High School
23 Watching The Stars
Notas iniciais
Por que?
1 - Eu assisti o video mais perfeito do mundo, Kiss You! (Na verade isso foi ontem)
2 - Pretty Little Liars volta hojeeee lalala!
3 - Não tem três não, são só esses dois dai de cima mesmo.
Bye bye bitches!
- A.
POV Luke
Terça-Feira, 16h00min.
Como só havia um lugar onde eu tinha cinco minutos de sossego dentro da minha casa era para lá mesmo que eu iria, o galpão.
O galpão não era um lugar os mais organizados, na verdade era o antigo quartinho da bagunça, que eu adaptei para meu espaço e mudei de nome. Ele não era muito grande, mas tinha tudo que eu precisava uma TV, sinal de Wifi, computador, vídeo game e um sofá; também mais um monte de garrafas de cerveja e de whisky que os garotos e eu deixávamos das antigas reuniões masculinas.
Entrei lá dentro e encontrei uma coisa, ou melhor, pessoa, meio fora do comum por lá, sentada no sofá e encarando o teto.
- Thalia?!
- Ah, oi Luke, não esperava você aqui, melhor eu ir. – disse ela, se levantando do sofá.
- Não, não precisa. Pode ficar. – falei e ela se sentou de volta, voltando a encarar o teto.
Ficamos em silencio por um bom tempo, até que minha curiosidade foi maior.
- Por que, hum, por que você...
Ela me cortou antes que eu pudesse terminar a frase.
- Por que eu to aqui? – ela fez a pergunta que eu teria feito. — À exatamente uma semana, minha mãe viu meu pai tendo relações sexuais com outra mulher dentro de quarto deles. Desde então, os dois só estão brigando, e hoje os dois resolveram que vão se separar. Resumindo, eu não consigo ficar dentro da minha própria casa, ou ter pelo menos dois segundos de sossego dentro dela. Basicamente isso.
Eu não conseguia arrumar nada de útil para falar, pois nunca fora muito bom com palavras.
- Eu lembro como foi quando a minha mãe morreu, foi difícil pra eu aceitar tudo, mas eu sei que você estava lá comigo, me apoiando. E lembro de uma vez que me disse que não parecia no momento, mas tudo ia ficar melhor. Demorou um bom tempo para aceitar, mas eu percebi que tudo o que você me disse era verdade, e que de fato, tudo ficou melhor.
- Mas eu entendo como meu pai foi fazer aquilo, dentro do quarto dele e da minha mãe. Dentro do quarto deles! Mas o pior não é isso, agora ele já deve estar saindo da casa. – a voz de Thalia estava trêmula e ela estava chorando. – Ótimo, agora eu sou uma fraca chorona. — Ela falou limpando as lágrimas bruscamente.
Thalia sempre teve um serio problema de não demonstrar suas emoções, para ninguém mesmo, por mais que ela conhecesse a vida toda, como eu. Essa era a primeira ver que eu a vira chorando, e de certa forma, era meio... Estranho?
- Thalia, se tem uma coisa que você não é fraca. Todo mundo tem momentos bons e ruins, você não está passando por um dos melhores dias, mas relaxa, deixa ser como ter que ser.
Ela olhou para o chão por um tempo.
- Por mais que seja duro falar isso, é pela primeira vez na vida você falou alguma coisa que preste. – essa era a Thalia que eu conhecia a garota que não perdia uma oportunidade de implicar comigo!
- O Jason não tinha me falado sobre... Sobre o que esta acontecendo.
- Nenhum de nós dois tinha contado pra alguém. E acho que se tivesse uma pessoa para que Jason contasse seria a Piper, mas agora que os dois terminaram, ele anda sendo muito duro consigo mesmo, não o culpo, afinal, depois de tudo que aconteceu com ele...
- Hum... E você?
- Vou ficar bem, na medida do possível. – ela falou rindo de si mesma. – Me tira daqui?
- O que?
- Me tira daqui! Me leva pra algum lugar útil.
- Você ofendeu o galpão, ele é bem útil sim. Você deve desculpas á ele.
- Eu não vou pedir desculpas para um quartinho da bagunça, seria bizarro!
- Então eu não te levo em nenhum lugar. – disse eu cruzando os braços e a encarando. Ela arqueou as sobrancelhas e começou a me fitar, cruzando os braços.
Depois de uns cinco minutos só encarando um ao outro, ela se levantou do sofá e caminhou até a porta.
- Pra onde você está indo? – perguntei antes que ela fosse embora.
- Tenho carro, vou sozinha pra algum lugar verdadeiramente útil.
Suspirei infeliz e levantei.
- Você venceu, vamos. – disse eu.
- Eu sempre venço. — disse ela piscando para mim e saindo do galpão.
- Inacreditável...
- O que?
- Nada.
Ela entrou no carro e foi no banco de trás.
- Sou seu chofer agora? – perguntei, entrando no carro e assumindo o volante.
- Uhum. – ela falou, se esticando para alcançar o radio, o ligando. – Para onde nós vamos?
- Surpresa. – falei sorrindo e a encarando pelo retrovisor.
- Luke, a estrada fica lá na frente, não no retrovisor. – disse ela quando percebeu que eu estava a encarando.
- Você é terrível mesmo hein!
- Eu sei.
Depois de um tempo dirigindo e batendo resenha, nós chegamos.
Ela saiu do carro e olhou o lugar.
- Nossa, legal, mato e pasto, super emocionante. – ela falou irônica. – E aquela coisa de lugar verdadeiramente útil?
- Para de reclamar, nós ainda nem chegamos.
- Então por que você parou o carro?
- Por que nós não podemos ir de carro o resto do caminho, então nós vamos andando. – disse eu e ela fez careta.
Sete minutos depois...
- Luke eu to cansada! – disse Thalia se sentando numa pedra.
- Não faz nem dez minutos que a gente saiu do carro e você já esta reclamando.
- É claro! Eu não to acostumada a andar de rasteirinha no meio do mato, sabe é que eu não faço isso todo dia!
- Menos drama, a gente já ta perto.
- O caramba! Não é o seu sapato que ta te machucando! – ela protestou.
- Então troca comigo!
- Eu não vou calçar essa coisa fedorenta que você chama de tênis.
- Ok, então que fique que fique com dor.
Ela suspirou cansada.
- Da essa coisa logo. – disse ela.
Tirei meu sapato e ela a rasteirinha, pra ela foi fácil colocar meu sapato, já não digo o mesmo sobre eu tentando por o dela.
- Essa coisinha minúscula apelidada carinhosamente de rasteirinha não entra no meu pé! – disse eu.
- Então vai descalço, por que os meus pés estão bem confortáveis...
- Quero meu sapato de volta!
- Vai ficar querendo!
- Você é muito egoísta!
- Eu sei.
- Desisto. – sentei do lado dela, olhando pro nada.
Passados dois minutos, percebi que ela estava desligada, hora de agir!
Peguei-a e coloquei sua cintura nos meus ombros, a fazendo ficar de ponta a cabeça com as costas das pernas de frente do meu rosto. Depois disso comecei a correr.
- Me solta seu demente!
- Me obrigue!
- Ok. – disse ela, e começou a se debater.
- Você ta me chutando! E ta doendo!
- Ah, desculpa, a intenção era fazer cosquinha! – ela falou irônica.
- Ai! – falei quando perdi o equilíbrio e nós caímos em algo como um riacho.
- Olha o que você fez! – ela exclamou. – Agora eu to toda molhada!
- Jura? Eu não tinha percebido!
- Argh! Seu... Seu imbecil!
- Também te amo – retruquei irônico.
Eu e Thalia saímos, pois já estava escurecendo. Ela se sentou na mesma pedra de antes e começou ficou olhando para o céu estrelado. Eu fui ao carro e peguei uma jaqueta e a vesti.
Eu me sentei de novo na pedra, do lado dela, e ela começou a me encarar com um olhar pidão.
- To com frio – disse ela.
- Legal, por que eu não.
- Você não vai ser cavalheiro e me dar essa jaqueta?
- Não, aí eu que vou ficar com frio!
- Me dá logo isso! Pelo menos tente ser gentil!
- Mas eu to com frio, ninguém mandou você se debater toda e nos derrubar no riacho!
- Aquilo foi culpa sua, foi você quem me pegou no colo! – eu notei que quando ela falou, sua boca tremeu por causa do frio. Então passei o braço por volta dela, que recostou a cabeça sob me ombro.
Ficamos em silencio por um bom tempo, apenas olhando as estrelas, até Thalia se manifestar.
- Quero ir embora, já está escuro.
- Tudo bem, vamos. – falei, caminhando no carro com ela.
Nós entramos, e dessa vez, Thalia resolveu se sentar no banco da frente, ao meu lado.
Liguei o carro e ela o aquecedor, colocando as mãos na sua frente e apoiando a cabeça no vidro da janela.
Fomos o trajeto inteiro em silencio, até chegarmos em frente a casa de Thalia e sairmos do carro.
- De volta ao inferno... – disse ela.
Tocamos a campainha e Jason atendeu.
- Por que vocês dois estão todos molhados?
- Longa historia... – disse eu e nós rimos.
N/A: Mesmo esquema hein...
Notas finais
Digam "olá" para a Lalis!
Bjos e até amanha se correr tudo bem!
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