Highschool Dxd -- O Assassino Rubro

12 Capítulo 11: Coincidências


Notas iniciais
Caramba... Logo que a faculdade voltou, as matérias começaram a ficar mais preocupantes... Enfim, novo capítulo, EXCLUSIVO deste Crossover... A conexão entre Highschool DxD e Assassin's Creed começará a ficar mais forte, e terão novos personagens.

Novamente, Isao, deitado na cama, com um olhar de desconforto novamente.

–-Sinceramente... De todos os lugares... Logo perto de Monteriggioni?! –ele se estressa cada vez mais. –Ou, pelo menos, da desaparecida Monteriggioni... Mas por que logo perto?

Ele se balança na cama sem parar, tentando pensar em algo, mas era inútil.

–-Argh... Se pelo menos eu fosse descendente de Ezio Auditore...! As coisas seriam mais fáceis... Embora ele tinha alguns poderes absurdos, ele não passava de um mero ser humano, ao contrário de mim, que agora sou um meio-demônio... E eu duvido que existem relatos sobre ele em relação a tudo que está acontecendo... Caso contrário, até Desmond estaria envolvido em tudo isso...

Isao senta na cama, com a cabeça toda confusa pela primeira vez, tentando de todas as formas possíveis encontrar a resposta. Ele faz um grande suspiro.

–-Eu vou tomar um banho... Estou nervoso demais...

...

Isao, carregando suas roupas casuais, e despindo seu uniforme da escola, expondo todo seu corpo e liberando seu longo cabelo loiro...

Ele foi entrando na banheira quente, e lá ele foi relaxando e olhando para cima, com a toalha na cabeça.

–-Tudo isso está fazendo minha cabeça pesar cada vez mais... Quando é que isso vai acabar e ter algum espaço que eu REALMENTE possa usar para relaxar e esvaziar a minha mente?

E, devagar ele foi fechando os olhos, até que ele adormeceu na banheira. Ele tenta pensar em algo...

No entanto, fora da banheira...

Yoko estava se despindo toda, e quando viu uma bandeja com as roupas, e percebeu que eram de Isao.

–-Isao-kun... –ela pensou.

E, sem se preocupar, mesmo assim ela tirou todas as suas roupas.

E agora, toda nua, apenas vestindo uma toalha, a morena foi logo entrar sem hesitar no banheiro. E observou Isao, dormindo.

Ela se aproximou dele, observando mais de perto a expressão profunda de sono. E...

–-Isao-kun... –ela sussurrou. –Ei, acorde... –ela cutuca a bochecha dele. –Faz mal você dormir numa banheira cheia de vapor.

E Isao lentamente desperta. Ele abriu seus olhos e se ergue para frente.

–-Huh...? Yoko? –ele disse, enquanto esfregava os olhos. –Eu estive dormindo?

–-Isao-kun...

–-Desculpe... Eu estive pensando demais e minha cabeça estava ficando cada vez pesada... Huh?

Ele observou que suas mãos estavam molhadas, e viu que ela estava de toalha, e ele começou a ter vergonha e se afasta um pouco.

–-YOKO?! O QUE VOCÊ-

Foi interferido após a morena tampar a boca dele com sua mão, para prevenir que ele grite e que chame a atenção das outras garotas. O loiro se acalmou aos poucos, mas continua com a vergonha. A morena soltou a mão da boca dele.

–-Uh... Posso... Posso ajuda-la em algo? –ele desvia o olhar.

–-Isao-kun... Posso lavar suas costas? –ela disse com calma, mas corando.

–-Huh? –Isao começa a estranhar, mas percebendo. –Eu... Eu acho que preciso mesmo...

Isao acabou aceitando o convite para uma garota bonita e delicada lavar suas costas.

O loiro, continuando com vergonha e olhando para baixo, enquanto Yoko ficava esfregando suas costas, com um olhar de preocupação.

–-Uh... Yoko? –o loiro começou a falar. –O que você quer me falar? Se quisesse, poderia esperar até eu terminar...

–-... A verdade... –ela disse, com um tom de depressão. –Eu estive me perguntando...

O loiro começou a ficar confuso.

–-Sobre... Sobre esse negócio todo de servos... –ela continuava. –Eu realmente não pensei que os demônios fariam algo assim com seus servos...

–-Verdade... Como uma ex-sacerdotisa de um templo, é normal dela pensar que isso seja errado, mas agora ela é um demônio... Minha serva... No entanto... –Isao pensava dentro de sua mente.

–-Isao-kun... Você tem vontade de fazer exatamente aquilo conosco? –Yoko parou de esfregar de repente as costas dele.

–-Huh? –o loiro se alertou com a pergunta e quase entra em pânico. –É claro que não...! Bem... Ah...! –ele corava. –Eu jamais faria algo egoísta... Independente se vocês forem as minhas servas...! Mas... –ele se acalmava. –Eu não faria algo que as façam ficarem tristes...

Yoko, após ouvir isso vindo de Isao, ela abraçava com força, espremendo seus peitos contra as costas do garoto. E o mesmo tenta manter um pouco a calma.

–-Estou feliz... –ela alivia a voz, e sorriu. –Mesmo você sendo um demônio... Isao-kun... Ainda sobra um pouco de sua gentileza...

–-E desde quando eu fui assim gentil com ela? –ele se pergunta em seus pensamentos. –Se bem que não lembro muito bem... A não ser que...

...

–-Saki... –disse uma voz de um homem. –O que foi? Por que você está se afastando de mim?

Uma imagem de um homem de roupão estilo japonês, indo atrás de uma garotinha morena. Esta garotinha aparenta ser uma versão mais jovem de Yoko. Curiosamente é chamada pelo nome de Saki.

E, escondido nas sombras, um garoto encapuzado prepara suas pistolas.

–-Seu... SEU MONSTRO!!! VOCÊ NÃO É MEU PAI!!! Minha irmã... Minha irmãzona...! –Saki começou a se apavorar e chorando. –O pai que eu conheço...! Ele sempre quis que fôssemos unidos... Todos cresceríamos como uma boa família... Que nos amássemos...! E você...! Você fez aquilo com minha irmãzona...!! EU TE ODEIO!!!

Ela correu, tentando fugir do pai.

–-Sua vadia...! –o pai.

Ele a agarrou com força em um dos braços frágeis dela, e começa a apertá-los com força.

–-ME SOLTA!!! –ela lutava para fugir.

–-Parece que você é igual a sua irmã... Podre... –o pai se enfurecia. –Que seja... Você vem comigo!

–-NÃO~~~~!!! ALGUÉM!!! ME AJUDA!!!

“Eu não quero...! EU NÃO QUERO!!! TUDO MENOS AQUELES HOMENS!!!”

E de repente um disparo foi dado, e atingiu o ombro que estava agarrando Saki. O tiro foi bem dado que o braço dele não consegue mais se mexer.

–-Caralho...! Mas quem...!! –o pai disse, furioso.

–-Eu não acredito que você teve a coragem de fazer uma coisa dessa com seu próprio sangue... –disse uma voz de Isao, e menos madura. –Você é um perfeito exemplo de um homem mau...

Saki somente ficou paralisada ao ver o horror acontecendo.

E das sombras do quarto, veio Akurosu Isao, mais jovem, segurando e apontando duas pistolas contra o homem. Os olhos dele começaram a brilhar com um vermelho ardente.

–-Não pode ser...! Um Assassino?! Mas...! É só uma criança!

Ele rapidamente olhou Saki e tentou servi-la de escudo humano, mas Isao conseguiu perceber a ideia dele e deu vários disparos bem posicionados no peito dele, deixando-o entre a vida e a morte. Saki apenas se afastava e com medo.

–-Gh...! –o homem, deitado no chão, e observando Isao. –Eu não acredito que os Assassinos fizeram com que uma criança como você se tornasse um deles...! O que eles têm na cabeça?!

E sem responder a essa pergunta, Isao apunhalou no peito dele com uma de suas Hidden Blades. E, com os últimos suspiros, o homem morre.

–-“O que te matou de verdade foi sua própria ganância. E com esta, não só você foi morto, mas como morreu a sua família, juntamente com a dignidade e o orgulho de ser chamado de pai.” –o garoto fecha os olhos do cadáver. –Descanse em paz...

Isao se levanta e vê Saki, completamente descoordenada e chorando e soluçando sem parar. E o loiro se aproximou dela, e tirando seu capuz a ela, revelando todo seu rosto e olhar comum de uma boa criança.

–-Você está bem? –ele disse.

Ela olhou para Isao e somente acena.

–-Aqui agora é perigoso. Eu sei que este lugar é importante para você, mas precisamos sair daqui. Consegue andar?

Novamente ela acena. Isao ergueu a mão para Saki e a mesma a agarra e se levanta. Ela parece estar muito apavorada.

E depois de algum tempo, eles estão longe do templo. O loiro somente agarrava com força a mão de Saki, para ela não se sentir só no escuro.

–-Conhece alguém que pode lhe dar moradia?

–-... Sim... –a voz doce, mas deprimida dela saiu da boca.

Isao colocou o capuz para não ser identificado por alguém.

...

Isao apenas permanecia calado enquanto Yoko intensificava o abraço, enquanto a mesma começou a soluçar de tristeza.

–-Por isso que... Eu não me importo... Se você quer me abusar... –ela disse. –Eu estou em seu débito... E também...!

–-Yoko...!

–-Isao-kun...! Eu te amo...! –ela começa a entrar em desespero.

–-Yoko?!

Isao rapidamente se vira e viu que o rosto de Yoko estava completamente encharcado de lágrimas.

–-Era a única coisa que eu realmente precisava para eu continuar vivendo...! Sabendo que existem pessoas como você, ainda vivendo...! Eu sei que é uma coisa de criança...! –ela fixamente olha para o rosto do rapaz. –Era algo que minha irmã faria por mim...! Por isso que eu te amo...! Você foi o único além dela que me salvaria...

O garoto fechou seus olhos com força, e parece que ele está sofrendo a mesma dor que Yoko sentiu. E imagens de uma garota que morreu pelos braços dele, antes daquele dia de ele ter a alcunha de Assassino Rubro...

–-... A vida de um Assassino... Assim como a sua vida com alguém do lado dos Templários... É algo que vai dar uma profunda cicatriz... –ele aperta os punhos. –Eu entendo exatamente como é a sua dor, Yoko... E é por isso que eu não queria que você se envolvesse nisso... Para o seu bem...! –ele levanta sua cabeça para olhar para a morena. –É por isso que-

Antes de completar a frase, Yoko deu um beijo de surpresa contra os lábios do garoto. Ele apenas ficou paralisado, e sentiu a angustia dentro dela, o sofrimento, a tristeza. Tudo isso sendo transportado por um único beijo. Isao nem sequer reagiu e a deixou fazer os movimentos para ser confortada dessa maneira. Depois de algum tempo, ela o solta e começava a respirar com dificuldade.

–-Por quê...? –ela disse, com mais lágrimas.

–-Huh?

–-Por que você não fala sobre meu amor?! Isao-kun...! Por que você deixa o amor de lado?

E com as repetidas respiradas, a toalha dela cai, expondo-se totalmente para o loiro, e a vergonha dele apareceu e desviou rapidamente o olhar e se virava. Mas Yoko o impedia.

–-... Isao-kun... Por quê?

Ele estava em completo silêncio, e sentindo-se pressionado. Ele estava começando a ficar confuso e triste ao mesmo tempo, e não sabia mais o que fazer em seguida. Ele estava entre prestar mais atenção no corpo sensual de Yoko do que com as emoções, ou pensando para si mesmo com ideias egoístas...

–-... Já que... –ele hesitava com a vergonha. –Já que você quer ficar comigo... Eu acho que... Você pode dormir comigo... SOMENTE... dormir... –ele corava.

Yoko apenas ficava em silêncio.

...

Logo quando é hora de dormir, Isao e Yoko, com seus pijamas, deitaram na cama do quarto do loiro, e ambos tiveram expressões sérias um para o outro, mas o garoto se sente muito amedrontado e preocupado.

–-Uh... –o garoto tentava falar alguma coisa.

E novamente o silêncio. Mas Yoko...

–-Eu me lembro ainda o que você me disse. Sobre... vingar-me... –ela se deprime.

–-Eu sei como é... Mas... –ele hesitava.

Isao tomou um profundo fôlego e decidiu desabafar.

–-Sobre a sua pergunta... –ele corava, mas desanimado. –Eu... Eu também perdi alguém valioso... –acidentalmente, lágrimas escorrem dos seus olhos. –E é por isso que eu te impedi de você se enfurecer por algo que... não vai trazer de volta...

–-E era quem?

–-Eu prefiro esquecer... Porque é por essa causa que me fez querer fazer algo que eu nem devia ter feito...

Yoko imediatamente se lembra das armas perigosas quando viu o casaco de Mentor emergir do chão. Ela começava a se espantar um pouco, mas ela se acalmava em seguida.

–-... Não é fácil lidar com coisas que você faz, quando resultam em alguma catástrofe, por causa de um motivo como esse... –ele aperta seus olhos com força. –Não importa quantas vezes eu tento esquecer, essa cicatriz arde...! Eu jamais vou esquecer aquilo... –ele se entristece.

–-... Eu acho que eu te compreendi um pouco... –ela sorriu. –Nós somos mesmo duas pessoas com cicatrizes profundas...

–-Yoko?

Ela abraça aconchegadamente Isao, e ela deu um outro beijo suave, e o garoto entra em estado de vergonha, mas ficou sonolento, enquanto vê uma Yoko sorridente.

–-Muito obrigada, Isao-kun... Conversar com você desse jeito me fez melhorar. –ela sussurra com risos.

E o típico olhar de ser durão de Isao volta e se afasta um pouco dela.

–-Bom... Uh... Eu... tenho que fazer algo para... Sabe... –ele desviava o olhar várias vezes. –Para satisfazer minhas servas, não é mesmo? Mas sou diferente daquele frango assado...

E Yoko soltou uma baixa gargalhada, e o loiro se enfureceu de vez.

–-Você é gentil, Isao-kun...

–-Ah...! –ele se esconde no lenço da cama e virava-se de costas para ela. –Boa noite! –com tom de aborrecimento.

E ambos foram dormir...

...

Numa sala escura...

Um simples homem, que estava com uma vestimenta estranha de batalha, e segurando uma espada de luz e uma pistola de exorcista, aterrorizado com algo.

–-Merda...! Puta que pariu, isso é loucura...! –ele se afastava da parte mais escura da sala. –POR FAVOR, ME TIREM DAQUI!!!

E das sombras, apareceram monstros... E esses monstros têm formas humanas, mas algumas de suas partes são feitas de animais. Um deles, com uma aparência de um réptil com dentes navalha, disparou-se contra o guerreiro.

–-SOCORRO!!!

Apesar de gritar por ajuda, a fera, impiedosamente, mastigou o humano... Enquanto os outros se juntam na festa...

E numa outra sala com uma tela de vidro encantado de magia sagrada, estavam... Um homem de manto que na traseira parece ser uma cruz vermelha, enquanto ao lado dele... era Kraigster... E ele parece estar totalmente insatisfeito com a apresentação da arena.

–-Todos eles são inúteis... –ele suspira. –Não tem alguém habilidoso para eliminar todos esses Demônios Renegados sozinho?

–-De acordo com a sua reportagem, Kraigster, o Assassino Rubro já possui um poder grande o suficiente para até matar um exército. –disse o encapuzado com uma cruz vermelha.

–-Aquele moleque filho da puta...! –o Templário mexe seu nariz para esquerda e para direita.

–-E eu mal consigo acreditar que os Assassinos deixaram uma criança como ele entrar na Ordem, e ainda sendo um Mestre Assassino nessa idade. Com certeza a mente dele deve ser das melhores. Um verdadeiro prodígio.

–-Só de pensar nisso já me dá raiva...!

Quando os Demônios Renegados terminaram o banquete, eles voltam para as sombras.

–-Se nós queremos acabar com o Assassino Rubro, precisaremos de um grande número de homens e um cara habilidoso o suficiente para imitar, ou pelo menos superar os atributos daquele moleque. –disse Kraigster.

–-Será que tem alguma vaga sobrando? –disse alguém se aproximando.

Os dois se viraram em desespero, e somente viram, emergindo das sombras da sala onde estão, um homem de manto preto e vermelho, encapuzado e olhos vedados. Ele estava carregando consigo dois braceletes, quatro espadas estranhas, quatro pistolas também estranhas, e um tipo de protetor de ombro direito. O design parece ser um pouco semelhante aos dos Assassinos, como uma águia, mas o símbolo deles não se encontra em lugar algum da roupa.

–-E você? –disse o de manto com cruz.

–-Somente um mercenário. Soube que vocês estavam recrutando uma pessoa com habilidades que são igualáveis a de um monstro, correto? Que tipo de propaganda é essa? –ele gargalha.

–-Ria o quanto quiser... –Kraigster se irrita, mas ele o observa. --... Você consegue?

–-É só eu matar todos esses monstros dentro daquela sala, não é mesmo?

–-Exato. E estamos pouco nos fodendo se você morrer logo no início.

–-Aham... –o encapuzado armado ajusta a faixa e consegue enxergar Kraigster sem os dois perceberem seus olhos. –Um padre xingando, huh... Bom, isso não é problema meu e eu não me interesso.

E, sem mais delongas, ele já entra direto na sala quebrando o vidro, juntamente com o encanto sagrado. Quando ele pisou no chão e em frente das sombras, ele alertou os Demônios Renegados.

O réptil de antes disparou-se contra o guerreiro misterioso e, na hora do impacto, o encapuzado deu um passo rápido para a direita e agarra o focinho do réptil, suspendendo-o no ar e o arremessa de volta ao chão, rachando-o. Isso deixou Kraigster chocado.

Um com corpo de bode tentou aplicar uma cabeçada, mas, rapidamente, o mercenário pegou uma de suas espadas, esperou o bode vir mais perto, e quando chegou perto o suficiente, o mercenário apunhalou a cabeça do bode, forçando-o a deitar no chão. E, como Demônios Renegados perderam a sanidade, o bode ainda conseguia se mexer, agressivamente, no entanto, o mercenário aparenta ter força superior e decepou a cabeça do monstro, matando-o.

E o réptil de antes tentou mastigar a cabeça do mercenário por trás, agarrando-o, mas foi apunhalado na barriga por duas espadas. O mercenário continuou o corte, dividindo em três partes o réptil, matando-o.

O mercenário espera pacientemente por mais, e vieram um aracnídeo, um lobo e um corvo.

O aracnídeo avança contra o mercenário, e, para tentar confundir o encapuzado, a aranha pula para a parede e tecendo sua teia. O guerreiro nem se mexe, deixando a aranha fazer a armadilha. Quando finalmente cercou o encapuzado, a aranha tenta lançar sua teia contra o mercenário. Mas este sacou suas duas pistolas e baleou a teia, desintegrando-a e continuava a balear o corpo da mesma. E num momento de fraqueza, ela tenta desviar todas as balas até que fique na parte mais alta da teia tecida. O mercenário avança contra a mesma com suas espadas equipadas e retalhava a teia no caminho. A aranha, desconfiada, evadiu um impacto da espada. No entanto, o mercenário retalhou a única teia que suportava o monstro, fazendo-a cair para baixo, sem algum lugar para tecer sua teia. Ela caiu, indefesa, enquanto o encapuzado aplicou duas estocadas com a espada, dividindo-a no meio e cortando o abdômen aracnídeo em diversas partes, certificando que ela não voltasse a se mover.

O lobo foi totalmente descuidado. Ele avançou contra o encapuzado sem pensar, e o guerreiro chutou na mandíbula, tornando as mastigadas inúteis, mas o impacto era tão forte que a boca sangrou e caiu do chão, e não consegue mais se mexer.

E o corvo mergulhou contra o mercenário, mas antes de chegar perto dele, foi baleado várias vezes. E como esse Renegado é uma ave, o abdômen era mais fácil de ser perfurado com uma saraivada de disparos. Até os projéteis atravessaram o corpo. Quando aterrissou, foi baleado na cara.

O aracnídeo estava rastejando, tentando atacar o mercenário desprevenido, mas o mesmo percebeu e pisou na cabeça. Terminou a prova de combate. Kraigster ficou de boca aberta por ver um humano com habilidades e forças que podem servir de igual para igual contra Isao. E o de manto com cruz vermelha bateu palmas.

–-Perfeito... Simplesmente perfeito! –ele disse.

–-Ah... –Kraigster hesitava em falar.

Enquanto o mercenário recebia os aplausos, ele se reverenciava para os dois. E assim, o padre Templário também aplaudiu. O mercenário se aproxima dos dois.

–-E então? Vamos às negociações? –ele disse.

–-Sim... –Kraigster fez tons vocais de sério. –Nós queremos que você mate uma certa pessoa.

–-Podem me dar os detalhes dessa pessoa?

–-Na verdade... –o Templário sorriu. –Ele não é mais uma pessoa. É um demônio, assim como os demais que você matou. Por enquanto, ele aparenta ser um garoto adolescente de cabelos loiros e olhos rubros.

–-Um adolescente, você diz? –o encapuzado desconfiava. –Que decepção...

–-Mas ele não é um garoto qualquer. Ele é aquele que é apelidado de Assassino Rubro. Sabe sobre essa lenda urbana?

–-Sim... Eu já ouvi em todos os cantos da Terra. Ele é um Assassino que tem habilidades que aqueles que perturbarem a paz do mundo, ele estará lá, ceifando as almas deles, como se fosse a própria Morte. E ele luta como o capeta dos capetas. –ele sorriu. –Eu gostaria e muito de lutar contra esse garoto.

–-Qual será seu preço? –o Templário se preocupa.

–-Para um trabalho como este, eu cobraria por dez milhões em moeda europeia... –ele cruza os braços. –Mas se isso me satisfazer, eu pretendo deixar isso como um serviço gratuito.

–-... Está fodendo comigo? –Kraigster parece se sentir ofendido.

–-Eu não estou interessado em dinheiro se o caso for lutar com alguém que tenha boas habilidades assim como eu. Experiência já é recompensa mais que o suficiente para mim.

–-Faça como você bem entender, então. –o padre sorriu.

–-E eu farei...

...

De volta ao casarão...

Isao, no seu quarto, terminou de se equipar com suas armas de Assassino e colocando seu casaco de Mentor. O período era no fim da tarde. Todos acabaram suas atividades de escola na Academia Kuoh. Ele olha nas suas mãos, vendo o mecanismo de suas Hidden Blades. Ele permanecia quieto por alguns momentos. Mas, em seguida, ele sai do quarto e foi à sala de estar.

Ele viu que todas as suas Assassinas estavam equipadas e o grupo todo de Rias presente, todos prontos para iniciar a missão. E todos estavam conversando, e comentando sobre o dia de hoje, pelo menos para diminuir a tensão da missão que estarão prestes a participarem.

Todos deram bom dia ao loiro Assassino.

–-Bom dia. –ele, com o rosto todo sério.

–-E Isao. –Rias disse. –Pode me explicar do por que você estava com uma expressão tão séria ontem?

–-Sobre a missão? É difícil de explicar em palavras. Acho melhor se eu mostrar a vocês. –Isao.

E, no mesmo segundo, apareceu um círculo da família Gremory e surge Greifia.

–-Todos estão prontos? –ela observa em volta. –Parece que todos estão sim.

–-Senhorita Greifia... –disse Isao, preocupado.

–-Apenas “Greifia” está bom, Mestre Isao. –ela reverencia.

–-Ah... Enfim... E então?

–-Parece que tem alguém que o conhece naquele mesmo lugar.

–-Alguém que eu conheço? Pergunto-me quem... –mais preocupado que nunca.

–-O que o chocou são aqueles símbolos que você escreveu e pediu-me para entregar. Parece que vocês se envolveram em algo semelhante.

–-Sim, e eu sei do por que. Mas eu acho que não é a hora certa de dizer. –Isao fez expressão de determinado.

Todos ficaram com grande interesse o que Isao quis dizer...

–-Bem... –Greifia. –Sem mais delongas, vou tele transportá-los para um lugar que Mestre Isao conhece.

–-Legal, um tour! –Hitomi ficou encantada.

–-Por favor, eu devo avisá-las que esse assunto é sério. –Greifia fica desgostada.

–-O lugar onde vamos tem sim importância histórica na Irmandade dos Assassinos, mas não é lá onde ficaremos, devido às perseguições em massa da Abstergo... Ou melhor, dos Templários. E é ideal que vamos à noite, pois lá é uma área exclusiva para humanos, e a qual os Templários ficam muito de olho. –Isao disse.

Todos acenaram.

...

Depois de algum tempo, o grupo todo foi tele transportado para um lugar que... parece pertencer ao Renascentismo. Muitas garotas ficaram encantadas com o ar aparentemente romântico vindo das casas.

–-Espere... Aqui não é a Itália? –disse Hitomi.

–-Na verdade... –Isao suspirava. –Aqui é a divisão entre as regiões de Florença e Toscana. Este lugar é usado para defender as terras de Toscana.

–-Então... Aqui é Monteriggioni? –Mirana disse. –Bem, tecnicamente falando...

Isao, por sua vez, ele observou algo esquisito, e começou a ver um... fantasma, vagando Monteriggioni. Em seguida, ele esfregava os olhos para ver se não é coisa da cabeça dele.

–-O que diabos aconteceu? –ele pensava.

E antes dele perceber, o restante caminhava para fora da vila.

–-Ei, Isao! O que foi? –Rias disse.

–-AH...! –ele olha para as duas direções, um pouco desorientado. –Desculpe!

Após verem Isao correndo até onde está o grupo, ele se deparou com um rapaz encapuzado, e... o uniforme dele parece bem semelhante ao da Ordem dos Assassinos, porém sem o símbolo.

–-Ah! Você deve ser Akurosu Isao. Bem-vindo de volta à Itália. –o jovem encapuzado reverenciava a ele.

–-Huh?! –ele ficou confuso.

–-Isao-kun é italiano? –disse Karin.

–-Na verdade, minha mãe é italiana... Ou alemã, francesa, eu realmente não lembro mais que país seria. –ele ficou bobeado. –Só falo que ela é europeia!

Todas riam da cara dele, enquanto o garoto suspirava.

–-Enfim, enfim, vamos nesta direção! –disse o encapuzado. –Vai ser bem rápido.

E quando foram para a direção apontada, Isao se deparou com o mesmo fantasma já visto dentro da vila, seguindo na mesma direção. Ele congelou por alguns momentos...

–-Isao? –Rias o alertava. –Tudo bem com você?

–-Ah... –novamente ele esfregava de novo os olhos e não vê o fantasma mais. –Eu estou bem...

Isso só faz Rias se preocupar mais.

Depois de mais de uma hora de caminhada...

–-É aqui. –disse o encapuzado.

–-Huh? –ele observa ao redor. –Aqui?

O encapuzado estende a mão para frente e, do nada, apareceu uma espécie de portão na frente, e embaixo dele um círculo jamais visto.

–-Huh?! Espera... –ele vê as marcas do círculo. –Mas o que diabos?!

–-Isao-o que houve? Por que o susto? –Rias disse.

–-Parece que Mestre Isao está se lembrando de algo? –disse Greifia.

–-Ah...! –ele se alerta com as palavras de Greifia.

E não é mentira. Isao reagiu de uma forma como se fosse uma tremenda de uma nostalgia, e a cabeça dele começou a ter dores de cabeça. A dor é moderada.

–-Argh...! Puta merda...! –ele agarra fortemente sua própria cabeça.

–-ISAO!!! –Rias tocava nos ombros do loiro.

–-Eu... Eu estou bem...! –ele levemente empurra Rias. –O que foi isso?!

O encapuzado se aproximou de Isao, e fica de frente a frente.

–-Mestre... –ele disse. –Tente se focar no presente. OK? –ele sorriu.

Isao, silenciado com as palavras do guia, ele fechou os olhos por alguns instantes e a dor desapareceu.

–-O que foi aquilo? –disse Rias.

–-Somente uma dor de cabeça. –disse o encapuzado. --... Por enquanto...

–-Como você sabe disso tudo?! –Isao entrou em desespero.

–-Saberá quando se encontrar com o seu contato. Venham comigo.

E quando os portões se abriram...

...

Quando eles atravessaram, parece que nada mudou. E o portão some.

–-O que foi isso? –disse o Assassino Rubro.

–-Nós recebemos permissão do mundo demoníaco que faríamos um território separado ao da Terra. Ou seja, isso que vocês estão vendo é um pedaço da transição entre o mundo humano e o mundo... Bem, não é exatamente demoníaco, mas é algo como isso. –o guia sorriu para Isao.

–-Que conveniente... –o loiro disse.

–-Eu jamais soube que fariam algo desse tipo... –Rias disse.

–-Embora fosse de há muito tempo, mas alguém do passado criou esse método. Este lugar foi seu protótipo perfeito.

–-E quem seria? –disse Karin.

–-Um certo alguém da Ordem logo vai saber... –o guia sorriu.

E todos ficaram de olho para Isao, enquanto o mesmo entrava em pânico.

–-E-EI!!! NEM VEM, MINHA FAMÍLIA JAMAIS SE ENVOLVEU NESSE NEGÓCIO ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS!!! –ele se zanga.

E o guia finalmente tira seu capuz, mostrando um rapaz loiro de olhos azuis. Provavelmente da raça ariana. E ele imitou o penteado de Isao, só que menos rebelde.

–-Pois é, Assassino Rubro. Mas nem você sabe muito sobre sua família, correto? Ou você se recusa a saber? –o de olhos azuis sorriu.

–-Mas, você... –o de olhos vermelhos paralisa quando viu o rosto dele.

–-Venham. O nosso posto é por ali.

E mais alguns minutos de caminhada, eles chegaram a um tipo de fortaleza. Parece o mesmo que Monteriggioni, mas cada vez mais improvisada. E lá tem muitos soldados que vestem o mesmo que o guia loiro de olhos azuis. E a arquitetura espanta cada vez mais o Assassino Rubro. Rias já deu um basta para os maus olhares do garoto.

–-Já chega, Isao! Dá para você me falar o que está acontecendo? Por que você está se comportando dessa maneira?! –ela quase gritava.

–-Acalme-se... –disse o guia. –O Mestre precisa de um tempo para pensar.

–-Mas...

–-Ele tem razão... Eu realmente preciso de confirmar... –Isao disse.

Rias ficava cada vez mais impaciente no que está acontecendo.

Todos foram para dentro da fortaleza. E dentro dela parece ser uma réplica melhorada da Vila Auditore. Tem sim habitantes, não somente soldados. E eles viram os mais variados tipos de lojas ao estilo Renascimento.

–-Parece que aqui o tempo ficou paralisado. Por que vocês mantém o estilo Renascimento? –disse Isao.

–-Como eu disse a vocês, este lugar foi feito há muito tempo por alguém.

–-Mas eu não acredito que Ezio faria uma coisa dessa... Isso seria demais para ele. –o de olhos rubros disse.

–-Ezio? –Mirana disse.

–-Um dos mais famosos e mais importantes Assassinos da Ordem. Ele foi o protagonista da época do Renascimento. Mas comparado à minha situação, parece que aquilo foi nada. Mas, lógico, foi há MUITO tempo, portanto, ele foi um imbatível na época. Qualquer Assassino sabe quem ele era.

–-Sim. Ezio foi formidável. Mas para essas guerras entre Igreja, Demônios e Anjos Caídos, é algo completamente diferente. –disse o guia.

E quando eles finalmente chegaram ao casarão no meio da vila, e entrarem no salão principal, e por terem passado na passagem secreta, também replicada, viram uma sala bem grande, e com alguns artefatos misteriosos. E lá, estava um homem com os mesmos trajes, encapuzado, mas que se assemelham ao traje de Mentor de Isao.

–-Senhor. Eu trouxe o Mestre Assassino, Akurosu Isao. Como o senhor pediu. –o guia se reverenciou.

–-Sim... Você está dispensado, Wain... –disse o de casaco de Mentor.

–-Espere... Wain?! –Isao se surpreendeu. –Wain Von Archtrain?!

–-Parece que o disfarce acabou... –disse o chamado Wain.

–-Se você é o Wain... –ele observa o de casaco.

O lorde da Vila lentamente se vira para olhar para o garoto e tira seu capuz, revelando seus cabelos brancos e olhos verdes. Isso deu um gelo profundo na mente do Assassino Rubro.

–-Heinran?! –Isao gritou. –Mas...! Você está morto!!

O restante do grupo se chocou com as coincidências. Isao conhece um demônio muito antes dele se tornar um. O quão longe a relação deles foi forjada?

–-Sim... Eu consigo perceber a sua pergunta... –Heinran ficou triste. –E é por isso que eu quis que você viesse pessoalmente até a mim.

O olhar de Isao ficou travado de surpresas e ficou silenciado.

–-Vamos esperar um pouco. O choque que Mestre Isao sofreu deve ter sido muito grande. –disse Greifia. –Enfim, eu voltarei para o mundo demoníaco. Este é o mais longe que eu posso acompanha-los. E Mestre Isao, eu espero que você suceda bem.

E Greifia se retira. A atmosfera ficou tão pesada que ninguém mais consegue dizer uma palavra.

–-... Poderiam deixar o Mestre e eu sozinhos por alguns momentos? Por favor. –disse Heinran.

–-Mas... –disse Rias.

–-Eu acho que seria melhor... –disse Kiba. –O estado mental de Isao ficou instável na hora...

–-... Por favor, pelo menos faça ele ficar ao normal... –Rias.

–-Sim. Eu prometo clarear a mente dele. Aliás, é responsabilidade da Ordem manter o estado de saúde saudável, tanto físico quanto mental. –Heinran.

Após ouvir isso, Rias se alivia e deixaram Isao e Heinran sozinhos. O garoto continua silenciado.

–-... Mestre Assassino Isao... –disse Heinran.

–-Ah... Onde eu devo começar... –ele apresenta fraquezas. –Por quê?

–-Ah... Por que eu me tornei um demônio, e por que eu não estou morto... –ele suspira. –É algo que...

Heinran caminha aonde está um artefato particular.

–-Eu ainda me lembro da sua promessa que iria me ajudar quando for necessário... –disse o garoto.

–-Sim. Foi por esta razão que eu queria reencarnar...

–-Você também?!

Heinran se vira para Isao e abriu suas asas de demônios. Negras, grandes e de morcego.

–-Mas por quê? –Isao perguntou.

–-Eu... Eu estive obcecado quando eu descobri uma certa verdade. Eu ainda queria viver para eu cumprir esta pesquisa. E...

O homem ficou em silêncio por alguns momentos, mas tomou fôlego para juntar as palavras certas.

–-Eu descobri certas verdades em relação aos Assassinos e Templários. Isao, pelo que eu ouvi nas notícias confidenciais através de Greifia, você enfrentou um dos Templários, mas de uma forma completamente diferente, correto?

–-... Kraigster...?

–-Então era aquele meu maldito irmão caçula... –o homem ficou desgostado. –Isao, foi ele quem conspirou a minha “morte”...

–-O QUÊ?! –o garoto teve os olhos arregalados.

–-Quando eu me recusei a cooperar com ele numa armadilha, uma armadilha de matar você, mas que o alvo era a sua mãe, ele jurou que teria me matado. E eu acho que você se lembra como foi...

–-Guh...! –Isao se estressou.

...

A imagem de dez membros da Ordem, sendo que um deles era Isao mais jovem, junto com sua mãe, mais Heinran e Wain. Eles estavam prestes a terminar a operação, fugindo do local com desespero.

Mas lá em cima tinha alguém que explodiu uma rocha, e estavam prestes a esmagar o grupo todo. E Heinran, com seus reflexos, empurrou Isao, enquanto Wain empurrou a mãe, fazendo-os ficarem fora do perigo.

O restante do grupo foram levados junto para o penhasco. No entanto, Wain sobreviveu, mas Heinran estava à beira da morte, esmagado por uma rocha.

–-HEINRAN!!! VOCÊ ESTÁ BEM?! –disse Wain.

–-Merda...! Maldito Kraigster...! Ainda com as ambições de ganhar um cargo da Abstergo...! –ele tosse, trazendo mais dor.

–-Não fale...! Cuidarei de seus machucados...

–-Eu não queria morrer... Eu ainda tenho que cumprir a promessa...! O jovem Isao...! Ele ainda não sabe de algo que eu descobri logo a pouco...! Wain... Você deve ir...

–-Não adianta... Eu serei morto antes de eu tentar alcança-los...

–-Merda... Então acabará tudo assim? Eu sou mesmo um azarado... –ele sorriu.

–-Mas eu te ajudarei. –uma voz misteriosa.

–-Huh?

E veio a imagem de um homem com roupas que parecem ser da Ordem dos Assassinos, mas não há símbolos. Estava encapuzado.

–-Olá, meus irmãos. –disse o encapuzado.

–-Essas roupas...! Você é da Ordem? –Wain questionava.

–-Ou eu era... Há muito tempo. Então você quer viver, Heinran?

–-... –Heinran.

–-Eu sei que parece estranho para você, mas... Se quer viver... –ele tira algo do bolso, e era uma peça do Bispo. –Deverá formar um contrato comigo.

–-... Sim... Qualquer coisa para eu continuar vivendo... –Heinran sorriu. –O que fará? Um pacto diabólico? Se esse for o caso, eu aceito...

–-Heinran?! Não pode estar falando sério! –Wain se alertava.

–-Não se preocupe. Pactos hoje em dia não se vendem almas. Apenas mostrar que você quer ou não ter vontade de viver por um preço. E o preço seria que você continuasse protegendo os seus irmãos Assassinos.

–-Sim... Eu descobri isso... –Heinran.

...

–-E meu mestre morreu ano passado, e deixou o comando deste lugar confiado a mim... –Heinran se deprime. –Ele foi morto por Kraigster...

–-Ele era tão forte assim?! –Isao disse.

–-Não mais. Eu consegui destruir a carta na manga dele. Se você o enfrentou e sobreviveu, significa que ele deve estar desesperado em obter mais poder.

–-Eu percebo... O maldito até teve a covardia de usar uma amiga minha como escudo, e também de matar quatro jovens que o acompanhava...

–-Minha nossa... Mas eu consigo perceber o quão perverso Kraigster é...

–-Mas ele não é diferente dos outros Templários. E você quer que eu o elimine por você? Porque você não consegue mata-lo?

–-Jamais encontrarei uma oportunidade para executá-lo... Só o que fazemos é mantê-lo longe daqui.

–-E por quê?

–-Eu descobri, junto com meu antigo mestre, que existe um lugar que contém algo bastante peculiar. E é por isso que eu quis que você viesse para cá.

–-Mas por que eu?

Heinran aponta e cutuca na cabeça de Isao.

–-A resposta está em algum lugar nesse seu cérebro. Disso eu tenho certeza. –disse Heinran.

–-Isso... Isso é...

–-E eu tenho mais uma coisa. Porém, eu quero esperar até que você esteja mentalmente preparado.

–-... É verdade... –Isao coça a própria cabeça. –Sinto-me péssimo do nada...

Quando Isao estava prestes a abrir a porta, ele se virou para Heinran com olhar de preocupado.

–-Pelo menos... Estou... aliviado que você esteja vivo...

E com isso, Heinran sorriu.

–-Embora eu escutasse que você se tornou um Assassino brutal, ainda sobra um pouco de sua gentileza... –Heinran pensava.

Após Isao sair da sala, ele esperou o grupo todo por ele. O Assassino não apresentou estresse.

–-Vocês ouviram tudo? –Isao disse.

–-Bem, nós... –disse Rias.

–-Tudo bem... Vocês todos são de confiança. Merecem saber da verdade...

E, com depressão, Isao se retirava.

–-Isao... –Rias.

...

Numa noite com lua, Isao, no topo de uma das torres de guarda, ele observava as estrelas no céu, e sentindo a luz da lua. De repente, Asia o encontrou.

–-Ei, Isao-san... –disse ela. –Não quer comer conosco?

–-Eu já jantei...

–-Mas... Que tal conversarmos um pouco? –ela sorriu.

–-Não, obrigado... Prefiro ficar sozinho por enquanto...

–-Isao-san... –a loira se preocupa mais.

–-Quando eu era mais jovem, uma vez eu vim para este lugar...

–-Como? –Asia ficou confusa.

–-... Nada. Logo eu vou voltar a vocês. –ele deu uma rápida olhada em Asia.

E Asia, alegremente acena e volta para dentro do casarão. E Isao apenas admirava o céu.

–-Parece que estamos no mesmo barco, Heinran... –Isao sussurrava. –Dois demônios que não queríamos ser, mas que fomos obrigados a viver com essa maldição... Tudo para sobreviver...

Notas finais
Sei que Isao foi um babaca no início, mas há um motivo. Fãs de Assassin's Creed podem perceber a seriedade, preocupação e confusão do loiro Assassino.