O ônibus, vinte e um minutos depois — sim, Angie estava contando — parou em frente a um campo, cheio de flores. O cheiro de grama recém cortada invadiu o nariz de Angie assim que ela se retirou do ônibus, juntos dos outros.

Mas não fora só o campo que chamara a atenção, só depois que ela abriu os olhos — após fecha-los para inspirar o cheiro maravilhoso — ela viu uma grande mansão, branca e cinzenta, com mais de dois andares, aparecendo no centro do campo. Muitos alunos suspiraram — entre eles, Froid e Eduarda, outros, simplesmente trataram de pegar suas bagagens.

Mas a paz que Angie esperava não ficou por aí, o garoto bonito de mais cedo, que fizera Marcus perder a cor, discutia com outro.

O garoto de mais cedo apenas soltou um som horrendo da garganta, que fez Eduarda, Angie, Astrid e Froid darem um passo para trás. Cristian apenas cruzou os braços, erguendo uma sobrancelha.

– Vem para cá, Cristian — disse Astrid.

– Preocupada comigo, morena — disse ele, sorrindo de lado.

– Mas é claro que não — Astrid disse, as bochechas rosadas.

– Sei — ele deu uma gargalhada e continuou a encarar a briga — VAMOS! — incentivou

O garoto de cabelos arrepiados caiu, sem mais nem menos, porém não ficou por isso. Seus braços se tornaram peludos e sua roupa começou a se rasgar, deixando a vista seus pelos escuros e arrepiados, o nariz se alongou, formando um focinho e os olhos antes verdes se tornaram dourados, como um diamante. Eduarda segurou a mão de Angie, Astrid apenas agarrou a camiseta e o puxou.

– Sabia que estava preocupada — falou ele

– Vai se ferrar, garoto abusado — disse ela

O animal deu um grande rosnado e depois revelou para todos que não era um grande cão, como Angie pensara, e sim um lobisomem.

O garoto apenas caiu no chão, com o salto que o cachorro deu para cima dele.

– Meu deus — falou Eduarda tapando a boca com a mão

– Vai mata-lo? — perguntou Froid

– Sh... — falou Cristian

– Ora seu... — disse Astrid, ficando indignada quando Cristian tapou sua boca com a mão pálida.

O lobo abrira a boca e uivou, chamando a atenção de muitos.

– Ei! Rapaz ou Mocinha! — gritou uma voz — Saia de cima deste aluno! Já!

O lobo encarara a mulher assim como Angie. Era alta, usava uma roupa cinza e sem graça, usava óculos redondos e os cabelos violetas estavam presos em um coque.

Angie deu um passo para trás.

O lobo voltara a ser um rapaz e caiu de joelhos, com a mão no peito, arfando. Ele encarou a mulher e deu um sorriso irônico, levantando-se.

– Olá Professora HighMore — ele caminhou até ela, os olhos faiscando — Sentiu minha falta?

– Não, mas acho que o diretos Magnus sim, para sala dele Sr. Haid — a mulher empinou o nariz e começou a andar, com ele a seguindo.

– Claro — encarou os amigos de jaquetas e deu um aceno.

– Sempre, Zack Haid — falou Cristian

– Zack Haid? — Eduarda perguntou — Ele, é, o que?

– Se ele se transforma em um lobo e é um homem, só acho que ele é um vampiro — disse Cristian

– Pensa Eduarda — disse Astrid — Ele é um lobisomem.

Eduarda corou e deu um sorriso fraco.

– Bem — disse Froid — Podemos entrar? Antes que — ele olhou para o céu escuro — Comece a chover.

E foi o que aconteceu. A chuva caiu, sem mais nem menos, sobre eles.

– Se eu não tivesse com vocês a chuva não teria me atingido. Obrigado — disse Astrid

– Ninguém está obrigando você a ficar conosco.

– Muito menos você a ficar conosco também — disse ela

– Pessoal — disse Eduarda

– QUE É? — eles gritaram

– Vamos — disse ela, puxando Froid e Angie. Astrid os seguiu, Cristian também.

[...]

Eles foram recebidos por diversos alunos que sorriam, sem falar nos professores, que pareciam severos porém felizes. Um senhor, velho, usando uma roupa engraçada, que Angie rir internamente.

– Alunos novos, por aqui, em direção ao auditório por favor — disse ele.

[...]

Depois que todos estavam acomodados o mesmo senhor velho, com barba branca e usando roupas engraçadas apareceu no centro do auditório, junto com os professores e disse.

– Hoje, nós chamaremos nossos alunos novos. Para se apresentarem e serem escolhidos para sua espécie.

Angie notou que o auditório parecia separado por espécies, vampiros, demônios, lobisomens, magos, feiticeiras e bruxos das trevas nas partes dos fundos, onde era escuro. A beleza lá era tão grande que Angie corou ao sentir o olhar de um vampiro sobre si.

No centro, os anjos, fadas, duendes, bruxas da luz e outras feiticeiras sem juntavam, em uma conversa animada uns com os outros.

Já na frente, apenas Inconclusivos e novatos. Angie achou um absurdo os Inconclusivos terem que ficar isolados.

– Bem — o senhor velho pigarreou — Antes de começarmos eu sou o diretor, Magnus.

– O nome de um sorvete — gritou um vampiro. Muitos deram risadinhas.

– Sim — Magnus deu uma risada — Vamos começar.

"Umbrellia Van Gothic"

A menina bonita, que aparecera no ônibus e fizera Marcus corar, andou até a frente do auditório, onde Magnus andou par atrás e mexeu as mãos, fazendo 11 bolinhas brancas reluzirem na frente de Umbrellia, que deu um passo para trás.

– Estenda a mão — disse o diretor Magnus — Ela virá até você.

Umbrellia estendeu a mão e uma reluzente bolinha branca veio em sua direção, estourando-se quando entrou em contato com sua pele e a envolvendo com uma fumaça verde musgo e cinza chumbo.

– LOBISOMEM! — gritou diretor Magnus.

Vários seres no fundo do auditório gritaram e Umbrellia foi em direção a eles, com passos receosos, porém com o rosto animado. Angie localizou Cristian ao meio da escuridão.

– Astrid Heissen Solberg

Astrid deu um grande sorriso e de dirigiu a frente do auditório. Estendeu a mão sem pestanejar, vendo uma bolinha rapidamente explodir em sua mão. Astrid ganhou asas, negras como a escuridão.

– FADA!

Astrid sorriu convencida como se já soubesse disso e caminhou até o meio do auditório.

– Denis Froid Pierre

Froid sorriu para Angie e correu animado até a frente do auditório e estendeu a mão.

– MAGO! — gritou diretor Magnus quando a bolinha estourou em sua mão.

Froid correu até os fundos do auditório.

– Eduarda Martins

Eduarda caminhou em passos lentos até lá, onde estendeu a mão. Duas bolinhas brancas pareceram disputar até que diretor Magnus apenas a olhou e disse.

– Inconclusivo!

Eduarda abaixou a cabeça e voltou a sentar-se ao lado de Angie.

– Angie Castillo.

Angie caminhou até lá. Onde estendeu a mão. Uma reluzente bolinha branca veio em sua direção e explodiu em sua mão.

– FEITICEIRA DA LUZ!

Angie sorriu e caminhou até o meio do auditório, onde pode ver Eduarda solitária.

– Parabéns — disse Astrid

– Hum — Angie coçou a cabeça — Valeu.

– Skandar Parker Miller

Um rapaz alto, sentado na fileira atrás de Eduarda, levantou-se. Tinha ombros largos, era pálido, o cabelo castanho tão escuro que chegava a ser preto estava desarrumado. Ele foi até a frente do auditório, onde Angie pode ver seu rosto, era bonito, pálido, tinha algumas sardas, o nariz era perfeito e os olhos castanhos brilhavam de felicidade.

Ele estendeu a mão e uma bolha mágica flutuou até ele, explodindo logo em seguida.

– VAMPIRO!

Ele sorriu e caminhou até o fundo do auditório.

Astrid sorriu ao seu lado e disse.

– Esse não é comprometido

– Como sabe?

– Poder de fada? Acho.

Angie riu.

Logo o casal do ônibus foram chamados. Angie descobriu que a menina, se chamava Catherine Romariz e que o garoto era Alexandre Souza, primos de terceiro grau ou coisa parecida, Astrid não parava de falar ao seu lado.

Quando a bolha de Catherine estourou, Magnus gritou "FADA!" e Alexandre "MAGO".

Foi aí que eles se separaram.

Notas finais
Pessoal, Skandar é de minha criação. Ok? Se quiserem entender melhor a aparência dele, pesquisem: Skandar Keynes. Obrigada por lerem :)