Higure Kaminari
8 Capítulo especial: Como tudo começou! Parte I
Notas iniciais
POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS ACIMA! ;*
Há 14 anos, na Vila Oculta da Folha, morava a "Cerejeira saltitante", Mitakusa Manae. Uma jovem de longos cabelos rosa e facilmente amável por sua gentileza e doçura. Ela era órfã por causa do ataque que ocorreu anos antes, e todos a ajudaram até que crescesse.
Manae era próxima do Terceiro Hokage, ela o considerava como um avô. Por isso mandou Kaminari para Konoha. Ele cuidaria dela por Manae.
Seu apelido era originado por ela pular de telhado em telhado pela vila. Seus filhos herdaram isso dela, e ficou claro quando eles corriam pela Aldeia Oculta dos Lobos fazendo confusão por todos os lados. Ela nunca parava quieta em um lugar. Quando não tinha missões, ela tratava de procurar por alguma. E quando não havia nenhuma, ela pulava de um lado para o outro pela vila.
– Oeee! Manae!
– Hai! – Ela gritou do telhado, parando de pular.
– Desce aqui!
– Haaaai! – Ela pulou do telhado.
Aterrissou no chão, levantando um pouco de poeira.
– Kurenai-chan. – Ela cantarolou.
– Oe, sua perereca! Pare de pular nos telhados.
– É divertido. – Ela sorriu.
– Hum... – Kurenai resmungou – Ne, você está procurando uma missão né?
– Sim. Por quê? Você sabe de alguma? – Ela perguntou sorridente.
– Não.
Manae fez cara de tédio. Elas começaram a caminhar.
– Ne, Manae.
– Hum? – Ela saltitava.
– Você... Está bem?
– Como assim?
– Sabe,... Por causa dos seus pais.
– Ah...
Manae olhou para o céu azul. Quase não havia nuvens.
– Eu sinto falta deles. Já faz três anos e meio, mas ainda sinto falta.
– Alguns garotos que perderam os pais estão começando a colocar a culpa naquele garoto. – Kurenai disse.
– Que garoto?
– Hum... – Ela pensava – Alguma coisa Naruto.
– Mas ele não tem só três anos? – Manae perguntou surpresa.
– Tem, mas chamam ele de monstro e outras coisas.
– Que idiotice!
Kurenai se espantou e olhou para a amiga.
– Por que eu colocaria a culpa num garotinho que não tem culpa de nada? Foi a raposa, e não ele!
Kurenai a olhava, surpresa. Ela sorriu pela amiga.
– Então você está bem?
– Claro! – Manae exclamou sorrindo, abrindo os braços.
Kurenai desviou para não ser acertada. Ela estava acostumada com isso, Manae tinha essa mania.
– Nee, vamos sair. – Manae disse.
– Ok.
Elas chegaram ao Ichiraku Ramen. Manae amava comer lá, como Kurenai e os outros.
– Hum? Yo, Manae-chan. Kurenai-chan.
– Oi, Asuma-kun. Kakashi-kun.
– Yo. – Kakashi disse com cara de tédio.
Todos se sentaram juntos e começaram a comer. De repente um garoto entrou chamando Kakashi para uma competição.
– Não. – Kakashi disse, com cara de tédio.
– Anda! 50 voltas pela vila. Quem perder vai fazer 100 flexões. Se não conseguir, vão ser 250 barras de ferro. Eu vou te derrotar dessa vez! Zettai ni!
– Não. – Kakashi disse.
– Oi, Gai-kun. – Manae sorriu.
Gai olhou para ela, corado.
– Hum... Yo, Manae-chan. – Ele disse com a mão atrás da cabeça.
– Quer comer conosco?
– Hum... Sim...
Ele se sentou ao lado dela. Todos começaram a comer.
– Ne, ne Kurenai. – Asuma disse com um pirulito na boca, mesmo comendo ramen – Quer sair comigo?
Ela arregalou os olhos, mas logo fez cara de tédio.
– Já estamos saindo.
– Quero dizer sozinhos. Só nós dois.
– Não.
Ele riu, frustrado.
– Que bom! – Manae cantarolou se espreguiçando, terminando de comer – Estava uma delícia, Ichiraku-san.
– Oh, obrigado, Manae-chan.
– Nee, minna. Já vou indo. Vou ver se alguém tem alguma missão pra mim.
– De novo? – Asuma perguntou.
Manae sorriu, ela sabia que era “um pouco” viciada em missões.
– Hum... Manae-chan. Posso falar com você? – Gai perguntou.
– Hum? Claro. – Ela sorriu. Ele corou.
Os dois saíram e o resto do grupo ficou, continuando a comer.
– Hum... – Asuma cantarolou – Tem alguém que vai confessar a paixão platônica.
– Hã? – Kurenai perguntou, confusa – Como assim?
– Gai gosta dela.
– Gosta?! – Kurenai disse, surpresa.
– Kurenai-chan... – Kakashi disse com cara de tédio – Você é lenta.
Gai e Manae caminhavam perto do parque. Ela estava sorridente, ele com a cabeça baixa.
– Nee, Gai-kun? O que você queria falar comigo?
– Hum... – Ele gaguejou – Ano... Você já tem 18 anos né.
– 18 e meio. – Ela sorriu. Gostava de mostrar que estava mais velha.
– É... – Ele sorriu coçando a cabeça – Eu... Queria saber, sabe... Se você não quer...
– Mitakusa-san! – Alguém chamou.
Ela virou para trás, era um shinobi da vila.
– Hum, hai.
– Hokage-sama quer falar com você sobre uma missão.
– Sério? – Ela disse animada.
– Se puder, vá para a sala dele imediatamente.
– Hai! – Ela disse alegre.
O shinobi a cumprimentou e desapareceu com um jutsu.
– Nee, Gai-kun. Podemos conversar depois?
– Hum... Claro. – Ele disse um pouco desanimado.
– Nee... – Ela pegou em sua mão sorrindo bem perto de seu rosto – Volto já, já.
– Hai... – Ele disse, nervoso.
Manae saiu correndo e saltou, pulando em cima de um telhado. Já na sala do Hokage, ele dava as instruções a ela.
– É no País do Trovão. Há uma aldeia que pediu ajuda, não é nada demais, Rank C, mas como você queria fazer uma missão e os outros estão ocupados...
– Não, é perfeito! – Ela sorriu – É para eu chamar alguém?
– Não necessariamente. Eles pediram ajuda com a colheita. Alguns animais estavam invadindo e destruindo tudo. É apenas para construir uma cerca.
– Entendi.
– Manae-chan, tem certeza que quer essa missão? É muito longe e você faz missões de Rank A.
– Missão é missão. Não podemos decepcionar. – Ela sorriu.
– Certo. Se é assim, o membro da vila que veio aqui está à espera. Ele perguntou se não poderia ser o mais rápido possível por causa da época de colheita.
– Ah, bem... – Ela lembrou que Gai queria falar com ela – Acho que sim. – Sorriu.
– Bom.
Naquele mesmo dia Manae arrumou suas coisas e se preparou para ir. Gai estava a sua espera no portão da saída da vila, ela já havia se despedido de todos. Retornaria em alguns dias.
O membro da vila que pediu a missão estava à sua espera. Ela estava com a mochila nas costas, falando com Gai.
– Você vai sair em uma missão né?
– É... Mas eu vou voltar em alguns dias. Talvez uma semana. É só pra construir uma cerca.
– Hai...
– Não fique assim. Sorri, sorria. – Ela cantarolou – Você pode falar o que íamos conversar quando eu voltar?
– Ok...
Ela de repente pegou em sua mão e beijou sua bochecha, ele corou.
– Obrigada, você é um ótimo amigo. Até mais. – Manae correu e se encontrou com o membro da vila.
Eles começaram a caminhar rumo ao seu destino. Ela acenava para Gai, que acenava de volta. Ele sorria coçando a cabeça, mesmo frustrado. Manae não imaginava o que ele queria falar com ela, e ele sabia disso. Ela era do tipo que todos são seus amigos, basicamente, ela era muito inocente em relação a romances.
Alguns dias depois eles chegaram à aldeia, no País do Trovão. Em três dias os aldeões construíram a cerca, com a ajuda de Manae. Ela ficou ótima, isso impediria que alguns animais entrassem e destruíssem tudo. A colheita ficaria a salvo. Manae, gentil como era, se despediu de todos com um grande sorriso, agradecendo pela missão.
Na volta, ela decidiu ir pela floresta, pulando de árvore em árvore. Num momento, perto da fronteira do País do Trovão, ela sentiu algo e parou num galho de uma árvore. Alguém a observava. Ela pulou alguns metros à sua direita. Observou atentamente o local. Entre as árvores, ela viu o começo de uma pequena aldeia. Ficou surpresa e desceu da árvore sem pensar. Se aproximou cada vez mais, mas um grande lobo branco a surpreendeu e a jogou pela perna para bem longe.
Ela atingiu uma árvore, quando deu por si o lobo estava bem perto dela. Grandes olhos amarelos. Ela o olhava assustada, com seus olhos azuis como água cristalina. O lobo chegou mais perto e a cheirou perto do rosto. Ele aproximou a cabeça bem perto do rosto dela. Ela fechou os olhos, nunca pensou que morreria por causa de um lobo.
– Você está bem?
– Hum? – Ela abriu os olhos, assustada.
O lobo havia falado!
– O que... O que...?
– Perguntei se você está bem.
Ela se encolheu, tentando se afastar. Aquilo não podia estar acontecendo. O lobo virou a cabeça, fitando a perna de Manae. Estava cortada e sangrando, por causa da mordida dele. Ele virou e foi até a perna dela, sua canela.
– Hum... Desculpa.
– O que... – Ela gaguejava.
– Suba em mim.
– Hum?
– Anda logo, antes que nos vejam.
– Hum... Hai...
Ela subiu nas costas do lobo com um pouco de dificuldade. Ele correu, saindo de perto da aldeia. Correu tão rápido que ela precisou segurar em seus pêlos, que eram macios. Um quilômetro depois, ele chegou e entrou numa caverna com ela. O lobo a pôs num canto e ela se encolheu na parede.
Ele ficou olhando para ela, e ela o mesmo, porém ainda assustada. O lobo pôs a pata em cima da perna dela, próximo à ferida, e começou a analisá-la. Manae gemeu um pouco de dor. O lobo bufou.
– Não tenho escolha.
Ela ficou olhando para ele, curiosa. Ele foi para o fundo da caverna e voltou com uma muda de roupas na boca. Ela achou que talvez fossem para ela, mas viu que o lobo agora estava vestindo uma calça.
Ele largou a roupa ao seu lado.
– Não se assuste tá?
Ela balançou a cabeça lentamente, concordando. O lobo começou a mudar de forma e tomar forma de uma pessoa, um homem. A cauda encolhia, desaparecendo, os pêlos começavam a ficar ralos dando espaço a pele humana e as orelhas pareciam juntar-se ao cabelo, que surgia aos poucos. Manae olhava para ele atentamente. O homem era branco, o cabelo da cor da neve e os olhos eram amarelos. Ela entendeu naquele momento o motivo da calça.
O homem mexeu na muda de roupas e tirou do meio delas uma pequena bolsa. Começou a limpar a ferida de Manae e enfaixou sua canela. Ela se perguntava o porquê de ele estar fazendo aquilo. Ele se aproximou dela e ela se assustou tentando recuar. Ele a cheirou perto do rosto, ela fechou os olhos. Quando abriu os olhos, ele estava bem perto de seu rosto.
– Qual o seu nome?
Sua voz era um pouco grossa, mas parecia ser gentil.
– Ma... Manae.
– Manae? – Ele pensou tombando a cabeça – Você não é daqui, é?
– Não...
– É de onde? – Ele disse agachado, bem perto dela, como se aquilo fosse uma conversa normal.
– Konoha.
Ele tombou a cabeça.
– É no País do Fogo.
– Ah... – Ele cantarolou – Bem longe. O que está fazendo aqui?
– Eu estava... Voltando de uma missão.
– E por que veio pela floresta?
– Estava cortando caminho.
– Não devia ter feito isso.
– Por quê?
– Por nada. – Ele disse levantando.
– Espera. – Ela agarrou em sua calça. Ele a olhou curioso – Qual... Qual o seu nome? – Ela perguntou docemente.
O homem de cabelo branco se aproximou de novo de seu rosto. Ela corou.
– Kori.
– Isso é... Seu nome?
Ele confirmou com a cabeça. Não queria dizer o nome do clã.
– Como você faz aquilo?
– O que?
– Virar gente. – Ela disse.
– “Virar lobo”, você quis dizer. – Ele deu um meio sorriso. Ela corou – Você está bem? – Ele pôs a mão na testa dela.
– Estou! – Ela disse tirando a mão dele de sua testa, estava com vergonha.
Ele olhou para suas mãos juntas e ela a largou.
– Nee... Como faz aquilo?
– É... – Ele pensou, analisando se aquilo era certo – Kekkei Genkai.
– Kekkei Genkai? – Ela disse surpresa – Mas esse tipo de linhagem não existe!
– Você que pensa. É desconhecida.
– Por quê?
– Porque sim.
Ela fez cara de tédio.
– Por que me atacou? E... me ajudou?
Ele a olhou analisando, vendo se era certo contar a razão. Ele já estava quebrando muitas regras.
– Você... Estava muito perto. – Ele disse.
– De quê?
– De uma aldeia.
– Aldeia? Aquela aldeia?
– Você viu?
Ela confirmou com a cabeça. Ele abaixou a cabeça esfregando o dedo indicador com o dedão de sua mão, aquilo não era bom. As regras de sobrevivência eram se você, Ookami ningen, se encontrasse com um humano e o mesmo tivesse visto a aldeia, mesmo que uma fresta, ele deveria ser morto.
Manae o olhava gentilmente. Ele se encantou por ela. Mas decidiu optar pelo certo, em relação à aldeia. Kori se aproximou de seu rosto, bem perto. Levantou o braço e aproximou a mão do pescoço dela. Ele a distraía com o olhar intenso daqueles olhos amarelos. Fez sua mão virar pata e pôs as garras para fora. Ele ia cortar a artéria carótida do pescoço dela, fazendo um corte profundo para ela não sofrer muito tempo. Mas enquanto olhava para ela, ele abaixou a cabeça. Kori não queria fazer aquilo! Ele gostou dela e da sua curiosidade acentuada.
Em vez de cortar sua artéria, fez a mão voltar ao normal e pegou na bochecha dela. Manae corou e ele a beijou. Ela ficou estática, com os olhos abertos. Esse foi seu primeiro beijo.
...
Já se passava duas semanas. O Hokage falava com Gai e o grupo sobre Manae.
– Ela está bem. – O Hokage disse – Manae é uma shinobi habilidosa.
– Ela disse uma semana. – Gai protestou – Já fazem duas. Ela avisaria de alguma forma.
Kurenai estava observando Gai. Ele realmente estava preocupado.
– Manae já sobreviveu a coisas piores. – Asuma disse balançando o palito do pirulito.
– Ela não falha. – Kakashi disse com cara de tédio, seu normal.
– Mas... – Gai ia protestar.
– Maito Gai. – O Hokage disse – Se o preocupa, mandarei dois shinobis irem procurá-las.
Gai abaixou a cabeça.
– Hai...
...
Manae tossia forte. Kori estava preocupado. Ele cuidava dela, trocando as ataduras, buscando comida e a aquecendo à noite deitando ao seu lado como lobo. Durante o dia ele precisava se ausentar para ninguém na aldeia desconfiar. Ela não tentava fugir. Além de estar fraca e ferida, ela de certa forma não queria.
Quando ele voltou, ela ainda tossia. Ele pôs a mão na cabeça dela, ela estava com febre. Ele foi trocar as ataduras novamente, mas quando viu o estado da ferida, torcei a expressão.
– Está tão ruim assim? – Ela perguntou.
– Não melhorou nada.
A ferida de Manae havia infeccionado, e piorado. Kori olhava para ela, preocupado. Ele não era médico e nem nada parecido. Estava chovendo e ela começou a tremer. Ele se deitou ao seu lado, abraçando-a. Ela parou de tremer um pouco, mas suava frio.
– Eu pensei que você fosse me matar. – Manae disse enquanto Kori a esquentava.
– Por que pensou isso?
Ela riu, um pouco sarcástica.
– Não sou idiota, Kori-kun. Você não ia pôr a mão na minha bochecha. Ia me matar.
Ele ficou surpreso, mas ela não notou. Ele a abraçava, ela estava de costas pra ele.
– Kori...
– O que?
– Só... Kori. – Ele disse encaixando sua cabeça no pescoço dela. Ela sentiu sua respiração quente.
– Nee, Kori... Nande?
– O que?
– Por que está me ajudando?
– Nem eu sei por quê. – Ele deixou escapar uma risada.
– Por que isso é proibido?
Ele foi pego de surpresa.
– Como sabe?
– Já disse que não sou burra... Kori. – Ela tentou cantarolar seu nome, mas tossiu forte novamente – Eu... Liguei os pontos.
Kori ficou pensando, Manae caiu aos poucos no sono. Ela gemia enquanto dormia. A infecção começou a incomodar. Ele pensou bem no que estava fazendo. Não estava certo, mas ele não tinha escolha. Voltou à aldeia e buscou a ninja médica.
Voltou discretamente para a caverna com ela. Era uma senhora bem velha. Kori confiava nela. Quando ela viu Manae, olhou para Kori com olhar de reprovação.
– Kori-san, o que você fez? – Ela falava com sua voz idosa e fraca.
– Ela estava muito perto da aldeia. A joguei longe, mas...
– “Mas...”?
– Olhei para ela. A trouxe aqui e cuidei dela, mas a mordida infeccionou.
A senhora deu um tapa na cabeça dele.
– Baka, baka! – Ela disse baixinho – Se seu irmão descobrir vai querer matá-la.
– Eu sei. Mas eu sou o líder... Não ele.
A velha o olhava, ele estava determinado. Ela viu que ele gostava da humana de cabelo rosa.
– Por favor, Shyia-sama. Você é a única que pode curá-la.
Ela bufou, mas foi até Manae. Ela estava dormindo e ainda gemia.
– Me mostre a ferida.
Kori tirou as ataduras. A ferida havia piorado ainda mais. Shyia pôs a mão na testa, pensando se deveria fazer aquilo. Kori era um menino amável, ela o criou. Na época da caça, os pais deles foram assassinados. Ele e seu irmão mais velho fugiram, e durante a dispersão do clã, Shyia os ajudou.
– Vou fazer isso por você, Kori-chan. – Ela disse como se ele fosse ainda uma criança – Menino idiota.
Ela foi até Manae. Pôs as mãos em cima da ferida e fez o Shousen Jutsu.
– Ela está muito fraca. Deveria ter me chamado antes.
– Onde aprendeu a fazer isso? – Ele disse percebendo que nunca perguntara a ela.
– Konoha. Você não sabe onde é.
– Você nasceu lá?
– Claro que não! Fui para lá em busca de conhecimento quando era jovem. Eles me receberam alegres. As pessoas são boas.
– Ela é de Konoha.
– Baka! Baka! Baka! Baka! – Ela disse, cochichando para não interromper o processo – Você está louco? Raptando uma garota de Konoha.
Ele ficou assustado.
– Não a raptei. E você disse que as pessoas de lá são boas.
– A Vila Oculta da Folha é muito forte, BAKA! Se descobrirem que você está com uma ninja de lá e a atacou... Não sei nem o que farão.
Kori olhou atentamente para Manae. Sua expressão estava mais calma. Shyia conseguiu curá-la completamente. A ferida aos poucos se fechou e cicatrizou.
– Pronto. Ela precisa descansar.
– Obrigada, Shyia-sama.
Shyia deu um tapa na cabeça dele.
– Baka!
...
Alguns shinobis procuravam por Manae, pela trilha entre Konoha e a aldeia para onde ela foi.
– Nenhuma pista?
– Não, senhor. As pessoas da aldeia disseram que ela foi embora bem. Agradeceu até pela missão.
– Manae-chan... Onde você está? – O ninja se perguntou.
Alguns retornaram para a Vila da Folha informar o que ocorreu ao Hokage.
– Ainda não a acharam?
– Não Hokage-sama. Ela desapareceu completamente.
O Terceiro Hokage pôs a mão na testa, esfregando-a.
– Onde ela pode estar?
Gai escutava do lado de fora. Ele não se aguentou e entrou.
– Hokage-sama, por favor, me deixe procurar com os outros.
– Gai-kun?
– Por favor. Ela... É minha amiga.
Gai já havia se esquecido do plano de se confessar para Manae. Ele apenas queria vê-la viva na sua frente. O Hogake acabou permitindo e Gai foi com os outros. Um grande grupo de shinobis foi procurar por Manae.
Gai estava na trilha que Manae se dirigiu quando foi para a aldeia. Ele analisava a trilha, não havia nada.
– Gai-san. Descobriu algo?
Ele olhava para as árvores, pensando. O vento baita em seu cabelo.
– Cerejeira Saltitante.
– O que?
– Ela cortou caminho! – Gai saltou e pulou em cima das árvores.
Os outros ninjas o seguiram. Todos pularam entre as árvores e se separaram, procurando-a por dezenas de quilômetros. Um shinobi chegou a um local, bem longe da aldeia que Manae foi. Um local onde só havia floresta.
– Gai-kun!
– Hai!
– Olhe.
Gai ficou paralisado. Era uma árvore rachada, com sangue no chão. Como seus galhos eram largos, a chuva não alcançou o sangue para lavá-lo.
– Gai-san! – Outro ninja o chamou. Estava há alguns metros dali.
– O que foi?
– Olhe.
Gai viu uma fraca trilha de sangue. Eles a seguiram e pararam, próximos a uma caverna. Ele entrou desesperado, mas não encontrou ninguém, apenas a trilha de sangue que era mais visível e seca dentro da caverna. Gai ficou encarando-a enquanto os outros procuravam pela caverna. Não era muito comprida, e era sem saída.
– Manae-chan... Onde você está? – Gai disse abaixando e tocando no sangue seco.
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