Hidden Life!

14 Real And immediate danger!


Notas iniciais
Oi flores lindas, voltei!! Sorry, andei tendo uns problemas de saúde (de novo!) que me impediram de escrever, ou melhor, de postar por uns dias. Como tenho as "ites" da vida (a dupla sertaneja sinusite e rinite!) sempre que o tempo fica louco como anda aqui na cidade onde morro as crises vem em ondes. Uma gripe oportunista se aproveitou e se fez presente. Ai já viu! Tinha dias que até começava escrever mas dava aquela moleza e tinha que parar. Detalhe: não me ausentei do trabalho. Portanto só tinha tempo a noite, o que não era nada bom. Mas chega de me lamuriar. Capitulo mais curtinho porem importante para o futuro da trama. Já aviso que as estrelas hoje são todas do vigésimo primeiro distrito, ou seja: nada de dança nem namoro (nada de ameaças por favor!). Prometo que nosso casal delicia estará de volta em breve. Time to investigation guys! Que comecem os jogos! Grata pela paciência e acompanhamentos de todas.... Grata pelas rewiews passadas, escritas e pensadas....More rewiews, please...Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: Estava roxa de sdds!! P.S 2: Renta, miga, Hank Voight na área!

"Contra todos e contra ninguém;

O vento quase sempre nunca tanto diz;

Estou só esperando o que vai acontecer;

Eu tenho pedra nos sapatos onde os carro estão estacionados;

Andando por ruas quase escuras carros passam..."

Música Urbana

Capital Inicial

Vigésimo primeiro distrito (segunda, 13/3 -08:00 a.m)

Hank Voight

—Sargento, o resultado do legista acaba de chegar – Burguess anuncia, entrando em minha sala seguida de perto por Erin e Antônio.

—Já temos uma identificação? – pergunto, recebendo a ficha que me entregava.

—Nichole Biasini, vinte e sete anos, estudante de administração da universidade de Chicago – Erin se adianta – A colega de quarto deu queixa do desaparecimento três meses atrás.

—Hum!... Família? – pergunto, passando uma vista na ficha a minha frente.

—Os pais são separados. A mãe mora em Nova Iorque e o pai em Ohio – Antônio relata.

—Erin, você e Jay vão até a universidade checar com a colega de quarto se ela tinha inimigos, ex namorado ciumento, se estava trabalhando e onde. Dawson, você e Ruzec tentem contato com os pais, Burguess, comece a montar a linha do tempo – comando, franzindo o cenho ao ver All abrir a porta.

—Hank, o coreografo do Fifity está aqui com dois seguranças. Disseram que tem uma informação nova e relevante sobre o caso Isabela – avisa.

—Ok, mande-os entrar – peço, sinalizando para que Erin e os demais saíssem.

—Podem vir –All chama, abrindo a porta, permanecendo encostado ao batente.

—Bom dia sargento, como vai? – cumprimenta-me o coreografo, estendendo a mão.

—Bem, obrigado. O detetive Olinsky disse que têm novidades sobre o caso Isabela – digo, apertando a mão que me estendia, indicando-lhes as cadeiras a frente de minha mesa, observando-os um a um.

—Na verdade diz respeito ao segundo homem que atacou o médico, doutor Rhodes – um dos seguranças, que permaneceram de pé, começa dizer – Um detalhe que nos passou despercebido na época e veio à tona em uma conversa semana passada.

—Semana passada? – indago.

—Não houve tempo de virmos antes – justifica-se o coreografo – Além do que tínhamos que verificar se o que havíamos descoberto procedia, é assim que se diz? – pergunta, e aceno afirmativamente – Pois bem, Andrer e Brenno – identifica os dois homens – Estavam conversando quando se deram conta de que um dos seguranças dos proprietários que costumava freqüentar a boate andava sumido desde o acontecido – relata – Descobrimos que ele viajou para fora do país coincidentemente depois que o doutor bonitão foi inocentado! – exclama em tom de “grande descoberta”.

—E no que isto seria relevante ao caso? – All interroga de seu canto.

—Ele é primo do assassino, Cesar – explica o loiro, Andrer – Foi ele quem conseguiu para que fosse contratado sem as devidas verificações e exigências padrões da casa.

—Quais exigências? – pergunto, inclinando-me para frente, apoiando os braços sobre a mesa.

—Todos os seguranças que trabalharão na boate passam por diversas avaliações inclusive psicológicas antes de serem contratados e mesmo assim ainda somos submetidos a um período de experiência que varia de quarenta a cinqüenta dias – explica o outro, Brenno – Cesar queimou todas essas etapas por ser primo de Philip, por ser, supostamente, de confiança! – rosna o segurança, não escondendo seu desagrado.

—E acreditam que esse Philip seja responsável por incriminar Rhodes – afirmo, massageando meu queixo.

—Faz sentido Hank — All pondera, vindo até minha mesa – Quando chegou ao local e viu que Rhodes tinha apagado o primo tratou de socorrê-lo.

—Isso mesmo que pensamos – o coreografo, Erico, anui – O doutor bonitão não se lembraria dele porque nunca devem ter se visto no salão nas vezes em que foi ver o show. Phil dificilmente ficava zanzando por lá. Ficava mais nas coxias ou no escritório com os proprietários.

—De qual ele é segurança? – pergunto.

—Então, ele meio que trabalha, ou trabalhava não sei, para os dois principais proprietários, os senhores Travis e Hayes – informa.

—Hayes? Matteo Hayes? – indago, trocando um olhar com All.

—Honestamente não sei o primeiro nome deles sargento. Sempre os tratei e trato pelos sobrenomes – afirma, gesticulando exageradamente.

—Tudo bem. Eles estão sempre na boate ou vão esporadicamente? — quero saber.

—Ultimamente têm ido com mais freqüência especialmente as sextas – diz, parecendo arrepender-se assim que termina de falar.

—Não se preocupe, não terão problemas por terem vindo aqui – garanto, não entendendo o porquê de ele continuar com a expressão tensa – Erico, não é? – indago, uma lembrança cruzando minha mente.

—Sim, eu mesmo – anui, sorrindo minimamente.

—Esse Philip...

—Wortington, Philip Wortington – esclarece – Desculpa, esqueci de mencionar o sobrenome. Que cabeça a minha! – repreende-se, batendo na testa com a palma da mão.

—Tudo certo, passariam durante o depoimento– tranqüilizo-o – Erico, esse Philip por um acaso tratava alguém da boate por algum apelido?

—Eu – indica a si próprio fazendo cara de tédio – Me chamava de abominável criatura da dança só para me irritar! – exclama, torcendo o nariz.

—Era ele no enterro – volto-me para All – Agora não resta duvidas que está envolvido.

—E de que vai voltar como avisou – relembra – Vou providenciar fotos para serem distribuídas entre as patrulhas e aeroportos. Assim que esse sujeito puser os pés no país o pegamos – All afirma.

—Isto se chegar por vias normais – pondero, levantando-me – Erico, hoje a noite irei até a boate. Quero tentar conversar com Travis ou o Hayes, ou os dois – aviso, vindo até os três – Mais uma vez fiquem tranqüilos, seus nomes não serão citados – repito, apertando as mãos de um por um.

—Agradecemos por isso sargento, mas se precisar que testemunhemos estaremos a disposição – Brenno assegura, Andrer e Erico, que levantara, anuindo com acenos de cabeça – Queremos que a justiça seja feita. Isa era uma garota legal, cheia de vida, não merecia o que aquele crápula fez!

—Concordo e fico feliz em saber que estão dispostos a ajudar – digo, abrindo a porta para que saíssem – Atwater, tome o depoimento dos três peço – Quero que...

—Nicky? – escuto alguém perguntar fazendo-me voltar o rosto em direção aos três novamente – O que a foto da Nicky está fazendo naquele quadro? – pergunta, franzindo o cenho.

—É uma linha do tempo – Brenno diz, indo até onde Burguess se encontrava, observando as imagens no quadro, voltando-se para mim com uma expressão de espanto – Nicky está morta??

—Como assim morta? Não criatura, ela foi embora. Sem se despedir, aquela ingrata, mas foi – Erico afirma, aproximando-se ele do quadro – Não, não, deve ser algum engano! Isso aqui – aponta a foto do esqueleto que encontramos – Não pode ser está aqui! – exclama, a voz começando a alterar, chamando atenção da equipe – Não Pode! – repete claramente chocado.

—Sente aqui – Burguess convida – Encontramos esse corpo decomposto quando fomos investigar um assassinato em Humbold Park semana passada. O legista fez a identificação como sendo de Nichole Biasini – explica, ele balançando a cabeça negativamente com veemência.

—Não minha flor, não está entendendo, eu falei som ela...

—Quando? – o interrompo.

—Três meses atrás – Andrer responde antes dele – Erico ligou algumas horas antes da apresentação dela na boate para saber porque estava atrasada – prossegue, olhando o quadro tão abismado quanto o colega – Ela sempre chegava com bastante antecedência a fim de revisar os passos, escolher a roupa que usaria e outros detalhes que não deixava ninguém resolver por ela.

—Ela me disse que estava a caminho e que tinha uma bomba para me contar – afirma o coreografo, fungando, aceitando a caixa de lenços de papel que Kim lhe oferecia.

—Uma bomba? – interrogo, parando a sua frente – Sobre o que?

—Não chegou a me falar, mas pensei que se tratava do namorado – diz, assuando o nariz antes de continuar — Ela estava saindo com um homem mais velho que conheceu em um restaurante. Parece que era muito rico e pretendia casar-se com ela – relembra – Quando não apareceu fiquei puto, mas pensei que teria sido por conta disso, ainda mais depois que fui ao seu apartamento no dia seguinte e o porteiro me informou que havia viajado.

—Não tentaram contato com ela novamente? – All pergunta.

—Tentei, mas o celular dava sempre desligado ou fora de área. Julguei que estava em lua de mel ou algo assim. Já aconteceu antes. A antecessora dela na boate casou com um dos freqüentadores. A única exigência do homem foi que parasse de dançar e ela o fez. Estão juntos até hoje, tem quatro filhos fofos. Ela ainda mantém contato – dispara a falar, calando-se apenas por conta de um soluço.

—Sargento, consegui falar com a mãe. Ela vira o mais rápido possível – Ruzeck avisa.

—O pai está fora do país – Dawson informa – Falei com a atual esposa. Ela vai repassar a informação.

—Certo – digo, voltando minha atenção novamente para o grupo – Atwater e Burgues, colham o depoimento dos três para os dois casos. Dawson, Ruzec e All, vamos a Humbold Park, quero olhar o local novamente – comando, pegando meu casaco.

—Agora são duas dançarinas mortas em menos de um ano. Está começando a cheirar mal – All comenta enquanto nos encaminhamos para a saída.

—Será que existe alguma ligação? – Ruzeck insinua.

—Se tiver, vamos descobrir – asseguro.

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Universidade de Chicago (09:25 a.m)

Narrador

—O que uma universitária fazia dançando seminua em uma boate? – Erin questiona, saltando do carro em frente a reitoria do campus.

—Renda extra – Jay responde, aguardando-a parar a seu lado – Certamente o que ganhava lá era bem mais do que uma bolsa pode oferecer.

—Se tiver controle de seus gastos uma bolsa pode muito bem dar contar de tudo – pondera a loira.

—Vou ter que discordar. Não conheço ninguém mais econômico do que meu irmão e mesmo assim a bolsa que recebe não é suficiente para tudo – Jay revela – Já tive que lhe emprestar dinheiro algumas vezes além de ele próprio buscar outras fontes de renda.

—Mas dançar em um palco, se exibir para um bando de velhos babões! – exclama a detetive, deixando transparecer uma expressão de nojo.

—Não julgue nem as garotas nem o local sem conhecer – alerta ele, abrindo a porta do prédio – Eu, Will e vários outros rapazes que você conhece já estivemos lá mais de uma vez – relembra – E não somos velhos babões!

—Não, são babões de meia idade! – provoca a detetive.

—Há, há, há, tão engraçada! Saiba que mulheres também frequentam a boate? E os shows são de muito boa qualidade e alto nível – acrescenta – Falando sério Erin, não podemos ou devemos julgar as garotas que trabalham lá. Não conhecemos suas histórias de vida muito menos o que as levou a dançar na boate – acrescenta enquanto sobem as escadas rumo ao escritório do reitor.

—Não estou julgando. Só acho que uma mulher inteligente como essa parecia ser poderia encontrar outra maneira de ter uma renda extra sem precisar se expor feito um pedaço de carne! – insiste a loira, batendo levemente a porta antes de abri-la – Bom dia, detetives Halstead e Lindasy, gostaríamos de falar com o reitor – identifica-os a secretaria.

—Um minuto por favor – pede a mulher, levantando-se, indo até o reitor, voltando segundos depois – Podem entrar – convida, conduzindo-os até a sala.

—Reitor James, em que posso ajuda-los? – apresenta-se, indicando-lhes as cadeiras após apertar suas mãos.

—Viemos falar sobre uma estudante desaparecida, Nichole Biasini – Jay informa.

—Sim, fui comunicado de seu desaparecimento pela colega de quarto – revela – Pensamos, a princípio, que teria desistido do curso já que estava passando por dificuldades financeiras depois do nascimento do filho.

—Ela tem um filho? – Erin espanta-se.

—Dois na verdade – revela o reitor, apertando o botão do interfone – Senhorita Stewart traga a ficha da senhorita Biasini por favor – solicita, voltando sua atenção para os detetives novamente – Quando começou a estudar conosco já tinha um. No primeiro ano se envolveu com um dos jogadores do time de football e teve outro, uma menina. Estavam noivos quando ele morreu em um acidente de carro – relembra, sinalizando para que a secretaria lhes entregasse a ficha – Depois disso passou a ter problemas com álcool, depressão até que de repente começou a melhorar.

—Onde estão os filhos dela? – Jay questiona.

—Com a mãe. Mas o que aconteceu? Ela está bem? – pergunta o reitor.

—Infelizmente não – Erin começa dizer, passando a pasta ao parceiro – Seus restos mortais foram encontrados em Humbold Park semana passada – revela, surpreendendo-o.

—Minha nossa! – exclama o reitor – Eu sinto muito por isso. Ela me parecia estar se recuperando bem – diz, olhando o vazio por um tempo.

—Sabe dizer se teve problemas com alguém no campus? – Jay pergunta.

—Viu a foto da senhorita Biasini? – devolve o reitor, não esperando resposta – Garotas como ela atraem problemas como mel atrai abelhas! – exclama – Mas até onde sei não tinha inimigos a ponto de correr risco de morte – completa.

—Podemos falar com a colega de quarto? – Erin pergunta, sua atenção sendo chamada pelo celular do colega que toca.

—É do distrito – avisa o detetive, levantando, saindo da sala para atender.

—Evidente que podem – declara o reitor, fazendo-a voltar-se para ele – Se preferirem mando chama-la – sugere.

—Não precisa, temos mesmo que ir ao quarto que ocupava – Erin diz levantando – Muito obrigada por seu tempo – agradece, apertando a mão do homem.

—Disponha oficial. Caso precisem de mais alguma coisa basta pedir – avisa.

—Ok. Vamos querer uma cópia dessa ficha – pede.

—Certamente. Senhorita Stewart – chama, a secretaria surgindo a porta – Providencie uma cópia da ficha para os detetives por favor.

—Sim senhor – responde a secretaria, voltando a sua mesa.

—Mais uma vez obrigada – Lindasy reitera, saindo, encontrando Jay parado junto a mesa da secretária, a testa franzida – O que foi?

—A garota morta, Biasini, trabalhava na Fifity Shades – revela – O coreografo e os dois seguranças que estavam no distrito quando saímos a reconheceram.

—Licença, a cópia que pediram – a secretária os interrompe.

—Obrigado – Jay agradece, notando a hesitação na mulher – Sim?? – indaga.

—Algumas pessoas no campus sabiam da dupla vida, por assim dizer, que Nichole levava – começa dizer, dirigindo um rápido olhar em direção ao reitor – Inclusive ele – diz – Foi o primeiro depois da colega de quarto a descobrir. Chegou a ameaça-la por não ter aceitado ficar com ele.

—Dançar? – Jay pergunta.

—Ele queria bem mais que uma dança! – assegura a mulher, afastando-se dos detetives ao notar o reitor voltando-se em sua direção.

—Parece que temos um candidato aqui – Lindsay comenta com o parceiro.

—Uhum. Vamos ver o que a colega de quarto tem a dizer – sugere, acenando para o reitor – Depois damos um jeito de levar esses dois para depor. A prestativa senhorita Stewart sabe demais para meu gosto!

—Com certeza – anui a loira, seguindo-o em direção aos alojamentos do campus.

"....As ruas têm cheiro de gasolina e óleo diesel;

Por toda plataforma, toda plataforma;

Por toda plataforma, você não vê a torre..."

Notas finais
Bjinhos flores.