Hidden Secrets
7 Alívio ou tristeza?
Notas iniciais
POV Tobias
Estou com a equipa Neo-3. Todas equipas têm nome de código para o caso de possíveis ameaças. Nós somos uma das cinco equipas encarregues de ver se encontram algum sobrevivente ou alguém perigoso no setor dos Abnegados. Neste grupo somos seis no total: eu, quatro Intrépidos e um Abnegado.
Quando, mais cedo, pedi voluntários e nem todos os Abnegados se ofereceram percebi que estes incidentes mexeram mesmo com as fações. Mas, bem, isso seria de esperar...
Estamos todos armados e em posição de combate, não vá aparecer alguém como os outros. Não sei bem o que causou isto. Desde que acordei que não me lembro bem do que aconteceu depois de terem aparecido as classificações dos iniciados... Acho que também ninguém sabe...
Estamos a verificar rapidamente todas as casas e até agora nada. Todos os cadáveres já foram sendo retirados e não há possíveis ameaças.
Estamos agora na esquina da Fairfield com a Rua do Norte. Esta casa parece-me estranhamente familiar. Provavelmente, enquanto estava nos Abnegados, vim aqui com o meu pai. Não é que tivéssemos muitos amigos, por isso devia aqui morar alguém do Conselho.
Acabamos de revistar. Tudo normal. Mas tenho um pressentimento de que há aqui mais alguma coisa então digo-lhes para procurarem melhor. Um deles chama-me a certa altura: encontrou uma sala escondida atrás de um armário.
Seguramos as armas firmemente. Eu vou à frente. Um deles abre a porta e eu entro rapidamente.
Quando dou por isso estou a sentir as sapatilhas molhadas. Olho para o chão e percebo que é sangue que está espalhado. Olho em volta e vejo cerca de cinco abnegados estendidos em posições irregulares. Reconheço dois. Membros do Conselho. Um está de costas, por isso viro-o. Tenho a sensação de que algo não bate certo e quando percebo quem ele é... bem, nem sei que diga.
Fico sem reação. É meu pai. Quer dizer, era... Mas acho que esse "era" começou há alguns anos e não apenas agora que ele morreu.
É um misto de emoções. Não sei se deva chorar ou rir. Não mostro nenhuma expressão diferente aos outros. Digo apenas que temos de continuar e chamar alguém para vir aqui. Claro que vou ter a certeza que quem vem não o reconhece.
No resto do caminho a minha mente está distante, de volta aquele armário, com o cinto e a cara zangada de Marcus como imagens permanentes. Por um lado sinto que ele teve o que merecia, mas não devo desejar mal a ninguém. Espera-se que eu seja um líder e não posso fraquejar deste modo.
Não sei se conte à Tris. Acho melhor não, porque ela vai ficar muito preocupada e pelo menos um de nós tem de estar lúcido (mais do que o que estou agora). Só espero que ela não me pergunte como correu, porque assim vai começar a ser difícil mentir, que é muito diferente de simplesmente não falar no assunto.
Mas aconteceu. Quando cheguei fomos para o meu apartamento e ela quis saber o que tinha acontecido. Eu disse que não queria falar disso, mas ela disse que se houvesse algum problema a solução era abrir-me com alguém.
POV Tris
Estou a dizer isto ao Tobias, mas eu enterro os meus segredos no passado. Este também não seria o melhor momento para os revelar, não que o vá fazer a não ser que seja extremamente necessário.
Ele provavelmente não quer falar, porque todos se vão esquecer e ele e eu não mas não convém tocar no assunto.
É melhor descansarmos, porque tenho um pressentimento que amanhã vai ser um longo dia...
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