usopp poderia se orgulhar. Desde muito tempo ele havia provado seu valor, havia provado que era forte e leal, havia provado que era sim um bravo guerreiro do mar.

Luffy conseguiu se tornar o Rei dos Piratas, como sempre desejou, mas apesar disso, de uma coisa ele tinha certeza: jamais teria chegado até onde chegou sem a ajuda de seus amigos. Portanto, ele só era eternamente grato por tudo o que passaram juntos. Luffy poderia ter ajudado à todos eles em momentos difíceis, havia salvado a vida de muitos de seus amigos, mas a verdade é que os piratas também o ajudaram, o impulsionaram a seguir em frente, cada um fazendo a sua parte, todos sempre ao seu lado.

Para Luffy, não adiantaria nada ter conseguido conquistar aquele importante título de Rei dos Piratas se não tivesse amigos com quem compartilhar sua felicidade, amigos que sempre estiveram com ele em todos os momentos.

O Rei dos Piratas não seria nada sem seu fiel bando.

Aquele poderia soar como se fosse um fim, com todos os objetivos conquistados, todas as ambições alcançadas. Mas era apenas o fim de uma Era, agora iniciaria um novo começo, era hora de seguir em frente e aproveitar as novas oportunidades que surgiriam no decorrer da vida.

Mas e quanto às aventuras? Ah, essas sim nunca teriam um fim.

Notas finais
Eu não quis entrar em muitos detalhes sobre como é Laftel, porque ainda não temos nenhuma informação sobre isso. Achei melhor nem inventar muito. E também evitei falar sobre o tesouro, porque sério, eu não faço a mínima ideia do que pode ser! hauahauhaua Foi ótimo ter conhecido One Piece, sou eternamente grata à essa obra, ela é uma verdadeira lição de vida, mostrando valores de amizade, lealdade e tantas outras coisas que se for enumerar aqui essa nota vai ficar maior do que já está XD através de OP conquistei muitas amizades extremamente especiais e acho que nunca me emocionei tanto com uma série antes. Qual é, você chora até por um navio!!! HUAHAUAHAU Espero que tenham gostado, aguardo o feedback de vocês nos comentários hein? Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!