Notas iniciais
Visão: Saito
Depois que nos acalmamos, o Sand decidiu mudar de turma, agora ele vem pra minha sala.
No dia seguinte ele já estava lá, então foi a maior zoeira que teve, quando ele tentava conversar com a Riuka, ele ficava vermelho e não conseguia dizer uma palavra sem gaguejar.
Depois de mais alguns dias, rolou algo novo, o professor de artes com espadas foi trocado por uma professora que tem orelhas de coelho e fala com uma voz fofa. Muitos garotos da escola babam por ela, mas eu não sou do tipo que saliva por qualquer coisa, só quando eu estou sentindo o cheiro de sangue, ai meus instintos primordiais começam a acordar. Mas como isso não importa, vamos logo passar pro que interessa.
Essa nova professora fez um esquema, nós formaríamos um “duo”, ou uma dupla com nossos colegas de quarto.
Eu fui com a Riuka, depois que todos se arruaram, a professora disse:
—certo, agora, lutem entre si. E se tiverem Bankai, não é proibido usar, mas não abusem.
A Riuka usava uma espada de lamina curta e um escudo, ela olhava pra mim confiante, mas não demonstrando força ou tentando me intimidar, o olhar dela dizia: vamos, vai ser divertido fazer dupla com você!
Visão: Fidget
São poucas as vezes que eu vejo o Saito se divertindo tanto em uma luta como naquela em que ele estava tendo com a Riuka, aqueles dois estavam realmente pau a pau, sem o Saito precisar do modo vampírico ou do bankai dele.
No final, eles ficaram empatados e esgotados.
Depois disso, a Riuka desafiou o Saito em um jogo de pedra papel ou tesoura, e se ela ganhasse, o Saito teria que a levar em um encontro, se ela perdesse, a Riuka teria que lavar a louça por duas semanas.
Ela colocou papel e o Saito pedra. Quando ele perdeu, ele falou:
—como promessa é divida, eu vou te levar em um encontro.
A Riuka colocou o braço dela em volta do braço do Saito, ele ainda olhou pro Sand e falou:
—até
O Sand ficou puto, já eu e o autor estávamos cascando o bico da cara do Sand, tanto eu quanto ele sabemos que o Sand não leva tanto jeito pra falar com garotas, e ver o melhor amigo saindo com a garota que ele gosta sendo que ele disse que não tinha intenção de namorar com a Riuka certamente deixou ele puto.
Visão: Saito
Fomos naquela mesma padaria que antes, assim que chegamos, cumprimentamos o dono e tudo mais, sentamos no mesmo lugar de antes e a Riuka falou:
—por falar nisso, eu e o Saito estamos em um encontro.
Ela me abraçou, eu sorri, coloquei um braço em volta do ombro dela e falei:
—eu perdi em uma aposta que fizemos.
O dono riu e falou:
—o Saito nunca faz promessas, mas quando ele faz, ele não para até cumprir. Fez bem e obrigar ele a prometer, mas o que você ofereceu em troca pra ele aceitar?
A Riuka respondeu:
—disse que se ele ganhasse, eu iria lavar a louça por duas semanas.
Ele começou a rir mais alto e falar:
—você acertou bem em cheio! Ele odeia lavar louça, principalmente nesse frio!
Nós três ficamos rindo lá. Depois, na hora de ir embora, o dono me deu uma caixa e falou:
—aqui, uma doação pra toda aquela gente que você ajuda no templo.
Eu peguei e agradeci dizendo:
—obrigado, certamente que eles vão ficar felizes.
Eu sai de lá com a Riuka, assim que saímos, a Riuka perguntou:
—o que ele quis dizer com “gente que você ajuda”? Você é doador de uma caridade?
A Fidget respondeu por mim:
—não exatamente uma caridade, o Saito tomou posse de um templo abandonado e usa ele como moradia pra sem tetos, lá eles podem ficar mais aquecidos e coisa do tipo. O Dono ajuda com algumas coisas como comida e água, mas o resto é comprado com algumas partes dos salários que os moradores de lá pagam. Todos eles conseguiram emprego, mas como não dá pra comprar uma casa ainda, continuam morando no templo.
A Riuka olhou pra mim e falou:
—além de ter boa pegada, tem coração grande. você não para de me surpreender.
Eu saquei a referencia.
Assim que chegamos no templo, eu abri a porta dizendo:
—galera, hoje eu trouxe algo especial...
Eu vi tudo quebrado e um monte dos moradores do templo mortos a tiro, eu vi que o David ainda resistia, eu me apressei e tentei ajudar ele, mas ele já estava quase morrendo.
Eu perguntei pra ele:
—o que aconteceu aqui!?
Ele respondeu tossindo sangue:
—fomos atacados por marginais armados... eles destruíram e mataram todos...
O David começou a chorar, ele agarrou meu casaco, apertou e falou:
—Saito, desculpe! Eu não consegui proteger todos como avia prometido! Desculpe!
Logo em seguida, ele morreu. Eu descansei a cabeça dele no chão, levantei com a parte de cima do meu rosto escura e disse:
—garotas, saiam já daqui. Vocês vão atrapalhar.
A Riuka ainda perguntou:
—o que você vai fazer?
Já a Fidget pegou o ombro dela e foi puxando pra fora dizendo:
—não queira nem saber! Da ultima vez que o Saito ficou bravo assim, ninguém conseguiu parar ele!
Meus olhos estavam vermelhos, eu estava no modo vampírico completo e ativado, eu peguei um taco de ferro que estava lá e subi as escadas.
Eu encontrei todos os bandidos lá, assim que me viram, um disparou na minha direção, eu bati na bala com o taco e a desviei.
Naquela hora, todo mundo ficou com o coração na mão, então eu falei enquanto andava mais pra perto:
—sabe, valeu por me lembrarem... eu já tinha me esquecido...
Eu levantei minha cabeça, minhas íris estavam muito vermelhas e brilhando, então completei a frase:
—que nesse mundo, é matar ou morrer.
Lá de baixo só se escutava os tiros, os gritos, o barulho dos ossos se quebrando e ver o sangue escorrendo pelas tábuas.
Quando só sobrou um, ele implorou pra mim dizendo:
—p-por favor, tenha piedade!
Ele viu que eu estava chegando bem devagar, mas ele não tinha reação, ele juntou as mãos e disse:
—deus!
Eu olhei com os olhos arregalados pra ele e falei em um tom irônico:
—você é um seguidor de deus? Interessante, mas... desde e quando esse mundo tem piedade.
Eu matei ele com muita violência, depois joguei o taco pra algum canto, desci as escadas e fui pra minha própria casa, com a roupa, as mãos e até o rosto cheios de sangue.
Depois daquele dia, eu lembrei que tinha que ser forte se você quisesse sobreviver, desde então, meus treinamentos ficaram extremamente rígidos comigo mesmo, sempre levando meu corpo ao limite. E pra que tudo isso? simples: sempre tem alguém que vai tentar pisar em você, e se eu permitir, eu vou me arrepender.
Fale com o autor