High School Magical

1 O velho de jaqueta marrom


Notas iniciais
Gente, essa é uma fic minha reescrita, a antiga estava péssima, espero que gostem!

Olhem, leitores, eu não sou normal.

Portanto, se você está à procura de normalidade, lamento dizer que você está lendo o livro errado. Estas páginas são narradas por mim, mas escritas por um grande amigo meu, o autor que escreveu o que vocês estão lendo no momento.

Desculpe-me não me apresentar, é que eu sou muito, mas muito ansioso para acabar as coisas, mas meu nome é John Hunn, filho do senhor e da senhora Hunn, somos uma família quase normal... O motivo de não ser completamente normal? Eu. Eu sou a razão se não sermos totalmente normais. Eu tenho um irmão, – ele é normal – encrenqueiro, ele me fez esquentar a sopinha dele, eu admito, mas foi sem-querer, juro, mas a raiva me fez fazer isso.

Minha mãe me levava semanalmente a um médico charlatão que era psicólogo, ela me levava, mas não sei para que, provavelmente ela achava que eu estava em depressão por sofrer bullying, mas eu não estava deprimido não. Eu estava tão feliz por descobrir que eu era mágico-aquático que esqueci aquele povo idiota que dava murros em minha cabeça, eu comecei a trazer peixinhos para suas cuecas.

Minha mãe escolhia um dia da semana para irmos, então essa semana ela escolheu a sexta-feira. Eu levantei e pus a mão no criado-mudo do meu quarto, acabei de completar quinze anos, mas ajo como uma criança de dez.

Minha mãe tem vários nomes na boca do povo do nosso bairro: deusa-do-barraco, senhora-língua-de-cobra, víbora, e outros nomes que não é adequado falar para vocês, amigos. Você pode pensar que minha mãe é muito mal, de longe. Mas de perto ela é legal.

A minha mãe vive gritando, eu acho que a voz dela é a mais elevada do bairro, meu nome é ouvido pelo bairro, quando ouvem uma voz de bruxa gritando “JOOOOOOOOHN” já se sabe que é minha querida mãe.

– John – eu ouvi pela primeira vez a voz de minha mãe calma, então aquilo era super. Estranho – É hora de acordar.

Eu odeio acordar cedo, eu estudava no horário vespertino, para dormir mais durante a manhã, mas sempre tinha o pior dia da semana, que era o dia da consulta com o doutorzinho nojento que se chamava Lukke. Eu sempre tento dormir cedo para não ficar exausto no próximo dia. Mas nem isso resolvia minha sede de dormir.

Dei uma bufada longa e pus minhas pernas para fora da cama, vi a imagem de uma mulher de cabelo grisalho e corpo magro a minha frente, essa era a minha mãe. Ela veio até mim, eu senti o cheiro do perfume que ela usava quando saia para um evento especial, mas a consulta a clinica nunca foi um evento especial, então, aquele dia, como eu foi totalmente anormal, começando pelo carrinho de papai-noel que vi quando sai de casa, eu me arrumei e fui para o carro de minha mãe. Ela entrou no carro, olhou para o espelho e retirou o batom da sua bolsa, retocou o batom e o guardou.

A dona Clark estava na rua, limpando o seu jardim. Aquela era a inimiga da minha mãe, desde sua mudança, há milhares de anos atrás. Minha mãe sempre nos disse que existia uma bruxa malvada, e que ela morava em frente a nós, nós quando éramos crianças tínhamos pavor de atravessar a rua.

– Senhora Hunn – a mulher saiu de seu jardim e veio até o carro de minha mãe – A senhora, por acaso, esqueceu a reunião que nós teremos hoje? – a voz daquela mulher era tão irritante quanto o som de uma porta batendo.

Minha mãe bufou, estalou os lábios e olhou para a mulher com uma cara de “sai daqui agora”.

– Eu não esqueci senhora Clark – respondeu minha mãe – Agora me dê licença.

– Está levando seu filho doido para o médico que trata loucos? Vai se tratar nele também?

Minha mãe saiu do carro, eu não me importava com aquela mulher ridícula que morava a minha frente. Minha mãe sussurrou algo em seus ouvidos e voltou para o carro, a expressão da mulher se tornou desespero. Eu mesmo não me importando estava irritado com aquela nojenta que vivia como minha vizinha, então eu estendi minha mão para a mangueira do jardim da senhora Clark, sussurrei para minha mãe para que ela fechasse o vidro do carro, ela fez o que eu pedi. Um jato de água gelada molhou a mulher completamente, ela deu uma bufada e voltou para sua casa, ou seu ninho de cobras como sua mãe dizia. Minha mãe sabia que eu era anormal, provavelmente ela já sabia isto desde meu nascimento, mas nunca me disse. Você deve estar se perguntando... Por que ela não te disse, John? Bem, nem eu sei.

Seguimos por um lugar da cidade que eu não conhecia... Nós estávamos muito longe do consultório do doutor Lukke. Para onde ela estava te levando, afinal? Você deve estar se perguntando. Ela me levou á um parque que eu não conhecia. Que era do outro lado da cidade, cheio de gente que eu não conhecia. Nova Iorque é muito grande, eu só conheço gente do meu bairro.

Minha mãe desceu do carro e me chamou para sair.

– Hm... – começo – mãe...

– Quieto John... Eu não queria que você fosse, porque eu iria sentir muita saudade, e também você sofre muito numa escola normal, imagine nesta...

Eu não entendia o que ela queria dizer, mas tentei:

– A senhora vai me por em outra escola?

– Não... John, há uma escola para pessoas... – ela parou, provavelmente estava procurando uma palavra que não me ferisse – Pessoas... Especiais, como você.

Então foi aí que eu percebi, uma escola com gente anormal, finalmente eu iria ser igual a todos e não precisaria colocar peixes nas cuecas dos idiotas. Mas eu ainda não entendia o porquê de ela ter me trazido para aquele parque, então ela me contou tudo o que aconteceu na noite de dezesseis de janeiro, uma tempestade, um bebê na porta duzentos e trinta da rua dos mares... Eu fui adotado, ué. Minha mente se revirou, eu me senti mal por alguns segundos, mas num instante melhorei, minha mãe começou a chorar, eu também, claro.

Ela retirou um papel muito velho de seu bolso e me entregou, abri com cuidado, pois pensava que aquilo poderia se despedaçar em pequenos pedaços velhos. Comecei a ler o que estava escrito na carta.

Querida senhora Hunn,

Não posso mantê-lo comigo, sei que és uma ótima amiga, e quer muito ter um filho, por isso eu o entrego, não tenho mais forças para tê-lo comigo, Lunny me ameaçou por tê-lo concebido, isso é proibido porque me casei com aquele idiota do Martin. Se puder cuidar dele eu a agradeço muito...

Com amor de sua amiga-anormal Danny.

Quem era Danny? Danny era minha mãe de verdade, ela era anormal como eu, eu não entendia nada do que estava escrito naquela carta, afinal, quem era Lunny? Quem era Martin? Então... Eu apenas entreguei a carta de volta para minha mãe.

– Por que a senhora me trouxe aqui? – perguntei. Então ela apontou para um cara velho que estava usando uma jaqueta de couro marrom, ele era barrigudo e tinha cabelos loiros longos, para um homem, ele veio caminhando até nós e disse:

– O garoto está aqui? – ele indagou, sua voz era grossa e rouca – Olá, John – ele estendeu a mão para mim e eu o cumprimentei. Como ele sabia meu nome?

O cara era muito esquisito.

Minha mãe me contou sobre a escolam High School Magical, eu iria ficar lá durante seis meses, durante seis anos, eu não sabia o que eu deveria fazer, ir para essa tal de High School Magical, ou ficar em casa e ir para aquela escola medíocre cheia de retardados mentais... Então, você já deve saber que eu escolhi ir para a HSM (escolhi simplificar para meu amigo escritor, Luiz. Ele disse que não iria escrever o nome inteiro da escola um monte de vezes, ele está teimando agora dizendo que não quer escrever coisas entre parênteses, fica quieto, Luiz.)

– Você vai para a escola dia quinze de abril, bem, amanhã... Você pode comprar material normal mesmo – normal do tipo normal (como você que está lendo agora) – Hm, você vai começar as aulas dia vinte, eu mesmo venho te buscar amanhã, não precisa se preocupar.

Dia quinze era o dia após o dia que eu conversei com o homem estranho que estava no parque que minha mãe me levou, eu não perguntei o nome dele porque me esqueci de pergunta-lo.

Continuando, quando voltamos para casa meu pai estava tomando cerveja e comendo pipoca, subi para meu quarto e liguei o computador. Abri o site do google e pesquisei sobre a tal de High School Magical, e, serio. Eu iria estudar numa escola que não existe. Não havia nada sobre essa escola no google. Talvez ela esteja escondida como Hogwarts, aquela do Harry Potter. Então, eu comecei a achar que finalmente eu iria ter amigos e sair para passear com eles, talvez até uma namorada... (Não é pra rir, Luiz)

Desci para jantar, meu pai estava na cabeceira da mesa como sempre. Minha mãe estava pondo café nas xicaras.

– Então, John, vai para aquela escola? Já sabe que é adotado, não? – ele parecia triste, mas tentava sorrir para não me desanimar.

– Sim, pai. – minha mãe pôs uma xicara a minha frente e a encheu de café – já vou embora amanhã.

– Hmm – ele bebeu um gole de café e continuou: — Amanhã nós podemos ir comprar seus materiais... E eu até posso te levar para a escola.

– O senhor sabe aonde é que fica? – perguntei – O homem disse que ia me levar lá ele mesmo.

– Prine? – perguntou meu pai e olhou para minha mãe – Prine Jackson? Ótimo, eu não era com a cara dele, mas agora eu entendo que ele quer o seu bem, está do nosso lado.

Foi um dialogo longo. Meu pai explicou que minha mãe morreu quando tentava me esconder, foi naquela noite em que eu fui parar na casa dos Hunn, ela morreu quando se atirou de um precipício. E me disse que Prine Jackson era o nome do homem que disse que vinha me buscar. Meu pai me contou que não gostava dele porque Prine e ele tiveram brigas no passado, e neste assunto eu não quis entrar.

Não sabia bem a hora que Prine iria vir levar-me para a escola, minha mãe disse que a tarde era muito melhor, porque de manhã nós iriamos comprar os materiais, fazer as malas etc. etc.

Uma coisa que se deve fazer no último dia em sua casa é uma bela de uma bagunça no quarto. Eu estava tão feliz por saber que não iria mais frequentar aquela escola que esqueci o mundo a minha volta. Eu estava indo para aquela escola para aprender a controlar o meu dom. Eu desde pequeno gostava de água, ficava horas dentro da banheira. Eu me lembro que quando eu tinha seis anos de idade eu sequei a banheira porque estava irritado, porque minha mãe queria me tirar do banho.

Eu não sabia de que eu iria para a HSM, minha mãe opinou um carro. Do que se pode esperar de Prine Jackson?

(Vou contar a vocês no próximo capítulo, eu sinceramente queria contar a vocês agora, mas Luiz é muito chato e quer ir dormir, ele postará outro capítulo na próxima semana, não quero ser egoísta e não compartilhar a historia com vocês, adeus meus amores!)



Notas finais
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