High School Survival
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Capítulo 1
POV Blair
Era realmente uma noite muito bonita. O céu estava limpo, cheio de estrelas. Terminei o jantar e me retirei da mesa.
- Mãe, vou arrumar as minhas coisas pra amanhã!
- Ta bom filha, boa noite. Te amo!
- Boa noite. Te amo!
Fui para o meu quarto. Coloquei todos os cadernos dentro da mochila, estojo, roupa de educação física, e roupa para o teste de cheerleading. Acho que não esqueci nada. Meu celular apitou. Uma nova mensagem.
“Entra logo no Skype, já ta todo mundo on! – Lexi”.
Sentei em frente ao notebook e liguei o mesmo. Quatro janelas apareceram na tela. Lexi, Claire, Valerie, e Sophie falaram ao mesmo tempo:
- Finalmente!
- Desculpa se eu tava arrumando minhas coisas pra amanhã. — disse mostrando a língua pra elas.
- Ansiosas para amanhã?-Claire perguntou.
- Nem tanto. — Valerie respondeu.
- Eu to! É o nosso primeiro dia no high school!- Lexi contrariou.
- Pois é eu também to!- Claire completou, respondendo sua própria pergunta.
- Muuuito ansiosa! Mas então meninas, novidades?- Perguntei.
- Quer ver que a única a ter novidades vai ser a Sophie? — Lexi falou.
- Como você adivinhou?!- Sophie disse. – Alunos novos.
- Sério? Quantos?- Valerie perguntou animada.
- Dois. Um na nossa sala, e outro no 10th. Mike e Gregg. Segundo as minhas fontes, Mike é tímido e na dele, provavelmente vai ficar no lugar do Henry. Dizem que Gregg é bem esportivo, mas não é muito social, ele não é do tipo que vai falar com as pessoas, mas quando começa a conversar, se solta. Eu consegui uma foto dele.
- Manda então!- Claire disse.
- To mandando.
De repente um arquivo apareceu na conversa, abri a foto. Era um garoto bonito, de cabelos castanho claros, e olhos cor de mel. Dono de um sorriso largo e branco, marcado por covinhas em sua bochecha. Tinha um corpo normal para a idade, magro, mas bem definido. Vamos dizer que era bem... Atlético.
- Meninas? Vocês estão aí? – Sophie perguntou.
- Aham. – Lexi respondeu. – só apreciando a foto.
A foto sumiu da tela e as meninas apareceram de novo.
- Ele nem é tão bonito assim. — Valerie disse com cara de ‘no me gusta’.
- Ah! Valerie e seu senso crítico. – eu disse.
-Tive uma ideia! – Claire exclamou. – Que tal uma aposta?
- Que tipo de aposta?- Sophie perguntou interessada.
- Quem ficar amiga dele primeiro, ganha. A gente tem até o final da primeira semana, antes que as Barbies o puxem pra elas.
- Eu gostei!- Concordou Lexi.
- Eu também!- Sophie e Valerie falaram juntas.
- Adorei, mas o que as perdedoras fazem? – perguntei.
- Hum... Deixam a vencedora pegar uma peça do seu armário. Qualquer tipo de peça, roupa, sapato, ou acessório.
- Então tá meninas, Its on! – Valerie disse. – Agora, eu não sei vocês, mas eu vou dormir.
- Eu também vou. – Claire disse bocejando. –Boa noite. Haj!
- Boa noite. Tchau! – Valerie falou, fechando o Skype.
- Durmam bem, Bye! – Sophie ficou off.
- Boa noite! Arrivederci. — eu disse.
- Já que todo mundo vai dormir. Boa noite. Au revoir. — Lexi disse por ultimo.
Desliguei o meu notebook, e fui me deitar. Estava feliz pelo primeiro dia de aula, nervosa, mas feliz. As únicas coisas que me martelavam a cabeça eram as Barbies, elas eram insuportáveis, tirando a Karen, já conhecia ela á mais tempo. Mas a Mandy... Como eu odeio aquela garota! Ah! A outra coisa era o garoto novo. Gregg era seu nome, pelo que me recordava. Queria saber quem ganharia a aposta. De fato ele seria amigo de todas nós, pois conhecendo uma Lolita se conhece todas. Tentaria ser amiga dele, talvez, só para pegar aquele salto preto da Lexi. Outra coisa que ainda não havia pensado sobre era Henry, fazia uma semana que tinha se mudado para Londres. Meu melhor amigo, agora o que eu ia fazer? Pra quem eu ia contar os meus segredos? Apesar de ter as Lolitas, não se pode contar tudo á elas. O jeito é falar por Skype, Facebook, e no momento, parar de pensar e ir dormir. Peguei meu iPod e dormi ouvindo Skinny Love –Birdy. Tive um pesadelo horrível.
“Eu estava no escuro, em um lugar grande e frio. Via apenas sombras e reflexos criados pela pouca luz que as duas velas no lugar produziam. Comecei a andar entre bancos compridos, quando uma voz suavemente tenebrosa disse:
— Tem certeza que não sabe onde está querida? – era uma mulher quem falava. – Ah, que pena.
As luzes se acenderam e então reconheci o lugar, estava em uma igreja, aquele lugar que me dava calafrios, os olhares dos santos pareciam que me acompanhavam conforme eu andava. Quando cheguei ao altar olhei para o chão, temendo ver a dona da voz tenebrosa. Fui subindo meu olhar, e aos poucos confirmando o que eu tanto temia. A veste inteiramente preta, e a pele envelhecida, o manto na cabeça, a aliança no dedo mostrando compromisso com Deus, e por fim, seus olhos vermelhos me encarando. Aquela freira estremecia todos os meus ossos, ou talvez fosse o frio que tomava o lugar, visto que meu maxilar fazia meus dentes baterem com força um contra os outros. Dei um grito e corri para a porta entreaberta, a qual foi se fechando aos poucos. Tentei abri-la sem sucesso, me virei e vi a freira vindo em minha direção, ela foi chegando mais e mais perto, abriu um sorriso mostrando seus dentes afiados e demoníacos. As luzes se apagaram, e eu ouvi meu próprio grito de socorro ecoar, e então, silêncio.”
Acordei assustada, quase chorando, olhei para o meu celular ‘3:30’, fui até a cozinha e bebi um pouco de água, voltei para o meu quarto dormi novamente, mas dessa vez, um sono sem sonhos ou pesadelos, um sono vazio.
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