High School Magical
4 EU ouço uma conversa idiota
Notas iniciais
Estou muito ansioso para iniciar a parte que eu mais gosto, que também é a que eu mais odeio, não sei o porquê. Por isso vou dar uma breve resumida do que aconteceu depois.
Eu, Elijah, Charlotte e Jesse nos tornamos rivais, isso porque Danone entrou no quarto no momento em que Jesse e Charlotte estavam... Hm, bem, vocês sabem, não? Jesse disse que não se importava, mas Chalotte, sim. Charlotte disse que não queria mais ver a nossa cara e nem a cara do tal gato imundo que invadiu o seu quarto. Tivemos duas ótimas semanas de aula, a srta. Spencer fez com que todos nós fizéssemos o resumo do livro dela em um dia, é claro que eu não fiz e levei um zero, maravilhoso. A outra professora de Controle não se importava com as “atividades” que a srta. Spencer nos fazia. A srta. Ferr era a outra professora de Controle, a mais nova professora, tinha cabelos loiros que batiam na cintura, olhos verdes e era linda. Tinha poderes de cura, e quando tinha tempo livre ficava na enfermaria, ela era a mais amigável, mas também a mais omissa. E foi numa aula dela que meus problemas começaram.
– Poxa, John – Elijah falava ao meu lado, aquela era a única aula em que nós podíamos ficar conversando – Jessica... Jesse não fala comigo, ela fala mais com Danone.
– E você está afim dela? – perguntei, eu estava com sono aquele dia, por isso não me importava com nada do que as pessoas falavam. Elijah não respondeu, graças.
Quando a aula acabou eu fui para o quarto, estava tão farto que mal conseguia me locomover. Mas antes eu precisava falar com Charlotte, eu deveria desculpas a ela pelo gato do meu amigo sair do nosso quarto e ir bisbilhotar o dela, não é mesmo? Sai do quarto e fui procurar Charlotte, que estava conversando com Jesse. Jesse me encarou por um segundo, eu não tinha uma relação amigável com Jesse, mas dessa vez ela foi legal, deixando-me a sós com Charlotte. Charlotte me encarou com uma cara do tipo “O que você está fazendo aqui?” e eu falei. Pedi desculpas por tudo, ela não perdoou fácil. Charlotte era linda, o vento fazia seus cabelos voarem e a dava um efeito especial. Ela não usava maquiagem, o que a deixava mais linda. Ela concordou que poderíamos ser amigos e blablabla. Jesse voltou e deu uma tapa nas minhas costas.
– Te vejo no jantar, senhor aquático – então Jesse e Charlotte me deram esse lindo apelido.
Fui em direção ao quarto. Na divisória da ala masculina com a ala dos professores, a srta. Spencer andava apressada em direção ao diretor, sr. Cliff. Que Elijah apelidou por gordo. Spencer estava agitada, um pouco triste.
– Eles estão perto de descobrir, Juan! – ela dizia, com uma voz que dava calafrios.
– Não me chame por esse nome aqui, idiota. Os professores podem nos ouvir. – ele falou baixo. Mas eu consegui compreender – Não irão saber de nada, eu sei. Não há como! Nosso plano de trazê-lo de volta dará certo, minha querida irmã.
Irmã? Trazer quem de volta? Eu estava confuso, nesse momento minha fadiga se foi e eu me tornei curioso, cheguei mais perto para ouvir o que os dois tramavam. A srta. Spencer olhou para trás, examinando o espaço. Eu me escondi em um bom lugar para poder ouvir tudo o que falavam.
– O mau não poderá se reerguer se não agirmos! Temos de achar o último pergaminho para enfim liberta-lo! – ela falava baixo.
– Não é o último, tola! Precisamos achar os três últimos. Só você pode fazer o feitiço para ele se reerguer, aliás, você é a escolhida. Você deverá ler a linha de baixo de todos! Você não deve ler as linhas de cima dos três, você sabe que se ler as de cima você irá fazer o contrário! Você é muito tola para ser a escolhida, só acho que eu deveria ser o escolhido para libertar o mestre. Você deve juntar todos os pergaminhos na mesa de Letti. Então pronunciará as linhas de baixo, você deve partir sozinha, darei um jeito de dizer que você ficou doente e voltou para Dallas, agora vá, vou arranjar um substituto.
Quando ouvi aquilo meu coração transbordou de alegria, sério, a srta. Spencer iria se ausentar! EBA!
Mas a alegria ligeiramente terminou, eu só conseguia me lembrar do que a srta. Spencer dissera: mau. Como assim? Mau? Do que ela estava falando? De que pergaminhos eles falavam?
Eu não conseguia entender nada, talvez eu devesse falar para Elijah, não sei se seria uma boa ideia, mas resolvi falar. Fui devagar até o quarto e encontrei-o falando com uma formiga. Fechei a porta e ele se ligou de que eu estava meio preocupado, ele disse tchau para a formiga e ela entrou num buraco que aparentemente era seu formigueiro. Elijah percebendo a situação disse:
– O que foi?
– Vou te contar o que eu ouvi, mas, vê se deixa essa boca fechada! Nem a nenhum de seus animais você deve falar, entendeu? – eu sussurrei. Contei tudo sobre o que ouvira. Ele ficou pensando por um minuto e deu a conclusão:
– Pelos céus, não entendi nada!
– Do mesmo jeito que eu, ué. – respondi, Elijah se levantou e andou de um lado para o outro, aquele cara era bem estranho. Ele praguejou alguma coisa sobre bolinhos de chuva assados no micro-ondas e sentou-se novamente, olhei bem em seus olhos e disse:
– Acho que deveríamos contar a alguém, John – eu li seus pensamentos, ele estava falando de Charlotte e Jesse. Eu esqueci de mandar Luiz escrever um detalhe adicional em Charlotte, ela era uma expert em história, uma nerd assim por dizer, eu não concordei em falar a Jesse, mas a Charlotte estava tudo bem. Mas teríamos de esperar o jantar. Eu tinha um leve pressentimento de que a srta. Spencer e o sr. Cliff estariam tramando algo, e era algo ruim, horrível.
***
Eu e Elijah seguimos para o refeitório, escrevi “Torta de amendoim e suco de maracujá com leite” e coloquei dentro da caixa-das-delicias, um apelido carinhoso para a caixinha mais legal do mundo.
Sentei-me próximo a Elijah e um prato e um copo apareceram, comi tudo em um segundo. Eu estava muito preocupado com o que ouvira mais cedo, a conversa não saia de minha mente. Elijah fazia barulho enquanto degustava da sua torta de morango e suas seis latas de coca, a sua preocupação já se fora.
Avistei Charlotte, sozinha, puxei a mão de Elijah para irmos.
– As minhas cocas! — ele gritou, mas eu não me importei.
– Oi John, oi Elijah... – começou Charlotte – O que foi?
– Precisamos conversar, já que você sabe tudo, talvez você saiba do que eles falaram.
– Eles quem? – disse Charlotte.
– Me segue! – falei num tom elevado. Charlotte nos seguiu, mas ela parecia um pouco irritada, eu sentia que ela se sentiria melhor num jardim, então seguimos para o jardim do pátio principal, onde os adolescentes saiam para namorar, blablabla.
Contei tudo a Charlotte, ela abriu a boca e ficou completamente horrorizada, ela se levantou e começou sua explicação:
– Há algumas décadas, hm, umas oito, uma pessoa quis destruir todo o mundo. Um homem perverso, que estudou nesta escola, fez uma legião de pessoas que tinham as mesmas ideias que ele, ele soltou todos os aprisionados. Estes juraram confiança perante ele. O nome dele era Han, ele queria tornar toda a humanidade sua prisioneira, destruir tudo até se tornar o rei, ele faria qualquer coisa para isso, ele matou a mãe, os irmãos e a própria filha! Sua esposa jurou lealdade para permanecer viva. Enfim, ele quase conseguiu se tornar o “rei” da terra, mas sabe o que impediu? Uma linha do oitavo pergaminho que ele mesmo escreveu. Sabe, nós podemos tipo que fazer “mágica”, mas para fazê-la devemos fazer unidos. Ele fez “mágica”, mas mágica do caos, que pode ser feita por uma só pessoa. Ele errou a ultima linha do seu feitiço do mal e isso o fez perder, ele foi trancafiado a sete chaves num abismo, sua legião fugiu, dizem que morreram, mas na verdade não. Han até hoje está sendo atormentado, ninguém sabe a localização do abismo, muitos dizem ser o saara ou o ártico, mas ninguém quis procurar.
– E esses pergaminhos? – perguntou Elijah.
– Os pergaminhos dariam poder a ele, mas como ele errou a pronuncia, nada se fez. EU tenho uma teoria para isso. Como John disse que eles estavam falando de linhas de baixo de linhas de cima, né? As linhas de baixo seriam para dar a ele mesmo o poder, já às de cima para tirar o poder. Mesmo que o feitiço seja do caos, ele deve ter um contra feitiço. Creio que Mary – a srta. Spencer – seja uma de suas aliadas, estão tentando soltar ele. Por isso estão tentando reunir os outros três pergaminhos. Quando Han errou, todos os pergaminhos fugiram e foram para algum local. O feitiço só pode ser lido em frente a prisão de Han, eles vão achar os outros três e Mary irá ler. Ela deve ser tipo a preferida de Han, somente ela pode ler.
– Isso é horrível, e eles já têm cinco! – indaguei – devemos contar a alguém, um superior...
– Isso só geraria mais problemas! – Charlotte cortou – Vão fazer as malas, andem!
– Fazer o que? – Elijah disse, ele estava comendo sua barra de chocolate que deixara no bolso.
– Vamos procurar os outros três para impedir, ora bolas! – Charlotte bradou – Vou chamar Jesse, ela irá nos ajudar.
– O que? – gritei – Você é louca!?
– Um pouco, John – ela disse, dando um sorriso e correndo em direção a ala feminina. Logo Jesse chegou atordoada. Eu não sabia o que fazer, sinceramente. Ela só poderia ser louca, afinal, deveríamos pedir permissão para sair da HSM.
(Eu acho que vocês concordam comigo! Charlotte é louca mesmo, então vou deixar para contar o que aconteceu depois. Agora vou dormir ahn, preciso. Vejo vocês na próxima semana, tchau.).
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