Hidden Life!

24 Hidden Lives! (II)


Notas iniciais
Olá flores! Conforme prometi não vou faze-las esperar quinze dias para o final da historia já que a decisão de dividir o capitulo foi tomada de ultima hora. Na verdade, não fossem os entreveros e percalços nos últimos dois dias teria postado na sexta, mas deixa pra lá. O que importa é que agora vai! Por aqui, respostas, revelações, reencontros, perdas e ganhos. Surpresas, dança, uma convidada especial, risos e pra variar um final feliz! rsrsrsrsrsr Fazer o que se amo finais felizes? E vamos terminar onde tudo começou! Grata por todas as rewiews passadas.....More rewiews, pleaseeee....Boa leitura...Bjinhos flor.... That's it. Time to say goodbye!

Safety House (segunda, 5/4 — 06:45 a.m)

Connor

Pulo (literalmente) da cama ao escutar os ruídos fora do quarto, ficando imediatamente em alerta.

—Doutor Rhodes, acabou – Zannini anuncia, respirando fundo, um sorriso satisfeito no rosto.

—Acabou? – repito, tentando processar a informação visto que a privação de sono (havia dormido menos de doze horas desde que me puseram neste lugar) atrapalhava meu raciocínio.

—Travis está morto – comunica provocando um misto de alivio e culpa – O homem que o incriminou também além de mais dois outros seguranças e um agente – avisa.

—Qual agente? – pergunto, tenso.

—Não sabemos ainda – diz – recebemos ordens para leva-lo de volta para sua casa....

—Quando? – corto-o, ansioso, ele sorrindo.

—Agora, se quiser – declara e passo por ele voando – Acho que isto é um sim!- ouço-o dizer, seguindo-me – Pode seguir em frente, a saída é logo ali – indica.

Raramente me animei sair do quarto durantes aqueles dias, muito menos a ver televisão. Tinha medo de não conseguir resistir à tentação de fugir dali.

—Onde estamos exatamente? – questiono quando saímos do prédio, os primeiros raios de sol surgindo no horizonte, cegando-me momentaneamente ao mesmo tempo em que o cheiro do mar invade minhas narinas.

—Arredores da cidade doutor – informa de maneira imprecisa – Perto do Navy Pier – completa, rindo de minha expressão de espanto – Melhor maneira de esconder alguém: debaixo do nariz! – brinca abrindo a porta do carro – Direto para sua casa? – questiona assim que entro.

—Não, para o Med – respondo, ele enrugando o cenho – Dentro de alguns minutos minha noiva estará de serviço e meu pai e irmã também estão lá – explico, ele concordando com um aceno, dando a partida, me levando direto para o hospital, onde chego as sete horas em ponto.

—Obrigado – agradeço, descendo do carro mal estaciona, correndo em direção a entrada da emergência sob os olhares assustados e surpresos de Ethan, April e Dóris, que chegavam para iniciar o dia de trabalho – Maggie, onde está Sarah? – pergunto, assustando-a ao segura-la pelos ombros, fazendo-a voltar-se para mim – Bom dia e desculpe o susto – peço, rindo divertido.

—Tudo bem — diz, dando duas tapinhas em minha mão.

—Sarah? – repito, ela apontando a direção dos elevadores – Obrigada – agradeço, beijando sua bochecha antes de seguir a passos apressados na direção indicada por ela, visualizando alguns metros a minha frente quando Nat entra no elevador dentro do qual Will e Sarah já se encontravam.

Tento alcança-los, mas as portas fecham quando estou a apenas alguns passos de meu objetivo, conseguindo ver as expressões de surpresa estampada na face dos três.

—Connor – a voz de Ethan chama minha atenção e me volto – Vão parar no terceiro andar – indica a luz acessa no painel acima da porta – Escadas. Rápido! – indica e disparo naquela direção após erguer o polegar para ele.

Subo os degraus de dois em dois rezando para conseguir chegar a tempo de impedir que saíssem do elevador, o que causaria um desencontro. E, para minha alegria, consigo!

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Med (07:00 a.m)

Sarah

Abro meu plantão pontualmente as sete da manhã. Queria ganhar tempo para poder fazer duas visitas despreocupadamente.

Primeiro iria visitar o pai de Connor, e Claire, por conseguinte. Sabia o quanto estava nervosa pela ausência de notícias do namorado, mesmo tendo sido avisada que isto ocorreria nos próximos dias por conta do desfecho do caso.

Confesso: também estava ansiosa pois encerrar o caso significaria ter Connor de volta.

Em seguida iria ver David. Seu estado piorara consideravelmente no final de semana. Mesmo assim ele continuava optando por não fazer nada, o que estava deixando a todos tristes.

—Sarah – doutor Halstead chama e seguro o elevador – Está indo ver C ou D? – pergunta, recuperando o folego apoiando as mãos nos joelhos, o corpo encostado a uma das portas. Ao contrário do que havia prometido a Andrer, não consegui mentir para Will quando me procurou na sexta pouco depois de eu ter deixado o quarto do senhor Rhodes. Sabia que podia confiar nele.

—Ambos, mas somente depois que fizer minha ronda inicial – aviso.

—E quanto ao caso, alguma novidade? – quer saber, desencostando-se, retendo as portas da maneira como eu mesma fizera a pouco ao ver Nat sinalizar para o fazê-lo.

—Nada que eu saiba – declaro, sorrindo para ela – Bom dia Nat.

—Bom dia Sarah, Will – responde, ele acenando de leve – Estão subindo ou descendo? – pergunta.

—Subindo – respondemos juntos – Quinto andar – Will informa, apertando o botão – E você?

—Vou a patologia – informa, seu sorriso se transformando em espanto de repente.

—Nat, o que foi? – pergunto, preocupada, seguindo seu olhar, soltando um suspiro ao ver, por breves segundos, o rosto do homem que amo – Connor! – sopro, espalmando as mãos na porta fechada, voltando-me para os dois – Era ele não era? Não estou delirando estou? – questiono, apertando desesperadamente os botões do painel aleatoriamente.

—Sarah, não adianta, não vai voltar agora – Will diz, segurando minhas mãos, me obrigando a encara-lo – Era Connor sim, com certeza. Agora fique calma. Ele vai procurar saber a qual andar iremos. Vai esperar...- cala-se, rindo divertido – Ou não! – exclama, segurando-me pelos ombros, fazendo-me girar de frente para a saída.

—Connor! – exclamo, me atirando sobre ele com tanta vontade que precisa se apoia para não cairmos – É você mesmo? Não é um sonho é? – inquiro, afastando meu rosto o suficiente para olhar o seu, segurando-o entre minhas mãos, tocando cada traço com os dedos como se o desenhasse

—Sou eu meu amor! – escuto sua voz grave dizer, minha boca sendo tomada pela sua logo em seguida, a barba fechada furando minha pele, mas pouco me importa. Ele está aqui! Realmente aqui, em meus braços. Vivo! – Que saudade, amor. Quanta saudade senti de você! – declara, empurrando-me para dentro enquanto me beija novamente, permitindo as portas fecharem, encostando-me a uma das paredes internas.

—Uou! Estamos aqui ainda! – Will protesta e separamos nossos lábios sem nos separarmos, olhando de lado, nossos rostos colados.

—Nat, Will – Connor os cumprimenta, sorrindo, me dando dois beijos rápidos antes de nos separar, envolvendo minha cintura, mantendo-me junto a si – Como estão? – pergunta.

—Como estamos? Como estamos, ele pergunta! – Nat repete, indignada – Como acha que estamos seu...seu...!? – indaga, estapeando-o – Quase morremos de preocupação. Até ontem te dava como morto e ainda estaria pensando isto se não tivesse arrancado informações deste outro traira! – bufa, voltando-se para Will, estapeando-o.

—Você contou? – inquiro acusadoramente.

—Logico! Ela ameaçou terminar comigo – defende-se. Duplamente – Espera.... Se está aqui é porque...

—Acabou! — Connor exclama e sinto o peso em meu peito aliviar — Travis está morto, bem como o homem que me incriminou no caso Isabela, prenderam os demais, porém um agente morreu e não sei quem foi – revela, o alivio que sentia se esvaindo ao pensar em Claire.

—Acha que pode ser Spencer? – questiono, a resposta me sendo dada quando nos voltamos assim que o elevador para, abrindo suas portas, ao ver o loiro alto se aproximar em companhia de Hank, ambos sujos de sangue, o grito de Claire chamando atenção de todos.

—Estou bem amor, não se preocupe – garante, recebendo-a em seus braços, rindo quando passa a esquadrinha-lo como para certificar-se que não mentia -Claire, estou bem, o sangue não é meu – reafirma, acenando para nós.

—De quem é então? – teima ela, continuando a examina-lo.

—Matteo – informa.

—Ele esta...- questiona

—Vivo – Hank se adianta, cumprimentando-nos com um meneio de cabeça – Por muito pouco pelo que seu cirurgião falou. Saiu a pouco da cirurgia – conta.

—O que David disse? – Connor interroga fazendo Will, Nat e eu trocarmos um olhar tenso – Foi ele quem o operou? – quer saber.

—Não. Foi um tal Carter. John Carter – Spencer esclarece, abraçando e beijando o topo da cabeça de Claire.

—O mesmo que operou papai – revela ela aconchegada ao peito dele e pela reação de Connor antecipo o que iria perguntar.

—David ainda não voltou? – questiona, voltando-se para Will.

—Connor, amor, veja seu pai primeiro. Depois falamos sobre David – aconselho sentindo-o ficar imediatamente tenso.

—Faça isso por favor – Claire pede, soltando o namorado, vindo abraça-lo – Que bom que está sã e salvo – comemora ela, feliz, afastando-se – Que todos estamos – emenda, segurando a mão do irmão – Venham, papai acabou de acordar – convida.

—Podem ir. Vou ver Upton e depois preciso voltar ao distrito – Hank avisa, despedindo-se com um breve aceno – Tenho que finalizar alguns detalhes com meu pessoal – justifica-se – Fico feliz em vê-lo bem doutor Rhodes. Melhores para seu pai – deseja, me dirigindo um sorriso terno antes de virar as costa, retornando por onde viera.

—Obrigado sargento – Connor agradece de forma mecânica, olhando o vazio.

—Connor, vamos – chamo, fazendo-o sair da letargia, segurando sua mão, guiando-o para dentro do quarto...Ele sabe!

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Connor (09:45 a.m)

Parado junto ao leito, encaro o homem que se tornou mais do que apenas um mentor. Tornou-se um amigo, confidente, companheiro, sua expressão de dor tendo o poder de me entristecer e enfurecer ao mesmo tempo.

Como pode não querer lutar? Como quer desistir assim, do nada? Não é justo!- revolto-me mentalmente, enxugando os olhos com o dorso da mão ao vê-lo abrir os seus.

—Hey! – cumprimento, sorrindo amarelo.

—Então te soltaram finalmente. Sabia que todo aquele dinheiro seria útil qualquer dia destes! – brinca, fazendo uma careta de dor ao tentar rir.

—David por que não quer tentar a cirurgia? Ou outra opinião? Não pode simplesmente desistir! Por favor – imploro.

—Sabe o que me espera mesmo que a cirurgia seja bem sucedida? – interroga e aceno afirmativamente. Depois que sai do quarto de meu pai, Sarah, Will e depois Abrams e Carter, o novo cirurgião do trauma, me puseram a par do que estava acontecendo a David bem como de sua decisão – Então não deveria nem me perguntar isto – frisa, retendo o ar mais uma vez ao sentir dor.

—Aumente em 0.5 a dosagem de morfina – peço a enfermeira que estava cuidando dele – David, não pode me deixar. Preciso de você, de seus ensinamentos e piadas sem graça! – digo, ele rindo de novo – Sei que ficar sem operar é horrível, mas ainda tem muito a ensinar e não apenas a mim Poderia dar aulas na univer....

—Ficaria feliz fazendo isto? – interroga, olhando dentro de meus olhos – Foi o que pensei – responde quando quebro o contato visual – Exercer a Medicina é tudo para mim, assim como é para você. Me chame de egoísta, exibido, mas se não for para ser o astro, nem vou ao evento!– brinca e sorrio pequeno – Não precisa de mim, Connor. É perfeitamente capaz de dar sequência ao meu legado. Tem minhas notas e estudos. Tem seu talento natural. E acima de tudo, tem o apoio da mulher que ama – declara, indicando a porta com um gesto de cabeça e me volto naquela direção, encontrando Sarah parada no batente, mãos nos bolsos do jaleco, triste – Venha cá mocinha – chama, segurando nossas mãos unidas quando ela para a meu lado – Não percam um ao outro. Nunca. O que tem é raro de se vê hoje em dia – declara, fazendo com que olhássemos um para o outro, pausando sua fala, tomando folego de olhos fechados – Não a deixe escapar. Faça o mesmo, mocinha – aconselha, o sorriso em nossos rostos morrendo ao escutarmos os sons de alerta dos aparelhos.

—Não. Não, não, não, não! David não faça isso comigo! – peço, reclinando o leito ao mesmo tempo em que Sarah inicia as massagens, Will e Carter surgindo rapidamente – Não vá embora, por favor! – peço, esforçando-me para enxergar por sobre as lágrimas, segurando o ressuscitador nas mãos, mal ouvindo as ordens que Carter dá, ordenando que se afastassem para aplicar o choque – Vamos, vamos, reaja – imploro, aumentando a carga para uma segunda tentativa, olhando os monitores atentamente, o desespero tomando meu peito ao ver que nada mudava.

—Connor pare, ele se foi – Will pede, mas o ignoro, preparando o ressuscitador novamente – Connor! – chama de forma mais dura, segurando minha mão – Ele se foi! – repete, me encarando, impedindo-me prosseguir.

Durante longos minutos nos encaramos desafiadoramente, até que sinto o toque de Sarah em meu braço

—Deixo-o ir amor – pede, retirando as pás de minhas mãos delicadamente.

—Hora do óbito: 10:20 da manhã – Carter declara – Eu sinto muito – diz esticando a mão para tocar meu ombro, mas o evito, saindo do quarto rapidamente sem falar com ninguém, correndo mesmo escutando Sarah me chamar, acessando as escadas, subindo direto para o terraço onde dou vazão ao choro a muito contido, ela chegando minutos depois juntamente com Will, me amparando até que me acalmasse.

Os dias seguintes passam como um borrão difuso.

Entre depoimentos, plantões, mais depoimentos, cremação e leitura do testamento de David, um mês se passa, tão rapidamente que mal o sinto.

Sarah e eu nos entendíamos cada vez melhor, dentro e fora do quarto.

Soubemos, por Jay, que o agente Hayes estava completamente refeito e de volta à ativa, para o desespero de sua colega de trabalho, Hailey. Os dois haviam dado início a um relacionamento bastante intenso, pelo que nos disse. Em vários sentidos.

Outros que também estavam no mesmo pé eram Claire e Spencer. Minha irmã, assim como a detetive, tentava se acostumar a rotina estressante do namorado enquanto seguia gerenciando a Dolan com meu pai, que se recuperar por completo. Em todos os sentidos!

Quem tinha surpreendido a todos fora Hank Voight. Ele não apenas engrenara uma relação firme com a ex dançarina amiga de Sarah como em breve seriam pais.

Quanto a nós, filhos não estavam em nossos planos por enquanto.

Depois que a pedira em casamento e me dissera sim, planejávamos casar no final do ano. Bem, ela planejava. Eu tinha outros planos.

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Ilha de Oahu – Havaí (sabado, 17/6 – 09:00 a.m)

Narrador

Em silencio, Connor entra nas águas azuis do pacifico carregando a urna com as cinzas de seu mentor.

Após caminhar alguns metros mar adentro, a maré baixa ajudando, fecha seus olhos, respirando a brisa marinha profundamente, abrindo-os, olhando o horizonte enquanto abre a urna lentamente.

—Não sou bom em despedidas. Nunca fui. Portanto não espere muito – murmura para o vento – Quero que saiba que sempre terá um lugar em minha vida. Sempre – garante – E que estou seguindo seus conselhos, nem sempre a risca, mas estou – diz, respirando fundo mais uma vez, silenciando um segundo antes de inclinar a urna, despejando seu conteúdo na água devagar – Está de volta as ilhas meu amigo, como queria. Desta vez para sempre – declara – despejando todo o conteúdo a sua volta – Fique em paz. Aloha! – deseja, voltando-se após um breve momento de reflexão, caminhando de volta a praia, aceitando a mão que Sarah lhe estendia.

—Tudo bem? – pergunta a médica, envolvendo os braços em torno da cintura dele, Connor envolvendo-a pelos ombros.

—Tudo – garante o cirurgião beijando o topo da cabeça de sua noiva – Está pronta? – pergunta ele enquanto caminham abraçados pela trilha que conduz a uma pequena enseada particular.

—Acho que sim – diz, indecisa – Tem certeza de que é isto mesmo que deseja? – a médica questiona, erguendo o rosto para ele.

—Absoluta! – diz, seguro, olhando em seus olhos – Você não? – quer saber.

—Mais do que tudo nesta vida! – exclama, apertando o abraço, sorrindo ao visualizar os amigos à espera dos dois, seguindo abraçada a ele pelo corredor formado por estes, debaixo de uma chuva de pétalas, parando apenas quando se encontram em frente ao ministro ordenado. Este sinaliza para os convidados sentarem-se para que desse início a cerimonia.

—Estamos aqui reunidos para celebrar uma das maiores dadivas que a vida nos oferece: o amor – começa – O amor que chega sem bater, entra sem pedir permissão e muda nossas vidas para sempre – prossegue, correndo rapidamente os olhos pelos convidados, voltando a dar atenção ao noivos mais uma vez – Connor Rhodes, é de sua livre vontade que está aqui hoje para receber Sarah Reese como sua esposa?

—Sim

—Sarah Reese, é de sua livre vontade que está aqui, hoje, para receber Connor Rhodes como seu esposo?

—Sim.

—Fiquem de frente um para o outro e repitam minhas palavras – pede – Eu, digam seus nomes – orienta.

—Eu, Connor

—Eu, Sarah.

—Te recebo como meu, minha, legitimo esposo...- comanda o ministro.

—Te recebo como minha legitima esposa...

—Te recebo como meu legitimo esposo...

—E prometo te ser fiel, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza..

—E prometo te ser fiel, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza... – dizem juntos sem desviar o olhar um do outro.

—Todos os dias de minha vida ..

—Todos os dias de minha vida – repetem também juntos.

—Os noivos prepararam votos? – quer saber e respondem com um aceno – Podem fazê-lo – libera, Connor sinalizando para o jovem, este lhe entregando um violão que começa a dedilhar, cantando a seguir, Sarah o acompanhando....

Paly – When You Love Someone – Bryan Adams

“When you love someone, you’ll do anything;

You’ll do all the crazy things that you can’t explain;

You shoot the moon, put out the sun;

When you love someone;

You’ll deny the truth, believe a lie;

There’ll be the times that you’ll believe you cn really fly;

But your lonely nights have just begun;

When you love soemone;

Os dois fazem uma breve pausa, Sarah sorrindo ao ver Erico encostado ao ombro de Brenno chorando, emocionado, enquanto as garotas sorriam encantadas....

“...When you love someone, you’ll feel deep inside;

And nothing else you can ever change your mind;

When you want someone, when you need soemone;

When you love someone;

When you love someone, you’ll sacrifice;

You’d give it everything you got and you won’t think twice;

You’d risk it all, no matter what may come;

When you love soemone;

You shoot the moon, put out the sun;

When you love someone”

Terminam a canção mansamente, sorrindo um para o outro...

—Licencinha – Erico chama atenção fazendo todos voltarem-se para ele – Não está esquecendo de nada? – questiona, erguendo uma mão, apontando o anelar da mesma.

—As alianças! – o ministro exclama, Will saindo do devaneio ao ser beliscado por Nat, entregando-as a Connor após este pôr o violão de lado.

—Sarah, receba esta aliança como sinal do meu amor e de minha fidelidade – Connor declara, pondo-a em seu dedo, depositando um beijo casto em sua mão.

—Connor, receba esta aliança como sinal do meu amor e de minha fidelidade – Sarah repete, repetindo os gestos dele.

—Pelo poder a mim investido pelo Estado do Havaí, eu os declaro marido e mulher, e que o que Deus uniu, homem nenhum separe – declara, juntando as mãos, os noivos voltando-se para ele – Pode beijar a noiva – libera.

—Como se ele precisasse de permissão para fazer isto! – Will brinca, fazendo todos rirem.

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Apartamento Connor e Sarah (sexta, 30/6 – 19:40 p.m)

Sarah

Termino de arrumar a mesa, ou melhor, as mesas, para o jantar de logo mais verificando se não havia esquecido nenhum detalhe.

Era a primeira vez que receberíamos em casa e não queria que nada saísse errado. Ainda mais que Cornelius Rhodes estaria presente.

Após o atentado contra sua vida, depois de tudo pelo que tinham passado, ele mudara seu comportamento e atitude em relação aos filhos. Não muito, mas mudara. E apesar de não ter ido a nosso casamento, ligara (não mandara cartão, mensagem ou algo similar, mas ligara em pessoa) para nos desejar felicidades fazendo questão de falar não apenas com Connor mas comigo também.

—Está tudo perfeito Sarah, não se preocupe – Leslie, que chegara mais cedo para me ajudar, afirma, pondo as mãos em meus ombros.

—Esta mesmo cunhada – Claire, que chegara há alguns minutos anui, sorrindo satisfeita – Tudo perfeito – reforça, sorrindo para mim.

—Por que seu pai convocou essa reunião Claire? – Less pergunta, recostando-se ao balcão.

—Tudo que sei é que ele andou tendo umas conversas com Spencer e Matteo alguns dias atrás. Depois disso me pediu para ver com meu irmão quando poderiam nos receber e a alguns convidados – revela ela, tranquila – E James, pra variar, me deixou de fora, algo que estou começando a me habituar – diz, provando uma torrada com patê.

—Habituada a quê maninha? – Connor entra, terminando de abotoar o punho da camisa e mais uma vez me impressiono com sua beleza. Na verdade, nunca deixo de me impressionar – Tudo bem amor? – pergunta, parando a minha frente, me dando um selinho.

—Tudo – respondo, tomando ar ao escutar a campainha.

—Deixe que abro – ele se oferece, caminhando para a porta, abrindo-a – Boa noite pai, pessoal – anuncia, meu sogro (ainda era estranho pensar nele desta forma!) puxando a fila, por assim dizer, dos demais: Will, Nat, Erico, Andrer, Aline, Sylvie, Spencer e Jylly (sozinha).

—Hank está numa campana, é assim que se diz né? – pergunta, voltando-se para Sylvie, que anui, sorrindo.

—Boa noite minha rainha...Digo, senhora Rhodes – Erico se atrapalha, nos fazendo rir.

—Erico, apenas Sarah, por favor – peço, lhe dando um beijo na bochecha, me voltando para o pai de Connor, que se aproximara.

—Boa noite minha cara. É um prazer finalmente conhece-la formalmente – declara, formal, apertando minha mão.

—Digo o mesmo senhor Rhodes– afirmo sorrindo discretamente.

—Boa noite pai, como está se sentindo? — lado médico de Connor sobressai e rio baixinho.

—Muito bem doutor, grato por perguntar – Cornelius responde, surpreendentemente divertido – Agora, se não se importa, poderia dar um abraço em meu filho? – pede, não aguardando resposta para fazê-lo.

A emoção em Claire é tão evidente que quase podemos apalpar, acabando por contagiar a todos.

—Certo. Agora que nos cumprimentamos, poderia me apresentar aos que ainda não conheço? – meu sogro pede, reassumindo sua postura formal.

—Sim, claro – meu marido responde após alguns segundos, recuperando-se do impacto causado pelo gesto do pai, voltando-se para nossos amigos, apresentando-os um a um, todos sentando, ao final, iniciando uma conversa descontraída, cessando-a apenas quando convido-os a jantar.

Durante a refeição o clima continua leve e assim prossegue até o momento em que Cornelius toca no assunto boate.

Sem aviso prévio ou explicação, começa a relembrar seu encontro com Nick, a coincidência do filho ter-se envolvido com alguém que também trabalhava por lá, criando certa tensão.

—Relaxem, não pretendo questionar, discutir ou condenar ninguém – declara, desabotoando os botões de seu terno, brindo-o – Até porque sei bem que Sarah é médica, não dançarina – frisa, calmamente.

—Por que pediu que convidássemos o pessoal da boate pai? – Connor questiona e noto o olhar cumplice trocado por meu sogro e o agente do FBI.

—Quando Gianni foi a minha casa aquele dia, pretendia me convencer a entrar em sociedade na boate. Seus motivos eram escusos e graças a Deus, mesmo antes de assistir ao vídeo de Nick, já pretendia rejeitá-la – começa dizer, erguendo a mão quando meu marido ameaça interrompe-lo – Depois que tudo terminou, pedi a James que me contasse os detalhes de toda operação e como a boate mais bem conceituada da cidade havia sido usada, ou criada, não sei, para servir de fachada a organização dele – pontua, Erico dando um breve suspiro – Entendi várias coisas depois de nossa conversa, inclusive o motivo pelo qual Nick não havia abandonado o lugar assim que nos envolvemos, e garanto que não foi por estar ajudando os federais – frisa, voltando-se para meu amigo – Ela gostava muito de vocês todos – aponta-os – Os considerava sua família – faz uma pausa, emocionado – Por isso, em homenagem a ela, a este sentimento, comprei o prédio e pretendo reabrir a boate – revela.

—Como é? – Connor espanta-se – Vai administra a Ffty? – questiona-o.

—Evidente que não – rebate meu sogro – Eles quem irão – aponta para meus amigos.

—WHAT??? – Jully, Andrer e Aline gritam enquanto Erico se engasga com o gole de vinho que pusera na boca segundos antes, precisando de ajuda para voltar a respirar normalmente.

—Pela deusa Cher, não brinque com isso senhor Rhodes! – Erico pede de forma dramática uma mão no peito – Amo aquele lugar de paixão. Me doeu por demais saber o que estava acontecendo por lá, bem debaixo do meu nariz...

—Sei disso tudo meu caro – meu sogro o corta – Por isso o estou entregando a seus cuidados. Meu nome sequer figurara em algum documento, excerto o de sociedade pois pretendo, evidente, ter minha parte nos lucros – deixa claro.

—Certamente – meu amigo anui, empertigando-se.

—Você, e quem mais delegar, ficara responsável pela reforma, manutenção, administração, contratações, enfim, tudo que se fizer necessário para o bom funcionamento do lugar – pontua – E logico iremos mudar a política de funcionamento. A Fifity será um local de encontro, dança e diversão apenas. Nada de sexo nas dependências – alerta, olhando o relógio em seu pulso – Gostaria de ficar mais tempo, mas tenho outro compromisso – diz, levantando-se, eu e Connor fazendo o mesmo – Passe em meu escritório na Dolan amanhã pela manhã e acertaremos os últimos detalhes, assinaremos o contrato bem como definiremos os prazos de reabertura. O prédio foi relativamente caro e pretendo começar a reaver meu investimento o mais rápido possível – avisa, voltando-se para mim e Connor – Me acompanham até a porta – ordena, despedindo-se dos demais com um aceno de cabeça.

—Por que está fazendo isto pai? – Connor pergunta, saindo para o corredor, eu o acompanhando – O que pretende?

—Expliquei minhas razoes lá dentro. Não inventei nem menti – afirma, fechando o terno calmamente – Pode não acreditar Connor, mas estava apaixonado por Nick. Depois de muitos anos voltei a desejar ter alguém a meu lado novamente, a querer dividir minha vida, meus planos, com outra pessoa. E o teria feito se não tivesse sido...- se cala, puxando o ar com força, controlando-se – Achei que seria uma maneira de homenageá-la reabrindo o local onde amava estar, entregando-o a pessoa na qual confiava plenamente – afirma – Evidente que terei minha parcela nos lucros, assim como ele, afinal ninguém vive de caridade. Pelo menos não no meu ramo – frisa, sorrindo discretamente, acenando ao motorista (ou guarda costas, não sei) que o aguardava perto do elevador – Afora isto, não há nenhuma intenção, ou má intenção, oculta por detrás de meu gesto, pode ficar tranquilo – reforça, surpreendendo-nos ao dar um beijo na testa de Connor – Tenham uma boa noite. Os três – deseja, acenando agora para Claire, que se encontrava a porta, nos observando.

O seguimos com o olhar até as portas do elevador fecharem, permanecendo olhando o vazio por algum tempo.

—Talvez seja o jeito que encontrou de se aproximar de você – ouço Claire dizer e me volto para ela – Papai nunca foi muito bom em demonstrar sentimentos. Talvez seja a forma de ele dizer o quanto os acontecimentos dos últimos meses o afetaram, que deseja se aproximar, fazer as pazes.

—Pode ser – Connor pondera, voltando-se – Pode ser – repete, segurando minha mão.

Voltamos para dentro do apartamento encontrando Erico eufórico, fazendo milhares de planos, praticamente saltitando tamanha felicidade que sentia.

Passava da meia noite quando o ultimo convidado saiu e ficamos a sós.

—Erico estava tão feliz! – comento, saindo do banheiro após por meu pijama, Connor arqueando a sobrancelha ao visualizar a peça dupla, bem comportada, composta por calça e blusa, rindo com o canto da boca – O que foi? Gosto de me sentir confortável e aquecida de vez em quando! – digo, engatinhando sobre o colchão, esticando-me sobre ele – Acha que estou vestida demais?

—Uhum...Está sim. Mas não é um problema – afirma, invertendo rapidamente nossas posições, as mãos hábeis posicionando-se em minha cintura, descendo a parte de baixo do pijama lentamente enquanto me beija – Problema um solucionado – diz, erguendo o dedo ao terminar de me despir, fazendo o mesmo com seu short – Problema dois também – contabiliza e rio – Agora vamos resolver o terceiro: te aquecer! – exclama, puxando o edredom ao mesmo tempo em que deita sobre mim, colando a boca a meu pescoço, traçando um caminho de fogo por debaixo do mesmo, alcançando meus seios.

Arqueio o corpo indo de encontro ao seu, minhas mãos enroscada em seu cabelo, afagando sem muita gentileza, meus gemidos e espasmos aumentando na medida em sua boca, língua e dedos estimulam minha intimidade, me levando ao gozo. Provo meu gosto ainda em seus lábios quando se ergue, me beijando com avidez, encaixando seu corpo ao meu, penetrando-me devagar, cadenciando suas investidas levando-me a gozar novamente, desta vez em sua companhia.

—Aquecida? – sussurra em meu ouvido provocando arrepios.

—Muito! – respondo, mordendo seu ombro – Quero mais calor. Me queimar por inteira nesse fogo delicioso! – murmuro de olhos fechados, enroscando as pernas em volta de seu corpo, atraindo-o de volta para o meu, recomeçando tudo de novo até gozarmos praticamente juntos mais uma vez antes de nos aquietarmos, adormecendo abraçados.

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Boate Fifty – pré reinauguração (um mês e meio depois, 23:00 p.m)

Narrador

—Andem, vamos, vamos, estamos em cima da hora! Pela deusa Cher, será que tenho que fazer tudo sozinho?! – Erico dramatiza, indo de um canto a outro dentro dos camarins.

—Se parasse de borboletear por ai feito um lunático, perceberia que Tudo já está organizado, baby! – Jullyana declara, bufando, arrumando cabelo e maquiagem antes de sentar-se, voltando a dar atenção a enorme taça de sorvete de chocolate com calda e pedaços de morango que devorava – E nem pense, melhor, nem ouse reclamar por estar comendo!- avisa, apontando a colher para o rosto do coreógrafo.

—Tenho amor a vida, minha musa cravo e canela! Além do mais, se o mais interessado em suas curvas não liga por que justo euzinho vou me importar?!?– questiona, levando uma mão ao peito.

—Está me chamando de gorda por acaso? – indaga a morena, estreitando o olhos.

—Não. Mas se fosse você teria cuidado para não exagerar ou corre o risco de vomitar durante a apresentação, em cima da plateia, o que inclui o sargentão e seus pais! – Sylvie lembra, fazendo-a parar a colher na metade do caminho para a boca, refletindo um segundo, dando de ombros, voltando a comer – E quanto a você, vê se relaxa um pouco! – aponta para o coreógrafo, que se jogara dramaticamente sobre o divã – Está tudo correndo muito bem obrigada. Por que ao invés de ficar aqui nos importunando não vai lá pra frente recepcionar quem chega, ciceronear os convidados? Anda, vai borboletear no jardim, vai! – diz, fazendo-o levantar-se, tangendo-o com as mãos.

—E vou mesmo. Pelo menos lá fora sou mais apreciado e respeitado do que aqui. Suas ingratas! – dramatiza, rodopiando, saindo teatralmente.

—Ele sempre foi assim? Porque não lembro de nada parecido no curto espaço de tempo que trabalhamos aqui – Hailey comenta, prendendo o cabelo num rabo de cavalo alto.

—Sempre – Sarah garante, sorrindo tranquila.

—Mas hoje está pior porque dad Rhodes confirmou presença – Kimberly diz, recostada ao espelho.

—O senhor Rhodes vai estar presente? – Alicia, irmã de Isabela pergunta, olhando a morena pelo espelho.

A jovem mudara para a cidade na metade do mês anterior e fora convidada por Erico a representar a irmã no número de reabertura extraoficial da boate.

—Já está – Sarah avisa, estreitando os olhos ao encarar a jovem – Posso saber o motivo da animação?

—Motivo nenhum -garante a ruiva concentrando-se em finalizar sua maquiagem.

—Sei – a médica diz, torcendo levemente o nariz – Alicia, Cornelius não é o que pode-se chamar de um doce de pessoa – avisa, fazendo aspas no ar.

—Nem doce e algumas vezes duvido que seja uma pessoa. Ao menos não uma normal. Oh homem esquisito viu! Alterna mais de humor do que a lua alterna suas fases – Aline comenta, atirando uma bolinha de papel na jovem – Se está pensando em investir em seu chefe, já que pelo que soube pretende trabalhar aqui, pense duas vezes e saiba que o melhor homem Rhodes de Chicago já tem dona ...e Para essa boca criatura! Já está me dando agonia! – ralha, tomando a colher da mão de Jullyana – Menina, tu vai fazer tua mãe virar uma porca se continuar nesse ritmo, ouviu? Vê se sossega um pouco – reclama junto a barrinha que começava a se evidenciar.

—Quem te disse que é menina? -Leslie interroga.

—Eu – Jullyana revela – Não é certeza absoluta, mas na última ultra a doutora Manning disse que tem tudo para ser – conta – Mas Hank ainda não sabe, portanto, bico fechado – ordena, dirigindo um olhar ameaçador a Andrer, que observava a tudo recostado ao batente da porta, rindo divertido.

—Oush! Tá me chamando de fofoqueiro? Eu hein! Vou ver se a surpresa do Erico já chegou que é o melhor que faço – avisa, fazendo menção de sair, Aline o detendo.

—Não está esquecendo nada não pirralhão? – cobra a loira, recendo um selinho – Agora pode ir, libera, ele saindo com um sorriso bobo nos lábios, deixando-as finalizando os preparativos para a apresentação.

O segurança atravessa o salão cumprimentando a todos que encontrava, buscando por Erico com o olhar, encontrando-o a mesa dos Rhodes, conversando com os mesmos mais os agentes Hayes e Spencer, continuando seu caminho até a entrada da boate onde encontra o agora agente Brenno.

—E ai, nada ainda? – pergunta, olhando o relógio.

—Está chegando – informa ele, apontando a limusine que se aproxima rapidamente, parando em frente a eles – Boa noite, e seja bem vinda – cumprimenta o rapaz, sorrindo, estendendo a mão para a mulher, que desce do carro graciosamente, retribuindo o cumprimento com um sorriso franco – Vamos conduzi-la as coxias – diz, ela anuindo, deixando-se conduzir até o local pelos dois – Avise as garotas que ela chegou Andrer – Brenno pede, conduzindo a convidada a um camarim particular.

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Fifty (23:34 p.m)

Sarah

—Ela chegou! – Andrer avisa, nos assustando – Desculpem, não quis assusta-las – pede – Nossa convidada chegou. Acho que já podemos começar e....

—Tá maluco! Ela precisa se arrumar relaxar, respirar – Aline enumera, levantando – E me dar um autografo! – exclama, saindo correndo do camarim.

—Depois diz que Erico que é maluco né? – Jullyana acusa, apontando a garota com a colher e rio, levantando após terminar minha maquiagem, pegando a máscara prateada – Aonde vai Sarah? Não me diga que vai pegar autografo também?! – indaga fazendo uma careta.

—Não. Vou avisar Connor que ela chegou e que iremos começar a apresentação – informo, roubando um pouco de seu sorvete – Preparem-se, quando retornar iremos subir ao palco – alerto, chamando atenção das outras dançarinas antes de sair.

Muitas coisas haviam mudado depois que Erico e meu sogro assumiram a boate (o segundo de forma anônima). Os quartos, antes usados para danças privadas e outras coisas, agora serviam de abrigo e moradia para garotas que chegavam a cidade sem muitos recursos, não sendo com isto obrigadas a trabalhar na boate. O que Erico pretendia, e meu sogro aprovara, era realizar shows parecidos com os dos cassinos em Vegas, sem tantas luzes. As máscaras foram mantidas bem como as danças privativas, só que agora eram realizadas em espaços separados do salão principal por divisórias retrateis. Nada de quartos fechados muito menos dinheiro sendo posto em calcinhas. Aqueles que quisessem dar uma gorjeta para qualquer dançarina, o faria anexando o valor a conta de suas despesas na boate indicando o nome da dançarina que deseja bonificar. Mais uma coisa que eles mantiveram: os nomes fictícios.

Adentro o salão principal parando um segundo para olhar a volta. Estava lotado. Nenhuma mesa estava vaga. E o melhor: os ocupantes eram todos parentes e amigos dos funcionários. Essa parte fora ideia de Claire: realizar uma pré-reinauguração privada como forma de confraternizar e todos começarem a se conhecer. Não seria mais um grupo, ou grupos, de estranhos dividindo o mesmo palco apenas. Seriam uma família. Como Erico sempre tentou fazer.

Busco nosso babá-coreógrafo com os olhos o encontrando perto do bar, conversando animadamente com algum parente de funcionário. Ele sempre foi um doce com todos nós. Sempre nos pondo para cima, incentivando e animando. Todos, sem exceção, o amávamos.

Por essa razão, havíamos decido homenageá-lo realizando uma última dança com todas as suas “musas” reunidas uma última vez.

—A última dança de Dione e companhia – sussurro, o sorriso em meu rosto aumentando ao ver meu marido aproximando-se.

—Por que a demora? Algum problema amor? – pergunta, segurando a mão que lhe estendia – Ela não veio? – quer saber.

—Acaba de chegar – informo – Vim apenas te avisar e chamar Erico. Estávamos dando tempo a ela se arrumar – aviso, acenando para meu amigo, que devolve, erguendo um dedo num pedido de aguardo – Nem sei como agradecer a seu pai por ter conseguido que ela viesse. Erico vai surtar com certeza! – digo fazendo-o rir.

—Com certeza! Só espero não precisar trabalhar hoje! – brinca e lhe dou uma tapa no braço – Estou brincando amor. Ele vai surtar , mas certamente não irá querer pagar mico desmaiando na frente dela – conjectura – Quanto a meu pai, ele sabe como conseguir o que quer – afirma, olhando em direção a mesa onde se encontrava.

—Como ele está? Divertindo-se ou entediado? – quero saber, Erico seguindo meu olhar.

—Difícil saber já que faz questão de manter aquele ar blasé para todas as ocasiões – afirma e o belisco.

—Não seja cruel Connor! Ele bem que tem se esforçado – defendo-o.

—Se esforçado para que minha rainha? Porque tenho que concordar com seu marido bonitão aqui: é muito difícil saber se a criatura está gostando ou não. Ele não fala, só olha e erguer a sobrancelha! – Erico resmunga e não consigo evitar o riso – Estão prontas? – pergunta, e aceno afirmativamente – Excelente! Vou lá atrás para ....

—Não precisa – digo rápido – Pode subir e anunciar logo. Só vim te chamar e voltar correndo porque as meninas já estão a minha espera – minto, dando um selinho em Connor antes de girar nos calcanhares e voltar correndo as coxias, agradecendo mentalmente mais uma das mudanças implantadas: nada de transparências – Meninas, ela está pronta? Temos que nos apressar, Erico está indócil. Quase veio até aqui – alerto, entrando no camarim coletivo, retendo o ar ao ver nossa convidada pronta, linda e deslumbrante.

—Só estávamos esperando você, rainha ninfa – ela diz, me dedicando uma breve reverencia e fico vermelha como pimentão – Sabe que adorei essa coisa de ninfas! Acho que vou usar em algum show meu – declara, aceitando as mãos que Brenno e Andrer lhe estendiam – Vamos? – convida e anuo.

—Vamos, mas hoje o show é seu! – exclamo, as meninas acenando afirmativamente.

—Ok, sigo as ordens de minha rainha – brinca, pondo a máscara negra em seu rosto, seguindo a nossa frente.

—Gente, não é que estou gostando dessa brincadeira! – Alicia diz, pondo sua máscara, prateada como a minha.

—E eu já estou sentindo falta – Sylvie suspira.

—Só não vai dançar se não quiser loira. Chefe Boden já disse que, se não interferir em nosso trabalho, por ele tudo bem – Leslie lembra, pondo a máscara negra igual a de nossa convidada.

As duas haviam decidido contar ao chefe Boden o que faziam em suas folgas depois que Brenno, sem quere, deixou escapar para Kelly durante uma confraternização no Molly’s após o pesadelo ter acabado, recebendo dele autorização para continuarem desde que, além de não atrapalhar o desempenho como paramédicas, não usassem o nome no batalhão. Não preciso dizer que os meninos encheram o saco pedindo que dessem uma demonstração, fazendo com que Leslie perseguisse Otis pelo quartel tentando acerta-lo após o pegar imitando-a dançar.

Eu também havia conversado com Miss Goodwin sobre meu ex emprego a fim de evitar mais fofocas, ao que ela me confidenciou já saber posto que o agente Spencer tivera que lhe explicar detalhadamente o porquê de todo o segredo envolvendo a presença do senhor Rhodes no Med.

Outros que me surpreenderam foram nossos colegas. Nem deles me olhou torto ou discriminou ao saberem sobre a boate.

—Oi, onde você está? – escuto Leslie perguntar, estalando os dedos a frente de meu rosto e pisco – Erico tá se alongando, eu sei, mas não dá pra dormir musa. Acorda aí. É nossa última dança juntas! – lembra, me segurando pelos ombros -Pelo menos nos palcos! – frisa, piscando.

—Atenção, é agora! – Andrer avisa e ficamos em alerta.

—Por isso tudo que acabo de lhes contar, é com imensa alegria e ao mesmo tempo tristeza, que trago para vocês em homenagem as musas Nichole e Isabela... Carmenta, Xanta, Héspera, Erato, Egle, Tália e Quione, dançando pela última vez juntas no palco da Fifty, sob o comando de sua rainha Dione...- antes que prosseguisse, Hailey corre até ele (conforme havíamos combinado) falando em seu ouvido – Como é? Como assim não vai estar....- Erico indaga, rindo amarelo ao notar que falara ao microfone – Sorry, houve um pequeno problema – pede, recebendo o papel que ela lhe entregava, olhando-a intrigado enquanto ela retornava para detrás das cortinas – Ok, mandaram lê então ...Meus queridos parentes, amigos e convidados, recebam, como estava dizendo a pouco – frisa provocando risos — Para uma última dança juntas – nos preparamos para entrarmos a medida em chamasse nossos codinomes -Carmenta – Jully entra – Xanta – é a vez de Less – Héspera – Sylvie – Erato – Aline entra deixando um beijo no rosto de Andrer – Egle – Alicia gira, graciosa, entrando e se posicionando – Tália – é a vez de Kim – Quione – Hailey — e Dione – eu entro ficando ao lado e Aline, ambas segurando as pontas da cortina – Sob as bênçãos e proteção da ....da – titubeia, os primeiros acordes da canção ecoando pelo ambiente, piscando diversas vezes – Da deusa ....Cher!!?? – fala, voltando-se ao mesmo tempo em que a fumaça de gelo seco sobe enquanto Aline e eu abrimos a cortina revelando a presença da cantora pop – Oh. Meu. Deus!! Cher! – Erico exclama, boquiaberto, paralisado, ela caminhado até ele enquanto nós dançamos a sua volta, cantando sob uma salva de palmas e assobios, todos ficando de pé....

Play – Believe – Cher

“No matter how hard I try, You keep pushing me aside;

And I can’t break through, there’s no talking to you;

It’s so sad that you’re leaving, it take time to believe it;

But after al lis sad and done, You’re gonna be the lonely one;

Quando chega o primeiro refrão, Cher nos convida com um aceno de mão a cantar junto com ela...

“....Do you believe in life after love?

I can feel something inside me say;

I really don’t think you’re strong enough;

Do you believe in life after love?

I can feel something insde me say;

I really don’t think you’re strong enough...”

Ao final do refrão, ela apoia um braço sobre os ombros de Erico, voltando a cantar, ele a acompanhando, emocionado, e nós voltamos a dançar...

“...What am I supposed to do, sit around and wait for you;

Well I can’t do that, and there’s no turning back;

I need time to move on, I need a love to feel strong;

‘Cause I’ve got time to think it through, and maybe I’m too good for you...”

No segundo refrão, começamos a descer do palco cantando mais uma vez, indo em direção as mesas onde nossos familiares ou amigos se encontram deixando apenas Cher, Egle e as novas dançarinas sobre o palco...

“Do you believe in life after love?

I can feel something inside me say;

I really don’t think you’re strong enough...

Paro em frente a Connor, envolvendo seu pescoço com os braços, olhando dentro de seus olhos, cantando junto com ele... “..Do you believe in life after love? / I can feel something inside me say / I really don’t think you’re strong enough... — Quer saber de uma coisa engraçada? – pergunto em seu ouvido enquanto o show continua.

—Quero – ele responde, me trazendo para mais perto.

—Quando te vi na plateia justo na noite de minha primeira apresentação solo, surtei – revelo fazendo-o erguer a sobrancelha.

—Sério? – questiona e confirmo com um aceno – Por que? – quer saber.

—Porque temi que me reconhecesse – digo, fazendo-o dançar comigo sem, no entanto, sairmos do lugar – Na minha cabeça, assim que estivesse sobre o palco iria saber que era eu e me delatar – confidencio recebendo um olhar surpreso.

—Não sou do tipo delator Sarah, nunca fui – diz calmamente, apertando o abraço a minha cintura, roubando um beijo rápido.

—Eu não tinha como saber, tinha? – questiono, não esperando resposta – Quase que não entro. Foi preciso um cutucão da Leslie para me fazer ir no tranco – revelo, ele rindo gostoso.

—Quer saber outra coisa engraçada? – me pergunta e aceno afirmativamente – Fui eu quem sugeriu ser você a dançar para nosso grupo – revela -E depois que saiu, fiquei com a sensação de te conhecer de algum lugar, só não sabia de onde, por isso insisti aquela noite – conta – E quando senti seu perfume e te beijei no terraço, tive certeza de que era você a ninfa que me encantara.

—Então devo a Dione estar casada com você? – inquiro, o velho e conhecido bichinho do ciúme me mordendo.

—Não – afirma, seguro – Deve a ela o fato de ter retirado a venda de meus olhos pois mesmo não admitindo no início, me senti atraído por você, Sarah Reese, estudante do quarto ano de Medicina, com pânico de agulhas, que pensou em escolher Patologia, que julgava não ter jeito para lidar com os pacientes – enumera, me deixando boquiaberta – Dione apenas me mostrou outra faceta sua que não conhecia e que me atraiu com mais força– assume, sincero, retirando a mascara que cobria meu rosto – Mas ambas, a ninfa e a médica, me encantaram, cada uma de uma forma diferente, mas com seu jeitinho doce e meigo de ser...Eu te amo Sarah Dione Reese Rhodes! Minha médica-rainha ninfa! – declara.

“Tá esperando o que pra dizer o mesmo e tascar um beijão de cinema nele sua tonta?” ...... Olha só quem resolveu dar o ar de sua graça! Andou sumida por que hein?.....”Simples: não estava precisando de meus conselhos , amada! Agora para de perder tempo e beija logo essa delicia em forma de homem!”

—O que foi? Disse algo engraçado? – Connor questiona.

—Não, não disse não. Estava apenas conversando com uma velha amiga que sempre me aconselhou muito bem sobre nós dois – digo, deixando-o confuso – E mais uma vez vou seguir seu conselho – digo.

—Que foi..!?? – indaga.

—Parar de perder tempo, dizer que também te ama muito Connor Rhodes, meu cirurgião e herói particular – declaro fazendo-o rir – E calar a boca e te beijar! – exclamo.

—Humm, gostei dessa sua amiga misteriosa! – Connor responde, já colando sua boca a minha num beijo intenso, alheios a toda felicidade a nossa volta....

“....Do you believe in life after love?

I can feel something inside me say;

I really don’t think you’re strong enough;

Do you believe in life after love?

I can feel something inside me say;

I really don’t think you’re strong enough...”

Notas finais
Estou estudando a possibilidade de uma fic ou one com o casal Upton e Matteo. Sim, não ou talvez!? Aguardo retorno. Bjinhos flores e obrigada por acompanhar a historia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!