High School Survival
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo 7
P.O.V. Lexi
Eu simplesmente não conseguia parar de encarar aquela foto, eu poderia imaginar ele com qualquer garota, menos com ela. Agora o comportamento dela nas últimas semanas fazia sentido. Voltei a minha atenção á aula e o professor continuava com o mesmo blá, blá, blá de antes, então eu apenas levantei e saí da sala sem ele dar falta de minha presença.
Desci as escadas e saí do prédio principal, andando em direção ao ginásio. Eu precisava extravasar a raiva dentro de mim. Chegando lá, puxei o carrinho com as bolas de vôlei e comecei a joga-las com força contra a parede. Passei um bom tempo lá, meus braços já estavam começando a ficar cansados quando eu joguei uma última bola que acertou um garoto que entrava pela porta do ginásio. De longe pude ver que ele tinha cabelos pretos e era alto, usava uma calça jeans escura, e um casaco vermelho por cima de uma camisa branca.
– Ei, calma aí! – ele disse vindo em minha direção e levantando as mãos em rendição. Agora olhando de perto pude perceber que ele tinha olhos azuis, e que o seu rosto era um pouco conhecido.
– Eu te conheço? – perguntei curiosa.
– Eu sou da sua turma de teatro. Shrillen, Mike Shrillen. – ele disse estendendo a mão.
– White, Lexi White.
– É eu sei. – hã? – então, o que você está fazendo aqui, matando aula? Não parece esse tipo de garota.
– Porque eu não sou esse tipo de garota. Já que você perguntou, o que você está fazendo aqui?
– Eu perguntei primeiro. — É sério isso? Parece coisa de criança.
– Porque eu não estou de bom humor, e sem um pingo de paciência para escutar as reclamações do Mr. Hunter. Agora você poderia, por favor, me responder, porque como eu já disse, eu não estou de bom humor.
– Ah, sei lá. Eu vi você saindo irritada e pensei que provavelmente era por causa do Jack. Aí eu resolvi te seguir.
– Primeiro; como você sabe sobre o Jack? Segundo; porque você sabe tanto sobre a minha vida? – parei para pensar por um momento, eu sabia que eu conhecia aquele garoto, mas não era da minha aula de teatro. Olhei bem, espera... – você não é irmão do...
– Gregg? Sou. – ele completou a minha frase antes que eu pudesse termina-la.
– Ahh, por isso você sabe sobre o Jack.
Agora é assim? O Gregg simplesmente sai falando da minha vida para o irmão dele! E o dia só piora.
– Bom, eu vim atrás de você porque eu pensei que você pudesse estar mal com o que aconteceu. – ele disse interrompendo os meus pensamentos.
– É só isso? Pode ir, eu estou bem. – então eu me viro de volta para o carrinho e pego outra bola.
– Você não quer mesmo falar sobre isso?
– Não agora! Então me faça um favor e saia daqui!! Ou você tem mais alguma coisa pra dizer? – perguntei irritada.
– Na verdade eu tenho. Você quer ir ao shopping depois da aula? – revirei os olhos, ele não ia me deixar em paz mesmo.
– Tanto faz. — respondi.
– Vou aceitar isso como um ‘sim’. – então ele finalmente saiu andando em direção à saída.
Só então eu percebi que os meus braços estavam extremamente doloridos e achei melhor sair dali. Antes recolhi as bolas que estavam espalhadas pela quadra inteira. Faltavam uns 4 minutos para a próxima aula, então resolvi passar no banheiro antes. Olhei-me no espelho e me deparei com uma Lexi horrível, com os olhos inchados e vermelhos, com a maquiagem borrada e escorrendo pela minha bochecha. Tenho que me lembrar de começar a usar maquiagem a prova d’agua. Limpei o rosto bem a tempo de o sinal tocar.
– Só mais dois períodos. – murmurei para mim mesma.
– Falando sozinha? Acho que você tá pior do que eu pensava.
Virei-me e vi Gregg sorrindo.
– Eu realmente não estou com o humor para brincadeirinhas. – dei meia-volta e saí andando, aparentemente ele me seguiu.
– Fiquei sabendo que você vai sair com o meu irmãozinho hoje.
– Eu quero que fique bem claro que é só porque ele foi insistente e eu já estava ficando irritada!
– Hm, sei...
Então eu me virei brutalmente e coloquei a mão na frente dele fazendo com que parasse.
– O motivo foi exatamente esse, agora você pode fazer o favor de parar de me seguir? – e então eu continuei andando.
[...]
A aula já tinha acabado e eu estava indo direto para casa quando ouço alguém gritar:
– Você não tá fugindo de mim? Está? – virei-me e dei de cara com Mike vindo em minha direção.
– Na verdade, eu estava sim, mas parece que não deu muito certo. Melhor eu tentar da próxima vez.
– Então vai ter uma próxima vez? – ele perguntou sorrindo.
– Foi só um modo de falar.
– Vamos? Quer dizer, você veio de carro ou você vem comigo?
– Eu vim com a Blair. – respondi. – então eu acho que vou com você.
– Sem problemas.
Então nós caminhamos em direção ao shopping, que não era muito longe dali.
– Tem algum problema se a gente passar na minha casa antes? – eu perguntei.
– Pra que? Não me diz que você vai trocar de roupa! – eu apenas sorri em um modo de afirmação.
– Tá! A gente pode passar na sua casa!
Logo em seguida nós estávamos na frente da minha casa, pedi para que Mike ficasse do lado de fora, óbvio que ele não me escutou.
– Mas porque eu tenho que ficar do lado de fora?
– Eu vou ter que explicar de novo? Já disse que eu não quero ter que explicar pra minha mãe que eu estou saindo com um garoto que eu não sei quem é!
– Simples, diz que eu sou o Mike! – revirei os olhos.
– Olha, só fica aqui, eu já volto.
Entrei em casa e subi rapidamente pro meu quarto, troquei de roupa e desci novamente.
–Mãe! Vou sair de novo, volto ás 20:00! – Acho que ela nem me escutou.
– Pronto, voltei.
Procurei e ele não estava lá, olhei para todos os lados e nada. Pelo menos me livrei dele. Voltei para casa e quando ia subir para o meu quarto ouvi risadas vindo da cozinha. Segui as risadas que ficavam cada vez mais altas.
– Mãe, você tem visita? – então me deparei com uma cena que eu não gostaria de ter visto. Minha mãe e Mike rindo e conversando.
– Filha, seu amigo estava esperando lá fora e eu resolvi convida-lo para entrar. Ele é um ótimo garoto por sinal. – minha mãe disse, ainda rindo um pouco.
– Ninguém merece... – foi a única coisa que eu consegui dizer.
Fale com o autor