Notas iniciais
Bem pessoal. Estou pensando em haver mais Temporadas para essa história.

BOOOM

Ouço o sim de uma corneta vindo do corredor. Devem estar acordando os alunos para a prova. Olho para o relógio que marca 7:00 da manhã. Os professores nos recomendou a vestir a nossa roupa e tudo. Acordo James e ele pede mais cinco minutos. Digo que hoje é o dia da prova. Ele pula da cama e pega sua roupa.

– Estou tão ansioso! — diz ele. E olho para ele com a cara de "Que?".

– Cara, como você pode estar ansioso para uma prova assim? — pergunto.

Ele se veste e não fala nada. Ótimo. Tomo um banho quente e tipo que fico treinando fazendo tentáculos de água. Visto a roupa recomendada.

– James — falo — Nós estamos esquecidos de uma coisa....

– Qual? — ele fala.

– FELIZ ANO NOVO!

– Que droga. Eles podiam adiar a prova e não por justo no ano novo. Feliz ano novo para você também, John.

Dou-lhe um abraço. E nós dois seguimos para o lado de fora, onde um jatinho do mesmo que nos trouxe até aqui. Há um fila de homens e mulheres. E duas mulheres estão aplicando o líquido que tem cor rosada. Eu e James seguimos para a fila dos homens.

Avisto Charlotte na fila feminina e aceno para ela. Seu visual está novo para a prova. Pintou suas unhas de preto e usa um batom extravagante.

James está em minha frente. Depois chega Kyle e depois Lukke. Então nós três começamos a discutir como será esse campo de batalha.

– Para nos darem tanta água... — Lukke começa — Acho que será bem deserto.

– Discordo — diz James — Acho que será um selva com praia.

– Sai dessa — Grita Kyle — Odeio selva. Acho que será uma floresta.

Eu não tenho ideia de come será esse campo de batalha. Apenas fico calado enquanto os outros conversam. E percebo que dentre os homens, não está Blive, o exibido.

Blive sempre faz questão de chegar na hora, dizendo ser pontual e o melhor aluno de todos. Mas ele não está hoje. E também pode não estar no jatinho.

Chega a vez de James e ele olha para a ponta da agulha com uma cara de desdém.

Quando a mulher estar injetando o líquido em seu braço ele fala:

– Esconligoublina

– Isso — fala a mulher que está aplicando e ele sorri.

O líquido dói demais. E demora 5 segundos que parece ser uma eternidade. Depois disso o braço fica mole. Mas depois passa e você se sente forte para combate. Entro no jatinho que está exatamente igual que no dia da apresentação.

Nunca mais vi Prine. Mas disseram que ele ficará observando com os professores. Ele é responsável pela a arquitetura do campo de batalha. A viagem vai durar uma hora. Então vou para a cabine de cadeiras e descansar, já que mal dormi. A cabine tem cadeiras acolchoadas, é bem confortável.

– Oi — digo — Que acha?

– Deprimente.

– A prova?

– Sim.

Não entendo o porquê disso que Charlotte falou, mas percebo que ela está triste. Então, decido não conversar. Caio num sono.

Ouço a voz do comandante dizer:

– Atenção, alunos. Chegamos ao nosso ponto. Desçam e esperem as recomendações.

Levanto e Charlotte não está. Saio do avião e fico lá. Vejo Blive distante, estranho não ter o visto no jatinho. Vou para onde Charlotte, Lukke, Kyle e James estão. Um menino de moreno e pardo está junto com eles. Ele tem olhos marrons.

– Olá John — diz James quando eu chego — Esse é Kauã Feeter. Ele tem poder sobre o clima.

– Oi Kauã — estendo minha mãe e ele estende a dele.

– Ele é da nossa equipe. Então, como nós nos conhecemos a muito tempo, decidimos ficarmos juntos no campo de batalha. Você topa? — pergunta Kyle.

– Sim. — falo baixo.

– Ótimo.

Depois vemos uma menina com asas voando, então me lembro que essa era a garota-passarinho que vi antes da consulta com o doutor Luke. Ela é angelical. Olhos Azuis, loira e branca. Ela está segurando um papel meio velho e começa a ler.

– Foi decidido pela majestosa diretora honorária Lunny Spelican, que os alunos do 1º ano, serão testados num campo de batalha — Ajeito minha mochila que está nas minhas costas — com 4 biomas. Tropical, Desértico, Florestal e Ártico. Daqui a trinta minutos vocês serão transportados (por magia) ao campo. — a voz da menina é tão doce. Acho que nem é humana.

– Okay — começa James, falando entre nós — Se nós estivermos longes uns dos outros deem o sinal. Como meu poder não é assim... Como o de vocês, um de vocês dará o sinal para nos juntarmos.

Todo mundo aponta para Charlotte. Ela concorda.

Os trinta minutos passam, e num piscar de olhos estou num lugar quente. Deserto. Não vejo ninguém com a fitinha vermelha no braço, só há gente da laranja. Então, observo uma árvore gigante crescendo a mais ou menos 1km de onde estou. Corro para lá, esse é o sinal de Charlotte.

Quando chego lá todos estão juntos.

– Ok — Kyle diz — Vamos achar um esconderijo.

– Floresta. — Lukke diz.

Florestas possuem muitas cavernas, acho que será um bom esconderijo. Todos seguimos para a floresta. E começamos a ver gente sendo transportada de volta a HSM por serem atingidas.

Felizmente, achamos uma caverna. Mesmo sendo pequena, Kyle faz um esforço para expandi-la sem fazer muito barulho.

Ele estende uma mão para o fim da caverna, e um tremor pequeno começa. Agora, a caverna está maior.

Os integrantes da equipe vermelha já dominaram o local. Todos bebemos água para hidratar. Lukke começa a comer uma fruta que eu não lembro o nome, mas sua aparência é marrom, e por dentro vermelho.

– Deliciosa — diz ele.

Temos que nos manter seguros, os da equipe vermelha já chegaram até nós. Ficamos durante a caverna até dormimos.

Acordo vendo Charlotte tomar água. Digo-lhe bom dia.

– É tarde, Idiota. — ele diz e ri.

Vamos ter uma noite difícil por termos dormido tanto. Mas é até bom que ninguém irá nos procurar durante a noite. Kyle, Lukke, Kauã e James estão dormindo. James com aquele ronco chato que sempre faz.

– John... — diz Charlotte. — Poderia deixar essa água gelada?

Ela estende suas garrafas, estão muito quentes. Eu sinto calor, toco em meu está grudando e cheio de suor. Essa caverna está fervendo.

Estendo minhas mão sobre as garrafas e fecho os olhos. Penso em gelo, e quando abro os olhos, as garrafas estão com pedrinhas de gelo. Faço o mesmo com as minhas e tomo uns goles. Está muito calor aqui, quando Kauã acordar, vou pedir para ele fazer chover.

Todos acordam quando um som ensurdecedor entra na caverna. Os meus ouvidos doem.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!