Highway To Hell - Fanfic Interativa!
9 Capítulo 9 - Six questions
Notas iniciais
Bom, esse capítulo não irá conter os personagens, e desculpe se faltou humor ou ficou meio meloso demais.
Só sei que o próximo terá a participação de todos os seus personagens, sem falta; é que eu não queria focar demais em meus personagens, sendo que tenho que colocar os de vocês também.
Enfim, boas festas e é isso.
PS: Estou sentindo falta de alguns leitores!! DX
Capítulo 9 — Six questions
You keep me wide awake and
Waiting for the sun
I'm desperate and confused
So far away from you
I'm getting there
Don't care where I have to run
Why do you do what you do to me, yeah
Why won't you answer me, answer me yeah
Why do you do what you do to me yeah
Why won't you answer me, answer me yeah
Enquanto isso, alguns metros dali, na biblioteca...
– Eu não acredito! Calma. — Ela respirou fundo, segundos antes de voltar a bater desesperadamente contra a porta e riscar a garganta de tanto gritar. A simples ideia de ficar presa com Logan ali lhe dava arrepios.
A biblioteca era escura, pois já haviam desligado as luzes. A única fonte de iluminação ali era a lua, que podia ser vista por uma das grandes janelas de granito branco em arco.
O chão era frio e de uma Madeira clara e lisa, assim como a mesa da bibliotecária, que era coberta por um vidro e alguns papeis e canetas.
As estantes formavam longos corredores e em cada um haviam duas mesas; algumas com um pequeno vaso em sua superfície, outras com livros esparramados por esta.
– Não seja estúpida. — Ele se pronunciou assim que ela se silenciou. — O inspetor tem 86 anos e se recusa a usar aparelhos auditivos; os únicos que devem passar aí provavelmente estarão bêbados ou acompanhados, indo para um quarto em uma tentativa de "se divertir" sem necessariamente se reproduzir. — Ele tomou ar para voltar a falar. — Ah, e isso é uma biblioteca; tem paredes a prova de som. — Disse retirando o sapato calmamente e deixando a água escorrer deste ao chão de Madeira.
– Como você pode ser tão negativo e tão sincero, simplesmente acabando com minhas esperanças de sair daqui ainda hoje? — Ela se virou para ele, mas arrependeu-se ao flagra-lo empurrando o colete com os braços e já desabotoando a camisa. — O que está fazendo?! — Ela disse desesperada, virando-se de costas rapidamente.
– Não quero acabar gripado. Agradeça-me por não tirar a calça. — Seu tom de voz passou de calmo para divertido, mas Sophie não estava muito animada.
– Realmente não faria muita diferença, já que posso ver metade de sua cueca daqui. — Ela disse em um tom irônico e cruzou os braços. De fato aquilo era um certo exagero, já que a calça era um pouco caída e só podia-se ver o cós da Boxer preta que ele trajava sob as calças.
– Sério? — Ela se virou ao ouvi-lo dizer. — Então não iria se importar se eu tirasse mesmo, não é? — Logan levou as mãos até o zíper da calça, ameaçando puxá-lo.
– O quê? Não! Estúpido, nem ouse. — Ela pegou um livro qualquer em uma mesa ao seu lado e jogou na direção do garoto, que apenas agachou-se fazendo o pobre livrinho voar por cima dele e acabar sua trajetória no chão.
– Agressividade... — Ele reclamou achando graça.
– Engraçadinho. — Sophie revirou os olhos castanhos e deixou o corpo escorregar pela parede até sentar-se no chão. Fechou os olhos e suspirou. Aquilo devia ser um pesadelo; sozinha e trancada em uma biblioteca fria com Logan McFellin, o que pra grande maioria das garotas daquele lugar era considerado um sonho.
Levantou o rosto e pôde observar o garoto folheando um livro qualquer, escorado sobre uma das mesas de Madeira entre as largas prateleiras que eram recheadas de livros.
O que ele tinha de especial afinal para deixá-la tão nervosa? Era somente Logan; só isso. O garoto irritante e extremamente bonito que ela odiava e que só sabia ficar estressado-a.
– Sou tão bonito assim? — Ele quebrou o silêncio sem tirar os olhos do livro, fazendo Sophie estremecer. — Qualquer um percebe quando alguém o está observando por mais de cinco minutos.
– Logan... — Ela se levantou, mudando rapidamente de assunto e se sentando na mesa onde Logan lia seu livro, um pouco afastada dele. — Quer jogar um jogo?
– Um jogo? — Ele parecia interessado, tanto que fechou o livro que lia e o deixou de lado, dando a volta na mesa e sentando-se ao lado da ruiva. — Que tipo de jogo?
– Chama-se "jogo das 6 perguntas". — Ela disse calmamente, mas com os lábios curvados em um sorriso simples. — Eu te faço seis perguntas e depois você me faz o mesmo. O que acha?
– Sophie Banker querendo saber mais sobre mim... Que raro. — Deu risada, fazendo-a revirar os olhos. — ok, ok... Pode começar.
– Como é seu relacionamento com a sua mãe? — Perguntou calmamente, balançando as pernas em um ritmo lento.
– Minha mãe é ótima, mas algumas vezes não consegue separar o pessoal do profissional; não sei quando ela me trata realmente como filho, não como aluno. — Explicou ele cruzando os braços sobre a mesa e deitando a cabeça sobre eles.
– Com quem divide o quarto?
– Dougie e Eddie. Acredite, eu até tento manter aquele lugar organizado, mas é só virar as costas e já jogaram toalhas, roupas, meias e sapatos por aí. — Reclamou ele, fazendo-a rir.
– Ok, ok... — Ela cessou o riso e voltou a perguntar. — Hum... Primeiro beijo?
– Aos doze, com uma garota da minha sala de matemática. — Ele respondeu pensativo, e achando graça ao lembrar da cena. Lembrou-se que eram ambos novatos nisso, então não foi muito proveitoso.
– Qual seu relacionamento com a... Com a Vegas? — Ela perguntou, tentando não parecer ansiosa pela resposta.
– Vegas... No começo, quando ela entrou no colégio, três anos atrás, ficamos algumas vezes, dormimos juntos e mais nada. Depois disso ela ficou bem grudenta, como pode ver. — Sophie apenas disfarçou seu incômodo com aquelas palavras. Ficou um tempo em silêncio, mas se apressou ao sentir os olhos dele pesarem sobre ela.
– Ahn... Ah... Com quantos anos entrou aqui? — A voz saiu pouco tremula; ela pediu pra si mesma para que ele não tivesse reparado.
– Aos 14 anos.
– Última pergunta... Quantas namoradas você teve? — Ela já estava mais... Normal. Mais calma? Mas não havia motivos pra estar nervosa, não é?
– Três. A primeira eu não gostava dela e nos separamos; a segunda achou que eu tinha traído ela e a terceira se mudou. — Explicou ele, logo colocando um sorriso nos lábios. — Minha vez.
– Ok. Veja lá o que vai perguntar, hein. — Ela avisou, curvando-se um pouco para frente e balançando o corpo.
– Hm... Um livro?
– Otelo. — Ela respondeu rapidamente. Já havia lido diversas vezes o mesmo livro, sendo este o único que lhe interessava tanto.
– Uma cor?
– Vermelho.
– Um animal?
– Gato.
– Hm... O que você pensa... Sobre mim?
Sophie ficou em choque. Como assim essa pergunta tão repentina? Ela pensava muita coisa sobre ele, mas precisava selecionar o que era apropriado para se dizer naquele momento. Não podia simplesmente dizer que o achava sexy de cabelo molhado e que ele estava extremamente lindo sem camisa.
– Ahn... Você é chato, as vezes irritante e me deixa nervosa.
– Uau, minha auto estima está levando uma surra hoje. — Ele disse em um tom brincalhão.
– Mas ainda assim, gosto de um pouco disso. — Ela completou, virando o rosto e abaixando a cabeça.
–... — Logan não conteve-se em sorrir e soltar um riso pelo nariz. Se levantou e apoiou as mãos de costas na mesa, ao lado de Sophie. — Quinta pergunta, Sophie Banker. Se eu te chamasse pra sair, quais seriam minhas chances?
– Ahn... — Seu cérebro tentava processar as informações, mas parecia que somente dava falha no sistema. Finalmente achou uma resposta boa. — Uns... 70%
– Mais que a metade... Me sinto honrado. — Ambos soltaram um riso abafado. — Última pergunta... — Ele se posicionou em frente dela, apoiando os braços sobre a mesa, um de cada lado de seu corpo. — Posso te beijar agora?
Sophie arregalou os olhos, sentindo o coração acelerar. Levantou o rosto e deu de cara com o de Logan, bem próximo do seu. Sua respiração já se confundia com a dele e seus olhos automaticamente foram se fechando.
Finalmente seus lábios se tocaram em um toque tão ansiado. Iniciou-se com um leve selinho, e como diria-se em um clichê, o encaixe era perfeito. A língua de Logan pediu passagem e logo ela cedeu, dando início a um beijo calmo e lento que foi tornando-se urgente e caloroso.
Sophie já tinha as mãos fixadas na nuca do rapaz, arranhando-lhe de leve enquanto as mãos dele prendiam sua cintura contra a dele. Estavam ficando sem ar, mas o problema fora resolvido quando se afastaram. Ele começou a distribuir alguns beijos pelo pescoço dela que tomava fôlego e já tinhas as mãos correndo por suas costas, enquanto as dele pressionavam suas coxas com certo desejo, começando a empurrar a saia para cima; até ela se tocar do que estavam fazendo.
– Logan! — Se separou do rapaz, que também saiu do transe e afastou-se rapidamente dela — É melhor pararmos por aqui.
– É... — Ele passou a mão pela cabeça, indo pegar suas roupas que já deviam estar mais do que secas nesse ponto. Vestiu a camisa e o colete rapidamente e quando se virou, flagrou-a em um pequeno conflito interno.
– Não acredito que fiz isso... — Ela andava de um lado para o outro. — Eu vou me matar... Espera. — Ela levantou o rosto e olhou para ele, que a observava confuso. — Isso é culpa sua! Você me atacou! — Ela apontou para ele.
– Eu te ataquei? Desculpe, mas eu acho que quando se é atacado, não se corresponde ao beijo com tamanha intensidade, senhorita Banker.
– O que? Arg! Eu te odeio, seu... Idiota! — Ela gritou, pisando firmemente no chão, enquanto ele apenas achava graça da situação.
– Me odeia? Estávamos quase transando segundos atrás; você faz isso com todos que odeia? — Perguntou ele, entre risos. Por mais incrível que pareça, ele sempre tinha as palavras certas na ponta da língua; as palavras certas para deixarem-a mais irritada.
– Como pode dizer isso com tanta naturalidade, seu estúpido? Não estávamos qua....- Seu discurso histérico e a risada de Logan foram logo interrompidos pelo som da chave girando. — Obrigada meu Deus! — Ela gritou ao ver o faxineiro empurrando seu típico carrinho de faxina. Quando este os viu, ficou um pouco confuso. — Há! — Ela apontou para Logan. — Idiota. — Mostrou a língua para ele, saindo correndo daquela biblioteca e deixando-o ali, rindo sozinho com o faxineiro.
Alguns segundos depois, ele calçou os sapatos e deu um leve tapinha no ombro do faxineiro, que até o momento se encontrava calado, e saiu da sala fria rapidamente, apressando-se em ir para seu quarto. Nem imaginava o que lhe aguardava na manhã seguinte; talvez o pior domingo de sua vida.
Mas enfim, ambos foram dormir aquela noite pensando no que haviam feito e... Bem, no que quase haviam feito.
Notas finais
xoxo
Vejo vocês no ano novo!!
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