Highschool Dxd -- O Assassino Rubro
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Capítulo 2: Um caminho das trevas
“Calma... Estará tudo bem...
Você pode ter recebido esse golpe fatal, mas eu vou te ajudar...
Se você quer mesmo viver, faça um contrato comigo, mas você passará a me servir...
Como meu escravo.”
O despertador toca, e Isao, na cama de seu casarão, imediatamente acorda com um susto. Com os olhos arregalados, ele os esfrega e depois desliga o despertador.
–-... O que foi aquilo? Foi um sonho...? Mas parecia real...
Então, ele se levanta da cama e notou que está completamente nu, com os cabelos longos cobrindo a parte de trás do loiro.
–-Desde quando eu dormia pelado?
Em seguida, ele se apronta, conferindo as suas roupas de escola e vestindo-as. Também verificou as suas armas de Assassino na grande bolsa. Notou que estavam todas intactas.
–-Então foi mesmo um sonho... –disse enquanto suspirava.
...
Logo ao sair de seu casarão, ele chegou à ponte familiar. Logo, ele se recordou do “sonho” que teve. A garota não estava ali para cumprimenta-lo.
–-Será que foi mesmo um sonho? –disse enquanto coçava a cabeça. –Mas... Por que eu estou me recordando essas imagens como se realmente tivesse acontecido?
E ele avistou a Dupla Pervertida cumprimentando-o.
–-Oi, Isao! –disse Motohama. –Hein? –ele notou que Isao está ficando mais “alerta”. –O que houve? Você está bem? Parece que viu um fantasma. –ajustava seus óculos.
–-Uh... –Isao, gaguejando. –Eu acho que não dormi direito... –fez um olhar de cansado.
–-Mas o que você esteve fazendo ontem à noite? –disse Matsuda, enquanto esfregava o queixo.
–-Escutem, não é coisa tão séria, e deixem-me em paz! –Isao fez um olhar de irritado e acelera os passos para a escola.
–-O que deu nele? –Matsuda.
Mas algo incomoda Isao. Eles nem sequer mencionam a garota dos “sonhos” dele.
–-Mas o que diabos...?! Por que eu continuo pensando naquele sonho?! –ele sussurra.
...
Na sala de aula do Isao, a professora foi passando o conteúdo da disciplina de forma que quase todos os alunos acabam dormindo logo no meio da aula. Mas Isao continua pensando, incansavelmente, sobre ontem à noite.
“Ei...”
De repente ele escuta uma voz e se alerta.
“Pode me ouvir?”
–-Quem é?! –em um estado paranoico, ele deu um pequeno grito.
–-Qual o problema, Akurosu-kun? –disse a professora.
–-Uh?! –ele olha em volta e todos estão olhando para o loiro.
–-O que houve? Está meio tenso hoje? –a professora fala novamente.
–-Bem... –ele range a sua garganta. –Eu pensei que alguém estava tentando chamar a minha atenção...
–-Garotas...? –professora, com um olhar de desconfiança.
As meninas da sala fizeram um sinal de não, aquelas que estão muito interessadas em ficar com Isao.
Enfim, a aula continua até que o sinal tocasse. Isao continuou a refletir o que era aquela voz estranha na cabeça dele.
–-Mas o que raio foi isso? –ele coça a cabeça. –Mas se bem que não é semelhante a de uma garota...
Ele ouviu alguns gemidos das colegas vindo de fora da sala, e Isao faz ideia quem está chegando.
–-Af... O que ele quer?! –disse o loiro, enquanto apoia a bochecha sobre o punho.
Acabou de chegar um belo rapaz esbelto de cabelos brancos, com uma personalidade graciosa. Seria aquele “rival de Isao” que a Dupla Pervertida considera.
–-Bom dia, Isao-san... –disse o de cabelos brancos.
–-... Bom dia... Yuto Kiba... –olha com desprezo. –O que traz a você aqui?
–-Senhorita Rias Gremory do terceiro ano deseja a sua presença no Clube de Pesquisas Ocultas. –disse Kiba, com bastante tranquilidade.
–-E tem algum motivo de eu ir até lá? –o loiro ficou zangado.
–-Ela apenas deseja que você vá até lá.
–-Sinto muito. –ele levanta de seu lugar. –Mas a minha agenda está cheia hoje.
Isao se retira da sala para tentar se acalmar com ar fresco.
–-Logo agora que aquele cara quer mexer comigo? Só não quero me meter nos problemas dos outros. –disse Isao, enquanto andava pelo gramado. Mas...
Ele logo avistou a ruiva, Rias Gremory, bem na frente dele, e os dois estavam completamente sozinhos. Isao sente algo estranho quando a olhou diretamente. Alguma atração.
–-Bom dia, Akurosu-kun! –Rias o cumprimentou com um sorriso.
–-... O que quer? –ele foi logo direto ao assunto.
–-Podemos conversar um pouco?
–-...
Então, Isao aceitou o convite e os dois foram andando pelo caminho de chão de pedra. Isao não faz ideia para onde os dois estão indo, mas ele suspeita com o sorriso de Rias.
–-O que você quer de mim? –disse Isao.
–-Eu gostaria que você se juntasse ao meu Clube de Pesquisas Ocultas. Ali você vai ter mais tranquilidade e todos vão te deixar em paz, já que você pretende ficar sozinho. –ela finaliza com um gemido carinhoso.
–-... –ele pensa. –Pode ser uma boa ideia, mas mesmo assim, eu prefiro ficar COMPLETAMENTE sozinho.
–-Ora, ora! Você até que é bem difícil! –disse com um tom de ousadia. –Por isso que as garotas ficam atrás de você. Um rapaz bonito como você ter que recusar muitos pedidos de namoro, demonstrando tanto desprezo e rejeição fazem-nas ficar cada vez mais curiosas, e assim elas vão acabar te agarrando de maneira bastante selvagem. Ou você não percebeu isso?
–-!!! –ele acabou corando violentamente.
–-Assim você vai acabar aceitando pelo menos umas... quinze delas, mais ou menos? –ela fez um sorriso malicioso. –Seria um belo de um harém, não?
–-Mas eu não sou esse tipo de pessoa! –ele protesta. –Eu só...! –ele hesita.
–-... Você fez algo ruim, certo? –ela disse com um olhar sério.
–-... –ele permaneceu em silêncio, mas... –Não é da sua conta!
No final, ele se irritou e quis ficar o máximo possível longe dela. O vermelho acabou de irritá-lo cada vez mais.
E mais tarde, de volta à sala de aula, quando o último sinal toca...
–-Muito bem, a aula terminou! Isso é tudo por hoje. –disse a professora.
–-Ainda bem que hoje é sábado... Já não aguento mais ficar pensando enquanto os outros conversam ao meu redor... –sussurrou Isao.
–-E lembrando! Amanhã teremos uma aula importante prática sobre botânica! –a professora continuou. –Melhor não faltarem!
–-Como assim, amanhã?! –Isao se sente desconfiado.
Então ele ouviu a conversa de algumas das garotas que sempre tentam ter um encontro com o Isao.
–-Que chato... –a de cabelos rosados reclama.
–-Eu nem consegui ficar com Isao-kun neste fim de semana... –a de cabelos verdes infla as bochechas.
–-Mas vamos conseguir no próximo! –a de cabelos roxos de óculos diz com timidez.
Isao começou a ficar mais assustado, e ao lembrar-se daquela frase grande de Rias, “Assim você vai acabar aceitando umas... quinze delas, mais ou menos?”, talvez seja isso que ela esteja se referindo. Será?
Ele ignora isso e vai saindo rapidamente da academia o quanto antes. Ele começou a ficar muito nervoso. Mas a Dupla Pervertida o avistou, tentando amenizar a situação.
–-Olá, Isao! Mas... –disse Motohama, antes com muito moral, mas mudou de expressão. –Qual o problema? Parece que viu um fantasma.
–-Uh... Por acaso, hoje é... sábado? –Isao ainda ficou espantado.
–-Hein? Está maluco? Hoje é o pior dia de cada semana! Segunda-feira! –o mesmo disse com certa ironia. –Vai ser complicado assistir o mais novo Hentai, “Kamen Rider Pink”!!!
E do nada, ele já tem em mãos a capa do DVD-Blu-Ray do Hentai, e fica abraçando sem parar.
–-Eu... Eu vou para casa! –Isao corre.
–-Viu só, Motohama?! Deixou-o constrangido! –disse Matsuda.
Ao correr, ele fica cada vez mais assustado. E ao chegar à mesma ponte, ele parou por um tempo e acaba de ter uma visão para “lembrar” o que aconteceu naquele dia. Com a Amano Yuma.
“Eu... Eu quero ser sua namorada!”
Isao ficou pálido ao lembrar e até que ele recuperasse a parte de ontem, ele foi depressa até a praça com uma fonte e ele viu o que realmente aconteceu.
“Posso lhe perguntar uma coisa?”
“Seja breve, eu preciso ir para casa o quanto antes.”
E quando o sol foi embora...
“Você pode morrer pelas minhas mãos?”
Isao do presente sentiu calafrios por ter que ver essa visão com os fantasmas dele e da Yuma. Isao ficou segurando a barriga de tanta dor que tem, como se a barriga estivesse gelada. E após relembrar da “luta” [por mais que seja uma mutilação], ele viu o que ele não conseguia lembrar.
*********************
A Yuma com as asas negras mostrando seus grandes e belos peitos e sentada em cima do quadril de Isao.
–-É uma pena um rapaz bonito como você ter que morrer. Mas não se preocupe. Vou lhe dar algo que vai compensar a sua morte. –ela disse com um olhar de malícia enquanto lambia os próprios lábios.
A lança que ela jogou no peito do Isao era bem fina que perfurou bem no meio do coração, numa área que não fez ser uma morte súbita, apenas imobilizando a presa fácil. E para melhor contato, ela reduziu o comprimento da lança para que ela possa beijar a boca de Isao de maneira sensual e selvagem, envolvendo a língua dela com a dele, enquanto a anja negra consiga sugar um pouco da saliva do loiro. Isao estava um pouco corado no rosto porque ele ainda estava pálido de medo, mas com um beijo desse e ter visto os peitos expostos da anja não o impediu de ficar excitado por baixo.
–-Oh! –ela sentiu o membro endurecido sentado. –Mesmo nessa situação, você é mesmo um tarado! –fez uma risada cruel e irônica. –Vai. Sinta-os.
Ela agora esfrega o seu belo par de peitos contra o rosto de Isao. Ele até consegue sentir os mamilos dela, e como a dor da lança era forte, ele só conseguia respirar direito com a boca, e isso o fez pôr a boca nos mamilos dela, o que isso ele quis evitar, mas a anja o forçava a fazer. O loiro tentava revidar, mas com o terror que ele sentia dela que nem um empurrão conseguia afastá-la. Ele chora por misericórdia.
–-Isso é inútil. –ela diz enquanto gemia de prazer. –Não percebe a diferença de força entre nós? Apenas aprecie.
E ele ficou lambuzando o peito dela com a saliva, e ainda, como ele não aguentava ficar excitado nessa magnitude, ele foi lambendo o mamilo enquanto fechava forte os seus olhos para que ele não veja o que estava fazendo de acordo com os seus instintos. Depois de um tempo, a anja negra ficou satisfeita com os serviços do loiro e em seguida tira as calças dele.
–-Gh!! –Isao ficou alertado e tenta sacudir as pernas. –Isso... Isso não...
–-Qual o problema? –ela diz enquanto tirava a calcinha. –Isso é algo que qualquer homem sempre quer fazer nas mulheres bonitas. Sorte a sua que você vai estar prestes a violentar uma Anja Caída gostosa. –depois ela tira a peça íntima do loiro e fica em cima do quadril dele.
–-!!!!!
E quando finalmente começou a penetrar, Isao sentiu calafrios e teve força o suficiente para tampar seus olhos com a mão direita para que ele não veja o que vai acontecer a seguir. A Anja Caída é a que mais parece sofrer [mas de prazer ardente], e quando ela bateu no quadril do loiro, ela ficou suando muito, porém, um sorriso no rosto, pois ela está sentindo a carne de Isao dentro dela.
–-Sente? –ela falava enquanto suspirava sem parar. –Não foi difícil. E então? Está gostoso? Sei que não está apreciando, mas tudo bem, eu também sou virgem.
Isao não falava e ainda chora com uma dor imensa vindo de lá.
–-Calma... Quando eu disse um presente, significa que você vai poder apreciá-lo até você cansar, ou seja...
“Você vai poder gozar dentro de mim até que não aguente mais viver...”
*********************
–-Não... –Isao ficou pálido e o coração e a barriga começaram a doer. –Não, não, não... Não pode ter realmente acontecido...
A lua cheia apareceu no horizonte. De repente, um pouco do calafrio que Isao sentia desapareceu. Então, continuando assustado, ele seguiu seu rumo de volta para o casarão, ainda com aquela visão presa na cabeça.
Quando chegou, ele não foi diretamente ao andar subterrâneo, e sim para o seu quarto. Ele foi tomar banho para tentar esquecer, e não consegue se livrar. O pensamento se dispersa até que o telefone tocasse. Ele atendeu e a voz é de alguém conhecido.
–-Isao?
–-Ah... Sim? –ele responde com um tom fraco.
–-Aconteceu alguma coisa?
–-Uh... Nada. –ele disfarça.
–-Certo... –Isao ouve páginas sendo folheadas. –Você tem um Contrato de Assassinato hoje à noite, e acabamos de encontrar um dos Templários. Vai ser difícil entrar ali, e requer muita habilidade sua. Você consegue.
–-Sim.
–-Vou lhe enviar as informações do sujeito.
Depois de ouvir tudo que ele tem de ouvir, ele se prepara para executar um Templário.
Ele veste seu roupão branco com alguns tecidos vermelhos, seu cinto com uma espada e demais ferramentas para ataques furtivos e o seu par de lâminas ocultas com pistolas portáteis. Ao sair do casarão de uma passagem de atalho logo no fundo do subterrâneo, ele coloca seu capuz para não ser reconhecido.
Logo ao sair, Isao se vê que está na praça, onde ele foi “morto” e violentado por aquela “Anja Negra”. Ele, agora que está prestes a iniciar um contrato, não perde tempo para pensar nisso e já corre sem parar. Ele corre e escala nas casas.
Nos tetos, ele foi correndo igual uma águia. Quando ele foi dar seu primeiro salto, ele viu que conseguiu saltar sem segurar-se na parede, ele acabou aterrissando em outro telhado. Ele parou por um instante, surpreso.
–-Como é que... Como eu consegui saltar assim?!
Mas mesmo assim, ele ainda vê isso como uma boa vantagem para chegar mais rápido.
–-Será que eu tinha usado a Peça naquela outra vez? Mas...
Ele lembrou novamente quando enfrentou “Yuma”.
–-Então eu deveria ter fugido... Como sou idiota... –ele se zangou.
Ele foi rumo ao local do seu contrato, pulando de telhado a telhado, como se fosse uma verdadeira águia, o roupão de Assassino “flutuando” como se fossem asas e penas de uma ave.
Enquanto isso, num lugar subterrâneo...
–-E daí?! –um homem bate numa mesa, enfurecido.
Estava numa sala um homem com um casaco branco, calça e camiseta social com uma gravata, discutindo com cinco pessoas de casacos negros, usando chapéus de máfia e rostos completamente cobertos, juntamente com óculos escuros.
–-Idiotas... Mesmo o corpo de aquele moleque ter se perdido, e vão me dizer que ele ainda continua atendendo àquela academia?! –disse o “cientista”. –Que blasfêmia é essa?! Ele está MORTO!
–-Sinto muito, mas suspeitamos que o garoto deva ter sido ressuscitado. –disse um homem de casaco negro.
–-Eu nem vou acreditar numa besteira como essa! Se aquele garoto estivesse morto, a Abstergo com toda a certeza tomaria controle dessa cidade! Eu vou aprovar o plano de dominar essa cidade imediatamente, com ou sem o seu auxílio! –disse o cientista.
Depois de ouvir isso, o homem de casaco negro suspirava.
–-Se é assim, considere o nosso contrato desfeito. –ele ajusta seus óculos negros.
–-Tudo bem! Eu não preciso mais da sua ajuda! –ele rasga o contrato que estava na mesa.
Os casacos negros começaram a partir. E quando eles acabaram de sair da sala, o cientista ficou cada vez mais irado, porque o contrato tinha algo que ele poderia receber algo em troca: matar o Assassino da cidade.
–-Merda... Merda, merda, merda, merda! –ele jogou uma porta-caneta no vidro, e o vidro nem rachava. –Eu não vou acreditar nessa baboseira de “Jesus Cristo moderno ter renascido”... Só o que me interessa é poder... Em nome dos Templários...
De repente, um sinal vermelho soava.
“ALERTA DE INTRUSO! ALERTA DE INTRUSO! TODOS OS GUARDAS, MANTER AS SUAS POSIÇÕES! ALERTA DE INTRUSO! ALERTA DE INTRUSO”
E continuava...
–-Quem será agora? –o cientista ficou mais agitado.
Ele agora verifica nos monitores, e viu um encapuzado espalhando sangue para tudo quanto é lado.
–-Assassino!!! –ele se espanta. –Todos os guardas! –ele pega um microfone. –Matem-no!!! Matem-no!!!
Então, mais doze guardas armados de cassetetes em formação de duas colunas partem para cima do encapuzado.
O encapuzado puxa duas espadas de cada lado de seu cinto e parte para cima dos guardas. Após eles entrarem em conflito direto, os guardas o cercaram, nas no processo, dois guardas foram mortos por estocadas das espadas do encapuzado. Sangue jorrava das barrigas deles.
Depois de tirar as espadas, o encapuzado se viu cercado. E como uma tática de imobilizá-lo, quatro guardas foram para cima dele, mas num vulto, o encapuzado retalhou os pescoços dos quatro. Mais sangue jorrava no campo de batalha.
Então, o encapuzado estava numa posição de alerta, empunhando as espadas com um braço aberto e outro encurvado, fechando qualquer tipo de abertura para que o inimigo possa encontrar.
O restante dos guardas, os seis foram atacar cegamente. Assim deu ao encapuzado uma oportunidade de arrancar fora as mãos dos seis e depois amputar os braços deles. Cada vez mais sangue jorrava no campo de batalha. A luta terminou, e o encapuzado guardou as suas espadas em suas bainhas por baixo do tecido do roupão.
O cientista ficou cada vez mais apavorado.
–-Desgraçado... –ele murmurou. –Então eles estavam guardando um Assassino como substituto... Embora eu nunca conheça a aparência do anterior, mas as habilidades desse são formidáveis, e melhores que as do antecessor. Vai ser difícil... –ele agora ativa o microfone. –Artilharia! Se avistarem-no, podem atirar!
Agora, um esquadrão de vinte homens, armados como atiradores de elite com metralhadoras vão marchando até encontrar o encapuzado.
Mas algo de errado aconteceu. Todas as câmeras estão desativadas.
–-Merda! Ele deve ter ido para a sala de comando... –ele tenta usar o microfone, mas também não está funcionando. –Essa não... –ele agora se sente ameaçado e completamente indefeso. –Filho da mãe esperto...!
O teto começou a fazer barulho na entrada de ar e o encapuzado, um pouco encharcado de sangue, pousa na sala do cientista.
–-Você... O Assassino... –ele deu um passo para trás.
Ao ver o encapuzado –o Assassino– liberar uma lâmina do pulso esquerdo, o cientista tentou fugir pela porta, mas estava travada eletronicamente. Ele tentou usar seu cartão de acesso, mas o Assassino foi mais ágil e fincou uma faca no leitor de cartão.
–-Não! Não me mate, por favor! –ele pedia por misericórdia enquanto deslizava de costas contra a porta.
Então o Assassino segurou-o pelo colarinho e tirou o capuz. O jovem de cabelos loiros e olhos vermelhos, Isao.
–-Mas... Disseram-me que você tinha morrido...
–-Quem?!
Isao ficou alertado e levantou o cientista para o alto, pressionando-o cada vez mais.
–-Quem disse que eu tinha morrido?! –Isao ficou irritado.
–-Eu... Eu não sei! Foram pessoas com casacos negros! Eu nem faço ideia de quem são, mas eu os contratei para te matar! –ele ficou chorando.
–-Casacos negros?
–-Bem... De vez em quando, eu até vi algumas asas negras vindo das costas deles...
–-“Asas negras”?!
–-É... É tudo que eu sei... Era para ser segredo-
E do nada, atrás da porta eletrônica, viu uma lança roxa atravessando o coração do cientista, matando-o instantaneamente. Isao foi mais ágil e desviou na hora no lado direito. A lança sumiu do ar e, como isso foi uma ameaça para Isao, ele acabou fugindo novamente através da passagem de ar.
Ele tentou fugir para o outro lado para manter distância e, como de esperar, no lado para onde ele veio para a sala do cientista morto, lanças perfuram o casco de estanho da passagem de ar.
–-Agora vou ter que sair daqui... –Isao pensou.
Após alguns metros que percorreu pela passagem de ar, ele logo chuta para baixo, fazendo um buraco e saindo da saída de ar, mas viu que parte da artilharia [cinco deles] estava patrulhando para eliminar Isao. Então ele se escondeu até que eles passassem para o outro lado. Ele foi fugindo, mas logo uma explosão aconteceu em sua frente. Tinha uma mulher de casaco com asas negras em suas costas.
–-Akurosu Isao... Finalmente nos encontramos... Assassino Rubro! –falava a mulher enquanto conjurava uma lança roxa.
–-Merda! –Isao empunhava as espadas.
–-Você morrerá aqui e agora!
Ela partiu para cima do Isao e quando ela estava prestes a fazer um impacto nele, Isao conseguiu desviar facilmente e tentou desferir uma estocada nela, mas não teve muito efeito. A espada acabou rachando. A Anja Negra sentiu algo como se um espinho espetasse na barriga dela e Isao manteve uma boa distância dela.
–-Minhas espadas são frágeis contra ela... Que nem naquela vez?! –o loiro sussurrava.
–-Não vai adiantar você tentar me matar com essas armas frágeis! –ela parte novamente para cima de Isao.
Então, Isao embainhou as espadas e foi logo usando as mãos para tentar atordoá-la e finalizá-la desarmado. Ela conjura novamente a lança. Tentando novamente ferir o loiro, Isao agarrou o braço dela que estava segurando a lança, depois aplicou uma joelhada na barriga dela, seguido de um chute na costela dela, atordoando-a.
–-Até que meus golpes de artes marciais estão fazendo algum efeito. –pensava Isao.
Isao agora tentou desarmá-la, tomando a lança. Mas isso foi um erro, que, ao tentar tomar a lança, a mão dele começou a queimar, atordoando-o um pouco. A Anja Negra viu isso como uma oportunidade e aplicou um soco no rosto dele, forçando-o a recuar.
–-Argh! Essa lança me queima?! Mas como?! –ele viu a sua mão um pouco queimada.
–-Isso porque agora você renasceu como um deles. Não esperava da Raynara ter feito uma besteira como essa... –ela recobra as forças.
–-“Raynara”?
–-Aquela que deveria estar de olho em você, mas ela acabou te matando.
–-Então... Ela é um de vocês... Um “Anjo Negro”...
–-Mas agora que você se transformou em um demônio, vai morrer, aqui e agora.
Os outros quatro Anjos Negros chegaram, cercando-o dos quatro lados.
–-Desculpe, mas eu não morro tão fácil assim! –interpreta o loiro.
Ele tirou de seus bolsos três granadas de fumaça. Jogou-as no chão e foram bem posicionadas. Era uma cortina de fumaça muito grande, e com isso, viu uma oportunidade de fugir.
–-Atrás dele! –disse o homem que esteve falando com o já falecido contrato de Isao. –Não o percam de vista!
Isao ficou correndo bastante, e até se viu correndo muito rápido que parece que os perdeu de vista. Ou ele pensa.
Ao sair da afiliada da Abstergo, que era um prédio pequeno, ele foi recebido com mais cinco Anjos Negros, prontos para arremessarem lanças nele.
–-Merda! –disse Isao.
Quando lançaram, Isao conseguiu desviar, mas pelo menos duas lanças o pegaram de raspão, pois ele foi pego desprevenido. Fizeram feridas leves no braço direito e na perna direita.
–-Com certeza você não é fácil de morrer, garoto... –disse o homem. –Por isso eu fui elaborando para prevenir que você não saia vivo. –conjura uma lança.
–-Ainda mais que foram as minhas três últimas granadas. Estou ferrado... –Isao pensava.
Todos os Anjos Negros ficaram atirando as suas lanças de luz contra o loiro. Mas com os seus reflexos improvisados que descobriu nessa noite, ele pôde desviar, mas com dificuldade. Mesmo assim, ele só recebeu um raspão na perna direita.
–-Mesmo assim, está complicado...! –ele tenta recobrar o equilíbrio das pernas.
E sem paciência, ele logo foi partir contra o Anjo Negro mais próximo com suas próprias mãos.
–-Eu vou dar logo um basta nisso! Eu não vou esquivar para sempre! –Isao gritava.
E quando foi aplicar um soco no seu alvo, ele logo viu quem era. Yuma.
–-Yu... Yuma?!
Ele hesitou em aplicar o soco, enquanto seus olhos se arregalavam. E isso deu a oportunidade de uma lança ser fincada nas costas dele. Isao gritou de dor e caiu deitado no chão de costas.
Enquanto ele tentava se levantar, mais lanças são atiradas nas costas dele, mas desta vez não só nas costas, também nas pernas e nos braços do loiro, imobilizando-o.
–-Quantos são necessários para derrubá-lo? –disse o homem.
–-Yuma... –Isao disse com muita dor em sua expressão. –Por quê...?
–-Porque você é a ameaça mais perigosa que existe. E pelo visto, “Ddraig” já começou a sincronização com você, por causa do seu altíssimo fator espiritual. –disse a Yuma.
–-Raynara! –o homem se enfureceu.
–-O que foi? Ele vai morrer mesmo assim, não vai? –Raynara.
–-Apenas faça o que você não pôde fazer. Mate-o.
–-Que seja, Dohnaseek... –suspirou Raynara enquanto conjurava uma lança de luz. –Sinto muito, era nada pessoal. Bem, um pouco, mas eu até que me diverti com você. –mostrava o rosto de malícia enquanto apalpava um pouco a barriga.
Ela aplicou uma estocada nas costas na área esquerda de Isao. Ele ficou gritando de dor.
–-Pare! Isso dói!!! –ele até chorava.
–-A minha lança deveria ter já atravessado no seu corpo, mas por causa da sua sincronização com o “Dragão Celestial”, terá que morrer dolorosamente e devagar. Sinto muito. –do nada, Raynara apresentou uma expressão vazia.
–-Isso dói...!! Akia...!! Isso dói...!!!
Ele se lembrou do momento que viu a loira das suas lembranças do passado. Ela repetia “Isao-kun...! Isso dói...! Isso dói!!!” enquanto ela chorava. E ela morreu diante dos seus olhos, submissa aos homens que ele é destinado a eliminá-los.
A lança agora penetrou no pulmão esquerdo de Isao, derramando sangue pelo local da estocada e pela boca, e depois a consciência dele foi se escurecendo, como se estava prestes a morrer mesmo.
“Eu não quero morrer... Eu não quero...! Pai... Mãe... Socorro...!!!”
Mas raios vermelhos começaram a disparar como se fossem balas perdidas, evaporando sete Anjos Negros. Os outros recuaram, longe do Isao abatido.
–-Ora, ora... O que temos aqui? Por que vocês estão maltratando aquilo que tem dona?
Isao reconheceu a voz.
–-Ri... Rias?
Surge das sombras a bela ruiva da Rias Gremory, junto com outra garota aparentando a mesma idade que ela, só que de cabelos negros, outra que aparenta ser mais jovem de cabelos brancos e um rapaz de cabelos brancos, que obviamente é o Yuto Kiba.
–-Rias Gremory? Você aqui? –disse o homem que é chamado de Dohnaseek.
–-Parece que eu cheguei a tempo. –disse Rias com uma expressão de mandona.
–-Então... Ele é o seu escravo?
–-Sim. Ou seja, ele é a minha propriedade. Mexe com ele, que você se verá comigo. Afinal, ele agora é uma ameaça para vocês. Dohnaseek.
–-Maldita... –ele ajusta o chapéu. –Se bem que ele é mesmo uma ameaça. Se ele tivesse a Sacred Gear nessa noite, com certeza eu perderia todo esse meu grupo. Mas contra você... Eu vou me retirar.
Dohnaseek até olha para a garota de cabelos negros com tanto desprezo, e mandou seu grupo voar para longe da Rias.
As lanças de luz desapareceram, e Isao ficou completamente inconsciente.
“Eu...? Um escravo...?”
Fale com o autor