Hide Your Hunger To Keep Your Love
10 You're all mine.
Notas iniciais
— Pessoa em especial, huh?— disse Elliot colocando alguns dos ingredientes dentro do pequeno caldeirão sobre a mesa — Estaria Sebastian Smythe apaixonado pela primeira vez?
— Cala essa boca e termine essa poção de uma vez!
Elliot se irritou e com a força de sua magia empurrou Sebastian contra a parede o prendendo ali.
— Me larga Elliot…
Sebastian ordenou se debatendo tentando a todo custo de soltar da força invisível enquanto o moreno com a mão suspensa se aproximou dele.
— Apenas quero te lembrar que você não é mais poderoso que eu e que também não sou o seu escravo para você estar me tratando dessa forma…— Elliot de repente fechou a mão no ar como se segurasse alguma coisa e Sebastian começou a sentir uma dor terrível no peito vendo uma pequena mancha de sangue aparecer em sua camisa branca — Acho melhor tratar melhor seu amiguinho, Seb.
Elliot abanou a mão no ar e Sebastian caiu no chão ofegante, mesmo que não precisasse de ar. Ter seu coração na mão de alguém era a pior sensação do mundo.
Ele resmungou algo, subiu para trocar de roupa e voltou para sala em questão de segundos.
— E então, não era mais eficaz uma poção do amor, querido?
— Não… Essas poções não funcionam em vampiros.
— Oh, quer dizer que está apaixonado por um dos seus filhinhos? Isso não seria incesto? Não sabia que você era doente a esse ponto!
— Eu não estou apaixonado por ninguém, Elliot.— Sebastian soltou um longo suspiro irritado — Quando estiver pronto, me chame. Tudo isso me deu sede…
Sebastian encarou Elliot com seus olhos vermelhos como sangue que não intimidou nem um pouco o feiticeiro.
— Já te disseram que fica lindo de olhos vermelhos?— Elliot disse rindo — Bom apetite querido!
(…)
— Bom dia pai, mãe…
Cumprimentou Blaine ao chegar a mesa onde sua família estava reunida para o café da manhã e se surpreendeu ao ver que os Hummel também estavam ali.
Ele encarou Kurt que apenas retribuiu com um sorriso e uma piscadela.
— Bom dia, Tio Burt e Tia Beth…— Blaine deu a volta na mesa e se sentou ao lado do namorado dando-lhe um comportado selinho — Bom dia, K…
— Bom dia, B…
— Vocês realmente formam um casal tão bonito, dá gosto de vê-los juntos…— disse Pam orgulhosa.
— Oh, estão usando pulseiras iguais! Vocês não estão noivos e não nos contou, não é mesmo meninos?— Perguntou Beth se referindo às pulseiras de sol que ambos usavam.
— O que? Não mãe! De jeito nenhum, isso é apenas algo que achei bonito e comprei para nós dois, nada demais.
Kurt riu nervoso, sendo acompanhado pelos outros.
Todos começaram a se servir e Blaine ficou parado confuso se deveria ou não comer aquelas coisas humanas até ver Kurt pegando um pequeno pão para comer fazendo-o repetir o ato.
Assim como aconteceu com Kurt, Pam se cortou com a faca enquanto cortava seu pão fazendo o cheiro nocivo do sangue chegar até Blaine que ficou inquieto. Suas presas já cresciam dentro da boca quando Kurt, apertou um dos seus joelhos por debaixo da mesa tentando mantê-lo controlado.
Vendo que estava quase impossível, Kurt resolveu olhar no fundo dos olhos de Blaine com um sorriso nos lábios e disse:
— Amor, está tudo bem?— Kurt perguntou quase afirmando tentando hipnotizar Blaine — Você parece ansioso…
— E-estou bem.
— Ótimo! Aposto que está ansioso para testar nossa nova estratégia hoje a noite, certo?
— Sim.
— Sabia! Agora termine o seu café, combinamos de dar um passeio hoje, lembra?
Blaine assentiu quase robótico e obedeceu Kurt voltando ao seu café e ficando em silêncio até o fim.
(…)
— Blaine, acorda!
Blaine acordou da hipnose quando eles chegaram no quarto do castanho e se sentaram na cama.
— O que?
— Desculpa te hipnotizar, você quase perdeu o controle no café da manhã depois que a Tia Pam machucou a mão.
— Tudo bem, obrigado K…
Eles trocaram um beijo carinhoso e se abraçaram. Quando Kurt olhou para janela, viu um par de olhos os observando de um dos galhos da árvore que havia em frente. Era Sebastian que dava um tchauzinho debochado mandando o Kurt ir ao encontro dele.
Kurt então rolou os olhos e por conta da raiva que sentia toda vez que via seu carrasco, ele acabou apertando Blaine demais.
— Amor, eu sei que agora eu sou como você, mas está me apertando…
— Ah, me desculpe, Blaine! É porque Sebastian estava ali na árvore me chamando e eu preciso ir.
— O que?! Porque?! Eu vou com você e a gente acaba com a raça daquele canalha!
— Amor, por mais que essa seja a minha vontade e que esse seu lado violento me deixe excitado, ainda não podemos fazer isso! Ele ainda não pode saber que eu te transformei e também tem nossos pais, então eu ainda estou nas mãos dele!
— Mas que merda, Kurt! A minha vontade é de pegar o coração dele com as minhas próprias mãos e…
— Hey, hey, calminha, seus olhos estão vermelhos, você já está se transformando. Não quero ter que te hipnotizar outra vez. Eu também quero fazer tudo isso, mas primeiro precisamos de uma boa estratégia antes de atacar, não queremos que nada dê errado!
— Tudo bem, você tem razão…
— Eu posso te deixar aqui sozinho? Promete que vai se controlar?
— Pode deixar, se eu me alterar, eu corro para o mais longe possível.
— Isso! Prometo que mais tarde a gente sai para se alimentar, okay? Eu te amo, não se esqueça disso.
— Eu também te amo, para sempre.
Eles trocaram um selinho demorado e Kurt saiu pela janela sem que ninguém o visse para não passar pela sala e encontrar seus pais.
(…)
— Sebastian, o que quer? Sebastian!— Kurt gritou pela floresta procurando pelo vampiro, mas nenhuma resposta obtinha — Eu não tenho a tarde inteira, Sebastian…
Nesse instante, o mais velho pulou de um galho de árvore pousando bem na frente de Kurt o assustando um pouco.
— Olá querido, desculpa incomodar o seu… momentinho íntimo com seu namoradinho idiota.
— Não chame ele assim…
— Ai que graça! Não pode chamar o amorzinho de idiota, ui.
— Me chamou pra debochar da minha cara ou pra algo realmente relevante?
— Eu te chamei porque quero tomar um chá com você.
— Ah Sebastian, por favor! Eu tenho mais o que…
Smythe pegou Kurt pelos braços e olhou no fundo dos olhos dele que já estavam vermelhos.
— Você vai pra casa comigo. Agora.
— Sim senhor, eu vou.
Sebastian deu um sorrisinho quase maligno e puxou o castanho pela mão até a sua casa.
Chegando lá, eles se sentaram no sofá e Kurt continuou com aquele olhar vazio.
— Kurtie, olhe pra mim…— o castanho obedeceu — A partir de agora você é só meu, só irá me desejar e vai terminar com Blaine, ouviu?
— Claro, Seb. Todo seu.
Sebastian abriu um pequeno sorriso depois de ouvir Kurt o chamando de "Seb", ele detestava aquele apelido, mas saindo da boca de Kurt parecia o apelido mais carinhoso do mundo. Mesmo que ele estivesse hipnotizado, Smythe não se importava, ele apenas precisava que o Hummel fosse apenas seu e de mais ninguém.
Não aceitava ser rejeitado de jeito nenhum e por ninguém!
Ainda cauteloso, Sebastian se aproximou de Kurt e delicadamente juntos seus lábios aos do outro. Quando percebeu que o mais novo retribuiu o ato, ele aprofundou o beijo, deitando sobre Kurt no sofá que por sua vez, enroscou seus dedos nos cabelos castanhos de Sebastian.
Provar daqueles lábios estava sendo a melhor sensação que Smythe poderia sentir, eram macios e doces do jeito que ele imaginou, Sebastian quase agradeceu aos céus por não precisarem mais respirar, assim não precisaria interromper aquele beijo nem tão cedo.
Logo, Kurt puxava com força a camisa de Sebastian arrebentando todos os botões e jogando longe voltando a passear e arranhar a pele fria e nua do maior que pegou o menor no colo e com sua velocidade vampírica, levou Kurt até seu quarto onde bateu com suas costas contra a parede e enquanto o beijava freneticamente, com uma mão apenas arrancou as calças e boxer de Kurt as rasgando.
O pôs no chão e arrancou as suas próprias roupas, pegando Kurt no colo outra vez e o penetrando sem aviso tirando do castanho um alto gemido.
Já que eles não sentiam mais dor, apenas prazer, Sebastian penetrava Kurt cada vez mais rápido fazendo-o praticamente gritar de prazer.
— S-seb… V-você é i-incrível!
— E você é extremamente gostoso…
Sebastian cravou seus dentes no pescoço de Kurt que mais uma vez gemeu por reflexo e puxou com força os cabelos do Smythe, literalmente rasgando seus costas com a mão livre.
E gemendo o nome de Sebastian, Kurt atingiu seu ápice junto com ele. Depois, o maior desceu o Hummel do seu colo e o beijou preguiçosamente.
— Agora você é todo meu...
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