High School Manual

8 Terça é a nova sexta


Notas iniciais
Demorei muito?

Silena e Piper planejaram até as vírgulas. Tínhamos horários para chegar na festa com minutos específicos. A Galera ia chegar antes de todo mundo para aprontar os detalhes finais e iniciar a festa.

O problema era: os meninos nem deram sinal de vida, e Silena e Piper estavam da cor de dois pimentões.

— EU VOU MATAR AQUELES DESGRAÇADOS. — Silena andava de um lado para o outro com fogo nos olhos.

— Eles devem ter pegado algum engarrafamento... — Annabeth tentou acalmar ela.

— ENGARRAFAMENTO VAI SER MINHA MÃO NA CARA DELES. — Piper gritou.

Senti meu celular vibrar no bolso. As meninas pararam e me olharam, esperando eu atender.

— Alô?

Aconteceu uma coisa muito, muito, muito ruim

— Luke? Cadê você e os meninos?

Thalia, eu atropelei o Nico sem querer. Quer dizer, não tão sem querer assim.

— Onde vocês estão? — Me levantei e peguei minhas chaves na mesa de centro da sala. As meninas me seguiram. Eu entrei no carro, junta com todas elas. Annabeth entrou no banco do passageiro e pegou o celular.

Eu mudei a marcha e dei partida, esperando as instruções de Annie.

— Ok Thalia, O acidente foi a algumas quadras daqui, quando chegar nessa esquina, dobre a esquerda.

Annabeth explicou o que tinha acontecido para Silena, Piper e Clarisse.

— Acho que é ali... — Clarisse murmurou.

Um amontoado de pessoas se acumulava no meio da rua. Vi os cabelos cor de areia em destaque. Estacionei o carro, joguei a chave para Annabeth e corri até Luke. Empurrei as pessoas cegamente e quando encontrei ele, corri para seus braços.

— Calma, calma Thalia... — Ele me abraçou e afagou meus cabelos.

— Calma?! Você me pede para ter calma?! — Aumentei minha voz.

— Seu coração está muito acelerado. — Ele comentou e respirei fundo, tentando controlar minha respiração acelerada.

Me soltei de seus braços e vi Annabeth do meu lado. Ela também abraçou Luke. Claro que foi inevitável não sentir aquela pontada de ciúmes, mas eu sabia que era besteira e que tinha coisas mais importantes com que se preocupar.

— Onde está Nico? — Perguntei vendo ele fazer aquela careta fofa.

— Ele foi levado por uma ambulância agora mesmo. Por mais que eu achasse que foi só um arranhãozinho, Jason insistiu em chamar socorros.

Eu ri. Luke era tão parecido comigo as vezes que me assustava.

— Onde está Jason? — Perguntei. Ele apontou para ele que estava abraçado com Piper. Sorri e resolvi não ir lá. — Silena está furios...

— OLHA AQUI SEUS MERDINHAS, NÃO É PORQUE VOCÊS ATROPELARAM UM GAROTO QUE VOCÊS VÃO SE SAFAR DESSA EU VOU MATAR VOCÊS. — Silena gritou aos quatro ventos. — PARA O CARRO. AGORA.

[...]

Quando terminamos de aprontar os detalhes finais, voltamos para nossas casas. Jason ficou com Piper e Annie perguntou se podia ir para minha casa, disse que sim.

Eu e Annie nos arrumamos e fomos para a festa. Chegando quase um quarteirão antes da casa das meninas eu já ouvia a música. Estacionei em frente e saímos. Acho que eu e Annabeth ficamos uns minutos olhando a faixada iluminada da casa, fizemos um ótimo trabalho. Ela segurou minha mão e me puxou para dentro.

A semelhança entre a festa da Silena e da Piper com um clube de strip era quase cem. Tinha um bar improvisado, uma pista de dança e um DJ com cabeça cavalo que animava a galera.

Vimos as meninas no bar com copos vermelhos. Pegamos nossas bebidas e nos juntamos a elas.

— Ninguém acha estranho uma festa no meio da semana? Clarisse comentou bebendo.

— E justamente numa terça? — Completei sorrindo.

— Meninas... — Começou Silena. — Terça pode ser a nova sexta para nós.

Rimos e fomos para a pista.

Não vi nenhum dos meninos, nem meu irmão. Acho bom eles não estarem aprontando de novo.

Dançamos tanto que eu tive que voltar para o bar e descansar um pouco. Vi Annabeth beijando um moreno perto de mim. Sorri, mas não me interessei em saber quem era. Parecia que ela tinha superado o Jackson da melhor forma possível.

Bebi mais um pouco. Um cara sentou do meu lado. Era loiro e parecia um pouco alterado. Ele pediu uma bebida e quando me percebeu do seu lado, me olhou e desceu o olhar para minhas pernas, sorrindo. Revirei os olhos. Ele não fez nada comigo, não estava bêbado o suficiente para isso, e nem se atreveria.

Apenas voltei para pista e me juntei as meninas novamente, mexi meu corpo junto com as batidas da música. Apenas o jogo de luzes iluminava a pista. Levantamos os braços como se não estivéssemos nem aí.

[...]

O som ensurdecedor da música eletrônica tocava como se não houvesse amanhã. As pessoas no movimento constante, o som dos corpos suados se chocando e mãos para cima segurando copos vermelhos.

A bebida descia rasgando minha garganta tirando uma grande porcentagem de minha sanidade.

O baque surdo do meu copo no balcão foi a deixa que eu precisava para finalmente me juntar a multidão. Meu corpo não parava de se mover, não queria que ele parasse. Fechei os olhos aproveitando o momento. Levantei os braços.

Senti alguém me abraçando por trás, mas não liguei muito porque sabia quem era.

— Luke, você não aprende mesmo... — Seus lábios desceram até meu pescoço e eu deitei minha cabeça em seu ombro.

Ele estava muito bêbado mesmo.

Continuamos dançando. A última vez que olhei a hora, era cerca de duas da manhã. Passei maior parte da festa com as meninas. Agora, era minha hora de me divertir um pouco.

Me virei para Luke. Sua mão fazia carinho na minha cintura e os beijos no meu pescoço subiram e chegaram na minha boca. Meus braços se fecharam em seu pescoço. Sua boca com gosto de cigarro me viciou. Nossas línguas pareciam se conhecer perfeitamente.

Quando nos separamos, ele segurou minha mão e me puxou para um corredor vazio. Deuses, por que estão me puxando de um lado para o outro hoje?

— Algum problema? — Perguntei.

— Sim, e um dos grandes. — Ele me puxou pela cintura. — Resolvi admitir que eu te amo pra caralho.

Segurei seu rosto e suas mãos acariciaram as minhas. Sorri e dei um beijo delicado em seus lábios.

Notas finais
Comentem! Annabeth e o moreno misterioso, algum palpite?