Hidden In The Forest
11 Capítulo 11: Amigos, amigos... Huhumm, sei...
Notas iniciais
POV. PERCY
Acordei sozinho, sem nenhuma batida desesperada na porta ou prima louca em cima de mim.
Imediatamente, os acontecimentos da noite anterior vieram a minha mente. Pensei em como eu agiria com Annabeth. E se ela se arrependesse de ter me beijado? Resolvi agir naturalmente, como eu faço todo dia.
Desci as escadas e encrei uma cena que nunca pensei que veria: Thalia estava de pé em cima de uma cadeira, de costas para a escada, com uma maçã na mão esquerda, que estava levantada. Annabeth estava na cadeira ao seu lado e pulava pra tentar pegar a maçã, mas Thalia era mais alta.
Puxei uma cadeira do outro lado da mesa sem fazer barulho e a usei como apoio para subir na mesa. Annabeth me viu, mas continuou a tentar pegar a maçã, parecendo entender meu plano.
Andei silênciosamente pela mesa até ficar atrás de Thalia. Num gesto rápido, peguei a maçã e pulei da mesa.
— EI! – gritou. Eu e Annabeth rimos.
— Acho que isto é seu, senhorita. – falei, fazendo uma reverência e jogando a maçã para a loira.
— Obrigada. – respondeu corando.
— OPA! OPA!OPA! A Annie corou? – disse Thalia, que já havia descido da mesa e olhava para Ann com um sorriso malicioso.
— C.. Claro que não, Thalia! – geguejei.
— Humm... Aí tem coisa! – respondeu com o mesmo sorriso. Senti meu rosto esquentar.
Annabeth, percebendo que nenhum de nós sairia em sua cor normal se essa conversa continuasse, resolveu salvar nossa pele:
— Thalia, você não vai falar pro Percy o motivo de ter vindo aqui?
-Ah, é! – respondeu, e então se virou pra mim – Percy, nossos amigos estão preocupados. Digo, nossos amigos do palácio. Então, eu queria te perguntar se... Talvez, você quisesse ir visitá-los comigo. Só eu, você e Annie.
— Tudo bem, eu topo. Você vem, não é, Ann? – perguntei.
— Hum... É... Eu... N.. Não precisa me convidar! Podem ir só vocês dois! Eu posso ficar aqui e...
— NADA DISSO! – Thalia cortou/gritou. – Você vai, querendo ou não, porque eu quero MUITO ver você corar quando zoarem você e o Percy! Eu falei muito sobre vocês dois, então eu quero MUITO ver a cara da Silena!!!!!!!
Annie bufou.
— Tudo bem! Quando vamos?
Thalia pegou uma maçã de cima da mesa e jogou pra mim.
-Agora mesmo.
***
Viajar com Thalia Grace não é uma coisa fácil. Sempre que eu começava uma conversa com Annabeth, ela cantava ( lê-se berrava) “É O AMOOOORRRR!!!! QUE MEXE COM A SUA CABEÇA E TE DEIXA ASSIM!!!!”, (N/ Percy: Parece tanto a Noel...) (N/ Noel: Sério? Pela primeira vez eu quero ouvir a história e você vem fazer gracinha?) o que nos deixava mais vermelhos que um morango.
Depois de algumas horas de muito sofrimento e irritação, chegamos a caverna que dava para as passagens secretas do palácio, ou como gosto de chamar: nosso ponto de encontro. A passagem que dava para a caverna era bem pequena.Não era uma dessas passagens com túneis, era mais um buraco de um metro na parede da caverna, escondido atrás de algumas rochas.
— Eu vou primeiro. – disse Thalia. – Percy, você vem depois de mim, e em seguida a Annie. Entenderam? – nós assentimos. – E nada se agarrar quando eu não estiver olhando! – acrescentou.
Eu e Ann já poderiamos ser confundidos com tomates gigantes. Thalia se agachou e passou pelo buraco. Ouvi ela dizer:
— Hey, seus cabeções! Olhem só quem eu trouxe! – e então gritou – Podem vir, Surpresas!
Me agachei e passei pelo buraco.
— PERCY!!! – gritou Silena.
Sorri para ela e estendi a mão para Annabeth, que passava pelo buraco. Ela aceitou e eu a ajudei a se levantar.
— Quem é essa, Peixinho? Arrumou uma namorada, foi? – perguntou Jason.
Eu e Annabeth coramos.
— Gente, essa é Annabeth Chase, a garota que eu falei pra vocês. – disse Thalia. Pode parecer loucura, mas juro que a ouvi murmurar algo como “ que comece o show...”.
— OOOOOOWWWWNNN!!! – falou ( lê-se berrou) Silena. – É aquela que você contou que o Percy observa quando pensa que não tem ninguém olhando?
Corei até a raiz dos cabelos.
— N... N... Não é nada disso! – DROGA! Gaguejei. Ferrou tudo.
— OOOWWNN! QUE BONITINHO! – todos disseram.
Luke, aparentemente meu único aliado além de Annabeth (provavelmente porque já havia passado pela mesma coisa com Thalia), resolveu nos salvar:
— Bem, nós ainda não nos apresentamos. Sou Luke Castellan.
— Jason Grace.
— Silena Beauregard, ao seu dispor!
— Nico di Angelo.
— Bianca di Angelo.
— Leo Valdez!
Depois de todos se apresentarem, Silena perguntou:
— A quanto tempo estão namorando?
Annie engasgou com o ar. Senti meu rosto esquentar.
— N... N.. Namorando? – perguntou Ann, corada até a raiz dos cabelos.
— É, afinal vocês estão de mãos dadas! – respondeu como se fosse óbvio.
Só então nós reparamos que não havíamos soltado as mãos, e o fizemos rápidamente.
— Nós não estamos namorando! – falamos em uníssono.
— Ah, qual é, Percy! – disse Jason. – Vocês devem no mínimo ter dado uns beijos, não?
Eu e Annabeth nos entreolhamos, corados, e dissemos um “Não” em uníssono.
— Somos só amigos! – disse Annabeth.
— Amigos, amigos... Huhum, sei.... – disseram todos.
— Mas nós não viemos aqui pra vocês nos zoarem! Queremos saber como estão as coisas! Soube que Rachel vai vir pra cá e que meu pai está muito preocupado comigo. – falei.
Todos se entreolharam.
— Bem... – disse Bianca. – Na verdade, a Rachel já está aqui.
— É, e ela não está mais tagarela! – continuou Jason.
— E pelo que o pai dela disse, ela tem um namorado. – completou Luke.
— Quanto ao seu pai... Bem, ele acha que o melhor jeito de te encontrar é mandando cada um de nós em uma busca pela floresta. – disse Nico. – E segundo o que ouvimos, ele vai procurar o ladrão que roubou vocês e causou toda essa confusão até encontrá-lo, para estrangulá-lo com as próprias mãos.
Imediatamente olhei para Annie, que tinha uma das mãos no pescoço. Ela olhou pra mim e mordeu o lábio. Havia medo em seu olhar.
— Oh... – disse Leo balançando a cabeça.
— Então quer dizer que ela é... – Luke não concluiu a frase.
Segurei a mão de Ann em um gesto protetor e respirei fundo.
— Meu pai nunca encontrará o ladrão. Ou melhor, ladra. E se encontrar, eu estarei ao lado dela. Afinal, ela me salvou várias vezes nessas últimas semanas. E o que ela roubou, bem... É dela por direito. Não deixarei que nada a machuque. Nunca. – Senti Annabeth apertar minha mão, e olhei para a mesma. A loira tinha um sorriso tímido, mas sincero no rosto. Em seus olhos, não havia mais medo ou preocupação. Havia gratidão e mais alguma coisa em seu olhar. E ele me mandava uma mensagem silênciosa: “Obrigada, Cabeça de Alga”.
— Que fófis, gente! – disse Silena
— Owwwnnn!!! – disse uma voz feminina vinda da passagem para o castelo, que era do tamanho de uma porta dupla normal.
Todos direcionamos o olhar para aquele ponto, e vimos que, encostada lá, estava uma garota com pele branca com sardas, cabelos ruivos, crespos e olhos verdes. Aparentava ter uns dezessete anos, e eu sabia exatamente quem era, mesmo depois de dez anos...
— Rachel. – falei.
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