Notas iniciais
Desculpe a demora! Prometo não demorar tanto nos próximos capítulos.

Natasha segurava com força o embrulho em suas mãos e quando parou na porta a ansiedade tomou conta de seu peito. Fazia dias que não se falavam e ela não sabia como seria recebida. Bater na porta lhe custou o restante da coragem que ainda possuía. O rosto sorridente que a recebeu lhe deu um pouco de conforto e ela não sabia se estava arrependida ou empolgada por ter vindo.

— Natasha! Que bom te ver!

— Oi, Senhora Emma, como está?

— Estou bem. Você veio ver o Ed? Entra, ele está la no quarto, pode ir lá.

Natasha entrou temerosa de ir até o quarto dele. Local onde ela já esteve tantas vezes desde quando eram crianças, mas eram outros momentos e não haviam tantos sentimentos envolvidos, pelo mentos não dos quais ela tivesse conhecimento. Respirou fundo e bateu na porta do quarto que estava apenas escorada. Ela percebeu o susto do garoto ao vê-la ali parada em sua porta. Ele vestia uma calça jeans camiseta de basebol e um tênis nike. Ela o achou muito atraente e quis correr até ele e abraçá-lo, mas a timidez foi maior e a fez continuar parada sem reação.

— Vem cá. – Ele a puxou pela mão a levando para dentro do quarto e voltando a escorar a porta.

— É seu aniversário, eu quis vir te dar um abraço. E... eu trouxe um presente. – Natasha estendeu o embrulho em direção a ele que pegou com timidez.

— Ah! Não precisava! – Ele desembrulhou e viu o boné do Knicks que era seu time favorito. O boné que ele tinha já estava velho e desbotado. – Muito obrigado.

Edgar a puxou para seus braços e a abraçou. Natasha sentiu o aconchego do abraço dele e soube o quanto precisava daquilo. Eles nem se deram conta de quanto tempo permaneceram abraçados, mas provavelmente foram longos minutos que poderiam ser eternos devido a necessidade e saudade que sentiam um do outro.

— Senti sua falta. – Edgar falou assim que se assentaram na cama.

— Também senti a sua. – O silêncio se instalou entre eles. Ambos sabiam que não seriam mais os mesmos um com o outro, não depois de se deixarem levar por seus sentimentos como aconteceu há uma semana atrás. – Como é ter dezoito anos?

— Sei lá! Acho que ainda não me dei conta. Na verdade não mudou nada. – O garoto sorriu pensativo estudando-a com o olhar.

Natasha estava linda. Seus cabelos longos caíam em ondas sobre os ombros, seus olhos negros eram vivos e penetrantes, ele parou o olhar nos lábios rosados em formato de coração. Como queria beijá-la! Seria seu melhor presente de aniversário.

— Pensei que tivesse se esquecido do meu aniversário.

— Eu nunca esqueceria! – Natasha arregalou os olhos ao dizer isso como quem quisesse deixar bem claro que ele estava errado.

— É só que já tem uns dias que não nos falamos e eu pensei que você não viesse mesmo.

— A gente precisava desse tempo pra colocar a cabeça no lugar. O último final de semana não foi fácil.

— Você tem razão. Mas agora aqui estamos. O que você quer fazer? Jogar um jogo ou ver um filme? – O rapaz sorria todo empolgado.

— Tanto faz, só quero ficar aqui com você mesmo.

Edgar entendeu a deixa e segurou a mão dela que era pequena e lisa e se aproximando a beijou no rosto se demorando e aspirando seu doce perfume. Ele sentiu seu coração disparar e a beijou nos lábios. Natasha correspondeu ao beijo com carinho e os dois se deixaram levar por esse momento como se nada mais houvesse no mundo.

— Você é linda! – Edgar falou após separarem os lábios. O rosto dela estava corado após o beijo e ele o tocava com as pontas dos dedos. – Eu quis te beijar por tantas vezes. Mas parece que esse era o momento certo.

Eles se beijaram de novo com mais intensidade dessa vez. Natasha enlaçou o pescoço dele com os braços enquanto ele a segurava pela cintura. Era tudo muito intenso e diferente, pois parece que com outras pessoas não havia tanto sentimento e tanta história como os dois tinham.

— Eu preciso te mostrar uma coisa. – Edgar se lembrou do envelope que recebeu no meio da semana. Ele se levantou foi até a cômoda e trouxe o envelope estendendo-o para ela. – Abre.

— Uau! Ed! Parabéns! – Ele havia sido aprovado na faculdade de Michigan. Essa era a melhor notícia da semana. A garota pulou no pescoço dele e os dois caíram na cama com a intensidade do abraço dela. Ela o beijou com doçura parabenizando-o pela notícia. – Já pensou o que você quer ser?

— Não sei bem, mas talvez algo na área de economia ou política.

— Hum, falou o futuro presidente. – Natasha zombou de brincadeira.

— Só se você for minha primeira dama.

Ela arregalou os olhos e ele sorriu. – Calma, isso ainda não é um pedido de casamento. – Eles riam da conversa quando ouviram Lis chamar.

— Eddie. A mãe está chamando.

— Vamos lá que mamãe fez um bolo. –

Os dois foram até a sala de jantar onde Lis e Emma os esperavam. Havia salgadinhos e docinhos preparados por Lis e pela mãe e um pequeno bolo de chocolate cheio de velinhas de aniversário. Edgar colocou uma música e o ambiente ficou muito aconchegante. Tasha se sentiu em casa com Edgar e sua família.

Após comerem e cantarem os parabéns Natasha percebeu que o garoto havia ficado em silêncio e parecia triste.

— O que foi? – Tasha se aproximou preocupada.

— Não é nada. É que meu pai adorava nossos aniversários, sempre fazia questão de comemorarmos.

— Ele ficaria feliz por vocês continuarem a fazer o que ele gostava.

Natasha pegou na mão do garoto e enlaçou os dedos dele nos seus. Os dois se assentaram no sofá e permaneceram em silêncio por um longo tempo. A menina deitou a cabeça no ombro de Edgar enquanto ele passou o braço pelas costas dela. Emma percebeu que os dois não eram mais os mesmos e ficou feliz, pois gostava muito da moça e torceu para que fizessem bem um ao outro.

Mais tarde Edgar foi levá-la até em casa. Os dois caminhavam pela rua abraçados e com a felicidade estampada em seus rostos.

— A faculdade é longe. Não sei se irei. Deixar minha mãe e irmã, e você... – Edgar vinha pensando nisso a semana toda e sabia que seria muito difícil deixá-las pra trás.

— Você deve ir. É uma oportunidade única, Ed. Elas ficarão felizes e orgulhosas de você. E eu também. – Eles estavam parados de frente um para o outro em frente a casa de Natasha.

— Você vai querer ser minha namorada mesmo com tanta distância entre nós? – Um sorriso zombeteiro passou pelo rosto do garoto.

— Isso é um pedido?

— Sim. Você quer namorar comigo, Natasha? – O rapaz segurava a mão dela onde depositou um beijo suave. Ao levantar os olhos e fita-la no rosto ele viu uma lágrima escorrer em seus olhos. – Eu te amo Tasha. – Edgar tocou o rosto dela suavemente secando a lágrima.

— Eu quero ser sua namorada. Eu também te amo.

— Vamos fazer dar certo. – Um beijo apaixonado selou esse momento.

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— Remi, ano que vem estou indo para o Colégio Militar. Faz anos que me preparo pra isso e agora parece que vai dar certo. Você pensa em fazer o que quando terminarmos o ano escolar?

Kurt estava deitado em sua cama com Remi a seu lado, eles acabaram de se amar intensamente e apenas um fino lençol os cobria. Há pelo menos uma semana eles vinham se encontrando e na maioria das vezes acabavam no quarto do rapaz.

— Eu não pensei ainda. Me inscrevi em algumas faculdades, mas não sei se serei chamada ou se irei, parece que isso não é pra mim.

— Você me parece muito inteligente e deveria pensar em uma carreira.

Na verdade Remi sentia que Helen estava aprontando algo, pois a mulher não havia feito objeção a seus encontros com Kurt que apesar de não ter conversado com ela sobre isto tinha certeza que a mãe adotiva sabia. Mas ela estava tão feliz ao lado do rapaz que não queria pensar em nada que estragasse esses momentos que eram só deles.

— Vamos deixar esse assunto pra lá por enquanto, não quero me aborrecer e nem pensar em um futuro incerto. – Dizendo isso Remi o puxou para ela provocando-o com beijos no pescoço. – Gosta disso é? – Ela sorria maliciosa deixando toques e beijos no pescoço e peito do rapaz que correspondeu às altura entre carícias que também a enlouqueciam. Os dois haviam se encontrado algumas vezes e a cada encontro sentiam ainda mais necessidade um do outro. Só não sabiam onde esse relacionamento os levaria, por enquanto queriam apenas curtir o tempo que conseguiam passar juntos.

Do outro lado da cidade Helen já preparava tudo para seus próximos passos, pois não deixaria assim o que estava acontecendo. Não poderia permitir que seus meninos se perdessem. O futuro que esperava para eles não envolvia paixões que os afastassem de seus objetivos.

Notas finais
Obrigada por ler! Me deixe saber o que você achou ;)