Higo Sai
6 Capítulo 5 - Perseguições
Higo Sai
A sala foi mergulhada em silencio. Nem Meiko nem Ruko diziam nada, apenas se encaravam. A de olhos de cores diferentes finalmente se moveu um pouco saindo de perto da arma. Meiko apenas a fitou, de longe, vendo o que ela pretendia fazer.
Ruko foi até Meiko, parando em sua frente e a analisando bem. Meiko realmente, desde 3 dias depois que o Masked Evil começou a agir, passou a sair antes do pôr-do-sol da boate, embora adorasse ver o movimento do lugar. Às vezes, tinha que faltar por ter se machucado e havia parado de beber tanto. Era provável que estivesse falando a verdade.
"... Tudo bem... eu não conto a ninguém." Disse Ruko, desviando de Meiko e saindo da sala antes de ouvir a resposta da sócia.
Meiko suspirou e foi até sua cadeira, guardando a arma, colocando os pés em cima da mesa e se espreguiçando. Estava muito cansada. Física e mentalmente.
~o~
"Então, para achar o x, precisamos..." Teto parou de falar, observando atentamente Rin e Len. Jogou a cabeça pro lado levemente, preocupada. "O que aconteceu?"
"Ah... nada, Teto-chan." Falou Rin, forçando um sorriso. "É que essa matéria é bem difícil, né Len?" cutucou o irmão com o cotovelo, para ele se concentrar.
"É... muito difícil..." soltou um bocejo logo depois. Teto suspirou, ainda mais preocupada.
"Desculpe me meter, mas... o que vocês fazem durante a noite?" perguntou, fechando o livro, desistindo de explicar a matéria a eles.
"Hmmmm... Teto, jura que não conta a ninguém?" perguntou Rin, séria. Len levantou a cabeça, assustado com a possibilidade da irmã dizer algo.
"Sim, claro!"
"Então... nossa mãe morreu e nosso pai não liga pra nós dois. Vivemos nesse apartamentinho e temos que nos sustentar sozinhos. Len trabalha em uma barraca de lamen durante a tarde e nós dois trabalhamos em uma loja 24 horas durante a noite." Explicou a loira, como se nada.
"Oh... entendo..." falou a ruiva, com pesar.
Na verdade, o que Rin disse era uma meia verdade. Ela e Len realmente trabalhavam toda a tarde em uma loja 24 horas antes, com o expediente das 4PM às 10PM, porém, depois que entraram no Anti-Masked, isso se tornou impossível e Len passou a trabalhar na barraca de lamen de Kaito e Meiko os ajudava com o que restava para se manterem. Porque, sim, na verdade, o que ela contou sobre seus pais não era nenhuma mentira.
Ouviram duas batidas na porta e Len foi atender, deixando Rin conversando com Teto. Quando o loiro abriu a porta, se deparou com uma garota de cabelos e olhos rosados, que o olhava seriamente. Len também percebeu que já estava quase escurecendo, olhando por cima do ombro de Miki.
"O que aconteceu, Furukawa-san?" perguntou Len, a encarando. Como se tivesse sido um alarme, Rin correu até a porta para encarar feio a de cabelos rosados e fechar a porta na cara dela. "Rin!"
"Não temos tempo pra atender essazinha!" falou Rin, puxando Len para dentro do quarto. Teto olhou os dois por um tempo, junto suas coisas e se levantou.
"Estou indo, Len-san, Rin-san!" gritou, indo até a porta para ir embora. Encontrando com uma estática Miki na porta. "Furukawa?"
"..." Teto arqueou uma sobrancelha, vendo que não receberia resposta. Deu de ombros e correu para conseguir chegar em casa antes do pôr-do-sol.
Miki simplesmente saiu de frente da porta, indo para o outro lado da rua, ficando a observar atentamente a casa, com os olhos calmos. Logo, um taxi parou em frente ao local e dele saiu uma mulher morena, de olhos avermelhados e terno vinho. Ela se espreguiçou e respirou fundo antes de ir tocar a campainha, parecendo cansada.
Logo depois, chegou um homem de cabelos roxos, também de taxi. E uma menina de cabelos esverdeados, que aparentava estar no colegial, junto com um homem de cabelos azuis, que a abraçava de lado.
Depois que todos entraram, Miki começou a andar, aparentemente sem nenhum rumo. Seguiu pelas ruas de Tóquio até chegar a uma praça bonita, agora pouco movimentada, pois a noite já caia. Foi até uma mulher de cabelos brancos, presos em um rabo de cavalo, e uma mulher que usava capuz, de olhos azuis.
"O Anti-Masked está na casa de Len e Rin Kagamine, Hannah-sama." Disse, desanimada. Haku sorriu, estralando os dedos.
"Bom trabalho, informante." Falou, levantando-se. Hannah passou a mão pelos cabelos de Miki, que imediatamente piscou os olhos, parecendo confusa.
"Como vim parar aqui?" perguntou a de cabelos rosados, olhando para todos os lados, tentando se lembrar.
"Não importa..." ouviu o tom calmo da moça de olhos azuis a sua frente, que logo abaixou o capuz e lhe sorriu. "Volte para casa em segurança, Furukawa-san."
Miki apenas observou, estranhada, enquanto a loira ia até a de cabelos brancos, em passos calmos, indiretamente obrigando Haku a parar para esperá-la. Piscou os olhos mais algumas vezes, realmente confusa.
~o~
Miku corria pelas ruas escuras de Tóquio, atirando nas máscaras, com certo pesar de atingir os pobres humanos que nada tinham a ver com isso. Corria o mais rápido que podia. Quando viu alguém que realmente não esperava correndo por ali. Era alguém que a havia um tempo estava em todas as rádios e IPods.
"Megurine Luka?!" gritou, incrédula. A olhou de longe, desviando por pouco de um golpe. Pelo que viu, ela estava assustada. "Não é uma máscara!"
Atirando em seus inimigos, começou a correr atrás de Luka, que aumentava a velocidade sem parar. A artista não imaginava que, enquanto ia para casa depois de um show, fosse ser atacada por um grupo de maskeds. Seu motorista e seu segurança pessoal haviam morrido, no ataque, mas ela, de alguma forma, conseguira correr. Agora, estava sozinha naquela cidade.
Até ser alcançada por Miku.
"Aaaaaaaaaaaaaaaaah!" gritou, desesperada, quando sentiu que lhe seguravam o braço, tentou se soltar, sem sucesso.
"Calma! Calma!" pediu Miku, finalmente soltando Luka, que a encarou, perplexa. "Está tudo bem..." falava a de cabelos esverdeados, tentando acalmar a outra.
Luka se deixou cair no chão, ofegante, com os olhos lacrimejando. Abraçou-se. Estava realmente em pânico. Mais máscaras chegaram, as cercando. Miku sacou a arma e atirou em alguns deles, o mais rápido que podia. Tentava proteger Luka, enquanto lutava, isso estava tornando a tarefa algo realmente difícil.
Por fim, quando percebeu que continuar desse jeito era impossível, puxou Luka pelo pulso e passou a correr, atirando às vezes, pensando onde deveria levá-la. Correu até chegarem a um prédio, onde antes era o apartamento de Kiyoteru. Parou em frente a porta de seu antigo chefe, com os olhos levemente marejados.
Luka se sentou, encostando as costas contra a porta, flexionando os joelhos e apoiando a cabeça nestes, tentando se acalmar e controlar a respiração. Quando enfim sentiu-se mais calma, levantou a cabeça parar ver sua salvadora. Era uma adolescente, tinha certeza disso, embora estivesse muito bem vestida. Olhava fixamente para o corredor, como se esperasse algo sair de lá. E realmente esperava.
"Q-quem é você?" perguntou Luka, ofegante. Miku virou-se para ela, a observando por um tempo.
"Sou uma das Anti-Masked. Quero que, por favor, esqueça sobre essa noite quando estiver a salvo." Falou a garota, seriamente.
Kiyoteru dizia, antes de morrer, que caso eles encontrassem um cidadão sendo perseguido, o protegessem e depois o convencessem a não dizer nada a ninguém. Se possível, não deviam mostrar seus rostos, muito menos dizer seus nomes completos. Miku já havia mostrado o rosto, então, agora, só lhe restava esconder o nome.
"Como vou esquecer?" perguntou Luka, tremula. "Meu segurança e meu motorista estão mortos..." resmungou, abaixando a cabeça.
"Sinto muito... sei como é perder alguém da equipe..." disse Miku, abaixando-se e tocando de leve no ombro de Luka. "Mas não diga a ninguém que me viu, por favor. Diga que conseguiu escapar..."
"Tudo bem... eu... vou manter em segredo..." concordou Luka, ainda que sem entender. A mais nova sorriu.
"E agora, onde devemos te levar?" perguntou-se a adolescente, colocando a mão no queixo, pensativa.
"Posso te mostrar onde fica meu apartamento." Falou, levantando-se. "Acho que já atrapalhei seu trabalho o suficiente."
"Bem... então vamos!" exclamou Miku. Luka foi correndo na frente, sendo seguida pela Anti-Masked, que depois que saíram na rua, passou a manter todos os sentidos em alerta para algum provável ataque, mas conseguiram chegar ao apartamento de Luka sem grandes problemas.
"Então... posso perguntar quantos anos você tem?" indagou Luka, enquanto enfaixava o braço de Miku, que logo sairia para continuar seu trabalho.
"Ah... bem... eu tenho 16." Respondeu, um pouco hesitante. Luka a encarou, assustada, incrédula.
"Só isso? Mas é uma situação muito perigosa pra uma menina tão nova!" retrucou, levemente indignada. "Quem é seu chefe?"
Miku desviou os olhos, sem responder. Luka ficou um pouco sem graça. Mas realmente, não devia ter perguntando algo assim. Nem o nome aquela menina dizia, como diria quem era o chefe? Acabou de fazer o curativo, afastando-se um pouco. Viu a menina esfregar os olhos, como que limpando possíveis lágrimas.
"Obrigada, Megurine-san." disse, curvando-se levemente e caminhando até a porta, sendo acompanhada de Luka.
"Tome cuidado, menina..." Miku se curvou novamente e correu para fora do prédio onde Luka morava.
~o~
"Ficaram sabendo? Megurine Luka foi atacada durante a madrugada." Disse Teto, se sentando na mesa onde Len e Rin estavam, juntamente com Miku.
"Sim! Que bom que ela está bem!" exclamou Len. Ele era fã da Megurine, desde que ouviu ela pela primeira vez.
Miku deu um leve e quase imperceptível sorriso. A pesar de ter sido em um momento realmente tenso e a cantora estar muito assustada, ela foi bem gentil, preocupando-se com seus ferimentos e oferecendo-se para cuidar-lhes. Era uma boa pessoa...
"Que sorriso bobo é esse, Miku?" perguntou Rin, estranhada.
"Não... é que eu lembrei de uma vez que vi a Megurine-san pessoalmente." Disse, coçando a cabeça.
"Nossa! Você viu ela?!" inquiriu Teto, curiosa. Miku assentiu, sorrindo um pouco mais. "Que legal!"
"Sim! É incrível!" explodiu Len, com os olhos brilhando. "Então, ela é mais bonita pessoalmente? A voz dela falando normalmente é diferente de quando canta?!"
E, pela primeira vez, ser uma Anti-Masked havia trazido algo bom. Afinal, quem não gostaria de conhecer seu ídolo? Mesmo que em uma situação daquelas... a conversa seguiu normal, como a de todo adolescente, sobre musicas e cantores famosos, também passando por jogos de vídeo-game e filmes de terror, da parte de Rin.
Porém, nenhum dos adolescentes imaginava o que estava acontecendo, nesse momento, na casa dos gêmeos Kagamine.
Um grupo de pessoas, que ao invés dos olhos vermelhos, característicos dos Maskeds, tinham os olhos amarelos, com um brilho assustador, tacava um liquido transparente e de cheiro forte dentro da casa, enchendo o local com aquele odor. Em seguida, um deles pegou um isqueiro, colocou fogo em um pedaço de papel e jogou no chão, explodindo todo o lugar e os homens.
Todos as pessoas que passavam pela rua correram para longe, gritando, enquanto algumas telefonavam para os bombeiros e a policia. Porém, não adiantava nada chamar os policiais para prender os causadores do incêndio, eles já haviam morrido.
~o~
O celular tocou, despertando o homem de cabelos roxos, agora soltos, espalhados pela cama. Era seu horário de descanso, já que não havia dormido durante a noite. Ele se remexeu na cama, coçando os olhos, sentando-se na cama e pegando o celular, para ver de quem se tratava.
Quando viu que era seu diretor, desistiu da possibilidade de desligar o celular e voltar a dormir.
"Alô" disse, se espreguiçando e levantando da cama, prendendo um bocejo.
"Kamui! Temos uma noticia urgente pra você! E depois, uma entrevista exclusiva! Venha para o estúdio imediatamente!" ditou o chefe, em tom estressado.
"Sim, sim. Estou indo!" dito isso, desligou o celular e correu para o banheiro, para tomar um banho rápido e escovar os dentes.
Logo depois de fazer sua higiene matinal, pegou seu discreto carro preto e foi o mais rápido que podia até o estúdio. Entrou correndo, foi parado pelo pessoal da maquiagem, que, como ele era homem, apenas fizeram algo para não deixar as luzes refletirem em sua pele e prenderam melhor o cabelo longe e arroxeado, enquanto o diretor chegava, com o rosto franzido, para dizer algo.
"Kamui, aparentemente, teve uma explosão em uma casa, onde os vizinhos diziam morar dois gêmeos."
"Gêmeos?" o reporter repetiu em pensamento, começando a ficar preocupado com o que teria acontecido.
"E também, às 2PM, você fará uma entrevista com a Megurine Luka, aquela cantora famosa... agora vamos!"
E, sem dar mais tempo de Gakupo pensar, o diretor seguiu para o lugar onde gravavam o jornal, sendo seguido por um Gakupo ainda sonolento.
Notas finais
Só que eu escrevi esse cap. em um dia, o que foi muuuito rápido XDDDD eu tive a ideia e fui logo escrevendo, por isso, talvez tenha parecido meio corrido... me desculpo por isso ^^
E sobre o que aconteceu com a Luka... bem, eu tava com vontade de manter ela na fic, então... u.u
E a casa dos gêmeos... hmmm... haha, vai saber porque eu fiz isso! XDDD Mas fazer o que, os gêmeos tão numa fic dumal, eles vão sofrer mesmo XP
Espero que tenham gostado. Estou fazendo de tudo pra não deixar personagens muito esquecidos, mas tá tenso pra incluir o Kaito na fic, eu não consigo T-T
E, tadinho do Gakupo, ele sempre recebe as noticias ruins primeiro. Fazer o que, é o preço de ser repórter, né?
Ah, acho que é só isso... hmmmm... bem, obrigada por ler e deixe um comentário =x
Ja ne ^^~~
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