Hidden
1 Prólogo
21 anos atrás
Floresta Encantada
Tempos de guerra
Inimigos se encaravam. De um lado, Snow White e Prince Charming. Do outro, Regina Mills, a Rainha Má. A Rainha, até então, vitoriosa. Afinal, ela não contava com a arma especial de Snow e Charming.
“Renda-se, Regina”, Snow falava, em um tom de superioridade, “Dessa maneira ninguém se fere. Faremos um acordo. Viveremos em paz”, contava com aquele plano, não queria usar o outro. Não queria ferir Regina, sendo física ou emocionalmente.
“Ninguém se fere, você diz, quando metade de meu exército foi massacrado pelo seu. Diz essas coisas como se quisesse paz. Sabe que, mesmo depois desse ‘acordo’ não haverá paz. Nunca haverá”, a Rainha replica.
“Assim você não nos deixa nenhuma escolha. Eu sinto muito, Regina”, cabisbaixa, Snow diz. Ela olha para Charming e faz um sinal com a cabeça.
“Sente por o que? Não fazer nada?”, irônica, ela diz.
Não houve resposta. Do outro lado, Charming puxava uma adaga presa em seu cinto. A Rainha demorou algum tempo, mas finalmente reconheceu que adaga era aquela. Mas não a tempo.
Com o braço estendido, a adaga virada para o lado e nenhuma hesitação na voz ele chama o nome três vezes.
Segundos depois ele aparece.
“Rumpelstiltskin”, a Rainha aparentava estar confusa. E ela estava.
“Você já sabe o que fazer”, foram as breves palavras de Charming.
O Senhor das Trevas se aproximava da Rainha. Ela recua alguns passos. Atrás, Charming tinha uma postura séria, e um tanto vitoriosa. Quanto a Snow, mantinha-se cabisbaixa. Não queria estar fazendo aquilo.
A Rainha já se sentia ameaçada. Tentou usar magia contra Rumpelstiltskin, mas não conseguia, o que a deixou confusa.
“Ah, sim. Neutralizei sua magia, querida. Não há nada que possa fazer”, o pequeno homem diz.
“Por que está fazendo isso?”, ela pergunta.
“Eles possuem a adaga. Ordens deles. Não posso impedir. Sinto muito”, e com essas palavras, ele lança o encantamento.
No começo, a Rainha não entende o que ele estava fazendo. Então se dá conta. Quando consegue juntar as peças, parte para ataca-los. Mas a única coisa que consegue fazer é dar de cara com a barreira.
“Snow! Por que está fazendo isso?”, vocifera.
A outra mulher levanta a cabeça lentamente. Seu rosto estava vermelho, como se estivesse chorando. Diz com a voz um tanto embargada, “Assim, você não poderá machucar ninguém. Como já disse, sinto muito”, ela se vira e vai embora, e Charming a segue. Rumpelstiltskin, cuja presença já havia sido esquecida, desaparece no ar.
E naquele momento, Snow White e Prince Charming fazem um juramento, um juramento para que aquele acontecido nunca mais fosse mencionado. Quanto à Regina, a Rainha Má, imersa em seu momento de ira, jura que algum dia iria se vingar.
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I ano depois
O reino inteiro se encontrava em festa. Naquele dia, era celebrado o nascimento da nova princesa, Emma Swan, filha de Snow White e Prince Charming.
Do outro lado da floresta, nos arredores do Castelo Negro, moradia da Rainha Má, a mesma ouvia, atenta, o festejo.
Sentia-se amarga. Sentia repulsa, sentia raiva. Não se conformava que eles estavam lá em seu reino, tendo filhos, festejando e sendo felizes depois do que fizeram com ela.
Havia perdido seus poderes, mas ainda tinha seus objetos mágicos. Há tempos não os usava, mas naquele momento sentia uma necessidade imensa. Precisava descobrir o nome da criança. Não sabia o porquê, mas precisava. Era como uma necessidade interna, uma necessidade imensa.
Ficou um tempo olhando para o espelho mágico, esperando alguém dizer o nome, ou ele aparecer escrito em algum lugar. Mas não conseguia descobrir. Eles celebram o nascimento da criança sem ao menos mencionar seu nome. Que ótimo, pensa.
Correndo os olhos pelo local, vê um berço. Dentro do berço, uma criança. Com olhos verde esmeralda e cabelos loiros que reluziam como raios de sol, era uma menina encantadora, que mesmo Regina tinha de concordar. Na cabeceira do berço de madeira, um nome entalhado em letras cursivas. Emma.
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