Highway To Hell - Fanfic Interativa!
11 Capítulo 11 - Confuse
Notas iniciais
Acho que um capítulo esclarecedor ou confuso... Sei lá.
Enfim, acho que o próximo será melhor!
Ah!
Estou com uma nova Fic interativa, dêem uma olhada lá!
Enfim, acho que o próximo será melhor!
Ah!
Estou com uma nova Fic interativa, dêem uma olhada lá!
— Mãe, o que foi? — Perguntou ele, repousando uma mão sobre seu ombro coberto pelo blazer. — Algum problema? — Por favor, me acompanhe. — Seu tom de voz era calmo, mas facilmente percebia-se o nervosismo. Ela mantinha as mãos juntas sobre o colo e o rosto um pouco caído; por toda aquela noite, não havia conseguido dormir. Pensava inúmeras vezes de como Logan reagiria com a presença do irmão, e sabia que não seria com um abraço amigável. Confuso, Logan fechou a porta atrás de si. Geralmente sua mãe não queria nada com ele antes das nove da manhã, considerando que eram quase oito e meia. Seguiu-na o caminho inteiro em silêncio e a situação se encontrava cada vez mais tensa para ele, já que quando perguntava para ela se estava bem, não recebia uma resposta. Pararam os dois em frente da porta da sala dela, que demorou um pouco para conseguir reunir coragem para abri-la. Logan, ao ver seu irmão, foi como olhar-se no espelho. Lennard, mesmo depois de dois anos não conseguiu se tornar diferente do outro; até mesmo o corte de cabelo era bem parecido, quase igual. Seu sangue ferveu. O outro se encontrava com aquele mesmo sorriso irônico de sempre, que usava justamente para provocar Logan. — Mãe, o que ele faz aqui? — Estava tão nervoso ao vê-lo que nem sequer percebeu a presença de sua querida irmã na sala também. — O que esse infeliz faz aqui?! — Aumentou o tom de voz. — Logan! Como é bom te ver, meu irmão. — Lennard se levantou, parando a poucos metros do irmão, acomodando as mãos nos bolsos. — Ora.... — Logan se deixou tomar pela raiva, levantando o caçula pelo colarinho e batendo o corpo deste contra a parede, fazendo-o reclamar um pouco, mas sem perder o cinismo. — Seu desgraçado. — Logan, Logan... — Lennard lhe deu uma joelhada no estômago, fazendo-o cair no chão. Ambos ignoravam a mãe, que tentava lhes chamar a atenção. — O que te faz pensar que não sei me defender de você? — Acertou um soco no rosto do irmão assim que este se via de pé, fazendo-o cambalear para trás e deixando-o com a boca e nariz sangrando. — Talvez o fato de você ser um inútil, que nada mais faz do que gastar o dinheiro sujo de seu pai. — Lhe deu um soco, seguido de um chute, no estômago. Lennard gemeu de dor, mas não parou de sorrir. Já estava pronto para acertar Logan novamente, mas este lhe deu uma rasteira, fazendo-o cair no chão. Realmente não esperava por isso. — Nosso pai! — Gritou Lennard com um sorriso debochado nos lábios. — Não pode negar isso, Logan. O sangue de Deveny McFellin corre nas suas e nas minhas veias! — Não repita isso. — Estava pronto para chutar-lhe mais uma vez, mas sua irmã, que até então Logan não havia percebido, o segurou firmemente pelos ombros. — Logan, por favor, acalme-se. — Ela o puxou até uma das poltronas, enquanto a mãe ajudava Lennard a se levantar. — Krista, Logan e Lennard; os três sentados. — A diretora se sentou em sua cadeira de couro atras da mesa e apoiou a testa na palma da mão. — Logan, sabe que seu pai está internado, não sabe? — Sei; ele está onde devia estar. — Ele estava ofegante e o sangue ainda lhe escorria. — Agora só falta você, Lennard. — Arqueou uma sobrancelha. Lennard, alterado, lhe deu outro soco no rosto, fazendo a lateral do rosto de Logan sangrar. — Lennard, Logan, Chega! — Gritou Krista, enquanto a mãe segurava a cabeça com as mãos, aflita. — Alguma vez na vida podem parar de serem tão infantis? Sejam homens os dois e fiquem calados. — Ela voltou a sentar-se na cadeira e cruzou os braços. — Escutem... Logan, seu pai quer que você volte a morar com ele... — Soltou a diretora, em um suspiro. Antes que o outro protestasse, continuou a falar. — Escute, pense bem sobre isso... Sabe que eu não gosto da ideia, mas ainda assim, cabe a você tomar a decisão. — Mãe, assim como você e ele já sabem, eu tenho nojo daquele homem! — Logan se levantou, batendo as mãos sobre a mesa fria de Madeira. — A última coisa que eu faria é voltar para aquela casa, onde ele me vai forçar a trabalhar e ainda me bater. — Eu sei, mas... — A voz da diretora foi cortada assim que a porta de sua sala fora brutalmente aberta. Os quatro presentes observaram a entrada de Sophie, que nem pareceu notar os três ao fundo da sala.
— Diretora, temos que conversar. — Suas palavras eram frias e decididas. — Sabe que? Estou nesse lugar não faz nem uma semana e... — Senhorita Banker, em primeiro lugar, sabe que tens que bater na porta antes de entrar. — Juntou as mãos sobre a mesa. — E em segundo lugar, não vou te expulsar daqui, a menos que seja algo gravíssimo. — Não, não, não! Você não está entendendo; não é esse o ponto. — Ela cruzou os braços e voltou a falar. — Esse lugar não faz bem pra mim. Sabe, eu estou fazendo de tudo para... — Se virou, ainda fazendo gestos com as mãos, mas se viu paralisada ao notar dois Logans e uma loira encarando-a. — Ahn... — Um dos Logans, com o rosto sangrando, encarou o outro ao seu lado e ficou calado. — Oi Sophie. — E abaixou a cabeça. — Mas que diabos está acontecendo aqui?! — Apontou para os três ali sentados, com a boca aberta e o cenho franzido. Não sabia ela se estava doente ou se era uma ilusão. Havia bem em sua frente duas criaturas completamente iguais e uma loira, bem parecida com eles. Eram três pares de olhos azuis encarando-a. — Senhorita Banker... — Sophie, esses são meus irmãos, Krista e... Lennard. — Logan levantou-se com as mãos nos bolsos e parou ao lado dela. — Por que está sangrando? — Apenas agora tinha notado isso. Por algum motivo conseguia identificar Logan. — Eu bati nele. — Lennard se levantou, aproximando-se dela com um sorriso. — Ela é sua namorada? — Perguntou, olhando-a de cima para baixo. — Nada mal, Irmãozinho. -... — Sophie, que já havia acordado de mau humor, deu-lhe um tapa no rosto, seguido de um chute forte no estômago, que o fez perder o equilíbrio e cair no chão aos seus pés. Ela se agachou ao seu lado. — Você é ridículo. E para sua informação, eu não sou namorada dele. — Apontou para Logan e Se levantou. — Vem. Eu vou cuidar disso e depois você volta. — Segurou a manga do moletom de Logan e o guiou até a porta, virando o rosto apenas para lançar um olhar mortal para Lennard, que achava graça da situação. — Surpresa? — Logan perguntou, enquanto deixava-se guiar até a enfermaria, que não era tão longe assim. — Não, não. Imagina. — Ela disse irônica.- Apenas vejo dois de você, idênticos. É coisa que se acontece todo dia. — Empurrou a porta branca e ambos entraram na sala vazia. — Geralmente as pessoas ficam mesmo surpresas. — Se sentou sobre uma das camas que eram cobertas por lençóis azuis, enquanto ela pegava em cima da estante um kit de primeiros socorros. — Isso porque somos bem parecidos. — Bem parecidos? Vocês são idênticos! — Sophie se virou para ele, com um sorriso travesso. — Realmente, estou surpresa. Aliás, por que brigaram? — Se sentou ao seu lado, arregaçando as mangas do moletom. — Digamos que eu e ele não nos damos bem. — Franziu o cenho com o ardor provocado pela água oxigenada que ela passara por seu rosto, limpando e desinfetando. — Isso dói... — Ele reclamou. — Ora, fique quieto. Até parece que é uma criança. — Ela revirou os olhos, passando outro algodão molhado por sobre o ferimento. — Não está tão mal. — Isso apenas mostra que Lennard não é tão forte. — Fez piada e ela riu. — Mas pode te fazer algum estrago. — Mostrou o algodão com sangue. — Vira o rosto pra mim. — Pediu ela e assim Logan o fez, possibilitando-a de cuidar do outro ferimento.- Por que não se dão bem? — Desde que nascemos somos inimigos. Disputávamos pela atenção de nossa mãe e nossa irmã. Mas, quando tínhamos nove anos, ele quebrou o vaso mais precioso de meu pai e jogou a culpa em mim; quem apanhou fui eu e desde então ele vive me apunhalando pelas costas e já tentou até mesmo... Já quase nos matou uma vez. — O que? — Ela ficou assustada. Passou levemente o algodão por seu lábio, mas este voltava a sangrar. — Fingiu um sequestro para que meu pai pagasse aos seqüestradores e essa grana iria para ele, mas o plano furou. Primeiro porque eu fiquei revoltado e ele me pôs pra dormir, depois porque os seqüestradores falsos queriam mais que metade do pagamento e então começou uma briga e eles atiraram no Lennard. Passou raspando no braço; até hoje ele tem a cicatriz. Enfim, foi a maior confusão... — Isso é grave... — Passou o dedo por sua boca, limpando o sangue, Enquanto a outra passava o algodão por cima destes, limpando o sangue que escorrera do nariz. — Seu irmão é louco. — Sei disso. E do jeito que a minha mãe é, você vai ver a cara dele aqui por mais tempo do que imagina — Ele suspirou — Acho melhor eu voltar. — Logan ameaçou levantar-se, mas Sophie o deteve com uma mão. — Cuidado. — Obrigado. — Ele sorriu, fazendo ela ficar sem ar, sem motivo aparente algum. — Não sabia que Sophie Banker sabia primeiros socorros. — Há muita coisa que você não sabe sobre mim. — Gostaria de poder saber um dia. — E assim ele saiu, deixando-a envergonhada sem nem ao menos saber porque.
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