Notas iniciais
Olá! Então gente, antes de qualquer coisa, considerem que eu tive muitos personagens então não são todos que irão aparecer aqui no primeiro. *Desviando das pedras*
Eeeeenfim, irão aparecer todos, não se preocupem.
Não deixem de comentar, ok? Isso me motiva :D
Espero que tenha ficado bom então vão e leiam!!

Capítulo 1 — Nice Letter

And I don't know where I've been

And I don't know what I'm into

And I don't know what I've done to me



– Como assim meu pai saiu? — Perguntei já embriagada de raiva. — Ele prometeu! — As empregadas se encolheram em resposta. Peguei o vaso ao meu lado e o joguei contra a parede tentando, inutilmente, descontrair. — Pois bem... — Sorri vingativa. Já tinha um plano em mente, e este eu o colocaria em prática. — Você pediu por isso, papai.

Saí de casa batendo a porta atrás de mim e levei comigo um spray de pixe.Querido papaizinho, me trocou por uma nova mulher. Realmente, no meu aniversário? Está de brincadeira? Desde que minha mãe morreu ele supre sua falta com outras mulheres e se esquece de mim. Dessa vez vai ser diferente... Eu tenho uma pequena surpresa.

Parei em frente á empresa e pude ver a luz de sua sala acesa; a única acesa. Sorri. Os vidros eram escuros mas podia vê-lo com perfeição beijando a secretária. Dessa vez eu vou quebrar todas as regras; todas elas.

Com raiva, pixei toda a frente do muro que contornava o elegante prédio espelhado em letras grandes e pouco elegantes: "Quem é a vadia da vez, papai?". A tinta era preta e vívida. Por serem ainda seis da tarde, era possível lê-las sem dificuldade alguma. Peguei uma pedra pontuda e a joguei para cima algumas vezes, segurando-a logo em seguida antes de se chocar com o chão. Flexionei o braço e lancei a pedra contra a janela de sua sala, a fazendo se quebrar em milhares de pedaços. A atenção dos dois, assustados, veio logo para mim. Sorri irônica.

– Hey, pai. — Gritei para que ele pudesse me ouvir quatro andares acima. — Deixei um recado pra você aqui embaixo. — Mostrei-lhe o dedo do meio e logo o vi sair da sala apressado. Estaria aqui embaixo em alguns segundos, então era melhor eu sair logo dali.

– SOPHIE!– Pude o ouvir gritando, já da esquina. Eu estava fudida, mas quem se importa? O pessoal da delegacia já me conhecia bem o suficiente para saber que meu pai pagaria para que eu não fosse presa ou algo do tipo. Talvez dessa vez, ele me deixe presa.

(...)

Agora que já sabem como tudo começou, vamos chegar logo na parte em que eu ponho meus pés no tão comentado Mackenzie, como o chamam. Um colégio interno misto com aparência antiga e medieval. Paredes rústicas cobertas por tijolos alaranjados, grandes e bem conservados jardins e fontes diversas. Alunos... Muitos deles espalhados por aí; Além de tudo, o colégio era contornado por uma ampla floresta de coníferas, que hora ou outra deixavam cair parte da neve que as cobriam. Puta que pariu, era o maior colégio que já vi na vida.

– Senhorita Banker! — Uma mulher de aparência jovem se aproximou de mim, parecendo contente com minha chegada. Trajava roupas luxuosas, capazes de me fazer sentir vergonha do que eu usava. Ela tinha os lábios coloridos por um batom vermelho vibrante. Os olhos azuis lhe caíam muito bem com os cabelos loiros presos em um coque formal. Uma camiseta social azulada com uma saia, também formal, até o joelho. As pernas cobertas por uma meia calça em um tom um pouco mais escuro que sua pele e nos pés usava saltos sofisticados que lhe davam mais uns sete centímetros. Já eu, vestia uma simples calça jeans negra, camiseta do AC/DC e um moletom por cima, completando com um tênis.

– Hey. — Acenei com uma mão enquanto o motorista retirava minhas duas únicas malas. Sim, eu não sou o tipo de garota que leva zilhões de coisas, então duas já eram o suficiente.

– Sou a diretora Mcfellin. Fico feliz em tê-la conosco. — Sorriu para mim, esbanjando os dentes em duas fileiras perfeitamente retas e brancas. — Seu pai me falou muito de você. — Claro que ele tinha falado; praticamente me lançou dentro do avião pra cá. — Venha, vou lhe mostrar seu quarto. — Saiu andando na frente, enquanto eu suspirava e arrastava minhas malas atrás dela.

O interior do colégio era lindo, se é que é suficiente. As paredes em tons pastéis eram decoradas com gesso e o chão de porcelanato brilhava de tão limpo. No teto, elegantes lustres pendiam e cada móvel era delicado e luxuoso. Passamos por vários lances de escadas e ao chegar ao terceiro andar, paramos em frente á uma porta de madeira escura e lisa.

– Espero que goste das meninas; elas lhe ditarão as regras. Espero que não cause muitos problemas, senhorita Banker. — Juntou as mãos, já dando de costas para mim. Sorri apoiando um pé na porta e esticando a outra perna, acomodando minhas mãos nos bolsos do moletom.

– Não sei se isso será possível, senhora Mcfellin. — Abri a porta sem delongas.

O quarto era amplo. Haviam nele quatro camas cobertas por colchas em um tom vermelho. As paredes pintadas por uma tinta vívida em amarelo e preto e grande parte do chão era coberta por um tapete negro felpudo. Haviam duas cômodas grandes em uma parede entre a porta de entrada do quarto e a do banheiro, que por acaso era todo branco com detalhes em vermelho.

Joguei as malas ao lado da cama vaga, vulgo por ser a única sem porta retratos no criado mudo ou sobre as prateleiras, ou mesmo sem roupas jogadas sobre o colchão. Falando no colchão, era de molas. Sério, amo colchões de molas, então não demorei á ficar pulando sobre o mesmo, até a porta ser aberta.

– E ele me disse que eu era linda e.... — A garota de cabelos levemente cacheados em um tom escuro com olhos claros parou de falar assim que a outra que lhe acompanhava, uma morena de olhos profundos e levemente esverdeados, lhe deu um cutucão no braço e apontou para mim. — Novata! — Disse em tom alto e animado, abrindo os braços.

– Hey, não vá assustá-la, Vall. — A outra cruzou os braços, mas logo curvou os lábios finos em um sorriso ao me ver encarando-as como uma lesada. — Então... Você é? — Se jogou em uma das camas, mas virou o rosto para olhar para mim.

– Sophie Banker. — Me levantei. -Mas não vou ficar por muito tempo, então nem precisa se acostumar com minha presença. -Empurrei a mala no chão e puxei seu zíper pelo contorno, retirando duas latas de spray e girando-as no ar.

– Duvido. — A de cabelos cacheados se pronunciou em tom divertido. — Sério, não vai dar certo. Nós tentamos de tudo, e olha só, estamos aqui fazem dois anos. — Pulou sobre a outra que se contorceu ao fim do ato. — Ela é Ariene e eu sou Vallerie, mas me chame de Vall.

– Saia de cima de mim, Vallerie! — Ariene empurrou-a e se voltou para mim. — Ainda tem a Nina, mas ela está no refeitório. Já são nove e quarenta. Dez em ponto as luzes são apagadas e a inspetora vem verificar os quartos.

– Então dez em ponto, eu saio daqui. — Balancei a mão em movimentos rápidos e o spray já estava pronto para o uso.

– Sophie, sério... Não faça isso. -Vallerie disse em um tom distante, enquanto prendia o cabelo em um coque deixando alguns cachos soltos ao lado do rosto delicado. — Vai ser pior, acredite.

– Então... Apenas me digam, quais são as regras aqui? — Me deitei na cama, observando o teto mas ouvindo atentamente as palavras das duas.

– Em primeiro lugar, não saia do quarto depois das dez. Segundo lugar, nunca vá sozinha até a ala masculina; se o inspetor de lá te pega, vai te fazer limpar os banheiros por uma semana. — Ditou Ariene sem tirar os olhos do livro que nem vi quando pegou.

– Sem desrespeito aos professores ou alunos; Sem skates, patins, bicicletas ou patinetes; Não sair do colégio em caso algum e jamais ousem manter relações românticas com outros alunos. -Vallerie disse como se já tivesse ouvido aquilo milhões de vezes.

– E quais dessas vocês mais quebram? — Perguntei interessada, achando graça da situação.

– Bom... Todas. — Ariene sorriu.

– Olá!! — Uma garota entrou gritando no quarto. Tinha os cabelos castanhos em um ondulado natural. Os olhos da mesma cor eram destaque e sua pele era um tanto quanto bronzeada. — Ué, pensei que a californiana só iria chegar na semana que vem. — Olhou para mim, confusa.

– Como vocês...

– A diretora avisou que você viria. — Vallerie saiu do banheiro já com um pijama no corpo. — Nina, essa é Sophie. Ela está tentando sair. — Se deitou em sua cama, cobrindo-se até a cintura e fechando os olhos lentamente.

– Sair? — Perguntou ela em deboche. — Boa sorte; se apresse, as luzes se apagam em cinco minutos. — Nina entrou no banheiro e logo pude ouvir o som do chuveiro sendo ligado.

Alguém bateu na porta e como nenhuma parecia querer ir abrir, me levantei e fui atender.

– Vejamos... — A mulher idosa -uns cinquenta e poucos anos- entrou no quarto segurando uma prancheta e uma caneta. — Senhorita Field? — Vallerie levantou o braço, sem abrir os olhos. — Senhorita Chandler? — Ariene disse um "aqui" em tom baixo.- Ok... Senhorita Foster? — Perguntou.

– AQUI! — Nina gritou do banheiro fazendo-nos rir.

– E senhorita Banker. — Olhou para mim e logo anotou em seu papel sobre a prancheta. — As luzes se apagarão em pouco tempo. Todas dormindo. — E saiu. Sério, que mulher chata.

– Eu odeio ela. — Disse Vallerie em um tom engraçado, me fazendo rir. — Sério, só a voz dela me irrita sabe?

– É o trabalho dela Vall. — Ariene também não pode conter o riso.- Mas é verdade, ela podia ser mais simpática, assim não teria tantas garotas querendo que ela morresse. -Antes que pudesse falar mais alguma coisa, as luzes se apagaram e o som da água do chuveiro parou.

– Caralho, desligaram tudo já?! — Ouvimos Nina gritando do banheiro e nós três rimos.

– Boa sorte. — Vi o vulto de Ariene deixar o livro sobre o criado mudo e se deitar na cama onde antes estava sentada.

Saí do quarto encostando lentamente a porta atrás de mim. Os corredores eram iluminados pela luz da lua que atravessava as grandes janelas. Desci as escadas, passo por passo, e logo observei a porta em que dizia "Sala da Diretora". Era agora. Não ia amarelar.

Tirei a tampa do Spray e logo escrevi em letra legível e até que bonitinha, Vá se fuder Senhorita Mcfellin. Com certeza, isso me causaria uma expulsão!

Ouvi passos apressados e risos vindo em minha direção e me vi sem saída. Fudeu, fudeu! Olhei para os lados e apenas vi o corredor sombrio me esperando, mas não deu tempo.

– Uou! — Um dos dois garotos observava minha obra de arte com um sorriso nos lábios. — Novata, você está realmente encrencada! — Como todos sabiam que eu era novata?!

– Quem são vocês? — Perguntei com raiva enquanto guardava o spray no cós da calça.

– Sou Edward, mas pode me chamar de Eddie, gata. — Sorriu sedutor. Pelo que pude ver era MUITO bonito. Seus olhos eram tão claros quanto a luz que o iluminava. Os traços eram firmes e os cabelos em um castanho escuro desembrenhados com um ar de elegância.

– Não, obrigada. — Bufei cruzando os braços. — E você? — Perguntei ao outro, que permanecia na penumbra sem me deixar vê-lo.

– Logan. Logan Mcfellin. — Deu um passo para frente. — Bela letra. — Apontou com a cabeça para a parede. Acho que eu acabo de xingar a mãe dele.

Notas finais
E aí!? Gostou? Se sim deixe um comentário, se não, também deixe um comentário :D
É isso...
Ah, e eu estou com tanta inspiração que vou criar outra Fanfic interativa.
Será sobre bruxas, vampiros e essas coisas. Quando eu postar eu aviso aqui.
Não vou deixar essa fic, não se preocupem.
Próximo capítulo terão outros personagens!!!
xD
Então, comentem, recomendem e é isso :D
PS: Com o decorrer da fic eu coloco imagens dos personagens.
PS²: Capa editada.