High School of Heroes - Interativa
14 Figurantes não são bem-vindas! Principalmente as que irritam Elementares irritados!
– Eu nunca mais vou dançar na minha vida — grunhiu Eduarda, largando o corpo na cadeira.
– Até que não foi tão ruim — comentou uma voz. Eduarda virou o rosto e viu Skandar com cara de poucos amigos, porém a aparência ainda era estonteante.
Zack apenas o encarou e riu baixinho, desprezando-o.
– Curtindo a festa? — perguntou Eduarda.
– Bastante — ele cuspiu.
– Que bom, eu também.
Ele não a encarou.
Duas meninas, com peitos fartos e bundas empinadas (Piranhas, pensou Eduarda) chegaram nos meninos, balançando os cabelos loiros.
– Oi — disse uma.
– E aí? — disse Zack.
– Querem dançar? — a outra perguntou.
– Claro — respondeu Skandar.
– Eles estão comigo — disse Eduarda prontamente.
– Os dois? — perguntou a de olhos azuis, puxando Skandar, enquanto a outra ia junto.
Eduarda deixou fumaça sair de seu ouvido.
– Você está fervendo — comentou Zack — de raiva.
Ela não o escutou, observando as meninas esfregando-se no Skandar, que parecia estar adorando, com um sorriso malicioso brilhando nos seu lábios.
– E aí, esquentadinha, quer dançar de novo? — perguntou Zack
Eduarda não respondeu novamente, os lábios já ficando dormentes pela força dos dentes. A raiva já podia ser sentida.
Zack revirou os olhos e se retirou. Eduarda começou a bater o pé no chão, as unhas machucando a palma de sua mão.
[...]
Angie riu mergulhada na bebida, ao lado de Alexandre e Catherine.
– Sabe que ela pode explodir — comentou Alexandre.
– Mas a graça é ela não querer admitir depois que gosta do vampiro — disse Catherine.
– Ela nunca disse que não gosta — comentou Angie.
As duas trocaram sorrisinhos. Alexandre se perdeu nos olhares delas.
– Eu não entendi — ele comentou.
– Você não precisa entender — disse Catherine.
[...]
Umbrellia se jogou na pista, segurando uma garrafa de Whisky, o corpo remexendo ao som da música, até que viu Zack.
– E aí? — gritou para ele.
– Não grita estranha — respondeu ele, seco.
– Ah, está de mau humor bebê? Ciúme bobo por causa da Duda? — perguntou.
– Não — ele respondeu prontamente.
– Vou fingir que acredito — ela o puxou.
– O que está fazendo?
– Estamos indo dançar.
A música "I'm sexy and I know it" tocava bem alto. Manu, Froid, Tyler, Alice, Esmeralda, Charlotte e Matthew dançavam juntos, cantando bem alto.
Eduarda suspirou e saiu do salão o mais rápido que pode.
– Ele pode dançar com quem quiser — comentou para si — Mas ficar se esfregando naquelas duas...Argh!
Continuou murmurando sozinha, sentindo o seu tênis contra o chão de concreto. Os cabelos soltos grudavam, deixando-a nervosa.
– Com licença — uma menina loira chegou em sua direção.
– O que é?! — grunhiu, seca e raivosa batendo o pé no chão.
– Você pode me dizer onde está a Angie?
– Me deixa em paz — Eduarda voltou a caminhar
– Espera — a garota tocou o braço dela — Você está bem?
– Me deixa em paz — Eduarda a empurrou, com uma força que não sabia que tinha, só sentiu as veias queimarem e o corpo tremer. Encarou a menina e viu-a caída no chão, o peito não subia, e o choque contra a parede havia criado uma rachadura — Meu Deus — Eduarda tapou a própria boca e ajoelhou-se ao lado da menina. Tentou tirar o pulso dela...
Nada.
A respiração de Eduarda parou, o corpo paralisou, levantou-se, com a mão na boca e uma no peito. E de costas, correu o mais rápido que podia.
Ela havia matado uma menina.
– Eu sou uma assassina — murmurou para si — Assassina. Monstra...
Não conseguiu voltar para o quarto, os pé seguiram para a festa, sem nenhum motivo aparente. Skandar; que estava sentado, descansando, viu a expressão horrorizada da menina. Caminhou até ela.
– Ei — disse ele — O que houve?
Eduarda o empurrou, ainda se lembrava dele dançando com aquelas duas meninas, então a segunda pessoa que barrou seu caminho foi Esmeralda.
– Duda — disse ela — Tudo bem?
Eduarda a abraçou e sussurrou no ouvido da amiga.
– Eu sou uma assassina.
Esmeralda deu uma risada, pensando que Eduarda estava bêbada.
– Eduarda — disse ela — Pare com isso. Venha, vamos dançar com Nyx e Andréia.
Eduarda, assentiu, sem ter escutado, em choque. Começou a receber flashes da menina caída no chão do corredor, no meio da dança e isso fez com que ela saísse e se sentasse ao lado de Zack.
– O que houve? — ele perguntou
– Eu sou uma assassina.
– O que? — ele pareceu acreditar.
– Uma menina no corredor. Eu...A matei...
Zack a encarou.
– Venha — Eduarda o chamou, saindo do salão, segurando a mão dele, em busca do corredor, onde o corpo caído poderia ser facilmente encontrado por alguém.
Zack não demonstrou expressão quando viu o corpo da menina, apenas caiu de joelhos, grunhindo.
– Zack — disse Eduarda — O que está fazendo?
– Relaxe, morena, não vou deixar você ser expulsa.
O nariz dele se alongou, formando um focinho rosado. Os pelos escuros logo tomaram o corpo dele e em menos de alguns segundos, Zack era um lobo.
Ele montou em cima da menina e mordeu o pescoço dela, com força, como se quisesse triturá-lo.
O sangue metálico, escorreu pelos seus dentes brancos e algumas gotas começaram a escorrer. Saiu de cima da menina, deixando Eduarda ter a visão do osso dela. A menina sentiu-se nauseada.
Ele contorceu-se um pouco e logo alguns pelos caíram no chão, seu corpo se curvou, o focinho voltou a ser um nariz, os dentes diminuíram de tamanho e ele voltou a ser Zack.
Porém com a boca coberta de sangue e o queixo com algumas gotas escorrendo.
– Se alguém te visse agora, provavelmente pensaria que é um vampiro — Eduarda comentou, nervosa, encarando o corpo.
Ele limpou um pouco de sangue do queixo.
– De nada — respondeu.
– Por que fez isso? — Eduarda segurou o braço dele.
– Eu disse que não te deixaria ser expulsa — ele respondeu — Não escutou.
– Quero saber o por que de não me querer expulsa.
– Você é legal.
Ele deu um sorrisinho de lado, que pareceu simpático e saiu.
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