Hide And Seek

8 Capítulo 7. Promessa de vida


Agora nós dois estávamos em perigo, eu e Dianna, deveria ter sido mais discreto, eu sou muito burro, não pude salvar ninguém.

Vi ele virando mas, por pouco, ele não me viu, ele passou reto por mim, mas depois que viu que não havia nada, ele deu meia volta e retomou seu destino original, antes dele ouvir algo que eu não deveria ter feito.

Percebi que ele não foi para onde Dianna estava, agradeci muito por ele ter me dado o tempo extra, ele havia entrado num segundo cômodo que partia da lavanderia, um armazém. Naquele momento, agradeci eternamente por minha mãe ser confeiteira, esse armazém era enorme, enorme MESMO, quase do tamanho de meu quarto, o maior da casa.

Enquanto isso, fui ao salão de jogos, peguei o braço de Dianna, sussurrei apenas: “Não grite, nem fale nada”. Assim, descemos correndo as escadas para a sala e trancamos a porta.

-Ligue o computador, vamos ver como se ganha esse jogo.

Dianna me obedeceu, ligou o computador e apenas teclando algumas letras, já tinha a resposta em mãos.

-Bem, o primeiro jeito é uma pessoa que não está jogando abrir a porta de fora para dentro, com isso o fantasma sai.

-Mas isso não será possível, o que mais podemos fazer?

-Diz aqui que primeiro, precisamos colocar o boneco em água gelada.

Com isso, fui até o banheiro com cautela, tampei o ralo e abri a torneira na água gelada, quando a pia estava cheia, eu mergulhei o boneco nela, ele ficou inteiro dentro d’agua, e por mais estranho que fosse, ele boiou por um tempo, depois afundou.

-Pronto Dianna, qual o próximo passo?

A medida que ela desceu a página, seus olhos ficaram arregalados e ela congelou.

-Diga-me Dianna! O que precisamos fazer?

-J-jogar sal no fantasma.

Com isso, algo passou na minha cabeça, o motivo do boneco estar dentro da sacola. Havia alguém escondido na sala, mas ela morreu, provavelmente “Ella”, ela pegou o sal e colocou na mesma sacola do boneco, ela iria nos proteger, mas morreu fazendo isso, e tudo que ela ganhou foi ser esquecida, ela não teve tempo de nos contar como se ganhava.

Comecei a chorar silenciosamente.

-Peter?! O que foi? – Dianna ficou de pé –

-Nada, me recordei de algo.

-Pode me contar, eu estarei sempre ao seu lado. – Disse ela, chegando mais perto –

Nossos narizes se tocavam, porém fomos interrompidos por algo batendo na porta.

-Eu sei que vocês estão aí! Abram a porta! Depois de tanto tempo, eu finalmente ganharei o jogo!

Dianna congelou mais uma vez.

-Depois de tanto tempo... Peter!

Já havia entendido, há muito tempo atrás, ele era um jogador, como nós, que foi morto pelo espírito que chamou, agora ele havia criado novos fantasmas e estava em busca de um corpo para habitar.

-Você nunca ganhará o jogo! – Disse Dianna –

-Como?

Assim que ele disse isso, ele quebrou a porta, com um sorriso maligno.

-Finalmente! O jogo está ganho, por mim!

Ele saiu correndo em minha direção para me matar, mas Dianna entrou na minha frente.

-DIANNA!

-Sobre...viva.

Por mais estranho que fosse, dessa vez não me esqueci dela, não sei o motivo, só sei que meus pensamentos foram interrompidos por ele gritando como um maníaco:

-GANHEI!