Hidden Secrets
1 A guerra invade-nos
Notas iniciais
POV Tris
Eu nem esperei para ver Will a cair ao chão. Acertei-lhe na cabeça, sei disso porque fiz pontaria para aí. Eu não o queria fazer mas não tinha opção, era ele ou eu e, além disso, não podia deixar que a minha mãe tivesse morrido em vão.
Agora concentro-me em chegar ao local onde estão o meu pai e irmão. Foi uma sorte eu e Tobias termos conseguido escapar das mãos de Jeanine antes que ela nos conseguisse ejetar com o seu soro especial para Divergentes rebeldes. Mas agora que nos separamos, por causa daqueles soldados que nos queriam atacar não sei que é feito dele.
Sinto um forte aperto no coração. Agora não posso pensar o pior, ele é forte e com certeza está bem, já eu, não sei se ficarei por muito tempo. Na realidade já levei um tiro, mas com esta adrenalina nem sinto a dor. Tenho de continuar.
Estou a correr à cerca de 2 minutos. Não posso parar, tenho de fazer isto não só por mim, mas especialmente pela minha mãe... A minha mãe! A imagem da vida a sair do corpo dela invade-me os pensamentos. Tento afastá-la o mais rápido possível e viro à direita.
Tris: Tobias! — grito instantes depois quando vislumbro a sua cara. Mas algo está errado. Ele não parece feliz por me ver. Parece preocupado. Mas com o quê? Estamos ambos bem. Não exatamente mas dentro do possível dadas as circunstâncias.
Instantes depois percebo a sua expressão. Atrás dele aparece Jeanine com uma pistola encostada às suas costas. Tento correr na sua direção mas dois soldados-Intrépidos agarram-me por trás. Esforço-me ao máximo para lhes conseguir escapar, mas todas as minhas tentativas parecem inúteis: eles nem vacilam.
Jeanine cola a pistola à cabeça de Tobias. Tento gritar mas o som não sai, estou demasiado apavorada.
Jeanine: Incomodava-te se eu disparasse?
Tris: Para! Não lhe faças mal! — a minha voz soa a desespero. Não quero que ela perceba o quão afetada eu estava mas isso é impossível. — Se vais matar alguém mata-me a mim!
Não acredito que disse mesmo isto. Mas não posso permitir que ela mate Tobias, seria como se me arrancasse uma parte de mim.
Jeanine: Que corajosa, — diz ela num tom trocista — a sacrificar-se por causa do namoradinho. Cá para mim é só letra.
Tobias: Tris. Não faças isso! Salva-te! — Na sua voz notava-se que estava muito abalado, mas tentava fazer-se de forte por mim, por nós dois.
Jeanine: Que queridos. É uma pena ter de acabar com isto. — Lá estava aquele tom trocista outra vez. Se me conseguisse soltar ela ir ver com quem se estava a meter.
Ela começa a movimentar-se na minha direção, juntamente com Tobias, sem tirar a pistola de junto da cabeça dele. E só para quando estamos a uns dois metros de distância. Num movimento rápido empurra Tobias para o meu lado e ele também fica preso pelos soldados-Intrépidos. Tenta soltar-se, mas tal como os meus, os seus esforços são em vão. Se ele não consegue escapar quanto mais eu...
Jeanine: Bem, qual dos dois vou matar primeiro.
Tris: Quando eu conseguir soltar-me vai ver como é! E não se atreva a tocar no Tobias! — Neste momento só sinto fúria. Todo o medo desapareceu, já não importa nada, só manter Tobias vivo. Já nem estou preocupada com a minha própria vida. Agora que o meu batimento cardíaco acelerado abrandou um pouco, devido à ausência de pânico consigo sentir o meu ombro a latejar, mas não dou muita importância.
Jeanine: Sabes, — começou Jeanine, num tom calmo e pensativo — gostava de te matar agora para calares o bico, mas podes ser-me útil... Parece que vou ter de aguentar essa tua língua afiada durante mais algum tempo...
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