Higure Kaminari

23 O Treinamento


Notas iniciais
Aqui o capítulo meus amores. Ai me perdoem mesmo, meu Deus! 20 dias sem postar, me perdoem. Espero que esse capítulo os faça me amar de novo hihi Estou apenas esperando minha notas das provas agora, então ainda essa semana eu posto o próximo s2s2s2s2s2s2s2s2s2

Quase um mês se passou depois dos ataques. Eu era a nova instrutora e as coisas começaram um pouco... Digamos que difíceis. As pessoas não são tão boas em lidar com o diferente e ao descobrirem quem eu era ou o que eu era, ficaram apreensivas. Estávamos no campo de treinamento. Temari e Kankuro ao meu lado. Pedi a eles que pusessem um tronco próximo de nós. Sua altura era mediana e era perfeito para o que eu faria, já que Temari disse para eu não ser mole demais com eles.

Dei alguns passos a frente e os encarei. Gaara disse para deixá-los fortes. Dei um meio sorriso.

– Eu sou Higure Kaminari. Muitos aqui me conhecem como Yuki. Sou sua nova instrutora. Todos já sabem dos ataques à vila e é por isso que eu estou aqui. Então!

Comecei com os treinos. Eles lutavam em duplas, um contra os outros. Eu analisava seus movimentos e de vez em quando me aproximava, dizendo o que estavam fazendo de errado. “Levante mais a perna, não force tanto o braço.”. Um deles me encarava com raiva e com ele se seguiram mais três a me encararem. Parei a sua frente.

– Nani? – Perguntei imponente.

– Por que está ensinando o que já sabemos?

– Estou ensinando o correto para seus golpes serem precisos e perfeitos para que o oponente não tenha chance nem de revidar. – Disse de forma direta.

– Nós já sabemos disso. – Ele franziu a testa.

Temari e Kankuro se entreolharam. Eu já era meio estressada quando era só Yuki, agora então...

– Ah é? – Cantarolei – Parem de lutar! – Gritei para os outros.

Fui até o tronco e parei ao seu lado. O que reclamava se aproximou com os seus seguidores e me encarou, esperando pelo o que eu faria.

– Sabem para que o tronco está aqui? – Disse os fitando fixamente.

Eles não responderam.

– Soka. – Dei um meio sorriso – O tronco é você, digamos assim. – Disse me aproximando.

– Nani?

– Ah, não entendeu? – Perguntei debochadamente – Então veja a razão de vocês ainda não estarem fortes o suficiente.

Olhei para o tronco enquanto minhas mãos viravam patas e eu colocava minhas garras para fora. Corri em direção ao tronco, abri os braços e comecei a girar rápido. Atingi o tronco, arrancando um grande pedaço de madeira do topo e do meio dele. Parei ao lado. O que reclamou me olhou surpreso e assustado.

Apontei para o meio do tronco.

– Aqui é o seu tórax. Podemos arrancar uma considerável parte dele e deixá-los sangrar até morrer. Sem a chance de receberem ajuda a tempo. Aqui – Apontei para o topo – é o seu rosto. Podemos arrancar metade dele deixando uma chance menor ainda de serem ajudados, ou seja, zero. Morrerão na hora. Sangrando e com bastante dor. – Olhei para o garoto, que era ligeiramente mais velho que eu – Você.

– Hum. – Ele engoliu a seco.

– Seu nome.

– Hamuro Kale.

– Hamuro Kale, agora entendeu minha finalidade aqui? – Cruzei os braços e o encarei.

– Hai, hum...

– Me chame de Yuki. Voltem a treinar! – Gritei para todos.

Eles voltaram, agora quietos e obedientes, seguindo minha ordens sem contestar mesmo eu dizendo a razão de alguns movimentos estarem errados. “Se não levantar mais a perna, o Ookami ningen pode feri-la na hora e derrubá-lo, dando a chance de ele te atacar arrancando um de seus braços.”, por exemplo, os convencia bem.

Eu os via lutar. Temari e Kankuro me fitaram.

– Acho que nem precisava eu avisar, ne? – Ela riu.

Sorri e a olhei.

– Nani?

– Você foi bem direta. – Kankuro disse.

– Não acho. – Ri – Meu pai nos treinava três vezes pior.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

– Mas vocês não eram crianças?

– Hai. – Cantarolei – Mas nós cuidaríamos da vila depois dele, então...

Eles se entreolharam. Meu pai não era horrível com a gente, ele só nos queria fortes e habilidosos para que cuidássemos de nós mesmo e da aldeia. O treino se seguiu e tudo ocorreu bem no primeiro dia, para o meu alivio. Mas agora eu queria também saber como meu irmão estava se saindo com meu pai.

...

O primeiro mês se passou e Gaara havia me chamado em sua sala. Fui até lá e bati na porta.

– Pode entrar.

Abri a porta e ele me viu, abrindo um leve sorriso. A fechei, me aproximando.

– Hai.

– Kankuro me disse que os treinos estão indo bem.

– Hum, hai. – Corei – Eles estão indo bem, acho que já no próximo mês já podem me enfrentar. Mas se pelo menos meu irmão estivesse aqui, seria mais rápido. – Dei um sorriso leve.

– Soka. – Ele sorriu – Então vai gostar disso.

Gaara pegou um papel de sua mesa e me entregou. Comecei a ler e a abrir um sorriso.

– Sério...? – Sorria sem parar.

– Hai. – Ele sorriu.

Dei um sorriso largo. O clã viria para Sunagakure! Gaara estava entrando em contato com meu pai no último mês e ele informava sobre os passos de Izukare. Como o clã não conseguia parar em apenas um lugar e treinar como nós, Gaara ofereceu abrigo a eles. Fiquei tão feliz!

Fui até ele e o abracei.

...

Uma semana e alguns dias depois corri para a entrada da vila. Gaara e os outros já estavam lá. Aos poucos todos entraram. Procurava pelo meu pai e Kyrira. Gaara fez um aceno com a cabeça e eu os vi. Corri em direção a eles e abracei Kyria, nos fazendo cair no chão. Comecei a rir, todos nos olhavam.

– Argh, baka! – Ele exclamou, mas acabou rindo.

– Kaminari-chan!

Olhei para o lado e vi uma menina da minha idade.

– Hanako! – Levantei e corri, abraçando-a.

Hanako era minha amiga quando éramos pequenas. Ela cresceu tanto! Tinha minha altura, o cabelo era longo e azul de tão preto. Do nada ela começou a chorar.

– Nani? – Sorria ainda abraçando-a.

– Pensei que tivesse morrido... – Ela fungava.

Eu ri, tentando melhorar as coisas e olhei pra ela.

– Eu estou aqui! Daijoubu!

Ela sorriu e enxugou as lágrimas.

Todos vieram me ver, falar comigo. Era tanta gente. Fiquei tão feliz por todos estarem bem! Vários jounins os levaram para se instalarem e à tarde alguns foram treinar. Meu pai estava presente, assim como Kyrira. Eu conversava com o trio, Gaara quis treinar junto.

– Hum? – Temari olhou em uma direção.

– Nani?

Olhei para trás e vi Kyrira conversando com Turi. Diga-se de passagem, ela estava bem bonita. O cabelo longo e roxo ainda era preso da mesma forma: rabo de cavalo e uma presilha para prender a franja. Ela estava mais alta, a cintura fina e o peito grande. Arregalei os olhos, meu irmão era do tipo que gostava mesmo de garotas. Comecei a andar.

– Sumimasen, vou resolver um futuro problema. – Disse ao trio, dando uma risada sem graça enquanto balançava a mão.

Eles conversavam. Meu irmão falava sobre o clã e ela sorria sempre. Era difícil ver Turi sorrindo tão facilmente com quem mal conhecia.

– Ah, yo. – Cantarolei abobada – Do que estão conversando?

– Kyrira-kun estava perguntando com quem você mora. – Turi disse sorridente.

– Você mora com Gaara ne? – Kyrira disse.

– Hum, hai.

– Vocês se comportam, ne? – Ele cruzou os braços me encarando com um sorriso.

Demorei a entender, mas quando o fiz arregalei os olhos e corei.

– Otouto! – O recriminei.

– Nani? Você mora com ele e estão juntos, só estou perguntando.

Bufei e o agarrei pelo braço, puxando-o pra longe. Ele disse a Turi que já voltava. Ficamos perto do trio.

– O que você pensa que está fazendo? – Perguntei indignada.

– Hum? O que? Não estou fazendo nada.

– Com a Turi!

– Ela é bonita. E daí?

Cruzei os braços e franzi a testa.

– Com tantas garotas do clã, você vai querer uma daqui?!

O trio começou a prestar atenção e a rir.

– As do clã não tem graça.

– Como assim? – Não entendi.

– São... Mansinhas. – Ele deu um meio sorriso – Turi-chan é diferente.

– Hum!

Fiquei vermelha de raiva até sentir alguém apertar meus peitos por trás.

– Yuki-chan! – Yomi-sensei cantarolou.

– AH! – Gritei e me soltei, me encolhendo – Yomi-sensei!

Ela deu risada.

– Esse é seu irmão, nee? – Ela sorria abobada.

Kyrira inclinou levemente o corpo na minha direção.

– Qual o problema dela? – Ele perguntou, pasmo.

– É a Hentai-sensei. – Cochichei me tremendo – Mas ela só aperta peito, então você está a salvo.

Ele riu.

– Que é?

– Você está peituda mesmo. – Ele gargalhava.

– Hum! – Fiquei vermelha – Baka! Hentai!

– Não sou hentai, mas agora notando isso, sua amiga também é. – Ele deu um sorriso e olhou pra Turi, que conversava com Tsuki e Gamira.

Arregalei os olhos, indignada. Cerrei o punho.

– BAKA OTOUTO! – Gritei.

Tentei dar um soco nele, mas Kyrira desviou e eu acertei o chão, fazendo uma cratera. Yomi-sensei arregalou os olhos.

– Tá maluca?! – Ele exclamou se protegendo com os braços.

– HENTAI! – Gritei e tentei acertá-lo de novo, mas ele saiu correndo.

Corri atrás dele sem me importar de todos assistirem. Fiz outra cratera no chão tentando acertá-lo. Ele pulou na parede rindo e subindo-a. Dei um soco nela fazendo-a rachar para derrubá-lo, mas ele pulou para trás e aterrissou no chão.

– Não sou mais tão lento! – Ele ria.

Pulei e acertei de novo o chão.

– BAKA!

De repente um chicote de raios nos agarrou e nos jogou um contra o outro. Exclamamos quando nos atingimos e rolamos no chão levantando poeira.

– Mal chegamos e vocês já estão destruindo tudo?! – Meu pai exclamou nos encarando.

Olhamos para ele com os olhos arregalados. De repente alguém bateu na minha cabeça.

– Ai! – Pus a mão na cabeça.

– Kami-chan!

– Shyia-Baa-chan!

– Baa-chan nada! Não sou velha! Mau reencontro você e já está destruindo tudo!

Dei um sorriso envergonhado. Baa-chan estava com o cabelo quase todo branco e estava bem velha, mas não perdeu a mania de dizer “Baa-chan nada!”. Eu quis rir.

Enquanto meu pai e Baa-chan nos davam bronca por quase destruir o campo de treinamento, Mitsuri nos olhava sem que eu percebesse. Agora ele era meu amigo por completo, mas eu ainda achava que ele sentia algo por mim, mesmo que tentasse não sentir.

Vários lobinhos correram para dentro do campo.

– Oe! Minna! – Hanako exclamava – Aqui não!

Sua voz era suave demais, então não dava a ela a autoridade que precisava com as crianças. Hanako optou por não lutar. Ela era ótima, mas preferia cuidar das crianças lobos já que muitas mães escolheram lutar. Desde que a conheço, ela sempre usava um vestido até as coxas com uma fita grossa em volta da cintura. Seu cabelo agora ficava solto, o que a deixava mais bonita.

Uma menininha tropeçou se transformou em criança e caiu na frente de Mitsuri. Ela começou a chorar.

– Hum. – Ele a ajudou a se levantar – Daijoubu?

– Hum, hai. – Ela enxugava as lágrimas.

– Hana-chan, daijoubu? – Hanako se aproximou.

– Hai... Nii-san me ajudou.

Mitsuri sorriu com vergonha.

– Arigatou. – Hanako disse sorrindo para Mitsuri.

Hana saiu correndo de novo. Vieram brincar comigo, meu pai já tinha terminado de brigar com nós dois. Eles eram tão pequenos! A maioria deveria ter uns cinco anos. Batia com a época do ataque na aldeia. Eram apenas bebês e nem chegaram a conhecer a aldeia. Meu coração apertou, mas eu continuei a brincar com ele.

– Ano, você é amiga da Yuki, ne? – Mitsuri perguntou – Vi vocês duas na entrada.

– “Yuki”? – Hanako não entendeu.

– Ah, hum... Kaminari... – Ele lembrou.

– Hum, hai. – Ela sorriu gentilmente.

Mitsuri a olhou admirado. O sorriso dela era bonito assim como ela por completo.

– Ano... – Ela corou levemente – Higure Hanako.

– Hum. – Ele corou – Mitobi Mitsuri.

Ela deu uma risadinha envergonhada.

– Nee, Mitsuri-kun. Eu era amiga da Kaminari quando pequenas. Pelo visto ela ainda destrói algumas coisas. – Ela riu.

– É... – Ele riu – Ela não é muito discreta.

Ela sorriu.

– Nee... – Ele disse.

– Hum?

– Quer... Ano... Conhecer a vila depois do treino?

– Hum... – Ela corou – Etto... Hai...

Ele a olhou, ainda admirado.

– Eu vou... Levar as crianças para outro lugar. – Ela sorriu envergonhada.

– Hum, hai.

Hanako correu até mim, que ainda brincava com as crianças e as tirou do campo de treinamento. Não vi muita coisa, apenas eles conversando. Mas mesmo assim fiquei feliz. Tinha feito algumas crianças irem brincar com Gaara. Cochichei no ouvido delas que ele gostava de brincar. Elas correram e algumas até deixaram as orelhas de lobo aparecer. Vi Gaara cair sentado quando elas subiram nele e pus a mão na frente da boca, querendo rir. Uma menininha ficava pegando no cabelo ruivo dele, gostou da cor. Eu sorri. Hanako as chamou e todas foram com ela.

Meu pai chamou Kyrira e eu. Muitos nunca nos viram lutar. Ele disse a todos que aquilo seria para terem noção do que enfrentariam com a guarda de Izukare.

Ficamos em posição.

– Ne, nee-chan. – Kyrira dava um meio sorriso – Não sou mais tão lento. Você notou... Ne?

– Vamos ver ainda. – Sorri.

– Vocês. – Meu pai disse – Não usem o raio, apenas demonstrem a força.

– Hai! – Dissemos em coro.

Ficamos em posição e a luta começou com uma sequência de golpes vindos de ambos. Eu desviava às vezes, assim como ele. Tentei um soco, mas ele desviou e me fez acertar o chão. A cratera da vez foi bem maior. Ele recuou com um salto e eu corri em sua direção tentando acertá-lo. Girei e acertei o chão com o calcanhar. Kyrira estava mesmo rápido!

– Ela está mesmo tentando acertá-lo? – Temari perguntou em dúvida.

– Eles lutam a sério. – Shyia-sama disse fazendo o trio olhar para ela – Os treinos deles eram sempre assim. Por isso ficaram tão fortes. Apenas paravam quando um deles desistia, mas como nenhum dos dois desiste... – Ela deixou escapar um sorriso.

Gaara me fitava. Ficamos naquela sequência de golpes por mais um tempo até eu conseguir agarrar em sua blusa e o jogar longe. Ele arrastou os pés no chão, quebrando-o em duas linhas paralelas. Quando ia finalmente me atacar, meu pai parou a luta com um “Chega!”. Ele sabia que quando Kyrira começava a atacar, muitas coisas eram destruídas com seus ataques e os meus contra-ataques. Quando reparamos, a maior parte do chão estava quebrada. Muitos nos olhavam com os olhos arregalados, realmente nunca nos viram lutam. E foi apenas ataque e defesa.

– Podem descansar. – Meu pai disse.

Ele continuaria com o treino dos outros e eu observando. Uma vez ou outra me aproximava dele para dizer no que a pessoa que ele observava era boa ou não, e no que precisaria se aprimorar. Conversávamos sobre as táticas.

Eu não esperava por isso, mas alguns times de Konoha chegaram. Naruto correu até Gaara e eu cumprimentei Sakura e Hinata. Ela estava bonita, o cabelo longo lhe caiu bem. Eles se juntaram ao treino. Gaara me disse que a Hokage os mandou para treinar conosco, já que eles lutariam na guerra também. Não entendi, mas ele disse que me explicaria mais tarde.

Sorri ao ver Temari dando um aceno leve a Shikamaru.

...

O treino tinha sido puxado depois que meu pai nos chamou de novo. No pôr do sol, eu estava em cima do muro da vila. Aquela visão me acalmava extremamente. Olhei por olhar para baixo e vi, bem pequenos, Shikamaru e Temari juntos, caminhando. Sorri e deitei no chão, ainda observando-os. Eles pareciam combinar perfeitamente.

– Pensei que você gostasse do pôr do sol.

Olhei para cima e vi Kyrira. Ele deitou do meu lado, porém olhando para o céu.

– Nee... Tem problema se eu chamar Turi pra sair?

– Iá. Só não a trate mal, ok?

– Não. Eu gostei mesmo dela. Reparei nela lutando, é muito boa.

– Concordo. – Sorri enquanto ainda os olhava. Shikamaru, mesmo estando bem pequeninos para eu ver, deu a mão a Temari.

– Nee-chan.

– Hum?

– O que você acha que vai acontecer na guerra?

O olhei. Ele olhava para o céu, parecendo tentar achar sozinho a reposta e ao mesmo tempo perdido por não encontrar nada. Me virei e comecei a olhar para o céu com ele.

– Só... Vamos dar o nosso melhor.

– Hum. – Ele assentiu – Gaara gosta mesmo de você. – Ele disse do nada, deixando uma risada escapar.

– Hum? – Quis rir – Por que diz isso?

– Ele não demonstra nada, sabe. Completamente nada! – Ele ria.

Eu ri, vendo que era verdade.

– Mas... – Kyrira dizia – Quando ele olha você, até quando você luta, parece que o deixa... Calmo. Sei lá.

Sorri, olhando para o céu. Me deu vontade de ver Gaara naquele momento.

– Tirando o dia que você lutou contra Oji-san. Ele parecia ter ficado desesperado. Todo mundo ficou. Você é idiota.

– Hum?! Nande? – Exclamei sem entender. Aquilo veio mesmo do nada.

– Você quer proteger todo mundo Kami. Parece até que eles não conseguem lutar.

– Mas Gaara...

– Gaara estava fraco, mas o resto não. Poderiam ajudar de alguma forma. – Ele dizia ainda olhando para cima.

– Eles estavam fracos. Kakuro e Temari não tinham nada para lutar ou mesmo se proteger. Foram pegos totalmente de surpresa.

Ele respirou fundo.

– Mas e eu?

– O que tem?

– “O que tem?” – Ele deixou escapar uma risada – Você me prendeu no domo junto com eles! Eu poderia ter te ajudado e impedindo Izukare de acertar você! – Ele me olhou preocupado.

Arregalei os olhos.

– Kami... – Ele deixou escapar o ar – Mal te reencontrei e quase te perdi novo. Pára de querer proteger todo mundo. Faça só o necessário.

– E se isso não for o suficiente?

– Só faça o seu melhor, mas não acabe se matando! – Ele disse me abraçando do nada – Não quero perder você também.

Meus olhos marejaram levemente. Me lembrei da nossa mãe.

– Baka... Você cresceu mesmo. – Eu disse.

Ele deixou escapar uma risada.

– Ne.

– Hum? – Eu disse ainda em seus braços. Ele me acolhia. A única pessoa depois de Gaara que conseguia fazer isso.

– Se Turi deixar, eu posso beijá-la?

Ele me apertou em seus braços, limitando meus movimentos. Resmunguei tentando beliscá-lo. Ele ria e eu acabei rindo também.

– Hentai... – Resmunguei.

...

Depois do jantar, Gaara me chamou para conversar. Estávamos no quarto dele, sentados na cama.

– Seu pai disse que Izukare logo vai atacar.

Abaixei o olhar, fiquei preocupada.

– Quanto tempo?

– Talvez dois meses. – Ele disse.

– Talvez?

– Hai. Como o plano dele também seria atacar Konoha, a Hokage mandou os times pra cá. Tanto para treinar como para lutarem conosco.

– Soka. – Disse, agora compreendendo.

Ele olhou para o nada, mas logo olhou em meus olhos.

– Yuki.

O olhei.

– Sua amiga e algumas mães do seu clã que estão grávidas vão ficar na vila para cuidar das crianças, assim como outras mães daqui. Onegai... Fique com elas.

Arregalei os olhos surpresa.

– Não... Eu tenho que lutar. – Disse, balançando a cabeça.

– Por favor. – Ele insistia – Te ver quase morrendo... – Ele lembrava e apertava os olhos como se quisesse esquecer.

– Gaara.

Ele me olhou.

– Se eu morrer quero que seja por vocês.

– Mas eu não quero. – Ele franziu a testa – Você vai ficar aqui. Quero que fique aqui. Quero...

Eu o olhava, ele parecia querer alguma coragem para falar. Não entendia a razão.

– Não quero ver você ferida de novo, quero você segura. Porque eu... Eu... Quero casar com você.

Arregalei os olhos, mais que surpresa.

– Gaara... – Deixei o ar escapar.

– Por favor, fique aqui. Quero ter certeza de que estará segura.

Tombei a cabeça levemente, vendo-o. Cheguei mais perto dele, pegando sua mão. Ele me olhou e ao fazê-lo, esfreguei meu nariz no dele e pelo seu rosto. Não sei se ele achou graça, mas consegui acalmá-lo. Parei levemente, com minha testa encostada na dele.

– Quero lutar por você,... Pela vila. Por favor, não me faça ficar aqui.

Ele abaixou o olhar. Levantei meu rosto e beijei sua testa, sorrindo em seguida.

– Nee, Gaara.

Ele me fitou e me viu sorrir, o que o fez me olhar com certa admiração.

– Eu caso com você.

Ele ficou surpreso e abriu um leve sorriso, pondo a mão gentilmente em minha bochecha e depois correndo os dedos pelo meu cabelo. Eu olhava fixamente em seus olhos. Gaara se aproximou do meu rosto e me beijou. Corei levemente, como sempre. Ele nos deitou, continuando o beijo. Por fim, estávamos deitados juntos. Ele fazia carinho no meu braço com o dedo.

– Depois da guerra? – Ele perguntou, cheirava levemente meu cabelo.

– Hai... – Sorri, corando.

Nee... Nos casaríamos depois da guerra. Acabamos adormecendo na cama dele. Ele com o braço ao meu redor me abraçando e eu encolhida em seus braços enquanto sentia levemente seu cheiro.

Talvez dois meses para a luta. Francamente, eu estava com medo do que estava por vir.

Notas finais
Gostaram? *--* Fiquei até quinze pras duas da manhã escrevendo por vocês hihi